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Tuesday, July 28, 2015


As pessoas muitas vezes me perguntam como responder a aqueles que são homossexuais e ainda assim se consideram cristãos. Enquanto um fornicador, um homossexual, um adúltero, um ladrão e um mentiroso podem se tornar um cristão, é importante entender que eles não podem continuar em seus pecados. Se alguém assim o faz, ele está fazendo de conta que é cristão (um hipócrita). Para ser cristão, você precisa se afastar de seu estilo de vida pecaminoso, comumente conhecido como “arrependimento”.
Então, como você diz isso para alguém sem ofendê-lo? Eu evangelizaria a pessoa usando a Lei de Deus (os Dez Mandamentos). Eu não mencionaria o homossexualismo até que ele fique humilde e o pecado seja visto em sua verdadeira luz. Existe uma ótima razão para isso. Nenhuma pessoa orgulhosa pode ver a natureza de seu próprio pecado. Ele está cego por seu próprio orgulho. Se você já fez aconselhamento conjugal, você sabe que isso é verdade. Se não existe humildade, não haverá abertura para a razão. Então a Lei deve ser usada para humilhar o coração humano, mostrar a verdadeira luz do pecado e esperamos mostrar para a pessoa o seu erro e o grande perigo.


Ray Comfort, The Evidence Bible, comentário sobre 1 Coríntios 6.9-11, página 1639.

Posted on Tuesday, July 28, 2015 by Maurilo e Vivian

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Sunday, July 26, 2015


Tradução: Emerson de Oliveira

(Normalmente eu não publico texto de outros blogs. Prefiro colocar um link para o texto, mas eu estava traduzindo esse texto para colocar aqui no Pés Descalços e descobri que já havia sido traduzido. Então, como o tradutor já havia autorizado a divulgação, resolvi postar)

A comunidade homossexual levantou o argumento de que a palavra homossexual nunca ocorreu no Bíblia (inglesa) até 1946 tentando, assim, demonstrar que a homossexualidade não é errada mas que os cristãos traduziram a Bíblia para adaptá-la às suas necessidades. Considere esta citação de um site pró-homossexual.
“A palavra “homossexual” não aparece em nenhuma tradução da Bíblia cristã até 1946. Há palavras em grego para atividades sexuais do mesmo sexo, mas elas nunca aparecem no texto original do Novo Testamento.” (Http://www.pflagupstatesc.org/statistics.htm)

Este site gay apresenta alegações semelhantes:

Não há, na Bíblia, nenhuma só vez as palavras homossexual, lésbica ou homossexualidade. Todas as Bíblias que empregam estas expressões estão erradas e mal traduzidas. A palavra homossexual só foi criada em 1869, reunindo duas raízes linguísticas: Homo (do Grego, significando “igual”) e Sexual (do latim). Portanto, como a Bíblia foi escrita entre 2 e 4 mil anos atrás, não poderiam os escritores sagrados terem usado uma palavra inventada só no século passado. Elementar, irmão! (http://www.ggb.org.br/cristao.html)

Mas, temos que reconhecer que você não traduz uma palavra do hebraico e grego para o português, se não houver equivalente em português. Assim, usar o termo “homossexual” na Bíblia não poderia ter ocorrido após a palavra entrasse no vocabulário português (em português, esta palavra começou a ser usada em 1899, de acordo com Cândido de Figueiredo, em “Novo Diccionário da Língua Portuguesa”. Lisboa, 1899

Então, quando é que o termo “homossexual” entrou no vocabulário inglês?

“Em inglês, a palavra homossexual foi usada pela primeira vez em 1892 na tradução em Inglês de “sexualis Psychopathia”, de Krafft-Ebing , que é uma obra de referência, em alemão, de perversões sexuais. Ela apareceu pela primeira vez em 1886 e foi muito popular, sendo reimpressa cerca de uma vez em um ano!” (http://wiki.answers.com/Q/What_year_did_homosexual_become_a_word)
“Homossexual (adj.) 1892, na tradução de CG Chaddock de “Psychopathia Sexualis” de Krafft-Ebing, do alemão Homossexual, homosexuale (em 1880, em Gustav Jäger), de homo-, forma combinada do termo grego homo “mesmo” (ver homo-(1)) + o termo sexual em latim. “Homossexual” é uma palavra barbaramente híbrida, e não afirmo nenhuma responsabilidade por isso. É, no entanto, conveniente, e agora amplamente utilizada.  Tem se sugerido a palavra “homogênico”. O termo “inversão sexual’ (1883) [H. Havelock Ellis, “Estudos em Psicologia”, 1897]  foi  um termo clínico para isto em inglês. O substantivo está registrado de 1895. Em uso técnico, seja masculino ou feminino; mas em uso não técnico quase sempre para se referir ao sexo masculino. A forma abreviada de homo apareceu pela primeira vez em 1929. ” (http://www.etymonline.com/index.php?allowed_in_frame=0&search=homosexuality&searchmode=none)
Ok, então isso explica quando a palavra entrou no nosso vocabulário. Desde 1892 (e 1899, em português), levaria algum tempo, em uma sociedade menos avançada tecnologicamente do que hoje, para que a palavra fosse disseminada por toda a população e aparecesse em várias formas de literatura. Isso explicaria por que o termo “homossexual” não apareceu na Bíblia até 1946. Mas, a Bíblia ensina contra o conceito de homossexualidade? Para isso, vamos dar uma olhada nas traduções inglesas que usam o termo, e, em seguida, vamos examinar a língua original.

O que a Bíblia diz?
Os lugares onde a palavra “homossexual” ocorre (em inglês) na Bíblia são encontradas em dois versos:

1 Cor. 6,9: “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os homossexuais, nem os ladrões, nem o avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem os roubadores, herdarão o reino de Deus.” (NASB, ESV, NVI),
1 Tm. 1,10, “Perceber o fato de que a lei não é feita para o justo, mas para os que estão sem lei e rebeldes, para os ímpios e pecadores, para os ímpios e profanos, para os que matam seus pais ou mães, para assassinos, homens imorais  e homossexuais, sequestradores e mentirosos e perjuros, e tudo que for contrário à sã doutrina, segundo o evangelho da glória do Deus bendito, que me foi confiado. “(NASB, ESV)
Em cada caso, a palavra grega usada para “homossexual” é ἀρσενοκοίτης, arsenokoites. Aqui está o que isso significa de acordo com dicionários gregos:

ἀρσενοκοίτης arsenokoites; gen. arsenokoítou, masc. substantivo, de ársen (730), homem e koite (2845), cama. Um homem que dorme na cama com outro homem, homossexual (1Cor. 6,9; 1 Tm. 1,10 [Cf. Lev. 18,22; Roma. 1,27]). Zodhiates, S. (2000). Dicionário completo de estudo das palavras: Novo Testamento (electronic ed.). Chattanooga, TN: AMG Publishers.
88,280 ἀρσενοκοίτης, ου m: ‘homossexual’, um parceiro masculino em relação homossexual – οὐκ οἴδατε ὅτι … οὔτε μοιχοὶ οὔτε μαλακοὶ οὔτε ἀρσενοκοῖται … βασιλείαν θεοῦ κληρονομήσουσιν’ você não sabe que … nem adúlteros ou homossexuais … receberão o reino de Deus’ 1 Cor 6,9–10. É possível que em certos contextos ἀρσενοκοίτης refere-se ao parceiro ativo na relação homossexual em contraste com μαλακόςb, o parceiro masculino passivo (88,281). Louw, J. P., & Nida, E. A. (1996). Léxico Grego-Inglês do Novo Testamento: Baseado em domínios semânticos (edição eletrônica da 2 ª edição..). New York: United Bible Societies.
ἀρσενοκοίτης (arsenokoites), ου (UO), ὁ (ho):. n.masc; ≡ Str. 733-LN 88,280 homossexual masculino, aquele que toma o papel masculino ativo na relação homossexual (1 Coríntios 6,9), Especificamente interpretado como pedofilia homossexual masculino (nota nab), possivelmente um termo mais genérico no primeiro Timothy; sodomitas (RSV, NVI, NVI), pervertidos (NVI, Neb, reb), praticando os homossexuais (NAB), homossexual (BJ) , (1 Timóteo 1:10+), Nota: traduções, possivelmente, usar certos termos específicos para inferir ou permitir certas teologias. Swanson, J. (1997). Dicionário de Línguas Bíblicas com domínios semânticos: Grego (Novo Testamento) (electronic ed.). Oak Harbor: Logos Research Systems, Inc.
ἀρσενοκοίτης, ου, ὁ um macho adulto que pratica relações sexuais com outro homem adulto ou um homossexual menino, sodomita, pederasta Friberg, T., Friberg, B., & Miller, NF (2000). Vol. 4: léxico analítico do Novo Testamento grego. Biblioteca Novo Testamento grego de Baker. Grand Rapids, Michigan: Baker Books.
 A  palavra efeminado (malakos)  significa literalmente aqueles que são suaves e femininos; aqueles que perderam sua virilidade e que vivem na luxúria de prazeres recônditos; a palavra descreve o que só podemos chamar enlameado no vício no qual o homem perdeu todo seu poder de resistência. Quando Ulisses e seus marinheiros chegaram à ilha de Circe atracaram à terra na qual crescia a flor de lótus. Aquele que comia  dessa  flor  se  esquecia  de  seu  lar  e  de  seus  seres  queridos  e desejava  viver  para  sempre  nessa  terra  na  qual  “era  sempre  de  tarde”. Perdiam o gozo severo que provém de “remontar as ondas”. O efeminado deseja a vida na qual é sempre de tarde.- Comentário de 1Cor. 6,9, de William Barclay.
O melhor é usar uma palavra em português que retrate fielmente o original. Agora que temos uma palavra mais exata e precisa para se usar, tornou-se a palavra de escolha.

