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Thursday, October 06, 2011

O melhor vídeo em defesa da vida, daqueles que ainda não nasceram.
Seres humanos inocentes estão sendo mortos diariamente dentro do útero daquelas que deveriam defendê-los.
O vídeo está em inglês, mas tem legendas em portugues. Clique em CC e coloque as legendas. Vale muito a pena.

Posted on Thursday, October 06, 2011 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, December 14, 2010

sergio cabral aborto
Leia a reportagem a seguir.

'Quem aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?', diz Cabral
Governador do Rio volta a defender a legalização do aborto e critica a falta de discussão no País
“SÃO PAULO - O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), criticou nesta terça-feira, 14, a lei do aborto no Brasil. Em São Paulo, ele defendeu a legalização da prática. "Quem aqui não teve uma namoradinha que teve que abortar?", indagou, ao comentar que as clínicas ilegais são comuns no País.
Cabral também criticou a falta de discussão sobre o tema. "Há uma hipocrisia no Brasil. Esse tema foi muito mal discutido na campanha eleitoral. As pessoas já conhecem minha opinião. Acho que primeiro que a mulher tem que ser muito ouvida", afirmou.
Segundo o governador, a discussão deve ser feita "entre a classe médica e as mulheres". "Assim (do jeito que é hoje) está falso, mentiroso, hipócrita. Isso é uma vergonha para o Brasil."
O govenador ainda destacou que o poder público "tem que estar preparado para atender a mulher". "Ninguém é a favor do aborto, você é a favor do direito da mulher a recorrer no serviço público de saúde à interrupção de uma gravidez."
As declarações foram feitas em entrevista à imprensa após um evento da Revista Exame, na Editora Abril. Não foi a primeira vez que o governador carioca se posicionou a favor do aborto. Em 2007, ele defendeu a prática como método de redução da violência no Rio.”

