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Monday, December 24, 2012




Eu gosto muito do natal, muito mesmo. Fico esperando essa data o ano todo. Nem sempre eu consigo comemorar como eu quero, ou acabo comemorando do jeito que outras pessoas querem, mas eu gosto muito do natal. Mas eu sei que a data mais importante do cristianismo é a páscoa, não o natal. Por isso temos tantos posts sobre a páscoa, a ressurreição de Cristo e afins.
Ainda assim, temos alguns posts interessantes sobre o natal e listamos todos eles abaixo. Para mim, o mais interessante é o que apresenta uma boa explicação para como o 25 de dezembro se tornou o natal, diferente da teoria prevalente que a data foi apenas escolhida para casar com a data do solstício de verão, uma data festiva para os pagãos. Existe uma outra alternativa, baseada em escritos da época, que em nada tem a ver com as festividades pagãs e que apresenta a igreja celebrando o natal bem antes da formação da Igreja Católica Romana.
Uma boa leitura e um feliz natal!










Nossa gatinha Gracie, comemorando o natal (ou mais provável, olhando um ratinho pela janela).

Posted on Monday, December 24, 2012 by Maurilo e Vivian

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Saturday, December 24, 2011


Posted on Saturday, December 24, 2011 by Maurilo e Vivian

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Friday, December 23, 2011


Existe uma razão para a estação, para o Natal. Mas existe algo que talvez você não saiba.
Nessa época, não celebre um mito criado para controlar os desejos das pessoas.




Celebre a razãopara a existência da Razão: o Logos que se fez carne.(João 1:14)
και ο λογος σαρξ εγενετο



Um Feliz Natal da Família Pés Descalços Evangelismo!

Posted on Friday, December 23, 2011 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, December 20, 2011




1) “Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade”(João 18:37).

2) “Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do diabo.” (1 João 3:8; cf. Hebreus 2:14-15).

3) “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Eu não vim para chamar justos, mas pecadores” (Marcos 2:17).

4) “Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19:10).

5) “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10:45).

6) “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei, a fim de redimir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gálatas 4:4-5).

7) “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”(João 3:16-17).

8) “que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos” (1 João 4:9).

9) “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10).

10) “Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel, e para sinal que é contraditado... para que se manifestem os pensamentos de muitos corações” (Lucas 2:34-35).

11) “Enviou-me a curar os quebrantados do coração, a pregar liberdade aos cativos, E restauração da vista aos cegos, A pôr em liberdade os oprimidos” (Lucas 4:18-19).

12) “Cristo se tornou servo dos que são da circuncisão, por amor à verdade de Deus, para confirmar as promessas feitas aos patriarcas, a fim de que os gentios glorifiquem a Deus por sua misericórdia”(Romanos 15:8-9; cf. João 12:27).

Pastor John
© Desiring God

Posted on Tuesday, December 20, 2011 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, December 14, 2011



O Natal está chegando. Uma das épocas mais legais do ano se aproxima. Eu particularmente amo essa data. É uma das mais fáceis pra fazer evangelismo, por questões óbvias: o nascimento do nosso Salvador! Por mais que a Coca-Cola tenha se esforçado pra fazer do Natal sinônimo de Papai Noel (e eles foram bem sucedidos nisso), o Natal ainda é o nascimento de Jesus Cristo.
E algo que não pode faltar no Natal é o famoso presépio, como esse da foto. Temos tudo ali. Jesus na manjedoura, o nascimento em uma estrebaria, os três reis magos, os pastores. Uma linda cena. Pena que a coisa não foi exatamente dessa forma. A história do Natal acabou trazendo alguns mitos consigo que não se encontram nas Escrituras. Vamos ver o que no nascimento de Jesus é mito e o que é verdade.