Vamos dar uma olhada no dicionário Merriam-Webster, 11 ª ed. Springfield, Mass, 2003:

homosexoual \ ˌ Ho-mə-sek-sh (ə-) wəl,-sek-shəl \ adj 1892 1: de, relativo a, ou caracterizado por uma tendência a dirigir o desejo sexual para outra do mesmo sexo 2: de, relativo a, ou envolvendo relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo – homossexualidade, adv.


Portanto, é fácil ver por que a palavra “homossexual” não foi usada até posteriores traduções para o português (e inglês). Como existe uma palavra em português mais precisa, foi combinada com a palavra grega correspondente. A prática homossexual ainda é considerada como pecado, de acordo com a Bíblia.

Posted on Sunday, July 26, 2015 by Maurilo e Vivian

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Saturday, July 04, 2015



[6/7/2015 - Conseguimos colocar o vídeo de volta, mas através de um link da Living Waters Down Under. Por enquanto esse ainda não foi retirado. Assistam enquanto é possível]

[5/7/2015 - Hoje o YouTube retirou o trailer do Audacity do ar. Aqueles que pedem tolerância não toleram os que discordam deles. O trailer não tem absolutamente nada de ofensivo. Assim que tivermos mais novidades, avisamos por aqui.]

Desde alguns anos atrás, nós temos trabalhado como voluntários na tradução de material da Living Waters, do evangelista Ray Comfort.
Semana passada, eles lançaram o grande filme Audacity, que trata da questão homossexual. Se você já assistiu 180 e Evolução X Deus, você já sabe o que esperar.
Assistimos o vídeo no mesmo dia de lançamento. Muito bom.
Estamos aguardando a transcrição em inglês das legendas para traduzi-lo para português. Esperamos ter a tradução pronta para o lançamento do vídeo no YouTube em agosto.
Até lá, fizemos a legenda do trailer que está no canal do YouTube da LW.
E você? Está pronto para compartilhar sua fé com os homossexuais? Lembre-se que o amor não pode se calar.
(Não se esqueça de selecionar closed caption CC no player)

Posted on Saturday, July 04, 2015 by Maurilo e Vivian

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Friday, June 26, 2015




Homossexualismo não é o único pecado mencionado em 1 Coríntios 6.9-10.

Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus.

Não é o único pecado mencionado, mas é diferente de todo o resto, ao menos agora. Nesse momento da história, contrário a outros pecados listados aqui, homossexualismo é celebrado por nossa sociedade com entusiasmado pioneirismo. É visto como algo bom, como um novo marco do progresso.

Para reforçar, as massas cada vez mais não se sentem acanhadas  em relação ao pecado. Muitas pessoas são idólatras, sem mencionar aqueles que são sexualmente imorais, ou que cometem adultério, ou que roubam e que são gananciosas e se embebedam e caluniam os vizinhos e trapaceiam os outros. Acontece o tempo todo. E cada um desses pecados não arrependidos é o mesmo no sentido de julgamento de Deus. Todos merecem sua ira. E somos constantemente lembrados que “assim foram alguns de vocês” (1 Coríntios 6.11). Você na igreja.

A Respeito da Opinião Popular

Mas até onde eu saiba, nenhum desses pecados é aplaudido tão agressivamente por grupos inteiros de pessoas que defendem a sua normalidade. Imoralidade sexual não é mais a vanguarda do impulso progressista. Adultério ainda é desaprovado por muitos. Acusações de ganância ainda mancham a campanha política de um candidato. Roubo ainda não é abertamente adotado e não existe nenhuma iniciativa oficial dizendo que é certo pegar coisas que não pertencem a você. Não existe nada ainda como uma agenda dos bêbados. A maioria não tem orgulho de escolher uma bebida ao invés da estabilidade e não existe nenhuma petição para que o governo retire as restrições para dirigir de indivíduos embriagados. Caluniar pessoas ainda não é visto como o melhor jeito de ganhar amigos. Trapacear, especialmente no nível corporativo, normalmente leva a pessoa pra cadeia. De fato, a infraestrutura da economia americana depende, em alguma medida, em um desdém compartilhado pelos vigaristas coniventes.

Exceto talvez por fornicação, esses pecados ainda são visto em uma perspectiva bem negativa. Mas não a prática homossexual, não por aqueles que estão falando mais alto e possuem posições proeminentes. De acordo com o consenso emergente, homossexualismo é diferente.

O que Ser Contra

Como cristãos, nós acreditamos com grande sinceridade que a adoção de práticas homossexuais, juntamente com outros pecados, mantém as pessoas fora do reino de Deus. E se a nossa sociedade celebra isso, não dá pra ser amável e mesmo assim não dizer nada. Muita coisa está em jogo. Isso significa que é uma enorme simplificação dizer que os cristãos – ou evangélicos conservadores –são simplesmente contra o homossexualismo. Nós somos contra qualquer pecado que impede as pessoas de desfrutar da alegria eternal em Deus e a prática homossexual apenas recebe toda a atenção da mídia porque, nesse momento cultural, é o principal pecado que é tão recentemente endossado em nosso contexto pelos poderosos. Vamos torcer para que se houver uma nova agenda promovendo roubo – uma que diga que agora é nosso direito pegar qualquer coisa dos outros por quaisquer meios – que os cristão falem contra isso. A questão é pecado. É disso que somos contra. E é isso que deveria tornar a nossa voz tão única quando falamos nesse debate.

Alguns gostariam de ver toda essa questão do homossexualismo dividido em dois campos: aqueles que celebram e aqueles que odeiam. Ambos os grupos existem na nossa sociedade. Existe um número crescente, sob grande pressão social, que aplaudem o homossexualismo. Podemos chamá-los de esquerda. E existem pessoas que odeiam o homossexualismo, com o mais intolerante dos raciocínios e longe de qualquer preocupação cristã. Podemos chamá-los de direita.

Essas Palavras Gloriosas

O debate atual é afligido por essa lente binária. Os que estão à esquerda tentam aglomerar qualquer um que discorda com eles no lado direito. Se você não apoia, você odeia. Enquanto isso, aqueles à direita veem concordância e covardia em qualquer um que não fica vermelho de raiva e é militante. Se você não odeia, você apoia.

Mas os verdadeiros seguidores de Jesus não seguem em nenhum destes caminhos. Nós temos algo a dizer que ninguém mais está dizendo ou pode dizer.

Distanciando-nos tanto da esquerda quanto da direita, nós não celebramos a prática homossexual, nós reconhecemos a clara revelação de Deus que afirma que é pecado; e nós não odiamos aqueles que abraçam o homossexualismo, nós os amamos o suficiente para não colidir sob a pressão da  sociedade. Falamos a verdade em amor dentro dessa confusão, dizendo, simultaneamente, “é errado” e “eu amo você”. Não somos a esquerda, falamos isso é errado. Não somos a direita, falamos você é amado. Falamos as boas novas, com as mais doces, profundas e gloriosas palavras da cruz – as mesmas palavras que Deus falou para nós – “você está errado e você é amado”.

Deus nos diz que estamos errados, que o salário do pecado é a morte, que a rebelião não arrependida traz julgamento, que o nosso resgate exigiu a maldita morte de seu Filho (Rom 3.23; João 3.36; Gal 3.13). E Deus nos diz que somos amados, que mesmo enquanto éramos pecadores, Jesus morreu por nós, que enquanto ainda éramos ímpios, Jesus sofreu em nosso lugar, que apesar de estarmos destinados à ira, Jesus nos convida em sua glória (Rom 5.8; 1 Pedro 3.18; Efe 2.1-7).

Onde o Evangelho Brilha

Você está errado e você é amado – essa é a voz única ao cristão. É isso que nós dizemos, falando da nossa experiência, como Tim Keller coloca tão bem, “nós éramos piores do que jamais imaginamos e muito mais amados do que jamais pudéssemos sonhar”.

Essa é a nossa mensagem nesse debate, quando a elite da sociedade nos despreza, quando as canções populares nos vilipendiam, quando ninguém tem mais nada a dizer fora dos dois extremos, nós temos essa oportunidade incomparável para deixar o evangelho brilhar, para alcança-los em graça: você está errado e você é amado. Temos que dizer isso.

Por isso o homossexualismo não é como os outros pecados. 

Posted on Friday, June 26, 2015 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, June 02, 2015


Um comercial d’O Boticário parece estar causando algum alvoroço no meio evangélico. Não sei precisar qual parte do meio evangélico, aparentemente aquele ligado ao Silas Malafaia (falo isso porque ninguém do meu circulo de irmãos comentou sobre isso).

O Boticário tem uma nova campanha para o dia dos namorados que mostra quatro casais: dois heterossexuais e dois homossexuais. Aparentemente isso ofendeu algumas pessoas, a maioria evangélica e um boicote foi declarado contra a loja. E fica a dúvida: devemos boicotar a loja que faz propagando pró-homossexualismo?