Fonte: Estadao

Sérgio Cabral tenta fazer uma defesa pela aborto (ou interrupção de uma gravidez, como querem alguns), utilizando um tipo de raciocínio bem estranho. A idéia é a seguinte: já que todo mundo faz, então vamos legalizar. Cabral deve acreditar na vontade da maioria como padrão moral. Se todo mundo (ou a grande maioria) achar aceitável, então, o ato é moral. Se a maioria não quiser, ou não fizer, então, o ato é imoral. A sociedade dita o que é moral. Se isso for verdade, então a Alemanha nazista jamais poderia ser considerada imoral porque possuía aceitação da maioria da população. Assim como o escravismo, que durante séculos sempre foi considerado aceitável pela maioria. Como poderíamos dizer que algo é imoral?
Podemos dizer que a condenação ao apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi-Ashtiani é imoral? E se a maioria da população for a favor?
Uma forma de saber se um pensamento é válido ou não, é utilizá-lo em outras situações semelhantes e ver se faz sentido. Vamos pensar a situação “de quem aqui não fez... então, vamos legalizar” do governador.
“Quem aqui nunca roubou alguma coisa, mesmo que seja algo pequeno?” A maioria (se não todos) já cometeu algum pequeno furto, por menor que fosse. Baixar música ilegal da internet é roubo. Pegar algo que não é seu sem pedir permissão, é roubo. Se a maioria das pessoas já fez isso, não deveríamos então legalizar o furto? Para longe com o artigo 155 do Código Penal Brasileiro.
Não faz sentido. Poderíamos extrapolar esse pensamento para outras questões morais, como adultério, mentira e tantos outros. Mas por que ficar somente nas intenções? E os pensamentos? Quem nunca quis matar alguém? Deveríamos legalizar o assassinato? Acho que aqui cheguei mais perto das conseqüências do governador, apensar de achar que ele não percebeu esse ponto.
A primeira e importante questão é: avaliar questões morais pelo paradigma de Cabral torna todo o processo de legislação e moralidade simplesmente impossível. Levado às últimas conseqüências, todos os criminosos de guerra deveriam ser soltos se eles possuíam aprovação de sua população. E isso inclui os nazistas.
Além desse raciocínio falacioso, o discurso do governador tem o foco errado nessa discussão toda. Ele acredita que é uma questão de direito da mulher. Seria, se o objeto do aborto não fosse um outro ser humano inocente. O que é abortado da mulher não é alguma parte da própria mulher. Se fosse, não haveria discussão. Vá e aborte. Na verdade, o nome não seria aborto, mas sim amputação ou mesmo auto-mutilação. Ela estaria extirpando uma parte do corpo. Mas não é o caso. Aquilo que a mulher elimina no aborto é o corpo de outro ser humano, um ser humano que esta sobre seus cuidados, um ser humano inocente que não tem como se defender. Por isso o aborto é um dos mas cruéis e covarde dos crimes.
Essa discussão deve incluir não somente os médicos e as mulheres, mas toda a população. Se existe a possibilidade de uma ação governamental legalizar a morte de seres humanos inocentes e indefesos, todos devemos tomar parte nisso.
A reportagem termina dizendo que o governador “em 2007, ele defendeu a prática como método de redução da violência no Rio”. A idéia por trás dessa crença é que se menos crianças indesejadas nascerem, teremos menos pessoas envolvidas em crimes.
Esse pensamento é estranho porque ele parte de um pressuposto que acredito que não possui comprovação: a idéia que todo bandido foi uma criança indesejada. Ou que somente criança indesejadas viram bandidas. Esse pensamento ignora cobiça como uma motivação para os crimes, além de outras questões sociais que estão envolvidas. É uma simplificação do problema.
Mas o pior dessa simplificação é que ela quer tratar um problema causando um problema maior ainda. Existe justificativa para se matar alguém simplesmente porque ela pode vir a cometer um crime? Se a resposta for sim, não devemos simplesmente nos limitar a abortar as crianças indesejadas no útero, mas também aquelas que já nasceram. Estas são tão seres humanos quanto as anteriores. Talvez até seja melhor escolher esse segundo grupo, pois vários sinais de uma possível vida criminal podem estar evidentes.
Se a resposta for não, então essa maneira de reduzir a violência é inválida e imoral. Além de não passar de um “chute”. Imagine descobrir depois de muitos anos (e milhares de fetos mortos) que estávamos errados e que os índices de violência não caíram? Vamos pagar esse preço?
Tudo isso se soma ao fato principal, que já destaquei: o feto é um ser humano inocente distinto de sua mãe. Diferente de uma unha (como tentou argumentar um amigo ateu), o feto se deixado para seguir seu curso natural dará origem a uma criança, que deixado para seguir seu curso natural dará origem a um adulto. Um único ser humano, mas com diferentes estágios de desenvolvimento. Mas tudo aquilo que faz o adulto um ser humano, está presente no feto. Ele é intrinsecamente humano. Nada muda isso.
Espero que o governador Sérgio Cabral passe a abordar o aborto de uma forma mais serena e reflita sobre o ponto mais importante da discussão: o que é o feto? Como já disse várias vezes aqui, se o feto não é um ser humano inocente, nenhuma justificativa precisa ser dada para o aborto. No entanto, o feto é um ser humano inocente no final das contas, nenhuma justificativa é forte o bastante para validar essa morte.
Esse raciocínio precisa chegar até nosso legisladores. Precisa chegar até nossa população.
Divulgue.

Posted on Tuesday, December 14, 2010 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, October 05, 2010


Ainda estamos aprendendo a usar o Twitter e essa é uma ferramenta que tem nos sido muito útil. É uma boa forma de divulgar nosso trabalho e também para aprender. Além disso, é uma forma de saber o que está passando pela mente de nossos amigos.
Hoje, quando estava no Twitter, tive uma conversa sobre aborto com uma amiga.
O que me chamou a atenção para responder a nossa amiga foi a terceira frase que ela publicou, que eu destaco abaixo. Leia a conversa. Meus comentários seguem depois.
Eu mantive o nome dessa nossa amiga porque foi uma conversa pública que pode ser revista no Twitter.

meiroca2009 Meire
Vc já procurou saber os reais motivos q levam 1a mulher a optar pelo aborto?Essa preocupação deveria ultrapassar preconceitos,ñ?

meiroca2009 Meire
Já tentou sentir o q essa mulher sentiu, sente ou irá sentir?

meiroca2009 Meire
Definitivamente ABORTO ñ é minha preocupação.Minha maior preocupação é com o depois dele. E com a vitima: A MULHER!

meiroca2009 Meire
Sejamos práticos, pelo amor de Deus!

