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Friday, December 16, 2011


13 Abril 1949 – 15 Dezembro 2011


Acabamos de saber da morte do jornalista Christopher Hitchens, famoso, entre outras coisas, pelo seu trabalho como um dos grandes expoentes do ateísmo, mais especificamente do neo-ateísmo. Hitchens morreu pelas complicações de um câncer em seu esôfago.
Essa é uma notícia triste. Não ficamos felizes ao saber de sua morte. Não existe alegria pela morte de um ímpio. Hitchens verbalizou ferozmente sua postura ateísta, atacando, rejeitando, denegrindo, ridicularizando, insultando Deus e todos associados a Ele ou à idéia de uma deidade. Seu livro “Deus não é grande” o lançou ao estrelato popular pela postulação e reclamação (não argumentos) contra Deus. Mas apesar de tudo isso, Hitchens nunca foi o inimigo. Ele sempre foi mais uma alma perdida, que como tantas outras rejeitava a Deus. A diferença é que pelo menos ele verbalizava isso.
Parte do meu respeito por Hitchens é que ele tinha a coragem de dar mais a cara para bater do que Richard Dawkins. Enquanto Dawkins foge a qualquer encontro com o filósofo cristão William Lane Craig, Hitchens aceitou debater com ele. Mesmo tendo, nas palavras de um ateu que assistiu ao debate, “apanhado igual um garotinho”, Hitchens ao menos deu as caras para defender suas idéias.
A propósito, Dawkins postou a seguinte nota em seu Twitter:
“Christopher Hitchens, grande orador de nosso tempo, companheiro cavaleiro, valente guerreiro contra todos os tiranos incluindo Deus.”
Belas palavras de Dawkins. Mas se o ateísmo de Dawkins e Hitchens for verdadeiro, todas essas palavras não fazem o menor sentido. Todas elas se baseiam na idéia de um padrão moral superior que deve ser seguido, pelo qual Hitchens está sendo comparado. Mas esse padrão moral só pode existir se for transcendente à nós mesmo. Tiranos só podem existir se houver uma bondade de ações pela qual eles devem ser julgados. Sem Deus como legislador moral, esse padrão não existe. O que existe é gosto pessoal. Jamais poderíamos chamar alguém realmente de tirano, já que não existe um padrão moral transcendente pelo qual fazer comparação. Se Dawkins estiver certo, suas palavras não fazem o menor sentido.
Eu não sei qual é o destino de Hitchens. Talvez ele esteja no inferno. Talvez não. Não sabemos como foram os últimos momentos dele e na face da morte, o mais teimoso dos homens pode finalmente dobrar sua vontade quando percebe que vai se apresentar ao seu Criador. Podemos ter esperança. Só teremos certeza quando chegarmos no céu. Mas há algo que temos certeza absoluta.
Christopher Hitchens, que morreu hoje no dia 15 de Dezembro de 2011, não é mais um ateu. Ele agora acredita que Deus existe.
Só esperamos que ele não tenha chegado a essa conclusão tarde demais.

Posted on Friday, December 16, 2011 by Maurilo e Vivian

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Thursday, March 10, 2011



Existem duas regras difíceis e rápidas para qualquer um que queira se tornar um ateu. Se você se sentiu tentado, veja bem, pois não é uma coisa fácil.

A primeira regra é ignorar o design na natureza. Você vai vê-lo em toda parte – de planetas a átomos, as estações, o design do corpo humano, os pássaros e abelhas, flores, frutas e até dos fungos. E é claro, o maravilhoso olho humano. Para qualquer lugar que você olhe ou não olhe, você vai ver design.

Mas aqui está a parte difícil: ignore seu senso comum dado por Deus. Admita que tudo o que o homem fez, foi feito pelo homem, mas seja totalmente inflexível sobre as coisas na natureza terem vindo do nada, sem nenhum Designer. Uma vez que você já colocou de lado sua perspicácia em relação à isso, coroe a si mesmo como inteligente. Muito. E então encontre outros ateus que vão confirmar que você realmente é inteligente.

A segunda regra é “acreditar”. Isso é muito importante, porque se você deixar a dúvida entrar, vai deixar também o medo entrar e isso pode ser uma coisa assustadora quando a grande questão é um lugar chamado “Inferno”.

Acredite que você está certo em relação às suas crenças. Acredite que a evolução é realmente verdade. Acredite que é científica. Acredite que não existem elos perdidos e acredite que Richard Dawkins sabe do que está falando.