A minha resposta é: depende! Essa é uma questão de consciência. Eu particularmente não espero que uma empresa aja pelos preceitos do cristianismo. Não me assusta que O Boticário tenha uma campanha pró-homossexualismo. Várias empresas são assim. Esse é o Zeitgeist dessa geração. Eu também acho pouco provável que O Boticário e as outras empresas que se declaram apoiar os direitos dos homossexuais (eu explico aqui por que eu acho que não é uma questão de direito) estejam realmente preocupadas com os homossexuais. Elas apenas querem vender. Se para isso precisam ser pró-homossexualismo, serão. Se o espírito da época mudar e para vender mais deverão ser contra o homossexualismo, serão. Empresas fazem o que sempre fizeram: vendem.

Como eu disse, eu não boicoto uma empresa porque ela agiu de forma contrária aos preceitos do cristianismo porque eu não espero que a empresa aja assim. Eu espero que ela aja conforme a lei e caso faça o contrário terá que lidar com a legislação.

Mas eu também entendo caso uma pessoa se sinta incomodada com isso e resolva boicotar. É um direito que lhe cabe. Se alguma empresa declarar que é a favor do casamento tradicional, entre um homem e uma mulher, ela com certeza sofrerá perseguição. Isso já aconteceu nos EUA.

Enquanto eu acredito que cada cristão deva decidir se deve continuar comprando ou não os produtos d’O Boticário, eu tenho minhas dúvidas se devemos nos organizar para isso. Qual mensagem queremos passar? Que não aceitamos que existam relacionamentos homossexuais? Qual o nosso objetivo? Fazer com que a empresa tire o comercial do ar? Por acaso isso irá fazer o homossexualismo desaparecer, ou diminuir?

Particularmente não gosto da ideia de boicote coletivo. Ao invés de nos organizarmos para exigir que empresas façam de conta que valorizam nossas crenças, deveríamos sair às ruas e declarar a Lei de Deus para mostrar ao mundo que todos são pecadores (não apenas os homossexuais) e que Deus apontou um dia para julgar toda a humanidade. A única forma de escaparmos disso é pela obra redentora de Jesus Cristo. É para isso que temos que nos organizar.

Um último comentário é que minha atenção foi chamada para esse assunto por alguns amigos não cristãos que eu tenho no Facebook. Vários fizeram comentários bem agressivos e uma delas exagerou. Ela escreveu assim:
Esse crentes deveriam é levar muito tapa na cara pra aprender a se preocupar com as coisas que realmente importam, em vez de encher tanto o saco dos outros!
Imagina se eu escrevesse assim:
Esse homossexuais deveriam é levar muito tapa na cara pra aprender a se preocupar com as coisas que realmente importam, em vez de encher tanto o saco dos outros!
Eu seria taxado de homofóbico e com certeza alguém iria me processar.

Tolerância nos dias de hoje é uma via de mão única.

Posted on Tuesday, June 02, 2015 by Maurilo e Vivian

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Monday, March 11, 2013


Por Cleber Tourinho

Escrevo este texto a pedido de alguns amigos e conhecidos, alguns que são homossexuais assumidos ou não, e outros que entregaram suas vidas a Cristo e lutam em um processo que chamamos de “restauração de identidade”, visando a restabelecerem a sexualidade pretendida por Deus. Esses às vezes me questionam sobre meu posicionamento quanto ao assunto, em geral, por acharem que sou muito diferente de “certos evangélicos” por aí que “julgam” e condenam as pessoas, que determinam que elas irão direto para o inferno, sem direito a perdão etc. Nada a ver... Pretendo neste ensaio expor o ponto de vista bíblico real, o qual, a despeito de opiniões pessoais e da militância que tenta desacreditar a Palavra de Deus (e o próprio Deus), mantenho como sendo o meu norte quanto a este assunto. Afinal, para mim, a Palavra de Deus, a Bíblia, é “A Verdade” (João 17:17), e qualquer indivíduo que realmente se identifique com o cristianismo a tem como inerrante proclamação da vontade divina para o homem.

Amados, primeiramente tenho percebido que as correntes que tentam colocar a homossexualidade sob uma luz mais favorável, despojando-a do caráter de “pecado”, biblicamente falando, em geral querem manobrar a população ignorante sobre assuntos bíblicos para que pensem que a perspectiva bíblica sobre o assunto se baseia apenas em duas passagens das Escrituras, encontradas em Levítico 18:22 e 20:13. Nada mais falso e falacioso. Antes de continuar a leitura, sugiro que leiam Mateus 19:4-6; Romanos 1:26-32; 1 Coríntios 6:9-11 e 1 Coríntios 6:18-20. Falaremos de todas essas passagens em seu tempo.
Enganam-se os agitadores da ideologia contra bíblica, e querem induzir outros, desinformados, ao engano, pois utilizam como argumento o fato de que as leis da época da fundação da nação judaica seriam de uma impropriedade para os tempos atuais, pois no texto do Levítico (e outros de Moisés - especialmente dirigidos à nação teocrática de Israel) proibiam-se os atos homossexuais, mas também outras atividades, como comer alguns frutos do mar, cozinhar um cordeiro no leite da própria mãe, ou raspar completamente a barba. Assim, segundo esses argumentistas, não se poderia levar a sério um sistema legislativo que proibia atividades que hoje, em nossos tempos, são consideradas normais pela maioria dos povos. Trata-se de uma estratégia de retórica baseada da argumentação analogista, na qual os argumentos partem da semelhança entre duas coisas, buscando conclusões a partir das propriedades de uma, levando o receptor da mensagem a querer encontrar semelhanças na segunda coisa. Nesse tipo de argumentação, as diferenças específicas são deliberadamente ignoradas. Está claro que o propósito da utilização nesse ponto é levar o leitor a se sentir solidário à causa de pessoas “modernas”, de “vanguarda”, sem preconceitos e desamarradas de contextos antiquados e sem nenhum tipo de cientificismo.

Quanto a isso, deve-se lembrar que no contexto da recém-formada nação de Israel, rodeada de povos alheios às questões de moral e absolutamente desregrados sexualmente, a Lei mosaica foi dada de forma dura, crua, honesta e – algumas vezes – com penas capitais para esses tipos de situação. Quem ler com atenção o texto bíblico e outras fontes históricas verá que as pessoas não compreendiam outra forma de disciplina. Todas as vezes que as penas eram mais brandas, as coisas desandavam por completo, ninguém respeitava. Lembremos que os conceitos de direitos humanos plenos, igualdade, fraternidade, não violência, respeito, tolerância, direito à vida, etc. são noções modernas, que têm no máximo 500 anos. Pois aquele era o contexto da época. Eram os costumes da época. Ainda assim, em Israel, com o desenrolar da história, mesmo pecados graves, e que também levavam à pena de morte, como roubo ou extorsão, foram sendo paulatinamente relativizados, e na época em que Jesus andou na Terra, segundo historiadores, já quase não havia condenações capitais para essas situações.

Porém, como disse antes, a ideia da militância é desenganar o cristianismo e sua cosmovisão, é ridicularizar as Escrituras perante uma sociedade que pouco pesquisa o assunto, é querer passar que SOMENTE NESSES TEXTOS DE LEVÍTICO a Bíblia se refere às práticas homossexuais, logo, não haveria outros textos nas Escrituras que colocassem a homoafetividade sob uma perspectiva negativa. Diz-se, também, que Jesus só pregava a Paz e o Amor, e que nunca falou nada sobre o assunto. Se alguém acredita nisso, recomendo rever seus conceitos. Se você prega isso, está sendo injusto com a verdade, leviano e manipulador.

Primeiramente, a Bíblia, ao longo de seus mais de 31.000 versículos, adota a heteronormatividade como princípio. Isso é fato. Por exemplo, lendo o Cântico de Salomão, vemos o amor em toda sua plenitude, ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER. Provérbios 5:18,19 traz uma descrição sensualíssima sobre como aquele que é guiado por Deus deve agir em seu leito conjugal: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente”. Há nos bastidores da ideologia dos chamados “cristãos-gays” uma tentativa monstruosa de querer dizer que os personagens históricos Davi e Jonathan mantinham um relacionamento homossexual devido à intensa ligação que tinham de amizade, mas querer fazer isso é torcer as Escrituras para seu próprio interesse. Nada há na vida daquele patriarca que desabone sua heterossexualidade, aliás, Davi foi um dos piores “mulherengos” que a História registra (e pagou caro por isso...).

Em relação ao ponto de vista do Filho de Deus, Jesus endossou a heteronormatividade em seu ensino: 
“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: ‘Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne’? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6). Com apenas essa passagem, cai por terra todo o argumento de uma possível “legalidade cristã” para o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ademais, mesmo Jesus tendo pregado a tolerância em seus ensinos, Ele jamais incentivou seus seguidores a aceitar todo e qualquer estilo de vida. Na realidade, ele ensinou que o caminho para a salvação está aberto para “todo aquele que nele crê” (João 3:16), e uma das formas de se fazer isso é seguir os princípios de moral de Deus, que proíbem certos tipos de conduta – incluindo a homossexualidade.

As Escrituras Cristãs (Novo Testamento) não adotam o mesmo princípio de condenação capital que se encontrava na Lei Mosaica. Porém, não deixam de falar sobre a homossexualidade enquanto CONDUTA PECAMINOSA. Em Romanos 1:26, 27, o escritor bíblico afirma: “Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro”.