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Eu acho que a maior vítima é o bebe que está dentro da mulher e é morto sem ter culpa nenhuma. Essa é a maior vítima.

meiroca2009 Meire
@mauevivian e se vc encontra uma mulher que fez um aborto? Vc vira as costas pra ela? Poxa, esperava atitudes mais generosas de cristãos!

meiroca2009 Meire
Continuamos provincianos.Nos preocupamos com o efeito,ñ com a causa. Deprimente isso!E dá-lhe jugamento!Cristianismo passa longe mesmo!

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Meire minha amiga, existe algum motivo justificável para se matar um ser humano inocente?

meiroca2009 Meire
O QUE A PESSOA FEZ, ELA TERÁ COM DEUS! NOSSA PARTE É APENAS ACOLHER,AMPARAR E AJUDAR, DE FORMA Q Ñ SE RECORRA + AO ATO DO ABORTO.NO MAIS...

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Concordo. Mas ainda assim não justifica o aborto. Aborto não deve ser opção. Matar um inocente nunca é opção.

meiroca2009 Meire
@mauevivian Ñ tem.Contudo,vc fala do eleito,eu da causa.Ñ discuto com lentes religiosas.Procuro me desarmar p poder amar, apenas isso!

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Mas eu não falei de religião. Falei sobre seres humanos. Existe alguma causa que justifique esse efeito?

meiroca2009 Meire
Morrem inocentes diariamente. Seja por bala perdida,por drogas,por espancamentos,por desamor..mas a gde questão é o aborto, não?

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Só pra encerrar que estamos saindo. A maior parte dos abortos é por conveniência, não por necessidade. Bjos

meiroca2009 Meire
@mauevivian Isso, pra mim, é juízo de valor. E isso eu não faço. Sorry...não julgo ngm! Bjs

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Não? Mas vc acabou de me julgar. Disse que é juízo de valor. Vc fez um juízo de valor sobre a minha afirmação. Vc me julgou.

E assim terminou nossa conversa.
A questão do aborto é uma questão complicada. Envolve muitas coisas. Com certeza envolve os sentimentos e traumas das mulheres. Ninguém nega isso. Mas a questão do aborto se restringe a duas questões principais:
1 – O que é aquilo que está dentro do ventre?
É fácil chegarmos a conclusão que aquilo que está dentro do ventre é um ser humano. Não é apenas um monte de tecido. É um ser com DNA próprio que iniciou seu processo de desenvolvimento, que não vai culminar com o nascimento, mas sim com a morte. Para todos os efeitos, aquilo que está dentro do ventre é humano.
2 – Existe alguma justificativa para se matar um ser humano inocente e indefeso?
E para essa resposta, só podemos dar um grande NÃO. Nada justificativa o assassinato de seres humanos inocentes.
Uma vez que temos essas duas questões colocadas e respondidas, todos os outros fatores envolvidos no aborto tem sua importância diminuída, incluindo nisso os sentimentos da mulher que aborta.

Foi essa a minha abordagem com a Meire, mas veja que ela não abordou meu ponto em si. Ela disse que se preocupava com a causa e eu com o efeito. Mas o que eu queria que ela me respondesse, e eu sinto que faltou essa resposta por parte dela, é se existe alguma causa que justifique esse efeito. Existe algo que justifique matar um ser humano inocente? Ela não respondeu.

