Monday, June 17, 2013


Eu vou mudar o nome do blog para Apologética Facebookiana, ou algo assim. Agora eu nem preciso sair de casa para achar inspiração para os textos. Mas como eu realmente saio de casa, acabo não tendo tempo para escrever. Mas resolvi fazer um update no meu texto sobe numerologia bíblica, porque mais uma vez eu vi alguém no Facebook usando a numerologia bíblica para avançar seu ponto de vista. E mais uma vez foi um pastor que fez isso (essa prática é moda entre os pastores), com a seguinte afirmação:
"Aprendam a fazer o bem. Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva." [Isaías 1:17]Justiça é um tema central, mencionada mais de 200 vezes nas Escrituras.Não é secundário, é central! E pq anda tão esquecido?
Por justiça, o nosso amigo quer dizer justiça social e com justiça social ele quer dizer tirar de uns para dar para os outros. Esse conceito de justiça é estranho às Escrituras. Para a Bíblia, justiça é corrigir um mal feito a alguém. Se eu roubar você, eu devo sofrer pelas mãos da justiça. Como muitas vezes o rico consegue que a justiça seja feita e o pobre e a viúva não, a Bíblia nos instiga a lutar pelos direitos dos mais fracos, mas esse direito não tem nada a ver com deixar de ser pobre, a não ser que tenha existido roubo. Esse foi um pequeno adendo, porque o alvo não é esse, mas acho importante ressaltar que o conceito bíblico de justiça é diferente do que o povo anda pregando por ai. Eu não me lembro se já escrevi sobre isso. Se não escrevi, vou explicar melhor em um texto à parte.
Mas vamos supor, apenas para manter o argumento vivo, que a noção de justiça bíblica é a de justiça social. Ele diz que o tema é central, que é mencionada mais de 200 vezes nas Escrituras. Ora, isso é um número interessante, não é? Se, a quantidade de vezes que um tema é mencionado nas Escrituras define a sua importância, então, podemos acreditar que essa noção de justiça é importantíssima, certo? Talvez.
Primeiro já escrevi que esse método para se definir importância para um tema é furado. Deus é mencionado na Bíblia 4,3 mil vezes. Jesus é mencionado 900 vezes. Então, o que é mais central na Bíblia? Justiça ou Deus? Justiça ou Jesus?
Vamos calcular a real importância do termo justiça como disso o pastor. A Bíblia possui cerca de 31.200 versículos. Destes, 200 mencionam justiça (na verdade, a palavra justiça aparece 548 na Bíblia em português, mas a maioria referente à justiça divina, o que não avança a afirmação do pastor). Fazendo uma rápida análise, podemos dividir 200 por 31.200 e teremos 0,64%. Ou seja, de tudo o que é abordado nas Escrituras, essa justiça aparece 0,64% das vezes. Se isso é central, eu não sei o que mais é secundário.
No final das contas, esse grupo de pastores que vem avançado a numerologia bíblica (justiceiros sociais, universalistas, etc) precisaram arrumar uma forma de tentar justificar sua péssima hermenêutica. Já que uma leitura completa das Escrituras dentro do seu conceito nos mostra que o tema central da Bíblia é Cristo e seu plano de salvação para a humanidade da ira vindoura para a Glória de Deus (ufa), só resta catar versículos soltos, fazer uma rápida contabilidade e torcer para que os mais incautos caiam na conversa. Uma pena que o argumento não se sustenta nem mesmo dentro das suas premissas.
Prometo não escrever mais sobre isso. Mesmo que eu veja na Facebook de novo (e sei que verei) Já esgotei o tópico.

O Facebook ainda vai render outros textos. E a vida real também.