Mito 1Jesus nasceu em uma estrebaria porque não havia lugar nas hospedarias da cidade.
Essa é uma versão bastante comum. Ela é parte de toda encenação de Natal nas igrejas. Vemos José e Maria andando de uma lado para outro nas hospedarias da cidade, encontrando a placa “sem vagas” em todas elas e por falta de opção, uma alma caridosa os leva para um estrebaria e Jesus nasce ali. Veja como a cena é relatada em uma história de Natal para crianças:
“Chegando a Belém, José procurou uma hospedaria, mas todas estavam cheias de visitantes que estavam na cidade para o recenseamento. Bateram de porta em porta, mas não havia mais lugar para eles. Considerando que Maria estava para ter bebê, alguém arrumou uma estrebaria, onde ficavam os animais, para passarem a noite. Foi ali que o Menino Jesus nasceu”.
Agora vamos ler o que está no texto bíblico.
Lucas 2:7
João Ferreira de Almeida
E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.
Nova Versão Internacional
e ela deu à luz o seu primogênito. Envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
Todas as outras versões que encontrei em português seguem a mesma linha de tradução. Todos traduzem a palavra grega kataluma como hospedaria/estalagem. Mas essa não é a melhor tradução para kataluma. Veja como essa palavra é traduzida em Lucas 22:11:
“E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposentoem que hei de comer a páscoa com os meus discípulos?”
A mesma palavra aqui é traduzida como aposento. A melhor tradução para kataluma seria quarto superior. Se Lucas estivesse se referindo a uma hospedaria, ele teria usado a palavra pandocheion, como está em Lucas 10:34.
Belém era a cidade da família de José (Lucas 1:4) e muito provavelmente ele iria ficar com sua família em Belém, já que a cidade era muito pequena, dificilmente teria alguma hospedaria. Hoje Belém tem menos de 30 mil habitantes e devia ter menos gente ainda naquela época. O mais provável, tanto pelo contexto, quanto pelo uso do grego, é que José e Maria foram ficar com seus parentes, mas como não havia lugar para eles nos quartos superiores (kataluma) eles tiveram que ficar nos andares inferiores, onde as famílias guardavam seus animais. Por isso Jesus foi colocado em uma manjedoura, um tipo de cocho para alimento das vacas.
Portanto, esqueça a idéia de José e Maria no burrinho batendo de porta em porta nas estalagens de Belém procurando um lugar para ficar. Isso não está na Bíblia.

Mito 2 Os Três Reis Magos...
A Bíblia não diz em lugar nenhum que eles eram três e muito menos reis. Vamos ler o que o texto diz: e, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém.
Mateus 2:1
O texto fala sobre uns magos, mas não diz nada sobre serem reis e também não falam que eram três. Os presentes sim eram três: ouro, incenso e mirra (versículo 11). Poderiam ser apenas dois magos ou três mil magos. Não sabemos. A tradição se incumbiu de preencher esses outros detalhes.

Mito 3 – ...estavam na hora do nascimento de Jesus.
Apenas os pastores apareceram lá no momento do nascimento de Jesus (Lucas 2:15-16). Os magos vieram um tempo depois, talvez até dois anos depois. Podemos deduzir isso baseado em alguns eventos. Primeiro, os magos encontraram a família de Jesus em casa. Não fala nada sobre ser casa de parentes ou qualquer outra coisa. Somente diz em casa. Segundo, Herodes mandou matar todos os meninos de dois anos pra baixo (Mateus 2:16). E por último, a palavra usada por Mateus para criança em grego, paidion, pode ser tanto uma criança de colo quanto uma que está aprendendo a engatinhar. Então, pode ser qualquer coisa de dois anos pra baixo.

Mito 4Jesus nasceu em 25 de Dezembro.
Esse eu não tenho tanta certeza. A bem da verdade, eu acho que o mito na verdade é “Jesus não nasceu no dia 25 de Dezembro”. Uma versão simplista para essa história, que tem se popularizado por aí, diz que a data de 25 de Dezembro virou Natal por decreto de Constantino para acabar com a festa do Sol Invictus, o solstício de inverno e propagar o cristianismo pelo mundo romano.
A coisa não foi bem assim. Eu estou inclinado a acreditar que, se Jesus Cristo realmente não nasceu nessa data, a igreja tinha uma boa razão para acreditar que ele nasceu. Leia o texto Como o 25 de Dezembro virou Natal para entender melhor meu ponto.
A fato dos pastores estarem no campo no inverno em nada prejudica a postulação da data. Quem lida com gado, seja bovino ou ovino, sabe que a pastagem acontece o ano todo. A diferença é como você lida com o gado nas diferentes épocas do ano. E eu duvido que as ovelhas eram criadas em sistema de confinamento fechado, pois naquela época não havia o mesmo tipo de suplementação alimentar para confinamento intensivo que existe hoje. É bastante possível e provável que os pastores levariam o rebanho para o pasto, em qualquer época do ano.

Esses foram os nossos 4 mitos de Natal, ou algo assim. Eu sei que posso ter destruído a imagem de Natal que você está montando em seu presépio e peço desculpas por isso. Mas lembre-se que devemos ter uma visão correta dos fatos bíblicos, não uma visão baseada em mitos, pois assim vamos alimentar a cultura popular que nossa fé é baseada em mitos, não em fatos históricos. Entender o que realmente aconteceu é um dos mais importantes passos. Ou você quer que as pessoas achem que você acredita em mitos bíblicos, como por exemplo, que Maria Madalena era uma prostituta? Opa, mais um... mas esse fica pra outro texto.

Posted on Wednesday, December 14, 2011 by Maurilo e Vivian

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Sunday, July 31, 2011

Posted on Sunday, July 31, 2011 by Maurilo e Vivian

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Friday, June 10, 2011


Para quem teve a sua infância nos anos 80, assistir Chaves era algo comum. E esse é hábito que eu trago até hoje. E assistindo ao programa do Chaves no Cartoon Network (não sei se ainda passa no SBT), eu vi o vídeo abaixo do especial de Natal do Chaves.