Na continuação deste capítulo da Carta aos Romanos, fala-se de outros pecados, e se colocam as práticas homossexuais na mesma linha de condenação ESPIRITUAL, entre eles “prostituição, malícia, avareza, maldade; inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade [...] murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia [...]” (Romanos 1:28-31). Por isso, a cosmovisão cristã sobre o assunto encara a homossexualidade COMO UM PECADO, IGUAL A QUALQUER OUTRO, e digno de morte, COMO QUALQUER OUTRO, “pois o salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23). Eu mesmo já menti várias vezes em minha vida: mereceria a morte. Eu já roubei em minha vida: mereceria a morte. Eu já fui desobediente aos meus pais: mereceria a morte. Enfim, o pecado separa o homem de Deus, e o condena à morte, independente de qual seja este pecado. A conduta homossexual é do mesmo jeito, e não existe essa coisa de pecado pior ou menor. “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer”. - Romanos 3:10. Porém, para todo e qualquer pecado, a solução é aceitar a Graça de Deus: “Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. [...] o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. 
Rom. 6:22-23.

Em relação a se a pessoa nasce homossexual ou adquire a conduta homossexual em vida, as Escrituras não falam nada. Porém, já existe evidência científica de que certas CONDUTAS e comportamentos socialmente condenáveis podem mesmo vir de berço, porém, não se pode encarar como aceitáveis. Por exemplo, algumas pessoas são de índole violenta, nasceram assim e não conseguem mudar. Por isso devemos aceitar que elas continuem dessa forma? Há pesquisas que apontam alguns casos de alcoolismo como de procedência congênita. Isso pode ser a desculpa para a pessoa continuar nesse erro? Claro que não!

A Bíblia declara que pessoas violentas, beberrões e homossexuais podem deixar seu estilo de vida para se adequar à conduta esperada por Deus. Muitos gays dizem que isso é cruel, porque supostamente já nasceram com esse sentimento e não se pode mudar isso. Esse raciocínio se baseia na ideia equivocada de que os humanos devem agir de acordo com seus impulsos sexuais, que são escravos deles, que não os podem dominar. A Bíblia, porém, dignifica os humanos por garantir que eles podem ESCOLHER não agir segundo seus desejos sexuais impróprios, se realmente quiserem: “[...] façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria” (Col. 3:5). Na realidade, a Palavra aponta que muitos, mas muitos mesmo, deixaram de agir conforme seus impulsos homossexuais, violentos, bebedices, dentre outros pecados. Leiamos em 1 Coríntios 6:9-11:

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, NEM HOMOSSEXUAIS PASSIVOS OU ATIVOS, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. ASSIM FORAM ALGUNS DE VOCÊS. MAS VOCÊS FORAM LAVADOS, FORAM SANTIFICADOS, FORAM JUSTIFICADOS no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus”.

Na realidade, mesmo que alguns não queiram aceitar isso, e façam malabarismos teológicos para adequar sua incapacidade de dominar seus apetites sexuais, o padrão bíblico para sexualidade é que esta seja exercida entre duas pessoas de sexos biológicos diferentes, somente no seio de uma relação formal de casamento (o que exclui a fornicação, o adultério, a zoofilia, etc.), visando à convivência familiar, compartilhamento de vida a dois e, caso seja possível, filhos oriundos dessa relação. A Bíblia não exige demais de nós e não promove o preconceito, como quer deixar transparecer a militância homossexual (na tentativa de desacreditar as Escrituras), mas apenas orienta aqueles que sentem atração pelo mesmo sexo que façam a mesma coisa que é exigida dos que sentem atração pelo sexo oposto: “FUJAM DA IMORALIDADE SEXUAL [ou: fornicação]. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo. Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês” (1 Cor. 6:18-20).

O que está em jogo, na questão, não é necessariamente o que eu, pessoalmente, penso sobre mim mesmo, mas o que meu Criador pensa sobre determinado assunto. Eu mesmo já fui assim, era um homem mergulhado na fornicação, viciado em sexo, tinha várias mulheres ao mesmo tempo, e achava que era o máximo. Hoje colho frutos amargos da desobediência a uma lei simples de Deus: “Fujam da imoralidade sexual”. Lamentavelmente, tenho visto muitos que não conseguem aceitar nem praticar os padrões bíblicos de conduta e moral, e que preferem, ao invés de lutar contra seus impulsos, desabonar o texto bíblico, rejeitar a orientação divina, desprezar as claríssimas normas de Deus e mesmo se deixarem levar pelas ideias de pessoas com pensamentos semelhantes aos seus, na tentativa de se sentirem acolhidos, de justificarem sua conduta, a preço de terem suas consciências cauterizadas pelo pecado. Criam para si mesmos uma figura de um Deus “legal”, que “libera tudo”, que não tem pulso, ou seja, um Pai relapso e que não informa aos seus filhos qual a melhor forma de se viver. Vivem uma vida livres de culpa, é verdade. Mas não pensam na lei eterna do dever para com o Divino, na responsabilidade para com seu semelhante, mas primariamente na obediência ao mandamento maior: “Tendes de amar a Deus sobre todas as coisas”.

Fazemos parte, minha esposa e eu, de um ministério que Deus nos deu de acolhimento às pessoas que lutam por terem suas sexualidades readequadas aos padrões divinos.  Para isso, estudamos muito o assunto (não somos leigos, nem fundamentalistas), oramos muito, escutamos muito, abraçamos muito, choramos, rimos e compartilhamos da nossa fé e do Espírito Santo na vida dessas pessoas. Deus não promete cura, pois homossexualidade não é doença. Deus garante salvação e libertação da escravidão ao pecado. É isso que oferecemos. O resto do processo é entre a pessoa e Deus.

Referências:

ANKERBERG, John; WELDON, John. Os fatos sobre a Homossexualidade: Pesquisas científicas e Autoridade Bíblica: os homossexuais podem realmente mudar? 2. ed. Porto Alegre: Obra Missionária Chamada Meia-Noite, 2000.

BRASH, Alan A. Encarando nossas diferenças: As igrejas e seus membros homossexuais. São Leopoldo-RS: Sinodal, 1998.

CHAMBERS, Alan. A Graça de Deus e o Homossexual que mora ao lado. Rio de Janeiro: Graça Editorial, 2006.

DAVES, Bob; RENTZEL, Lori. Restaurando a Identidade. São Paulo: Mundo Cristão, 1997.

SOCIEDADE TORRE DE VIGIA DE BÍBLIAS E TRATADOS. Os Jovens Perguntam: Como posso explicar o conceito da Bíblia sobre a homossexualidade? Despertai!, São Paulo, 12 out. 2010, p. 22.

WEINGAERTNER, Martin (Ed.). Igreja e Homossexualismo. Curitiba: Encontro, 2000. (Série A Caminho do Reino: Reflexão e Compromisso.)

Posted on Monday, March 11, 2013 by Maurilo e Vivian

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Monday, August 06, 2012



Ontem apresentamos a primeira parte desse texto, quando analisamos os aspectos da argumentação dos novos ateus e como isso pode ser visto na imagem acima. Leia a primeira parte, pois esse texto aqui fará muito mais sentido com a introdução do primeiro.
Pronto?
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura.

1 – Homem + mulher
Nada de errado aqui. Realmente a esposa é submissa ao marido, assim como a igreja é submissa à Cristo e este submisso a Deus. É uma questão do papel de cada um. E como pode ser visto no texto de Efésio 5 apresentado acima, essa submissão é baseada em amor, especialmente da parte do marido.
O único comentário adicional é que eles afirmam que todos os casamentos da Bíblia eram arranjados, como se isso fosse uma grande atrocidade. Na verdade, esse era o padrão de casamento da nossa sociedade até pouco tempo atrás e apenas recentemente isso mudou. Além disso, vários casamentos bíblicos foram baseados no amor, mesmo os arranjados. Um exemplo? Jacó e Raquel (Genesis 29:18).

2 – Homem + esposas + concubinas
Isso nunca foi um mandamento bíblico, nem foi definido como casamento pelas Escrituras. A Bíblia apenas relata os atos pecaminosos desses homens. Mesmo homens como Abraão, que para nós é um dos pais da fé, pecaram e não apenas uma vez. E muitas vezes viram o resultado de seus pecados.

3 – Homem + mulheres + mulheres
A Atea cita Gênesis 16 talvez na esperança que as pessoas não venham a ler o texto, já que aqui temos a história de como Sarai entregou sua serva para que Abrão dormisse com ela. Por tudo o que já lemos até aqui, vemos que não existe um mandamento de Deus para essa atitude. Na verdade, tudo isso é considerado como pecado e trouxe graves consequências para todos (leia o capítulo 21 de Gênesis). De qualquer forma, isso não é conceito de casamento, mas sim a descrição de um ato pecaminoso.

4 – Homem + mulher + mulher... (poligamia)
Já falamos sobre poligamia e como Deus deixou bem claro nas Escrituras que o casamento deveria ser entre um homem e uma mulher. Qualquer coisa que fosse além disso, seria considerado como fruto do coração pecaminoso do homem.

5 – Homem + viúva de seu irmão (casamento levirado)
Talvez por desconhecer em sua profundidade o texto bíblico (o que fica claro pela hermenêutica ruim da Atea), eles citaram Gênesis 38:6-10 para o casamento levirato (o correto é levirato), mas o melhor texto é Deuteronômio 25:5. Esse texto é um mandamento para uma situação específica: a viúva sem filhos. Se o marido morto possuía um irmão, então, ela deveria se casar com ele e não com alguém de fora. O objetivo dessa lei para Israel era proteger as viúvas, já que não existia uma seguridade social na época e uma mulher sem filhos poderia facilmente cair na prostituição para se sustentar. Era isso que a lei planejava: trazer proteção para a mulher. Lembre-se, aquela era outra sociedade, uma época muito mais dura e difícil.