Posted on Monday, June 17, 2013 by Maurilo e Vivian

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Sunday, June 16, 2013


Essa sempre foi uma questão fácil pra mim: o cristão deve acreditar na astrologia? Não. Ponto final. Próxima pergunta? Eu já havia aprendido com as testemunhas de Jeová que a astrologia é um sistema de adivinhação e como tal havia sido proibido por Deus (Deuteronômio 18:10-14) e quando me tornei cristão, fiz certa checagem das minhas crenças antigas de TJ e essa sobre a proibição referente aos métodos de adivinhação se manteve (a grande maioria foi embora).
Mas depois que o Facebook entrou na minha vida, eu tenho observado uma coisa interessante. Tenho visto alguns amigos que se reconhecem como cristãos postando frases e imagens positivas em relação à astrologia. E não são poucos. Será que estou tão por fora do que acredita o meio evangélico? Tudo bem, a igreja que eu faço parte está bem fora da curva evangélica atual (e bem próxima da curva protestante histórica), mas será que a igreja evangélica mudou tanto nos últimos 10 anos que adicionou a astrologia ao leque de crenças?
Eu não vou falar sobre o que é a astrologia aqui. Caso queira entender melhor as suas premissas, você pode ler este artigo na Wikipédia. E lembre-se, se está na Wikipédia, só pode ser verdade, né? ;^)
Eu tenho basicamente duas objeções à astrologia. A primeira bíblica e a segunda, científica. A objeção bíblica se baseia nos seguintes textos:
E para que, ao erguerem os olhos ao céu e virem o sol, a lua e as estrelas, todos os corpos celestes, vocês não se desviem e se prostrem diante deles, e prestem culto àquilo que o Senhor, o seu Deus, distribuiu a todos os povos debaixo do céu.
Deuteronômio 4:19
Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou dedique-se à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium ou espírita ou que consulte os mortos. O Senhor têm repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês. Permaneçam inculpáveis perante o Senhor, o seu Deus. As nações que vocês vão expulsar dão ouvidos aos que praticam magia e adivinhação. Mas, a vocês, o Senhor, o seu Deus, não permitiu tais práticas.
Deuteronômio 18:10-14
Todos os conselhos que você recebeu só a extenuaram! Deixe seus astrólogos se apresentarem, aqueles fitadores de estrelas que fazem predições de mês a mês, que eles a salvem daquilo que está vindo sobre você; sem dúvida eles são como restolho, o fogo os consumirá. Eles não podem nem mesmo salvar-se do poder das chamas. Aqui não existem brasas para aquecer ninguém; não há fogueira para sentar-se ao lado.
Isaías 47:13-14
E outros textos. A Bíblia proíbe métodos para conhecer o futuro e que não devemos buscar nos sinais celestiais nem adorar os corpos celestes, além de mostrar que os astrólogos, os fitadores de estrela não podem salvar a si mesmos. Veja também Daniel 4:7 sobre o papel dos astrólogos.
Portanto, independente de existir alguma validade à astrologia ou não, a crença na astrologia está em rota de colisão com o ensino bíblico e o cristão deve sempre se alinhar com os ensinos das Escrituras.
Só que a astrologia não tem validade, especialmente científica e aqui vai a minha segunda objeção. A astrologia afirma que a posição dos corpos celestes na hora do nascimento da pessoa influencia na personalidade da mesma. Muito bem: não existe nenhuma comprovação científica disso. Nada. Ninguém sabe que energia misteriosa é essa que é mais forte que a gravidade, a ponto de influenciar a personalidade de uma pessoa, mesmo um planeta distante como Júpiter, mas é barrada por líquido amniótico e carne humana. Ninguém sabe como essa força age: ela altera o DNA da pessoa, para que ela se enquadre em um dos 12 já pré-definidos padrões de personalidade ou essa influencia vai acontecendo por toda a vida, manipulando a mente da pessoa para que ela aja da forma como os astros desejam? Alías, a astrologia como prática de divinação vem da época que as pessoas acreditavam que os corpos celestes eram deuses capazes de influenciar a vida das pessoas. Era e é uma forma de superstição. Essa prática continua mesmo quando já sabemos que os corpos celestes não são deuses. Não são deuses. Não possuem poder mágico de influência da vida das pessoas. Ainda assim, a prática continuou, mesmo sem o seu fundamento mais básico.
Uma coisa interessante é que a divisão do céu em 12 signos em um arco de 30 graus cada não representa o céu de forma alguma. Quando dizem, por exemplo, que o sol está em câncer, os astrólogos erram feio. Hoje, 16 de junho, o sol deveria estar em gêmeos. Mas na verdade, está em touro. Ou seja, seu mapa astrológico mudou. Se você tem as características de uma pessoa de gêmeos (inteligência, versatilidade, agilidade mental, persuasão) é melhor começar a se comportar como alguém de touro (paciência, determinação e romantismo).
Mas talvez você diga: mas eu conheço pessoas que batem direitinho com a descrição de personalidade do zodíaco. Para isso eu respondo: eu conheço pessoas que não batem em nada com a descrição de personalidade. Você realmente acredita que só existam 12 tipos de pessoas? Eu nasci no dia 1 de novembro e meu signo é de escorpião (apesar do sol estar em libra nesta data) e toda vez que eu falava a data do meu nascimento, as pessoas já me pré-julgavam como escorpiniano (é assim que se escreve?) e tudo o que eu fazia que era parecido com o meu signo apenas alimentava essa crença. Ou seja, eu era estimulado a agir como alguém de escorpião e quanto mais eu agia mais as pessoas acreditavam que eu era de escorpião. O que influenciou a minha personalidade: o sol em escorpião, mesmo estando em libra, ou as pessoas alimentando em mim as características de escorpião? E quando eu tenho atitudes de forma totalmente diferente de alguém de escorpião? O que está acontecendo aqui?
Portanto, se você é cristão, pare de acreditar na astrologia. Ela é condenada e zombada nas Escrituras, não possui fundamentação científica e é fruto de uma superstição antiga. Além disso, é uma forma de preconceito (você já sabe tudo sobre uma pessoa apenas pela data que ela nasceu) que em nada avança a sociedade e apenas nos faz perder tempo.
Quando olhar para o céu, ao invés de tentar entender o seu futuro ou o traço da personalidade de alguém, apenas faça como o salmista:
Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos.
Salmos 19:1 