Uma coisa que me chamou a atenção é que, apesar de dizer em seu último tweet que ela não julga pessoas, não faz juízo de valores, foi exatamente o que ela fez comigo. Ela disse que esperava uma postura mais generosa por parte dos cristãos (é necessário fazer um juízo de valor para se saber o que se espera de alguém ou não), que continuamos provincianos, seja lá o que for que isso quer dizer (também aqui é um juízo de valor), e que o cristianismo passou longe (mais uma vez é necessário juízo de valor) e assim ela fez um julgamento sobre nós que somos contra o aborto. Por isso, no final, eu usei a boa e velha tática do Papa-Léguas com ela. Eu tentei mostra em 140 caracteres que, apesar de dizer que não fazia julgamento, era exatamente isso que ela estava fazendo.
Dois pontos importantes que não podem passar despercebidos.
O primeiro, em nenhum momento eu abordei a questão por uma perspectiva religiosa. Eu simplesmente afirmei que “Eu acho que a maior vítima é o bebe que está dentro da mulher e é morto sem ter culpa nenhuma” e “existe algum motivo justificável para se matar um ser humano inocente?” Religião, seja qual for, não entrou na minha argumentação. Mas ela já se defendeu como se essa fosse a questão. Isso ficou claro quando ela disse que “Ñ discuto com lentes religiosas”, mas foi ela mesma que um pouco antes disse “Cristianismo passa longe mesmo”. Portanto, no final das contas, ela estava abordando a questão com uma lente religiosa.
O segundo ponto é que às vezes, para defender nosso ponto de vista, usamos raciocínios que não fazem sentido. Como eu estava focando a questão naquilo que é importante (o assassinato de seres humanos inocentes no ventre) ela postou o seguinte “Morrem inocentes diariamente. Seja por bala perdida,por drogas,por espancamentos,por desamor..mas a gde questão é o aborto, não?”
Em lógica, isso é chamado de Red Herring, que é uma “Falácia cometida quando material irrelevante é introduzido no assunto discutido para desviar a atenção e chegar a uma conclusão diferente”. E foi isso que ela fez. É verdade, muitos inocentes morrem todos os dias. Mas esse não era o foco da nossa conversa. O foco da nossa conversa era aborto. O fato de pessoas morrerem inocentemente todos os dias de algum forma faz o aborto uma opção correta? Não. Na conversa que estávamos tendo, sim, aborto era a grande questão. Em outros momentos podemos falar sobre outras questões sociais. Mas nenhuma questão social pode ser usada para justificar o aborto.
Gostaria de concluir dizendo que, como qualquer outro pecado, o aborto pode ser perdoado por Deus. Não viramos as costas para uma mulher que fez aborto, nunca dizemos isso (apesar da nossa amiga sugerir isso sobre nós). Vamos trabalhar com ela, mostrar que existe perdão para esse e outros pecados e todo esse perdão se encontra em Jesus Cristo. Mas o que não fazemos, e aparentemente é isso que nossa amiga defende, é tornar o aborto um assunto secundário e menos importante, colocando os sentimentos da mulher que aborta acima do direito à vida que está sendo negado aos fetos humanos. Não vamos coar uma mosca e deixar passar um camelo.
Duas lições podem ser tiradas dessa conversa. A primeira, o aborto não possui defesa e é uma infelicidade quando ele é defendido pelos que professam o cristianismo (que nesse caso, passou longe). A segunda, não é fácil ser nosso amigo. Nem um pouco.

Posted on Tuesday, October 05, 2010 by Maurilo e Vivian

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Friday, April 23, 2010


Eu encontrei na internet dez razões comuns em defesa do aborto. Vou postá-las abaixo e colocar minha defesa para cada uma delas. Na verdade, tenha a sensação que vou conseguir mostrar o erro na escolha pelo aborto com uma frase padrão, que não vai mudar, mesmo quando o cenário mudar.
Minha resposta está em itálico.

Dez razões mais comuns em defesa do aborto.
• Ela (a mulher) não está preparada pela mudança de ser uma mãe trará em sua vida: Seria difícil manter o seu trabalho, continuar a sua educação, e/ou cuidar das suas outras crianças.
Então é melhor matar um ser humano indefeso.

• Ela não tem como sustentar uma criança agora.
Então é melhor matar um ser humano indefeso.

• Ela não quer ser mãe solteira: ela não quer se casar com o pai da criança, ele não pode ou não quer casar com ela ou ela não tem um relacionamento com o pai.
Então é melhor matar um ser humano indefeso.

• Ela não está pronta para a responsabilidade.
Então é melhor matar um ser humano indefeso.

• Ela não quer que ninguém saiba que ela teve sexo ou ficou grávida.
Então é melhor matar um ser humano indefeso.

• Ela é muito jovem ou muito imatura para ter uma criança.
Então é melhor matar um ser humano indefeso.

• Ela já tem todas as crianças que ela quer.
Então é melhor matar um ser humano indefeso.

• O seu marido, companheiro ou pais querem que ela tenha um aborto.
Então é melhor matar um ser humano indefeso.

• Ela ou o seu Feto tem um problema de saúde.
Então é melhor matar um ser humano indefeso.

• Ela foi vitima de estupro ou de incesto.
Então é melhor matar um ser humano indefeso.