Eu parabenizo Roberto Bolaños (criador do programa) por mencionar de cara que Jesus é o principal motivo do Natal. Hoje em dia muitas igrejas esqueceram esse detalhe. Mas infelizmente, o motivo que ele apresenta para se chegar a Jesus é o mesmo que o movimento evangélico prega por aí: venha para Jesus e Ele vai te fazer feliz. E essa é uma péssima maneira de se proclamar o evangelho.
Apesar de ser verdade que Jesus nos faz feliz, é necessária qualificar essa afirmação. Qual é a felicidade do cristão? É a felicidade cristã baseada nas circunstâncias ao nosso redor ou é uma felicidade que se baseia no conhecimento sobre quem Deus é e o que Ele fez por nós? Traduzindo: quando Jesus nos faz feliz, isso quer dizer que Ele torna a nossa vida mais fácil, resolve os nosso problemas e nós dá todas as coisas que queremos em nosso vida? Ou quando Ele nos faz feliz, o faz porque somos gratos pela salvação que Ele nos proporciona e sabemos quem Ele é e que Ele nunca irá nos abandonar? Nossa felicidade, de acordo com as Escrituras, se baseia em quem Deus é. Agora, quando você fala isso para um não cristão, você realmente acha que ele vai ter essa percepção das coisas? Ou será que ele irá pensar que Jesus o fará feliz aqui e agora, resolvendo todos os seus conflitos e problemas e sua vida será calma e tranquila para sempre? E o pior é quando essa pessoa descobre que a coisa não é bem assim. Em breve chega a tribulação, perseguição, tentação e outas coisas. E a pessoa descobre que foi enganada e não quer mais saber sobre cristianismo. Não caia nessa. Não siga nessa trilha. Existe uma maneira bíblica de fazer evangelismo e ela é eficiente. E como foi dito, é bíblica.
Eu não sei qual a fé de Roberto Bolaños, apesar de suspeitar que ele seja católico. Mas a título de curiosidade, a poucos dias ele abriu uma conta no Twitter e que já possui vários seguidores. Ele é bastante carinhoso com as pessoas e tem postado coisas interessantes. Se você quer seguir o Chaves no Twitter, vá para http://twitter.com/#!/ChespiritoRGB

E uma homenagem ao nosso grande herói:


Posted on Friday, June 10, 2011 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, December 29, 2010

Posted on Wednesday, December 29, 2010 by Maurilo e Vivian

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Saturday, December 25, 2010

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Friday, December 24, 2010



Tradução Ministério Pés Descalços

No dia 25 de Dezembro, cristãos ao redor do mundo irão se reunir para celebrar o nascimento de Jesus. Canções alegres, liturgias especiais, presentes lindamente embrulhados, comidas festivas – tudo isso caracteriza a festividade nos dias de hoje, pelo menos no hemisfério norte. Mas como a festividade do Natal se originou? Como o 25 de Dezembro foi associado com o nascimento de Jesus?

A Bíblia oferece poucas dicas: celebrações da Natividade de Jesus não são mencionadas nos Evangelhos ou em Atos; as datas não são dadas, nem mesmo a época do ano. A referência bíblica a pastores apascentando seus rebanhos à noite quando ouviram as novas sobre o nascimento de Jesus (Lucas 2:8) pode sugerir a chegada da primavera; no frio mês de Dezembro, por outro lado, as ovelhas já estariam em currais. No entanto, a maioria dos eruditos pediriam cautela sobre extrair um detalhe tão preciso mas incidental da narrativa que tem um foco mais teológico do que cronológico.

A evidência extrabíblica do primeiro e segundo séculos é igualmente escassa: não existe menção de celebrações da natividade dos antigos escritores cristãos como Irineu (130–200) ou Tertuliano (160–225). Orígenes de Alexandria (165–264) chega até a zombar as celebrações romanas de aniversários, repudiando-as como práticas pagãs – uma forte indicação que o nascimento de Jesus não era marcado por festividades similares naquela região e naquela época.1 Até onde podemos dizer, o Natal não era celebrado de forma alguma nesse período.

Tudo isso é um forte contraste com as mais antigas tradições acerca dos últimos dias de Jesus. Cada um dos quatro Evangelhos provê informações detalhadas sobre o tempo da morte de Jesus. De acordo com João, Jesus é crucificado quando o cordeiro pascal está sendo sacrificado. Isso deveria ocorrer no dia 14 do mês hebreu de Nissan, um pouco antes do início do feriado judeu ao pôr-do-sol (considerando o início do dia 15 porque no calendário hebreu, os dias começavam ao pôr-do-sol). Em Mateus, Marcos e Lucas, no entanto, a Última Ceia foi celebrada depois do pôr-do-sol, no início do dia 15. Jesus é crucificado na manhã seguinte – ainda no dia 15.a

A páscoa, que se desenvolveu muito antes do que o Natal, era simplesmente uma reinterpretação gradual da Páscoa em termos da Paixão de Jesus. Sua observância podia ser até mesmo implicada no Novo Testamento (1 Corintios 5:7–8: “Porque Cristo, nossa páscoa, já foi sacrificado. Pelo que celebremos a festa...”); certamente uma festa cristã distinta pela metade do segundo século d.C., quando o texto apócrifo conhecido com a Epístola para os Apóstolos mostra Jesus instruindo seus discípulos a “fazer comemoração de [sua] morte, ou seja, a Páscoa.”