Posted on Sunday, June 16, 2013 by Maurilo e Vivian

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Saturday, June 08, 2013


Olá pessoal. Após um tempo longe do blog, voltamos para anunciar que vamos compartilhar uma mensagem sobre a veracidade histórica da ressurreição de Cristo na Igreja Batista da Amizade, em São Paulo. O mais interessante é que a mensagem será toda em inglês! Então, se você quiser aprender sobre a ressurreição de Cristo, ou praticar um pouco de inglês ou ambas as coisas, será muito bem vindo.

Veja o endereço abaixo:

Exibir mapa ampliado;

Posted on Saturday, June 08, 2013 by Maurilo e Vivian

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Thursday, May 09, 2013



Você está em uma conversa sobre aborto (por exemplo) e aí, em reposta a algum argumento seu, a outra pessoa diz: “é, mas você pensa assim porque é religioso”. Isso já aconteceu comigo várias vezes, tanto aqui no blog, quanto no Facebook, quanto na vida real. O intuito da pessoa é invalidar o argumento mostrando a sua origem. No caso, se um pensamento tem origem religiosa, ele é automaticamente falso.
Esse tipo de resposta é um erro de pensamento, conhecido como falácia genética. Na falta de uma resposta melhor, uma manobra retórica leva o interlocutor para essa falácia. Antes de mostrar porque esse pensamento é falacioso, eu quero reforçar que todo tipo de pensamento tem algum origem. Todo mundo tem uma lente pela qual enxerga o mundo. O ateu, por exemplo, interpreta o mundo através da negação da existência de uma divindade e da negação do sobrenatural, em sua maioria. O religioso interpreta o mundo através de suas crenças religiosas, assim como o ateu. Se você acredita que o ser humano é basicamente bom, é assim que você vai guiar suas decisões e escolhas, especialmente em relação à sociedade. Se você acredita que o ser humano é basicamente mau, é assim que você vai guiar suas decisões. Todas as pessoas (TODAS) usam suas crenças para interpretar o mundo e expressar suas opiniões. A origem de uma ideia por si mesma não é suficiente para desqualificá-la, já que todas as ideias possuem uma origem na crença daquele que a expressa. Se não fosse assim, todas as ideias já estariam desqualificadas automaticamente.
Mas o que torna a falácia genética uma falácia de verdade é que a origem de uma ideia pouco ou nada tem a ver com a sua veracidade. Esta precisa ser determinada por seus próprios méritos. Se eu afirmar que “o estado de Minas Gerais é o maior produtor de queijos artesanais do Brasil” e você respondesse, “você fala isso só porque é mineiro”, você estará fazendo um uso clássico da falácia genética. Ou Minas Gerais é o maior produtor brasileiro de queijos artesanais ou não é. Se eu sou mineiro ou paulista ou gaúcho nada tem a ver com a questão. A afirmação tem que ser verificada por seus próprios méritos.
É assim quando alguém diz que suas afirmações não são válidas porque tem origem religiosa. Ele está usando da falácia genética para tentar silenciar a conversa. Agora que você conhece esse truque, não se deixe enganar.