Qualquer que seja a razão, o importante é considerar todas as suas opções e tomar a sua própria decisão.
Isso é verdade, desde que essa decisão não leve a morte de um ser humano indefeso.

Posted on Friday, April 23, 2010 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, March 03, 2010


Um dos blogs que eu sempre acompanho é o Genizah Virtual. Sempre leio artigos que são no mínimo interessantes e abrem espaço para algum diálogo. São vários autores e nem sempre eu concordo com as suas opiniões.
Foi o caso com o artigo a seguir. Ao terminar de lê-lo, tive um ímpeto imediato de resposta. Via de regra, não respondo aos artigos que não concordo porque sempre me falta tempo para desenvolver o argumento e eu não gosto de abordar qualquer assunto de uma forma muito superficial.
Mas nesse caso foi um pouco diferente. E acho que minha participação para o diálogo trouxe um ponto um pouco diferente do que todos estão abordando.
Abaixo estou postando o texto do Hermes e abaixo minha resposta a ele.

Silas e o Circo de Horrores do Ratinho
Hermes C. Fernandes
Assisti pelo Youtube à atuação do Pr. Silas Malafaia no programa do Ratinho recentemente. Como ele mesmo confessou, seu estilo é bem parecido com o do apresentador. Poderíamos até dizer que Silas é uma espécie de Ratinho Gospel.Não tem papa na língua e gosta de ver o circo pegar fogo.
O que achei? Sinceramente? Um desserviço à causa.
Primeiro: ali não era o lugar para se debater com seriedade um assunto tão complexo. A produção do Ratinho certamente escolheu Silas por saber de seu temperamento, ingrediente indispensável para um circo de horrores como o promovido pelo programa. Achei-o deselegante com sua oponente. Já tive a oportunidade de debater com ele várias vezes em duas emissoras no Rio de Janeiro. Ele não consegue se calar nem no intervalo. Sua fama foi construída em cima disso.
Apesar de polêmico (mais por seu temperamento do que por suas posições), Silas é extremamente conservador, e não consegue manter um diálogo em alto nível. Mas infelizmente é isso que o povão gosta.
Não consigo imaginar Jesus Se prestando a um papel desses. Jesus nunca bateu boca com ninguém. E Ele jamais participaria de uma campanha contra o direito de quem quer que fosse. O tipo de posicionamento defendido por Silas só faz aumentar o abismo entre a igreja evangélica e os homossexuais. Que vantagem há nisso? Como poderemos evangelizar um grupo contra o qual nos manifestamos? Em vez disso, deveríamos estar defendendo seus direitos, angariando sua simpatia e confiança, e assim, revelando-lhes o amor transformador do nosso Deus. Sem imposições, sem histeria, sem mania de perseguição, mas com mãos estendidas em vez de dedo à riste.
Quem, afinal, teria ganho aquele debate? É claro que a maioria do povo evangélico vai dizer que foi Slias. Mas sabe quem perdeu? Todos nós. Silas tornou-se numa referência caricata da igreja brasileira.
E o pior de tudo é que por trás de toda esta vociferação contra a PL 122 há uma não confessável intenção política. Os políticos evangélicos (que até agora não mostraram a que vieram!) precisam garantir a próxima eleição. Nada melhor do que tocar terror no povo, usando o tal projeto de lei como o carro abre-alas.
Essa estória de que as igrejas serão obrigadas a casar gays é conversa fiada. O mesmo projeto de lei é contrário a qualquer tipo de discriminação religiosa. Pode-se "condenar" a pobreza sem com isso discriminar o pobre. Pode-se "condenar" o alcoolismo sem discriminar o alcoólico. O mesmo se aplica aos homossexuais. Se um determinado credo reprova o comportamento homossexual, não quer dizer que seus seguidores discriminem homossexuais.
Que vergonha... deveríamos estar do lado deles, condenando a homofobia, e assim, escancarando a porta para que tivéssemos acesso aos seus corações. Em vez disso, colocamo-nos ao lado de seus algozes. A igreja cristã que produziu homens como Martin Luther King, Jr. que defendeu com o preço de sua própria vida os direitos civis, agora produz homens intolerantes que almejam, em nome de um projeto político, conduzir a igreja de volta à idade das trevas. Foi este tipo de posicionamento intolerante que provocou a morte das bruxas de Salém, a Inquisição, o Apartheid.
Infelizmente, nosso povo tem memória curta. Semanas atrás, todos repudiavam a teologia da prosperidade pregada por Silas ao lado de seu mentor Morris Cerullo. Agora, por uma causa com motivações duvidosas, Silas voltou a ser quase unanimidade entre os evangélicos.
Espero que o povo de bom-senso acorde para isso, reveja seus conceitos, e se posicione contrário a qualquer tipo de manipulação.