O ministério, milagres, Paixão e Ressurreição de Jesus eram muitas vezes mais interessantes para os escritores do primeiro e início do segundo séculos d.C. Mas com o tempo, as origens de Jesus se ganhariam uma crescente atenção. Podemos ver essa mudança ainda no Novo Testamento. Os escritos mais antigos – Paulo e Marcos – não fazem menção ao nascimento de Jesus. Os Evangelhos de Mateus e Lucas provêem relatos bem conhecidos mas bem diferentes do evento – apesar de nenhum deles fornecer uma data. No segundo século d.C., mais detalhes do nascimento e infância de Jesus são relatados em textos apócrifos como O Evangelho Infantil de Tomé e o Proto-Evangelho de Tiago.b Esses textos provêem tudo, desde o nome dos avós de Jesus até os detalhes de sua educação – mas não a data de seu nascimento.

Finalmente, em cerca de 200 d.C., um professor cristão no Egito faz referência à data que Jesus nasceu. De acordo com Clemente de Alexandria, várias datas diferentes foram propostas por vários grupos cristãos. Apesar de parecer surpreendente, Clemente não menciona 25 de Dezembro. Clemente escreveu: “Existem aqueles que determinaram não somente o ano do nascimento do nosso Senhor, mas também o dia; e eles dizem que isso aconteceu no 28º ano de Augusto e no dia 25 de Pachon [mês egípcio, 20 de Maio do nosso calendário]... E tratando de sua Paixão, com grande precisão, alguns dizem que isso aconteceu no 16º ano de Tibério, no dia 25 do mês de Phamenoth [21 de Março]; e outros no dia 25 de Pharmuthi [21 de Abril] e outros dizem que no dia 19 de Pharmuthi [15 de Abril] o Salvador sofreu. Além disso, outros dizem que Ele nasceu em 24 ou 25 de Pharmuthi [20 ou 21 de Abril].”2

Claramente, havia grande incerteza, mas também um considerável interesse em datar o nascimento de Jesus no final do segundo século. No século quatro, no entanto, encontramos referência a duas datas que eram largamente reconhecidas – e agora também celebradas – como o nascimento de Jesus: 25 de Dezembro no Império Romano ocidental e 6 de Janeiro no oriental (especialmente no Egito e na Ásia Menor). A Igreja Armênia moderna continua a celebrar o Natal no dia 6 de Janeiro; para muitos cristãos, no entanto, o dia 25 de Dezembro prevaleceria, enquanto 6 de Janeiro eventualmente passou a ser conhecido como a Festa da Epifania, comemorando a chegada dos magos em Belém. O período entre as datas se tornou um período de festividade conhecido como os 12 Dias do Natal.

A menção mais antiga de 25 de Dezembro como o aniversário de Jesus vem de um almanaque romano da metade do quarto século que lista a data de morte de vários bispos cristãos e mártires. A primeira data listada, 25 de Dezembro, está escrita: natus Christus in Betleem Judeae: “Cristo nasceu em Belém da Judéia.”3 Em cerca de 400 d.C., Agostinho de Hipona menciona um grupo cristão local dissidente, os Donatistas, que aparentemente mantinham uma festividade de Natal em 25 de Dezembro, mas recusavam-se a celebrar a Epifania em 6 de Janeiro, denunciando-a como uma inovação. Já que o grupo Donatista somente emergiu durante a perseguição sob Diocleciano em 312 d.C. e então se mantiveram teimosamente ligados às práticas daquele momento na história, eles parecem representar uma tradição cristã antiga do norte da Africa.

No oriente, 6 de Janeiro não somente foi associado com os magos, mas também com a história do Natal como um todo.

Então, quase 300 anos depois que Jesus nasceu, finalmente encontramos pessoas observando seu nascimento no meio do inverno. Mas como eles chegaram as datas de 25 de Dezembro e 6 de Janeiro?