Posted on Thursday, May 09, 2013 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, May 08, 2013



Eu estava lendo um texto na internet que falava sobre isso. Por que somos tão obcecados com homossexualismo (escolhi essa palavra porque não fui convencido pelo argumento ruim que –ismo denota doença. Essa é uma das opções, mas não a única, portanto, não existe aqui motivo para mudança). Você pode ler o artigo todo em inglês aqui.
Mas resumidamente, o autor, que possui um trabalho importante dentro de universidades, sempre é perguntado sobre homossexualismo, não importa o tem que ele estiver falando. Apenas pelo fato de ser cristão ele sempre é instigado para dar sua opinião sobre o assunto. E via de regra ouve a pergunta: por que vocês são tão obcecados com o homossexualismo?
Bom, na verdade, o evangélicos não são obcecados com o homossexualismo. A sociedade em geral, e os ativistas gays especificamente, são obcecados com esse tema. A igreja apenas está tendo que responder a esta questão que está sempre vindo à tona.
Todo debate que envolve os evangélicos acaba sendo arrastado para uma discussão sobre o homossexualismo. Como o pecado do momento é ser homofóbico (definido pelo ativismo gay como todo aquele que discordar do movimento homossexual) fazer com que o evangélico vocalize uma opinião “homofóbica” se torna um trunfo em si mesmo. Uma opção retórica que está ganhando terreno, mesmo que seja em si falaciosa.
Isso tudo me lembrou uma conversa que tive com um amigo na Nova Zelândia que dizia que nós cristãos somos conhecidos por só falar sobre aborto e homossexualismo. Eu reforcei que nós somos conhecidos assim não porque apenas falamos sobre isso, mas porque a mídia quer nos caracterizar assim. A única coisa que a mídia quer ouvir dos evangélicos é como eles odeiam os homossexuais. O resto é bobagem.
Veja o caso do Marcos Feliciano. Ninguém fala sobre sua teologia ruim, como ele representa o que existe de pior no meio evangélico. Nada disso. Apenas um ponto é destacado: sua homofobia. Aliás, parece que ele é acusado disso. Interessante que ter uma opinião diferente está se tornando crime. Estamos vendo o levantar da ditadura gay. Enfim, mesmo o suposto racismo da parte de Feliciano (fruto de sua teologia ruim) é praticamente ignorado. O que realmente interessa é reforçar que ele acha que homossexualismo é pecado. A mesma opinião da maioria dos cristãos ao redor do mundo. A mesma opinião expressada pela Bíblia.
Enfim, os evangélicos não são obcecados com o homossexualismo. Eu tenho certeza que a maioria dos evangélicos talvez nunca tocaria no assunto. Não ficamos gritando dos nossos púlpitos o tempo todo que o homossexualismo é o pior de todos os pecados, que os homossexuais são sujos e devemos manter distância deles. Muito pelo contrário. A mensagem de salvação do cristianismo inclui tanto homossexuais quanto heterossexuais. Todos precisam de salvação. Mas na guerra das ideias, caracterizar o “inimigo” como um monstro é sempre a preferência na falta de bons argumentos.

Posted on Wednesday, May 08, 2013 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, April 10, 2013



Finalmente duas postagens na mesma semana. E olha que essa segunda quase não aconteceu, com a semana corrida. Mas estou feliz que minhas férias estão chegando e talvez eu consiga publica mais.