6 – Estuprador + vítima
Se um homem se encontrar com uma moça sem compromisso de casamento e a violentar, e eles forem descobertos, ele pagará ao pai da moça cinqüenta peças de prata. Terá que casar-se com a moça, pois a violentou. Jamais poderá divorciar-se dela.
Deuteronômio 22:28-29 (NVI)

Veja esse mesmo texto na versão Almeida Corrigida Revisada e Fiel.
Quando um homem achar uma moça virgem, que não for desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados, então o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinqüenta siclos de prata; e porquanto a humilhou, lhe será por mulher; não a poderá despedir em todos os seus dias.

Dois pontos a se observar: o primeiro, o texto não aprova o estupro. Em momento nenhum o estupro é incentivado ou é dito que o estuprador fez algo correto. O texto, se realmente estiver lidando com estupro, apenas faz uma provisão para uma situação ruim. Mas a bem da verdade, eu acho pouco provável que o texto se refira a estupro. Veja que na versão Almeida o texto fala de um homem que se deita com uma virgem. Não diz que foi a força. Na verdade, o original em hebraico usa as palavras taphas para pegar e shakab para deitar-se. Taphas pode ter o sentido de violência ou não, mas como o texto fala apenas de uma virgem (excluindo assim mulheres que já tiveram relação sexual), acho pouco provável que o foco seja o estupro, mas sim a perda a virgindade, que era algo muito valorizado em sociedades antigas. Como julgamos as sociedades do passado pelos nossos valores, achamos hoje em dia absurda a valorização da virgindade. Mas isso fala muito mais sobre a pecaminosidade dos nossos tempos do que de qualquer outra sociedade.

7 – Soldado masculino + prisioneiras de guerra
Mais uma vez, a Atea torce para que aqueles que se encontrem com a figura, não venham a ler os dois textos apresentados: Número 31:1-18 e Deuteronômio 21:11-14. Ambos os textos mostram situações em uma sociedade que estava em guerra, mas de forma diferente. O primeiro é um ajuste pela desobediência dos soldados israelitas. Eles deveriam matar todos os midianitas, mas deixaram algumas mulheres vivas. Muito do pecado desses povos era sexual e envolvia mulheres, homens, animais e crianças. Já que os soldados desobedeceram ao comando de Moisés, foi feito um acerto para que pelo menos as virgens fosse poupadas, já que pelo menos elas dificilmente haviam se contaminado com os pecados sexuais de seu próprio povo. Tudo isso parece muito severo nos dias de hoje, mas lembre-se que Deus ordenava a morte desses povos como condenação de atrocidades que eles já faziam há muito tempo (veja o caso dos amoreus em Gênesis 15:16 e que somente foram punidos em Números 21). O segundo texto apresenta uma regulação para o caso de um soldado desejar tomar uma mulher de um campo inimigo como esposa. Ele deve trazê-la para Israel, deixá-la passar pelo luto da família por um mês e depois poderá tomá-la como esposa. Não como escrava sexual: como uma esposa digna. Em um período que mulheres eram propriedades e as mulheres de um campo inimigo deveriam se estupradas, a regulamentação bíblica sobre o assunto foi um enorme avanço.

8 – Homem escravo + mulher escravo
Leia Êxodo 21:1-4e vejo os senhores eram horríveis com os servos, arrumando esposas para eles...

Ufa, que texto longo. Por isso dividi-lo em duas partes. Tentei cobrir o assunto de forma mais abrangente, mas muito mais ainda podia ser dito. Após analisar todos os argumentos da Atea para dizer que a Bíblia nunca possuiu uma única definição sobre casamento, podemos facilmente concluir que na verdade a Atea simplesmente desconhece o texto bíblico, ou desconhece os princípios mais básico da lógica, ou simplesmente possui um grande ódio por Deus e tudo o que se refere a Ele. Claro que nenhuma dessas opções é autoexcludente e possivelmente a melhor resposta seja uma combinação das três.
O mais importante é perceber que mesmo nos casos apresentados pela Atea o casamento sempre se caracterizou pela união entre homem e mulher. Mas quando o ódio é a força motriz por trás de sua argumentação, mesmo a coisa mais óbvia fica difícil de ser vista.

É por isso que eu sempre digo: LEIA A SUA BÍBLIA! Se você tiver um mínimo de conhecimento geral das Escrituras, irá tirar de letra esse tipo de argumentação falaciosa.

Posted on Monday, August 06, 2012 by Maurilo e Vivian

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Sunday, August 05, 2012



A ATEA –Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos é uma grande representante do movimento conhecido como Novos Ateus. E a grande novidade em relação a esses ateus não é uma nova argumentação, um raciocínio mais apurado sobre a religião ou sobre a existência de Deus. A grande novidade dos Novos Ateus é o ódio pela religião, por aqueles que são religiosos de alguma uma forma e especialmente um ódio mortal contra Deus, que apesar dele não existir, eles ainda assim o odeiam. Outra grande novidade é a forma de argumentação falaciosa (ad hominem, homem de palha e raciocínio circular são os favoritos) e quando se trata da Bíblia, esse aspecto se torna ainda mais forte.
No final de Julho um amigo do Facebook compartilhou a imagem acima, que mostra que a Bíblia possui várias definições de casamento. Assim, os cristãos que usam a Bíblia contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo estão na verdade errados, já que a própria Bíblia possui várias definições de casamento. Esse argumento ganha ainda mais força com uma linguagem gráfica como na ilustração. Como ontem eu publiquei um texto sobre a reação à declaração do presidente da Chick-Fil-Asobre o casamento bíblico entre homem e mulher, achei que seria bom responder ao argumento acima.
Antes de abordarmos as particularidades apresentadas na imagem, eu gostaria de falar um pouco sobre o modus operandi das argumentações contra a Bíblia da ATEA e dos novos ateus por tabela. Em sua grande maioria, quando um novo ateu faz uma apresentação contra algum ponto bíblico, seja ele qual for, ele se utiliza de alguns passos. O primeiro é isolar o texto de seu contexto. Ele trata um versículo bíblico como se esse estivesse solto no espaço e então passam para o segundo passo, o apresentam, via de regra, de forma distorcida, o que é fácil fazer quando o texto está fora de seu contexto. O terceiro e mais contraditório passo é quando esse texto é do Velho Testamento e o julgam a partir de padrões cristãos que eles mesmos adotam, mas que jamais teriam coragem de afirmá-los como tal. Ou seja, eles julgam sociedades antigas como se essas fossem exatamente a mesma coisa do que a nossa sociedade atual. Isso é muito comum quando julgam as atrocidades do Velho Testamento, mas tem dificuldade de chamar de errado as atrocidades da nossa era, como o aborto. Apesar de acharem que a moralidade é algo relativo, eles se tornam absolutistas na hora de julgar sociedades bíblicas.
Quarto e último passo para uma completa argumentação neo-ateísta: achar que tudo o que é descrito na Bíblia é um mandamento de Deus. O neo-ateu interpreta toda a Bíblia como se tudo aquilo que está ali fosse como ordenança ou exemplo de comportamento para a humanidade. O que eles falham em entender é que existem várias literaturas dentro da Bíblia. Não apenas isso, mas a Bíblia apresenta o homem como ele realmente é, com todas as suas falhas e defeitos. Ela não esconde a pecaminosidade do homem, muito pelo contrário, ela o mostra em toda a sua atrocidade, fazendo uma comparação com o amor de Deus, que se torna imenso perto da nossa transgressão. Se você seguir esses quatro passos, terá o padrão perfeito para a argumentação falaciosa do novo ateu.
Isso dito, qual é a definição bíblica de casamento? Não vamos encontrar nas Escrituras uma frase que siga exatamente assim: a definição correta de casamento é a união entre um homem e uma mulher. Não vamos encontrar essa frase porque a Bíblia não é um dicionário, mas apesar de não encontrarmos essa frase colocada dessa exata maneira, vamos encontrar esse conceito por toda a Escritura. Começando por Genesis, podemos ver que Deus criou uma ajudadora para Adão (Gn 2:18-24) e tudo culmina no versículo 24 que diz: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”. Veja aqui um padrão que será seguido por toda a Bíblia: o casamento entre um homem e uma mulher. Deus não criou dois homens ou não criou duas mulheres (até porque se tivesse feito isso, não existiriam mais seres humanos), não criou um homem e várias mulheres ou uma mulher e vários homens. Desde o começo o padrão de Deus para o homem era um homem e uma mulher. Jesus afirma isso quando fala sobre divórcio:

Então chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?
Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.
Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio, e repudiá-la?
Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas ao princípio não foi assim.
Mateus 19:3-8

Três coisas interessantes a se notar no texto acima: que desde o princípio o padrão é macho e fêmea, um homem e uma mulher; e depois, que Deus algumas vezes permite (e não ordena) certos comportamentos humanos divergentes de seus mandamentos por causa da dureza do coração humano. Lembre-se disso: se Deus fosse lidar com a pecaminosidade humana da forma como deveria, nós já estaríamos extintos há séculos. É apenas pela graça de Deus que o homem ainda caminha na terra. Mas Deus não tem feito vista grossa para nada disso e apesar de ele ser paciente e tardio em se irar (Joel 2:13), ele fará cumprir a sua justiça, seja na pessoa de Cristo para aqueles que se arrependeram, seja na própria pessoa que se rebelou contra Ele. Nada será esquecido. E o terceiro ponto: Cristo fez essa afirmação em uma sociedade poligâmica. Apesar disso, Cristo não disse que desde o princípio Deus criou um homem para várias mulheres, mas sim um homem e uma mulher. Mesmo em uma sociedade polígama, a definição de casamento continuava a mesma.
O casamento para o cristão também possui um forte contexto teológico, já que Cristo é apresentado como o noivo e a igreja como a noiva (veja Efésios 5:27-32). Os líderes da igreja deveriam ser casados com apenas uma esposa (1 Timóteo 3:2, 12). Mesmo os reis do Velho Testamento eram instruídos a não possuírem múltiplas esposas (Dt 17:17). Davi e Salomão desobedeceram a Deus quando tiveram muitas esposas e esse pecado não veio sem a justa punição:

E tinha setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração.
Porque sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e o seu coração não era perfeito para com o SENHOR seu Deus, como o coração de Davi, seu pai,
1 Reis 11:3-4

Portanto, por toda a Bíblia, podemos ver que o conceito bíblico de casamento é entre um homem e uma mulher e isso é consistente entre o Velho e o Novo Testamento.
Um último ponto antes de analisarmos a imagem em si: muito do que é ensinado na Bíblia é uma regulação para o povo de Israel e não mandamentos para a Igreja. Deus fechou um acordo com o povo de Israel, uma constituição, uma legislação que deveria guiá-los, especialmente enquanto estes deveriam viver em terras estrangeiras, próxima de povos que muitas vezes eram muito mais depravados que os próprios Israelitas (sacrifício de bebês era comum nessas sociedades, assim como nos dias de hoje, só que antigamente eles esperavam o bebê sair da barriga para isso). Lembre-se que estamos falando de uma sociedade separada por mais de três mil anos até hoje, outros valores e uma sociedade que não havia sido influenciada pelos valores cristãos, como é o caso da nossa. Muito do que Deus regulou para Israel parece duro e rígido para nós que somos uma sociedade formada com uma base de princípios cristãos (amor, caridade, respeito ao próximo, igualdade, respeito), mas que quando comparado com as sociedades contemporâneas em sua volta, essa regulamentação se apresenta como um enorme avanço moral e humanístico.
Com tudo isso em mente, vamos analisar os oito tipos de casamentos que vemos na figura acima, mas apenas amanhã, pois o texto já está enorme para um blog.

Posted on Sunday, August 05, 2012 by Maurilo e Vivian

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Saturday, August 04, 2012



Um dos nossos restaurantes de fast food favoritos é o Chick-Fil-A, uma rede americana de sanduíches de frango. Os melhores sanduíches que eu já comi na minha vida foram do Chick-Fil-A. Eles possuem uma batata frita que chamam de wafle fries que é fantástica. O atendimento é muito bom. O único defeito do Chick-Fil-A é que eles não estão presentes no Brasil ainda.

Eu na frente do Chick-Fil-A em Woodstock, GA
Outra coias interessante sobre o restaurante é que o proprietário e presidente da rede, Dan Cathy, é cristão e ele traz alguns princípios cristãos para a administração do negócio. Por exemplo, nenhuma das lojas da rede abre aos domingos. Também existe uma forte política de respeito aos funcionários, com auxílio aos estudos e também um foco em servir a comunidade.
No dia 23 de Julho Dan Cathy fez a seguinte declaração em uma entrevista para o BaptistPress: “Culpado!”, quando questionado sobre seu apoio ao casamento tradicional, entre um homem e uma mulher. Ele continua: “Nós realmente apoiamos a família – a definição bíblica de união familiar. Nós somos um negócio familiar, uma empresa administrada pela família e somos casados com nossas primeiras esposas. Agradecemos a Deus por isso”.
Antes de continuar com o texto, leia mais uma vez a declaração de Cathy. Leu? Bom, leia de novo, porque é muito importante que você lembre-se bem do que ele disse.
Essa declaração foi o bastante para causar uma revolta entre os ativistas homossexuais. A declaração de Cathy foi considerada como um discurso homofóbico, cheio de ódio. A mídia passou a afirmar que a empresa possui políticas anti-gays. Um boicote começou a ser programado contra as mais de 1600 lojas ao longo dos Estados Unidos. Grupos homossexuais se indignaram-se com as afirmações de ódio e preconceito de Dan Cathy e agendaram um “beijaço gay”ao frente à algumas lojas, para demonstrar seu desprezo pelas afirmações e políticas homofóbicas da rede. O prefeito de Boston, Thomas Menino, fez a seguinte declaração ao Boston Herald “Chick-fil-A não pertence a Boston. Você não pode ter um negócio em Boston que descrimina contra a população. Nós somos uma cidade aberta, nós somos uma cidade que está na linda de frente da inclusão.” O prefeito de Chicado também fez afirmações nessa mesma linha.
Se você leu bem a declaração de Cathy, você talvez já esteja percebendo que existe algo de estranho nas reações a essa afirmação. Em momento algum Cathy falou sobre homossexuais. Em momento algum ele fez qualquer afirmação de condenação à eles. Ele simplesmente afirmou seu apoio ao casamento tradicional. Somente isso. Mas foi o suficiente. Foi o suficiente para tratá-lo como criminoso, cheio de ódio, homofóbico, que dirigi uma empresa fascista que discrimina e trata mal os homossexuais.
Felizmente, nada disso é verdade. Cathy não falou nada sobre os homossexuais. Como cristão, ele simplesmente expressou sua opinião sobre o casamento. Ninguém é discriminado no Chick-Fil-A. Eles não perguntam sua orientação sexual antes te vender um sanduíche. Também não existe nenhum caso contra a rede de alguém que se aplicou para o processo seletivo e foi descartado por ser homossexual. A questão não é o que o restaurante faz de errado, mas sim a afirmação de Cathy.
Eu já falei algumas vezes aqui no blog sobre a tirania homossexual. Se você não concorda com a agenda homossexual, você é um ser cheio de ódio, homofóbico, preconceituoso. Você não merece ter suas ideias divulgadas. Você é o pior dos criminosos. Merece ser silenciado, merece cadeia.
A questão se resume ao seguinte: nós toleramos todas as opiniões, menos aquelas que são contrárias às nossas. É assim que a ditadura do movimento homossexual se comporta. Através de ameaças, xingamentos, repressão, o movimento avança na imposição de seus valores sobre a sociedade. O caso do Chick-Fil-A é apenas a demonstração mais óbvia disso.
A reação do prefeito de Boston é fantástica e bastante representativa disso. A cidade de Boston é aberta a todos, desde que concordem com o ponto de vista dele. Ora, o que o prefeito vai fazer com os cristãos que são a favor do casamento tradicional, a favor da definição bíblica de casamento, que entendem que o comportamento homossexual é pecado conforme ensinado pela Bíblia? Ele vai expulsar esses cidadãos da cidade? Cristãos que se posicionam biblicamente em relação ao homossexualismo serão banidos de Boston? E aqueles que não são cristãos, mas acreditam que o governo devem apenas promover aquele tipo de união que em sua maioria que pode gerar novos membros para a sociedade, ou seja, o casamento entre homem e mulher? Esses também devem ser expulsos? Somente uma opinião pode existir: a pró-homossexualismo.
Infelizmente não existe liberdade de expressão nesse assunto. Estamos entrando em uma era de ditadura intelectual, onde opiniões divergentes estão sendo caladas pela força da lei. A própria criação de leis homofóbicas tem por objetivo silenciar aqueles que não são pró-gay. Já temos leis suficientes para lidar com quem agride ou ofende outras pessoas. O que se busca com as leis anti-homofobia não é punir agressores, mas sim criminalizar opiniões divergentes. É por isso que eu acredito que a grande perseguição contra a igreja virá exatamente por causa da questão homossexual. Cristãos que acreditam na Bíblia como a Palavra de Deus serão perseguidos, silenciados e em até alguns casos, lançado nas prisões. Isso já tem acontecido no Canadá e na Inglaterra com pastores que pregam os ensinos bíblicos sobre o homossexualismo.
Uma forma deturpada de cristianismo, que não usa a Bíblia como regra de fé mas apenas um livro de boas intenções continuará existindo, pois essa linha já é a favor do movimento homossexual, seja por uma hermenêutica ruim, seja por medo de ser considerado intolerante (aliás, muita gente acaba se posicionando a favor do casamento homossexual não porque realmente acredita nisso, mas porque tem medo de ser considerado homofóbico).
O mais engraçado em tudo isso é a reação do Chick-Fil-A em relação aos protestos que aconteceram em frente às lojas. Eles deram limonada de graça para as pessoas que estavam do lado de fora, como mostra a foto abaixo.

Realmente, são pessoas odiosas. Pelo menos pela nova definição que o movimento homossexual está criando para a palavra ódio: o mesmo que discordância.

Os: leia nesse link uma reportagem do Uol sobre o “beijaço gay” em frente às lojas do Chick-Fil-A. Na reportagem, perceba que a citação original de Dan Cathy não foi mencionada, mas sim uma posterior, feita em uma rádio e somente uma parte dela. A citação intereira dele não era diretamente em relação ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas contra a redefinição do que é casamento, seja entre pessoas do mesmo sexo, seja o casamento polígamo, seja qualquer outra tipo de casamento. A frase correta de Cathy, que o Uol falhou miseravelmente em reproduzir (descuido ou intencional?) é: “eu acho que nós estamos trazendo o julgamento de Deus em nossa nação quando cerramos nosso punho contra ele e dizemos, ‘nós sabemos melhor que você o que constitui um casamento.’Eu oro pela misericórdia de Deus sobre nossa geração que tem uma atitude tão orgulhosa e arrogante a ponto de pensar que nós podemos redefinir o que o casamento realmente é.”