Existem duas teorias hoje: uma extremamente popular e outra pouco ouvida fora dos círculos eruditos (apesar de ser mais antiga).4

A teoria mais amplamente ensinada sobre as origens da(s) data(s) do Natal é que ela foi emprestada de celebrações pagãs. Os romanos tinham no meio do inverno seu festival Saturnália no final de Dezembro; povos bárbaros do norte e leste europeu tinham feriados na mesma época. E para acrescentar, o imperador romano Aureliano estabeleceu a festa do nascimento do Sol Invictus (O Sol Invencível) no dia 25 de Dezembro. O Natal, segundo o argumento, é uma variação desses festivais solares pagãos. De acordo com essa teoria, os primitivos cristãos deliberadamente escolheram essas datas para encorajar a expansão do Natal e do cristianismo por todo o mundo romano: se o Natal se parecesse com um feriado pagão, mais pagãos estariam aberto tantos para o feriado quanto para o Deus o qual o nascimento era celebrado.

Apesar da popularidade nos dias de hoje, essa teoria da origem do Natal tem seus problemas. Ela não é encontrada em nenhum escrito cristão antigo, por um motivo. Autores cristão da época notaram uma conexão entre o solstício e o nascimento de Jesus: O pai da igreja Ambrósio (339–397), por exemplo, descreve Cristo como o verdadeiro sol, que suplantou os deuses decaídos da antiga ordem. Mas os antigos escritores cristão nunca insinuaram nenhuma engenharia contemporânea no calendário; eles claramente não acreditavam que a data havia sido escolhida pela igreja. Na verdade, eles viam as coincidências como um sinal providencial, como uma prova natural que Deus havia selecionado Jesus acima dos falsos deuses pagãos.

Não foi até o século 12 que encontramos a primeira sugestão que a celebração do nascimento de Jesus foi deliberadamente marcada na data dos festivais pagãos. Uma nota marginal em um manuscrito dos escritos do comentaristas bíblico siríaco Dionysius bar-Salibi afirma que em tempos antigos o feriado do Natal foi alterado de 6 de Janeiro para 25 de Dezembro para que caísse na mesma data que o feriado pagão do Sol Invictus.5 Nos séculos 18 e 19, estudiosos bíblicos estimulados pelos novos estudos de religiões comparadas se agarraram a essa idéia.6 Eles afirmavam que, porque os cristãos primitivos não sabiam quando Jesus nasceu, eles simplesmente assimilaram o festival pagão do solstício para seus próprios propósitos, reivindicando-o como o momento do nascimento do Messias e o celebrando de acordo.

Muitos dos estudos recentes têm demonstrado que muitos dos ornamentos modernos dos feriados realmente refletem costumes pagãos emprestados muito depois, enquanto o cristianismo expandia para o norte e oeste da Europa. A árvore de Natal, por exemplo, tem sido associada com práticas druídicas antigas. Isso só tem encorajado o público moderno a achar que a data também, deve ser pagã.

Existem problemas com essa teoria popular, no entanto, como muitos estudiosos reconhecem. Mais importante, a primeira menção de uma data para o Natal (200) e da celebração mais antiga que conhecemos (250 – 300) vêem de um período quando o cristianismo não estava tomando emprestado pesadamente de tradições pagãs de caráter tão óbvio.

É claro, as crenças cristãs não se formaram isoladamente. Muitos elementos antigos da adoração cristã – incluindo a refeição da eucaristia, celebrações em honra aos mártires e artes funerárias cristãs antigas – seriam compreensíveis para os observadores pagãos. No entanto, nos primeiros séculos d.C., as minorias cristãs perseguidas tinham grande preocupação em se distanciar de grande celebrações religiosas públicas pagãs, como sacrifícios, jogos e feriados. Isso ainda era verdade durante o período das violentas perseguições conduzidas pelo imperador romano Diocleciano entre 303 e 312 d.C.

Isso só iria mudar depois que Constantino se converteu ao cristianismo. Da metade do quarto século em diante, nós encontramos cristãos deliberadamente adaptando e cristianizando festivais pagãos. Um famoso proponente dessa prática era o Papa Gregório, o Grande, que, em uma carta escrita em 601 d.C. para um missionários na Bretanha, recomenda que os templos pagãos locais não sejam destruídos mas convertidos em igrejas e que os festivais pagãos sejam celebrados como festas para os mártires cristãos. Nesse período, o Natal pode muito bem ter adquirido alguns ornamentos pagãos. Mas não temos evidência de cristãos adotando festivais pagãos no terceiro século, no qual as datas para o Natal já estavam estabelecidas. Portanto, parece pouco provável que a data foi simplesmente selecionada para corresponder com o festival solar pagão.

A celebração do 25 de Dezembro parece existir antes de 312 – antes de Constantino e sua conversão, pelo menos. Como já vimos, os cristãos Donatistas no norte da Africa pareciam conhecer a data antes desse período. Além disso, da metade para o fim do quarto século, os lideres da igreja no lado ocidental do império se preocupavam não em introduzir a celebração do nascimento de Jesus, mas com a adição da data em Dezembro em sua celebração tradicional em 6 de Janeiro.7

Existe uma outra forma de explicar a origem do Natal em 25 de Dezembro: apesar de parecer estranho, a chave para se datar o nascimento de Jesus pode estar relacionada com a datação da morte de Jesus na Páscoa. Essa visão foi sugerida pela primeira vez pelo erudito francês Louis Duchesne no início do século 20 e totalmente desenvolvida pelo americano Thomas Talley nos últimos anos.8 Mas eles certamente não foram os primeiros a notar a conexão entre as datas tradicionais de morte e nascimento de Jesus.