Minha resposta.
Vou começar pela parte que eu concordo depois vou para a parte que eu discordo.
Eu não assisti ao vídeo do Silas, mas existe realmente uma grande chance que ele realmente tenha feito um desserviço ao cristianismo, o que no final das contas não seria uma novidade vindo dele. Eu já vi alguns de seus debates e ele realmente apresenta mais um show do que um caso. Normalmente em um debate é sempre bom buscar a cortesia junto ao seu oponente, especialmente se você está com a verdade. Infelizmente, como é tão comum em vários debates, não importa o assunto, para o povo o ganhador é sempre quem tem a melhor retórica, não quem tem o melhor argumento.
Dito isso, eu acredito que como cristãos devemos nos opor sim a uma legislação que venha a legalizar o casamento homossexual. Isso não quer dizer que queremos com isso negar qualquer direito a qualquer cidadão, qualquer que seja sua orientação sexual, por um motivo muito simples. Não vejo a causa homossexual como uma questão de direito. Não consigo entender qual direito está sendo negado aos homossexuais. Eles podem casar-se com qualquer um que quiserem, desde que esse um seja do sexo oposto. Esse é o mesmo direito que eu tenho. Casar-se com alguém do mesmo sexo não é somente negado aos homossexuais mas para qualquer um. Eu não posso me casar com alguém do mesmo sexo. O mesmo direito é para todos. O que os homossexuais buscam é um direito além daquele que é estendido para todos. Se fosse uma questão de direitos, eles desejariam um direito a mais além daquele que qualquer cidadão quer. Mas não é essa a questão.
Pelo o que vejo, os homossexuais não buscam realmente um direito porque no final das contas, na prática, eles podem muito bem viver juntos. A lei não proíbe o homossexualismo. Eles são livres para viver com quem quiser. O que realmente me parece ser o objetivo do movimento homossexual é a busca de uma aceitação e aprovação por parte da sociedade de uma questão moral. Eles desejam que nós como sociedade (seja por escolha seja por força da lei) entreguemos um endosso para seu estilo de vida. Não acho que cabe à lei endossar estilos de vida. O que acredito que a lei deve fazer é assegurar o núcleo básico da sociedade, que permite a continuação dos povos e da sociedade. E essa forma é o casamento entre um homem e uma mulher.
Se formos endossar todos os estilos de vida e formas de expressar sexualidade, em breve teremos aqueles que querem se casar com múltiplos parceiros, depois os que querem se casar com crianças, ou os que querem se casar com animais e assim vai. Todos vão buscar legitimidade na lei de suas opções sexuais.
Também não é possível para o cristão comparar a empreitada homossexual com a luta pelos direitos civis dos anos 60 nos Estados Unidos. Enquanto o ser negro ou ser branco é algo intrínseco (com exceção do Michael Jackson), a opção sexual é uma coisa extrínseca. Um é uma questão de ser, a outra, uma questão de comportamento. Enquanto as Escrituras dizem que os negros foram criados à imagem e semelhança de Deus, ela nos diz que o homossexualismo é pecado.
Isso não é homofobia. Quando eu vejo um homossexual eu não sofro de sudorese, tremedeira, imobilidade, os quais são sinais de uma fobia. Na verdade, não conheço ninguém que sofra disso. Nós amamos os homossexuais, assim como amamos os mentirosos, ladrões, adúlteros e tantos outros, até porque assim eramos muitos de nós. O que fazemos é apresentar para eles a salvação que se encontra em Jesus Cristo. Cabe a eles responder em fé e arrependimento, assim como nós o fizemos.
Não vejo porque um homossexual deva ser tratado de forma diferente da que devemos tratar qualquer outro pecador. Pois todos nós o somos.
Eu sei que tem gente que não vai gostar de nada disso, mas ainda assim quero terminar com um abraço para todos.
Maurilo

Posted on Wednesday, March 03, 2010 by Maurilo e Vivian

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