Posted on Saturday, August 04, 2012 by Maurilo e Vivian

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Saturday, June 02, 2012




Agora que o presidente americano Barack Obama se posicionou oficialmente a favor do “casamento” gay (eu coloco a palavra casamento entre parênteses porque a idéia de casamento é entre pessoas de sexo oposto, assim, seu uso no contexto homossexual não faz sentido), o que não foi surpresa pra ninguém, muito mais gente vai se posicionar a favor também. Muito pode ser debatido sobre isso e já o fizemos aqui no blog. Temos argumentos tanto bíblicos como seculares que nos levam a uma oposição à instituição do “casamento” gay como algo reconhecido pelo governo. Os mais fortes de nossos argumentos se baseiam nas Escrituras, já que a Bíblia claramente define casamento como a união entre um homem e uma mulher (Mateus 19:4) e condena o comportamento homossexual (1 Coríntios 6:9). Exatamente por isso, o principal ataque que vamos ver para diminuir nossa oposição é contra a Bíblia.
Um que tenho visto por aí, que tem ganhado fôlego nos Estados Unidos, vem na forma de silogismo e diz assim:
  • Uma leitura literal da Bíblia leva ao entendimento que o homossexualismo é errado.
  • Uma leitura literal da Bíblia levou à escravidão nas Américas.
  • Portanto, não devemos ler a Bíblia de forma literal.

Esse silogismo tem um peso retórico forte porque ele associa a Bíblia à terrível escravatura que aconteceu nas Américas. Mas, quando analisado com mais calma, podemos ver que existem várias falhar nesse pensamento.
O primeiro problema com esse argumento é que a conclusão não se segue às premissas. Supondo que a segunda premissa seja verdadeira (que não é, mas vamos cuidar disso mais tarde), o fato que a leitura literal de um ponto das Escrituras possa ter levado a algo tão terrível quanto a escravidão não faz com que toda a leitura literal as Escrituras seja maligna. Aliás, foi pela leitura literal das Escrituras que muitas coisas boas foram feitas pela humanidade. Escolas, orfanatos, hospitais, cuidado com os pobres, preservação de idiomas que hoje seriam extintos, associações de caridade, ajuda humanitária, pesquisa, a própria invenção do livro, a ciência como um todo, tudo isso e muito mais foi fruto de homens e mulheres que leram e aplicaram as Escrituras à suas vidas de forma literal. A parte de tudo isso, talvez o que a Bíblia nos informa sobre o homossexualismo seja verdadeiro. Esse argumento sofre de raciocínio circular porque ele usa como argumento aquilo que se está tentando defender. Ele já considera que a Bíblia está errada sobre o comportamento homossexual, assim como ela está supostamente errada em relação à escravidão. Portanto, a conclusão não se segue às premissas, sendo assim, o argumento é errado e falacioso.
Mas temos outro ponto interessante. Quem afirma a segunda premissa, que a leitura literal da Bíblia levou à escravidão nas Américas, ou desconhece o que a Bíblia diz sobre escravidão, ou desconhece o que foi a escravidão nas Américas. Você pode ler sobre a Bíblia e a escravidão em mais detalhes aqui, mas resumidamente, o que a Bíblia regulava e que nós chamamos de escravidão foi bastante diferente do que aconteceu nas Américas. A escravidão na Bíblia era em sua grande maioria por dívida, o escravo tinha que ser tratado como funcionário contratado, deveria ser liberado ao término de 7 anos, escravidão permanente deveria ser voluntária, a venda de seres humanos era proibida e se um escravo fosse ferido, ele deveria ser solto. Veja aqui os slides da apresentação sobre a escravidão e a Bíblia com as referências aos textos acima.
Se os colonizadores das Américas tivessem lido a Bíblia de forma literal (e a tivessem seguido), a escravidão nas Américas jamais teria acontecido ou pelo menos seria algo bem menos grave.
É por isso (e muitos outros motivos) que o cristão precisa conhecer as Escrituras, conhecer o texto como um todo, mas também precisa estar pronto para defender a Bíblia como Palavra de Deus. Se a Bíblia realmente for a Palavra de Deus, poderemos usá-la como autoridade para aquilo que é certo ou não. Se não for, então, nada mais precisa ser dito e cada um faz o que bem entender. Ninguém terá a obrigação de seguir a moralidade de ninguém, seja a que é a favor ou a que é contra o homossexualismo.
Enquanto isso, vamos continuar vendo argumentos ruins sendo lançados no meio do debate. Onde falta lógica, sobra retórica.

Posted on Saturday, June 02, 2012 by Maurilo e Vivian

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Sunday, April 01, 2012


Quem lê o blog regularmente, sabe que de vez em quando eu posto aqui algumas conversas que tive pela internet com os amigos. É importante colocar nossa fé em prática e ver como ela funciona fora do ambiente hermeticamente fechado de nossas igrejas ou mesmo do blog.
Em fevereiro tive um diálogo com um rapaz que me adicionou no Facebook. Nós continuamos uma conversa que se iniciou por causa da imagem abaixo.


O meu amigo estava advocando que a Bíblia endossava a escravidão e condenava a homossexualismo. Esse assunto rende outras postagens, mas resumidamente, eu afirmei que a Bíblia na verdade condenava as duas coisas. A escravidão, ou servidão que a Bíblia regulamentava em nada era parecido com a escravidão que aconteceu nas Américas, que é representada na figura abaixo. E esse tipo de escravidão, condenada pelas regras de servidão bíblica, encontrou o seu fim exatamente pelas mãos de cristãos que lutaram pelo fim desse sistema horrendo. Mas o papo que segue abaixo lida com várias questões, como o homossexualismo, a naturalidade da coisa, a existência de padrões morais realistas, Bíblia, enfim, muitas coisas.
O nome do meu amigo, como de costume, foi substituído por questões de privacidade.

Maurilo Borges Junior
Olá Amigo, obrigado por me adicionar. Percebi que temos vários amigos em comum no Facebook. O mundo é pequeno.
Enfim, gostaria de continuar o papo do seu link por aqui. Acho que fica mais fácil quando somos apenas nós na conversa. Você disse que é cristão e acredita em Deus. Gostaria de saber o que isso significa pra você e como você vê a Bíblia.
Não quero discutir com você, apenas conversar. Se você não estiver disposto, tudo bem, continuamos alegremente com as nossas vidas.
Abraços.

Amigo
Oi Maurilo. Desculpe se soei arrogante ou qualquer outra coisa no post. Admito que estou mesmo criando polemica quase a toa, pois não tenho mais uma opinião 100% formada a respeito. Sou cristão desde que me conheço por gente. Nasci num lar evangélico, e meus pais são bem esclarecidos, nem um pouco fundamentalistas radicais. Freqüentei escola dominical minha vida toda e sempre fui o cara mais caxias que você pode imaginar. Mas de alguns anos pra cá tenho tido vários questionamentos. Não digo nem com relação a fé ou existência de Deus, mas principalmente sobre questões bíblicas, sua veracidade, sua confiabilidade, etc. Existem vários temas na bíblia que por anos me convenci a fazer vista grossa porque aquela é a palavra de Deus, indiscutível. Mas hoje tenho visto de forma muito diferente, impossível de casar com o Deus que conheço. A bíblia pra mim, cada vez mais, tem passado a ser um amontoado de relatos de lunáticos somado com textos forjados com interesses políticos. Tenho tido muitos questionamentos e a homossexualidade que é um tema em voga hoje é um dos que mais me intriga. Sou heterossexual, casado, e não tenho nem nunca tive problemas com minha sexualidade, mas conheço e sou amigo de muitos gays e simplesmente não consigo enxergar como pode o Deus que eu conheço ser condizente com o que a bíblia diz sobre homossexualidade e principalmente a homofobia que impera no meio cristão


Maurilo Borges Junior
Oi Amigo. Fique tranquilo, você não foi arrogante no post. Eu tenho uma regra: em um debate, se alguém se irrita, eu encerro o assunto, pelo menos da minha parte. Ninguém vai sair ganhando se uma das partes ficar irritada. E na internet, as vezes é difícil saber exatamente o que está acontecendo com a outra pessoa, já que as conversas são diferentes do que seriam no mundo real.
De um certo sentido, é bom saber que você não tem uma opinião 100% formada sobre o assunto e também acho bom que você está levantando esses questionamento. Eu acho incomoda a postura muitas vezes comum na igreja de não questionar, de não abordar diretamente e de forma inteligente tanto as grandes questões da vida quanto as do dia a dia. Eu prefiro mil vezes uma pessoa que se levanta e diz o que pensa do que alguém que fica suprimindo uma dúvida mas nunca a traz a tona. Cedo ou tarde, isso vai causar um estrago. Fazer vista grossa sempre é um mau caminho.
Eu gostaria de saber um pouco mais sobre uma das questão que você trouxe. Eu acabo sempre trabalhando uma questão em pedaços menores porque de outra forma acabo escrevendo textos gigantescos e sem muito rumo como aqueles que escrevi no seu link. Você trouxe a tona duas questões. Gostaria de focar apenas na primeira e se você quiser, podemos depois focar na segunda.
Você disse que tem tido questionamentos sobre a veracidade e confiabilidade das Escrituras e eu gostaria de abordar essa questão. Eu acho ela fundamental para nós cristãos, até porque tudo o que sabemos de realmente significativo sobre Jesus o sabemos através da Bíblia.
Quais pontos mais especificamente você tem tido problema? Você falou sobre veracidade e confiabilidade. Poderia me dar algum exemplo? Ou alguma passagem? O que exatamente te levou à concluir que a Bíblia é "um amontoado de relatos de lunáticos somado com textos forjados com interesses políticos". Isso para mim é fundamental para entender melhor a sua posição.
Por último, como disse no texto, eu trabalho com homossexuais também, alguns deles muito próximos e queridos. Um deles seria facilmente contado como um grande amigo. Tenho fortes sentimentos de carinho por eles. Assim como tenho por outras pessoas que não são homossexuais. Um cuidado que eu tenho tomado, não apenas com homossexuais mas também com heterossexuais é não deixar que os meus sentimentos ditem a minha teologia. Se eu acredito que existe um Deus, entendo que minha teologia deve vir Dele, não de mim. Só mais um pensamento no meio de tantos.
Espero que você esteja disposto a me esclarecer sobre os seus pensamentos e quem sabe termos esse momento de enriquecimento, que acho que seria lucrativo para nós dois.
Abraços.