Cerca de 200 d.C. Tertuliano de Cartago reportou o cálculo que o 14 de Nissan (a data da crucificação de acordo com o Evangelho de João) no ano que Jesusc morreu foi equivalente ao 25 de Março no calendário romano (solar).9 25 de Março está, claramente, nove meses antes de 25 de Dezembro; foi mais tarde reconhecida como a festa da Anunciação – a comemoração da concepção de Jesus.10 Assim, acreditava-se que Jesus tinha sido concebido e crucificado no mesmo dia do ano. Exatamente nove meses depois, Jesus nasceu, em 25 de Dezembro.d

Essa idéia aparece em um tratado cristão anônimo chamado “Sobre Solstícios e Equinócios”, que parece vir do norte da Africa do quarto século. O tratado afirma: “Portanto, o nosso Senhor foi concebido na oitava das calendas de Abril no mês de Março [25 de Março] que é o dia da paixão do Senhor e sua concepção. Porque nesse dia ele foi concebido e também sofreu.”11 Baseado nisso, o tratado baseia a data do nascimento de Jesus no solstício de inverno.

Agostinho, também, estava familiarizado com essa associação. Em A Trindade (399–419) ele escreveu: Porque acreditasse que ele [Jesus] foi concebido no dia 25 de Março, dia o qual ele também sofreu; então o útero da Virgem, no qual ele foi concebido, no qual nenhum mortal foi gerado, corresponde a nova tumba que ele foi enterrado, onde nenhum outro homem havia sido colocado, nem antes nem depois. Mas ele nasceu, de acordo com a tradição, em 25 de Dezembro.”12

No oriente também, as datas da concepção e morte de Jesus estavam ligadas. Mas ao invés de trabalhar com o 14 de Nissan no calendário hebreu, os orientais usaram o 14 do primeiro mês de primavera (Artemisios) em seu calendário grego local – 6 de Abril para nós. 6 de Abril está, claramente, nove meses antes de 6 de Janeiro – a data oriental para o Natal. No oriente, também, temos evidência que Abril estava associado com a concepção e crucificação de Jesus. O bispo Epifânio de Salamina escreveu que no dia 6 de Abril, “O cordeiro foi encerrado na útero da santa virgem, ele que tomou e toma em sacrifício perpétuo os pecados do mundo.”13 Até hoje, a Igreja Armênia celebra a Anunciação no início de Abril (no dia 7, não no dia 6) e Natal em 6 de Janeiro.e

Assim, nós temos cristãos em duas partes do mundo calculando o nascimento de Jesus baseando-se que sua morte e concepção ocorreram no mesmo dia (25 de Março ou 6 de Abril) e chegando a essas datas próximas mas diferentes (25 de Dezembro e 6 de Janeiro).

Ligar a concepção e a morte de Jesus dessa maneira parece estranho para leitores modernos, mas reflete a compreensão antiga e medieval da ligação de toda a salvação. Uma das mais pungentes expressões dessa crença é encontrada na arte cristã. Em inúmeras pinturas da Anunciação do anjo para Maria – o momento da concepção de Jesus – o bebê Jesus é mostrado deslizando-se para baixo em, ou com, uma pequena cruz (veja foto com o detalhe da cena da Anunciação do mestre Bertram); uma lembrança visual que a concepção traz a promessa de salvação pela morte de Jesus.


A noção que criação e redenção deveriam ocorrer no mesmo período do ano também está refletido na tradição judaica antiga, registrada no Talmude. O Talmude Babilônico preserva uma disputa entre dois rabinos do início do segundo século d.C. que compartilhavam essa visão, mas discordavam sobre a data: O Rabino Eliezer disse: “Em Nissan o mundo foi criado, em Nissan os Patriarcas nasceram; na Páscoa Isaque nasceu... e em Nissan eles [nossos ancestrais] serão redimidos no tempo por vir.” (O outro rabino, Josué, data os mesmo eventos no mês seguinte, Tishrei.)14 Assim, as datas do Natal e da Epifania pode ter resultado da reflexão de teólogos cristãos em tais cronologias: Jesus teria sido concebido no mesmo dia que morreu e nasceu nove meses depois.15