Acredite que você á aparentado com um macaco e portanto não é moralmente responsável porque os macacos não possuem absolutos morais. Acredite que sua consciência foi dada para você por seus pais e pela sociedade e não por Deus (sempre use um “d” minúsculo para Deus, se possível).

Para crescer como um ateu, você precisa aprender a linguagem dos “crentes” - frases do tipo, “não existe criação”, “a evolução é um fato provado” e o poderoso argumento do “Monstro Espaguete Voador”. Aprenda a fina arte de copiar e colar citações e responder a evidências com “homem de palha!” Assim você não precisa responder ao desafio.

Tudo isso vai dar um percepção de inteligência. Nunca questione a evolução e não pense por si mesmo.

Faça estas coisas e você poderá se considerar um ateu, ou até mesmo um Novo Ateu. Que legal né? Bem, eu devo dizer, pelo menos será um ateu até onde alguém pode se chamar ateu. Ninguém pode ser um ateu de verdade porque, para isso, é necessário “conhecimento absoluto” para se dizer que Deus não existe. Portanto, até você ser onisciente (como Deus) você vai ter que se contentar com fazer de conta que é um ateu.

Posted on Thursday, March 10, 2011 by Maurilo e Vivian

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Friday, January 21, 2011






“O mito secular continua com um cenário desenhado pelo historiador do século 18 Edward Gibbon:  O Cristianismo destruiu civilizações clássicas e trouxe a Idade das Trevas. A civilização escapou da Idade das Trevas somente com a ascensão do homem renascentista e da ciência. O pensamento secular ajudou a chacoalhar os grilhões da religião e criou o mundo moderno. Hoje, somente os vestígios da religião organizada previnem a humanidade de alcançar seu completo potencial.   Ajudando a “vender” esta história está a promessa que o secularismo irá finalmente permitir total liberdade pessoal, especialmente na área da sexualidade. Esse é um ponto que [Christopher] Hitchens afirma explicitamente ao final de sua “jeremiado” Deus Não é Grande.

“. . . As boas novas para o teísta cristão é que a história de Hitchens é simples ao ponto de ser simplista e os cristãos tem uma história melhor para contar. A história básica é a seguinte: a combinação da filosofia grega e o cristianismo gerou a cristandade, que produziu a maioria das coisas boas do nosso mundo. A cristandade cria um ambiente tanto para a razão quando para o sentido. Ela balanceia lei e liberdade. Torna o amor o motivo central para as ações humanas e um Deus racional o alvo desse amor.

“Enquanto os cristãos muitas vezes falham, a idéias básicas da cristandade continua puxando a humanidade de volta da beira do tiranismo completo e do caos social ruinoso. A falha cristã cria  secularistas, que muitas vezes servem como críticos internos úteis das inconsistências cristãs. Os secularistas modernos muitas vezes fazem contribuições subsidiárias úteis e importantes para as instituições originadas por cristãos, como hospitais e universidades.

“No pior dos casos, os evangelistas secularistas são cínicos destrutivos vivendo parasitariamente dentro de estruturas com origens cristãs e minando as bases filosóficas e teológicas para sua existências.”

John Mark Reynolds em Against All Gods: What’s Right and Wrong about the New Atheism, 102-103. / Contra todos os Deuses: O que está Certo e o que está Errado com o Novo Ateísmo /

Postagem original Cloud of Witnesses

Posted on Friday, January 21, 2011 by Maurilo e Vivian

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Saturday, September 04, 2010

rei julian madagascar que absurdidão absurda
"Mas que absurdidão absurda!!!", diria o Rei Julian, de Madagascar.
É sobre isso que trata o video abaixo, do debate entre Willian Lane Craig e Christopher Hitchens sobre a existência de Deus.
Veja o vídeo abaixo. Para saber mais sobre esse argumento do Dr. Craig, leia esse artigo.

Posted on Saturday, September 04, 2010 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, March 09, 2010


“Eu incendiei minha Bíblia nos campos de jogos do meu internato em Cambridge em uma tarde brilhante com muitos ventos na primavera de 1967. Eu tinha 15 anos de idade. O livro, como eu esperava, não se incendiou violentamente e rapidamente”.