Eu quero escrever hoje sobre uma prática que tenho visto no meio evangélico, especialmente no meio neo-pentecostal cool, que é definir a importância de um assunto na Bíblia pela quantidade de vezes que uma palavra aparece nas Escrituras. Eu já vi isso um punhado de vezes por aí. Apesar da repetição de um termo ter certa importância (e um apelo retórico) apenas essa repetição não define a importância do termo dentro do contexto geral.
Por exemplo, em um recente texto um pastor-deputado (temos tido vários deles ultimamente) disse que “há mais de dois mil versículos na Bíblia falando sobre o cuidado com os pobres e aproximadamente seis tratando sobre homossexualidade”. A ideia do pastor-deputado (ainda quero escrever sobre essa “novidade”) é que como a Bíblia tem mais textos sobre o cuidado com o pobre, então esse é um assunto muito mais importante e a igreja deveria se focar nisso, não em coisas menores, como o homossexualismo.
Em um primeiro momento isso até pode fazer sentido. Se eu tenho mais versículos falando sobre um assunto do que outro, então esse assunto deve ser mais importante. Certo?
Errado!
Primeiro, a Bíblia não é um livro de versículos soltos, desconexos que pouco se relacionam dentro de um contexto. Existe uma história da redenção do homem, através da obra de Deus que tem começo, meio e fim. O único livro da Bíblia que você pode ler sem se preocupar demais com o contexto é Provérbios e ainda assim não recomendo. E quando um texto é lido dentro de seu contexto, tanto literário quanto histórico, o que define a importância de um tema não é a quantidade de vezes que ele aparece, mas sim em que contexto ele aparece.
Teve um período que eu tentei aprender SEO (otimização para motores de busca) para aumentar o tráfego no blog. Eu não me dei muito bem com isso, apesar de ter dobrado o número de visitas em menos de um mês, mas eu aprendi que parte do que faz o Google dar uma boa coloção para um site em uma busca é a relevância da palavra buscada dentro da página. Por exemplo, pesquise no Google “testemunhas de Jeová Michael Jackson” e você vai ver o nosso blog na primeira página. Alguns anos atrás, estávamos na primeira posição; hoje estamos em nono, mas está bom. Um truque que algumas pessoas usam para tentar enganar os robôs do Google é escrever várias vezes a palavra chave de forma escondida na página, seja no cabeçalho da página que aparece apenas para os robôs seja ao longo da página na mesma cor do fundo da página, o que não aparece para na tela. Mas aí reside a beleza do robô do Google. Ele reconhece não apenas quantas vezes uma palavra aparece no texto, mas também a relevância da palavra dentro do contexto. Como o robô faz isso? Eu não tenho ideia. Se soubesse, provavelmente estaria rico. Mas ele faz isso muito bem.
Portanto, apenas o número de vezes que uma palavra aparece não define a sua importância.
O que nos leva ao segundo ponto problemático dessa abordagem: ela leva a conclusões esdrúxulas.
Eu sou um analista e como bom analista, preciso de dados. Então, resolvi colocar esse método de teologia numérica (termo meu) à prova. Fiz um levantamento das palavras que mais aparecem na Bíblia e correlacionei esse número com o número de palavras totais na Bíblia. Como eu fiz isso em inglês, os valores podem ficar um pouco diferente do português, mas eu acho que é estatisticamente correto (bonito né?).
Em inglês, na versão King James, a Bíblia possui 774.746 palavras, somados Velho e Novo Testamento.
Qual é a palavra que mais aparece na Bíblia? Ao contrário do que muita gente fica pregando por aí, não é amor, mas a palavra “e”. Faz sentido né? Ela aparece 28.364 vezes, ou seja 3,66%. Será que o tema mais importante da Bíblia é a conjunção “e”? Acho que poucos teólogos numerólogos iriam tão longe. E outras palavras mais interessantes? Vamos lá
  • Pobre       197         0.02543%
  • Amor        281         0.03627%
  • Morte       346         0.04466%
  • Santo        544         0.07022%
  • Céu          551         0.07112%
  • Mau          569         0.07344%
  • Criança   1.727     0.22291%
  • Casa       1.840     0.23750%
  • Israel       2.301     0.29700%
  • Deus       4.293     0.55412%