Ao final, ficamos com a questão: como o 25 de Dezembro virou Natal? Não podemos ter absoluta certeza. Elementos da celebração que se desenvolveram do quarto século até agora podem muito bem terem se derivados de tradições pagãs. No entanto, a data em si pode ter se derivado mais do judaísmo – da morte de Jesus na Páscoa e das noções rabínicas que grandes coisas podem ser esperadas, uma e outra vez, na mesma época do ano – do que do paganismo. E também, nessa noção de ciclos e retorno da redenção de Deus, talvez estejamos tocando em algo que os pagãos romanos que celebravam o Sol Invictus e muitos outros povos desde então, possam ter entendido e reivindicado para eles mesmo.16

Notas
1. Orígenes, Homilia sobre Levíticos 8.
2. Clemente, Miscelânea 1.21.145. Adicionalmente, os cristão no Egito de Clemente pareciam conhecer a comemoração do batismo de Jesus – algumas vezes entendido como o momento de sua adoção divina, sendo assim uma história alternativa da “incarnação” - na mesma data ( Miscelânea 1.21.146). Para mais sobre esse assunto, veja Thomas J. Talley, Origins of the Liturgical Year / Origens do Ano Litúrgico / , 2nd ed. (Collegeville, MN: Liturgical Press, 1991), pag. 118–120, baseado em Roland H. Bainton, “Basilidian Chronology and New Testament Interpretation,” / A Cronologia Basilidian e a interpretação do Novo Testamento / Journal of Biblical Literature 42 (1923), pag. 81–134; e agora especialmente Gabriele Winkler, “The Appearance of the Light at the Baptism of Jesus and the Origins of the Feast of the Epiphany,” / A Aparição da Luz no Batismo de Jesus e as origens da Festa da Epifania / em Maxwell Johnson, ed., Between Memory and Hope: Readings on the Liturgical Year (Collegeville, MN: Liturgical Press, 2000), pp. 291–347.
3. O Calendário Filocaliano.
4. Eruditos da história litúrgica nos países de língua inglesa são particularmente céticos da conexão do solstício; veja Susan K. Roll, “The Origins of Christmas: The State of the Question,” em Between Memory and Hope: Readings on the Liturgical Year (Collegeville, MN: Liturgical Press, 2000), pags. 273–290, especialmente pags. 289–290.
5. Um comentário sobre o manuscrito de Dionysius Bar Salibi, d. 1171; veja Talley, Origens, pp. 101–102.
6. Prominente entre estes estava Paul Ernst Jablonski; sobre a história do estudo veja Roll, “The Origins of Christmas,” / As Origens do Natal / pag. 277–283.
7. Por exemplo, Gregório de Nazianzen, Horácio 38; João Crisóstomo, In Diem Natalem.
8. Louis Duchesne, Origines du culte Chrétien, / Origens do Culto Cristão / 5th ed. (Paris: Thorin et Fontemoing, 1925), pp. 275–279; e Talley, Origens.
9. Tertuliano, Adversus Iudaeos 8.
10. Existem outros textos relevantes para essa linha de argumentação, incluindo Hipólito e o (pseudo-Cipriânico) De pascha computus; veja Talley, Origens, pp. 86, 90–91.
11. De solstitia et aequinoctia conceptionis et nativitatis domini nostri iesu christi et iohannis baptistae.
12. Agostinho, Sermão 202.
13. Epifânio é citado em Talley, Origens, p. 98.
14. b. Rosh Hashanah 10b–11a.
15. Talley, Origens, pp. 81–82.
16. Sobre as duas teorias como falsas alternativas veja Roll, “Origins of Christmas.” / Origens do Natal /
a. Veja Jonathan Klawans, “Was Jesus’ Last Supper a Seder?” / Foi a Última Ceia de Jesus um Seder? / BR 17:05.
b. Veja o seguinte aritog da BR: David R. Cartlidge, “The Christian Apocrypha: Preserved in Art,” BR 13:03; Ronald F. Hock, “The Favored One,” BR 17:03; e Charles W. Hedrick, “The 34 Gospels,” BR 18:03.
c. Para mais sobre a datação do ano do nascimento de Jesus, veja Leonara Neville, “Fixing the Millennium; AO 03:01.
d. Os antigos estavam familiarizados com o período gestacional de 9 meses baseado na observação do ciclo menstrual das mulheres, gravides e abortos espontâneos.
e. No ocidente (e eventualmente em toda parte), a celebração da Páscoa foi mais tarde alterada do dia real para o domingo seguinte. A insistência dos cristãos orientais em manter a Páscoa no dia 14 causou um enorme debate dentro da igreja, com os orientais sendo referidos como os Quartodecimans, ou “Décimo-quartos.”

Andrew McGowan
Diretor e Presidente da Trinity College na Universidade de Melbourne, Austrália, os trabalhos de Andrew McGowan sobre o cristianismo primitivo incluem God in Early Christian Thought /Deus no pensamento cristão primitivo/ (Brill, 2009) e Ascetic Eucharists: Food and Drink in Early Christian Ritual Meals / Eucaristia Acética: Comida e bebida no cristianismo primitivo / (Oxford, 1999).