Assim começa a entrevista de Peter Hitchens, irmão de Christopher Hitchens, um dos famosos “novos ateus” junto com seus amigos Richard Dawkins e Sam Harris, onde Peter conta sua jornada de volta ao cristianismo. Hitchens (o ateu) escreveu o livro “Deus não é grande” e causa muito medo em alguns cristão menos preparados, mais pela sua retórica do que pela veracidade de seus argumentos. Só como nota, Hitchens tomou uma verdadeira surra de William Lane Craig em um debate em Biola ano passado. Mas isso é outra história.
Peter conta que, apesar de não ser uma Bíblia muita nova, esse ato de queimar o livro representou para ele o ano zero de sua rebelião. Mas sua rebelião não era apenas contra a igreja e o cristianismo, mas “contra tudo o que tinha sido criado para acreditar”.
Peter também tinha muitas brigas com seu irmão mais velho, tanto que seu pai fez com que ambos irmãos assinassem um tratado de paz e o pendurou na parede de casa em um quadro vermelho.
Depois de viver anos em sua aberta rebelião a suas crenças impostas, Peter lentamente iniciou seu retorno à fé em 1981, aos 30 anos. E algo que teve grande influência em seu retorno foi o quadro do pintor belga Rogier van der Weyden, intitulado o Último Julgamento, que Peter viu exposto na Borgonha durante suas férias. A imagem das figuras nuas em direção a boca do inferno tiveram grande impacto sobre ele e Peter tinha absoluta certeza que era uma das almas perdidas.


Nesse mesmo período, Peter redescobriu o Natal, algo que tinha desprezado por muitos anos. Isso tudo foi criando dentro dele um desejo inesperado (tanto para ele quanto para sua noiva) de se casar na igreja.
Aos poucos a noticia foi se espalhando entre seus colegas que Peter estava envolvido com as coisas da igreja.
Enquanto ele fazia seu retorno gradual e hesitante em direção ao altar, “a paixão do meu irmão Christopher contra Deus tornou-se mais virulenta e confiante”.
Na reportagem, Peter não comenta especificamente sobre seu momento de conversão, ou sobre qualquer coisa do tipo. A sensação que tive lendo o texto foi que ele foi aos poucos se envolvendo com a igreja e quando se percebeu, ele era cristão. Sabemos que ninguém se torna cristão simplesmente por estar envolvido com a igreja. Você pode ser o membro mais envolvido da sua congregação e passar a eternidade no inferno se você não for realmente salvo. Mas como é uma entrevista para um jornal secular, não sabemos o quanto foi editado. Assim sendo, vamos deixar isso em aberto. O foco da reportagem, que você pode ler aqui, em inglês, é o debate de Peter com Christopher e seus argumentos para a existência de Deus.
Sim, Peter debateu seu irmão em Abril de 2008, em Grand Rapids, Michiga sobre a existênia de Deus. Sempre achei o nome dessa cidade engraçado, desde quando eu fiz minha prova na American Airlines sobre as cidades para onde eles voam. Chatanooga é outra.
Estou fugindo do assunto.
Peter se tornou um bom apologista, trazendo para esse campo seu conhecimento como jornalista. O debate foi mais amigável do que se esperava e rendou até um jantar em família depois desse evento.
Um dos pontos interessantes que Peter levantou para seu irmão durante o debate foi a crueldade dos governos ateus. Em suas próprias palavras:
“Também estou perplexo e frustrado pela insistência estranha do meu irmão ateu em não entender como a crueldade dos regimes comunista anti-teístas refletem de forma negativa sobre os seus argumentos e em sua causa. É, sem dúvida o faz”.
Como já diz o nosso ditado: santo de casa não faz milagres. Os irmão de Jesus não criam nele. Então, não é de se surpreender que o irmão de Christopher Hitchens seja cristão. Mas o mais interessante é que ele está disposto a defender a fé, mesmo em um debate com seu irmão. Não que Hitchens seja um grande oponente (não é), mas ainda assim, exige-se coragem para se levantar publicamente contra alguém de sua família. Ainda mais alguém tão famoso.
Mas esses irmãos estão em caminhos bastante opostos. A única coisa que concordam, por assim dizer, é o direito de cada um de expressar de forma clara seus pensamentos. Pelo menos por enquanto, não estão tentando tirar isso da gente.
Peter termina com uma frase de T. S. Elliot “O fim de todas as nossas explorações será chegar onde começamos e conhecer verdadeiramente o lugar pela primeira vez”. Um bom resumo para a vida de Peter.

Posted on Tuesday, March 09, 2010 by Maurilo e Vivian

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