Veja que a importância do amor na Bíblia é de apenas 0,036%. “Casa” é mais importante que “amor”na Bíblia, segundo a teologia numérica. O "pobre", coitado, só importa em 0,025% dos casos.
"Jesus" aparece apenas 942 vezes, ou 0,12%. E eu achando que Jesus era o foco de toda a Bíblia.
Essa abordagem se demonstra claramente falha. O número de vezes que uma palavra aparece na Bíblia, apesar de ser um indicativo, não define de forma alguma a importância dessa palavra ou temo nas Escrituras.
Apenas através do estudo da Bíblia dentro de seu contexto literário e histórico (ou seja, uma boa hermenêutica) podemos descobrir a importância de cada tópico.
Não se deixe enganar com atalhos teológicos. Eles sempre levam a becos perigosos. E confusos.

Posted on Wednesday, April 10, 2013 by Maurilo e Vivian

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Monday, April 08, 2013




Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele.
1 João 4:9

Todo mundo fala do amor de Deus. Deus é amor (1 João 4:8) é o versículo mais citado.
Mas o que isso significa? Como podemos entender o amor de Deus por nós?
Por que Deus nos ama?
A maioria das pessoas pensa que Deus as ama porque elas são simplesmente amáveis. E tem gente que prega isso! Se Deus tivesse uma geladeira, ele teria um imã com a sua foto nela!
O mistério para entender o que é o amor de Deus, citado em 1 João 4:8, está no versículo seguinte:

Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele.

O amor de Deus se manifestou por nós através do envio do Filho de Deus (Jesus Cristo) por nós, para que pudéssemos viver. Mas por que Deus teve que enviar Jesus?
Primeiro precisamos entender uma verdade bíblica difícil de ser compreendida pelas pessoas nos dias de hoje: nós somos inimigos de Deus. Simples assim.

Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais;
Romanos 1:29-30 (grifo meu)

Todos nós pecamos. TODOS! Não existe ninguém que faça o bem (Salmo 53:1). Se você acha que é uma pessoa boa, então leia A pergunta do milhão de dólares. Caro leitor(a), nem você, nem eu chegamos aos pés dos padrões morais de Deus. Ele não exige nada menos que perfeição. Até os nossos melhores atos de justiça são como trapos imundos (Isa 64:6). Como disse Paulo, somos inimigos de Deus.
E o que merecemos com isso? A própria Bíblia nos diz:

Deus "retribuirá a cada um conforme o seu procedimento".
Romanos 2:6

E qual a merecida retribuição pelos nossos procedimentos?

Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os mentirosos — o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a segunda morte".
Apocalipse 21:8

Tudo dito, podemos começar a entender melhor o amor de Deus. Foi necessário primeiro apresentar o nosso cenário de partida para que pudéssemos ter uma correta perspectiva do que realmente esse amor significa.

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.
1 João 4:10

Não existe nada de amável em nós, apenas pecado, ingratidão, ódio. E tudo o que merecemos é a ira de Deus. Mas ainda assim Deus nos amou primeiro. Ele fez o primeiro movimento. Ele fez o principal movimento. Ele enviou Jesus Cristo para receber a ira em nosso lugar. Nós pecamos contra Deus. Nós violamos suas leis. Somos como criminosos imundos, que não apenas pecam, mas praticamente não sabem fazer nada além de pecar. Todos estes crimes não poderiam simplesmente ser esquecidos. Imagine um juiz que deixa um criminoso sair impune, apenas porque este juiz é conhecido como amoroso. Não, ele seria um juiz corrupto, que não ama a justiça. Mas imagine um juiz que declara a sentença de forma justa contra o criminoso e, por amor, ele desce da tribuna e recebe sob si mesmo a pena declarada.

Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.
Romanos 5:8

Esse é o amor de Deus por nós: Ele morreu por nós! E não merecemos isso!
O homem somente poderá entender o amor de Deus quando este estiver em perspectiva com a ira de Deus. Este é o amor divino. Este é o amor revelado nas Escrituras. Este é o verdadeiro amor.

Amor igual a esse, simplesmente não há.

Posted on Monday, April 08, 2013 by Maurilo e Vivian

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