Posted on Friday, December 24, 2010 by Maurilo e Vivian

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O significado do Natal, Charlie Brown http://ow.ly/3ubwX

FELIZ NATAL PARA TODOS!
VAMOS COMEMORAR O NASCIMENTO DO SALVADOR!

Posted on Friday, December 24, 2010 by Maurilo e Vivian

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Monday, July 13, 2009

Ontem o Fantástico transmitiu uma reportagem com vídeos inéditos sobre a intimidade do Michael Jackson, como por exemplo sua visita a Gary, Indiana e também seu primeiro Natal.
Foi bom ver umas partes de Gary e pensar "eu acho que já passei por ali" ou "eu, eu conheço esse prédio". Seja como for, para nós a parte mais importante foi aquela que fala sobre o primeiro Natal de Michael, já adulto em Neverland, pois como Testemunha de Jeová, ele jamais comemorou o Natal. Interessante notar que depois de toda a festa, ele foi chorar em seu quarto
, pois para ele tinha cometido uma grande delito contra jeová, mesmo estando longe da organização desde 1987 (o processo de lavagem cerebral é sempre muito forte). Veja abaixo a última parte da reportagem.


Por que as Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal?
Na verdade, nem sempre foi assim. Durante um bom tempo as Testemunhas de Jeová comeravam alegremente o Natal. Em uma edição da Watchtower de 15/12/26, página 371 lemos "O evento é tão que é sempre apropriado a trazê-lo à mente do povo, não importa a data". É até possível ver como esse evento era importante na foto abaixo, de um belo Natal na sede das Testemunhas de Jeová no Brooklyn, NY.


Mas pouco tempo depois tudo mudou e agora as Testemunhas de Jeová não devem mais celebrar o Natal. Vamos citar suas próprias palavras para mostrar porque acreditam nisso:
"Os primitivos cristãos resistiam à tentação de participar nas festividades pagãs dos seus contemporâneos. Mas, a Bíblia predizia que, com o tempo, se desenvolveria entre os cristãos uma grande apostasia. (Atos 20:29, 30; 2 Tessalonicenses 2:3; 1 Timóteo 4:1-3; 2 Pedro 2:1, 2)... a original e pura congregação cristã foi corrompida. Indo de mal a pior, os cristãos apóstatas justificaram seu proceder por dar às celebrações pagãs um nome 'cristão'. Conforme admite o livro Natal (em inglês): 'A Igreja Cristã . . . achou conveniente, no quarto século, adotar o sagrado dia pagão de 25 de dezembro, o solstício de inverno . . . A data do nascimento do sol tornou-se a data do nascimento do Filho de Deus'... Contudo, o perigo mais sério de se celebrar o Natal é que poderia levar à perda do favor de Deus. Por quê? Há diversos motivos. Por exemplo, o Natal promove a idolatria, algo proibido pela Bíblia... a celebração do Natal tem promovido a adoração de Jesus em lugar do Pai dele, Jeová Deus. Isto constitui outra forma de idolatria, visto que o glorificado Senhor Jesus Cristo é 'o princípio da criação de Deus'... O fato é que Jesus nunca afirmou ser o Deus Todo-poderoso". A Sentinela 15/12/1984, páginas 6 e 7.

E é por isso que as Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal. A princípio, para alguém um pouco mais ignorante, essa linha de raciocínio pode até parecer válida, mas com um poquinho de bom senso e conhecimento da Bíblia é possível refutar com uma certa facilidade esse argumento.
Primeiro, os cristão primitivos comemoravam o Natal, normalmente no dia 6 de Janeiro, essa data só mudou para 25 de Dezembro em 354 AD por decisão do imperador Justiniano. Mas a igreja Ortodoxa ainda celebra 6 de Janeiro. A escolha da data foi uma questão política para um evento que já ocorria (o Natal). Se por algum acaso, o governo brasileiro mudar a data da Páscoa para o dia 31 de Outubro (Halloween), então a Páscoa passaria a ser uma festa pagá? Claro que não. Portanto, tão pouco o Natal.
Segundo, o Natal não promove idolatria quando é celebrado da maneira correta, adorando-se a Jesus porque ele é Deus. Um pequeno texto em nosso blog que demonstra como Jesus é Deus pode ser lido aqui.
Portanto, os dois principais motivos para as Testemunhas de Jeová não celebrarem o Natal não fazem sentido, nem historicamente, nem biblicamente. Mas isso já é um padrão na organização.

Portanto, Michael Jackson não possuía motivo algum para chorar depois do seu primeiro Natal, a não ser claro, os resquicios de sua lavagem cerebral. Ele deveria era se alegrar por estar livre de uma religião falsa. Espero que ele tenha realmente percebido isso.

Posted on Monday, July 13, 2009 by Maurilo e Vivian

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