Amigo
Vou falar primeiramente sobre os homossexuais, pois acho infinitamente mais fácil de argumentar e explicar o que penso. Eu acho completamente irracional alguém achar que possa haver qualquer tipo de problema nesse comportamento, e não consigo enxergar nada que me convença do contrário, e isso não tem nada a ver com sentimentos. Ao meu ver, é como falar para um canhoto que passe a ser destro, se arrependa de ter sido canhoto, pois é muito errado.

Maurilo Borges Junior
Perfeito, vamos falar sobre o homossexualismo. Eu particularmente acredito que a questão da inspiração ou não das Escrituras seja bem mais importante pela vastidão de assuntos e pelas consequências que se seguem caso elas realmente sejam a Palavra de Deus. Mas eu vou te dar mais tempo para pensar sobre isso e se quiser, voltamos ao assunto. Gostaria de fazer mais algumas perguntas. Primeiro, o que você acha que seja irracional em alguém considerar que a prática homossexual possui algum problema? Qual parte dessa crença é irracional? Será que o fato de você não enxergar algo de errado não implica necessariamente que outras pessoas também não irão enxergar algo de errado? E se esse for o caso de enxergarem, você acha que essas pessoas deveriam seguir seus princípios nesse caso, como você está fazendo? Me parece que você considera o homossexualismo como algo natural, inerente à pessoa, não parte de uma escolha ou comportamento. Se for isso, quais fatos o levaram a essa conclusão? Que evidências o levaram a acreditar nisso? Você já considerou a possibilidade de tal visão levar a um tipo de determinismo, onde a vontade do ser não passa apenas de uma ilusão?

Amigo
"O consenso de longa data das ciências comportamentais e sociais e dos profissionais de saúde mental e geral é de que a homossexualidade, per se, é uma variação normal e positiva da orientação sexual humana. Pesquisas já realizadas têm falhado consistentemente em fornecer qualquer base empírica ou científica para considerar a homossexualidade como uma doença ou anormalidade."
A referência é o seguinte artigo da Wikipedia, que contém todas as referências externas pertinentes:

Maurilo Borges Junior
Eu dei uma lida no artigo. Posso estar errado, mas não vi nenhum argumento ou evidências que mostrem que a homossexualidade seja normal. Eles apenas afirmam tal coisa. Na verdade, a APA parece dizer que não tem ideia da origem do homossexualismo, apenas que ela é normal e pelo texto, uma escolha, um comportamento. Também achei interessante que colocaram que existe um consenso de longa data entre os profissionais de saúde, mas o homossexualismo só deixou de ser considerado doença mental a 21 anos. Enfim, você leu o artigo. Por favor, me informe quais argumentos e evidências o convenceram a acreditar que o homossexualismo é natural. E também existem outros questionamentos no meu comentário. Gostaria que você os abordasse quando tivesse tempo.
Abraços e boa noite.

Amigo
Todos os estudos de qualquer entidade falharam completamente em tentar uma reorientação. É muito complicado querer ignorar isso. É a mesma coisa que querer uma prova de que ser canhoto é normal. Ser canhoto também já foi condenado pela sociedade e pela igreja. De qualquer maneira, você sabe que também sou cristão e por muito tempo acreditei que a homossexualidade era algo errado e que não provinha de Deus, e estou num momento de questionamentos internos, e não numa disputa com você, então o que te falo é o mesmo que eu falo pra mim mesmo. Você simplesmente não deu nenhum argumento que sequer possa indicar que a homossexualidade seja algo não natural. O fato de fazer apenas 21 anos não significa absolutamente nada. Milhares de coisas foram condenadas por anos principalmente pela igreja por total ignorância e hoje são aceitas.

Maurilo Borges Junior
Amigo, eu não estou defendendo nenhuma tipo de terapia de reorientação. Na verdade, eu acho que é bem possível que seja bobagem. Não acho que terapia realmente mude a orientação sexual de alguém, mas eu seria mais cuidadoso em afirmar que todas as tentativas de estudo de reorientação falharam. Se apenas uma pessoa tiver sido bem sucedida em sua reorientação será suficiente para mostrar que você está errado. Mas meu ponto a priori nada tem a ver com a reorientação. Você afirmou é irracional acreditar que existe algo de errado com homossexualismo, que as pessoas estão erradas em afirmar isso e você também me disse que já teve essa opinião. Quero saber quais evidências o levaram a tal conclusão. Estou pedindo que você me prover as evidências que dão suporte às suas próprias afirmações.
Existe uma enorme diferença entre a questão do canhoto e da homossexualidade. Uma é genética e a outra não, conforme a própria APA afirma no texto. Você está equiparando coisas diferente. Uma é genética e a outra comportamental. Ser canhoto ou destro não é uma questão sexual, diferentemente do homossexualismo. Realmente, a igreja cometeu muitos erros no passado, mas isso não quer dizer que a igreja está errada sempre e em todo o tempo. Descartar um argumento só porque ele vem da igreja é uma falácia genética, descartá-lo por causa da sua origem. Me responda uma coisa, você acredita que existe um limite em relação às questões sexuais, um limite até onde as pessoas podem agir conforme elas desejarem?
Realmente eu não apresentei evidências que mostrem que o homossexualismo seja anormal, mas nesse momento eu não preciso realmente fazer isso. Até esse momento estou tentando entender o que você pensa. Eu não conheço muitos cristãos que defendam o homossexualismo e nunca conheci um que tivesse as convicções que você tem sobre a Bíblia. Você afirma que a Bíblia está errada em condenar o homossexualismo por que isso é algo normal. Quero saber como você chegou a essa conclusão. Essa é a sua afirmação. Não estou debatendo com você, estou conversando, pedindo que você me explique por que chegou às conclusões que chegou. E você pode perceber que a sua posição é a exceção e não a regra, especialmente entre cristãos. Eu pretendo apresentar os motivos pelos quais eu acredito que o comportamento homossexual seja desviante, mas não gostaria de fazer isso sem antes entender o que você pensa, para não representar de forma errada suas opiniões. Você parece dar bastante importância à racionalidade das coisas e não acredito que viria a acreditar em coisas sem possuir evidências para isso. Portanto, estou pedindo que você me mostre o que o convenceu. E também quero saber de você sobre as outras perguntas que fiz. E a principal delas: se alguém genuinamente achar que existe algo de errado com o homossexualismo, ela teria o mesmo direito que você de ser tão categórico em relação à isso?
E lembre-se. Você não é obrigado a continuar nessa conversa. Estou apenas desenvolvendo uma ideia com alguém que me pareceu aberto ao questionamento.
Abraços.

Amigo
Estou gostando muito da conversa, de verdade, apesar de um pouco lenta (hehehe). A verdade é que para eu achar que homossexualidade é normal é um princípio básico do direito (não estamos falando aqui de direito, eu sei, mas é apenas para ficar mais claro) da presunção de inocência, previsto inclusive na nossa constituição e ao meu ver um direito básico do homem independente das leis: uma pessoa é inocente até que se prove o contrário. E o que tenho pensado ultimamente sobre a homossexualidade é bem semelhante, supondo que um comportamento é normal até que se prove o contrário, ou até que se prove que ele é ruim de alguma maneira, ou que ele vai contra algo maior (digo moral, ético, etc, e não a bíblia ou qualquer outro tipo de lei). Simplesmente não consigo encontrar nada significativo que eu consiga considerar como argumento para a anormalidade da homossexualidade. E além desse princípio da presunção de inocência ou presunção de normalidade, o comportamento homossexual/bissexual também é encontrado na própria natureza em várias outras espécies de animais.

Maurilo Borges Junior
Que bom que você está gostando. Eu não estou com muita pressa, prefiro deixar as ideias e as perguntas marinarem um pouco na mente. Por isso não te respondo logo em seguida. Respostas rápidas podem acabar sendo superficiais e agressivas.
Bom, estamos movendo em uma direção. Você parte do pressuposto que algo é normal até que se prove o contrário. Concordo plenamente. Não acho que devemos partir do pressuposto que algo está errado. Também concordo plenamente com você que algo deve ser mostrado como certo ou errado quando se compara com algo maior. Não vejo por que a Bíblia não poderia ser um guia para isso, especialmente se for possível mostrar que ela é a Revelação de Deus para o homem e existem ótimas evidências para isso, mas esse é outro assunto. Quando chegarmos nesse ponto, precisamos definir qual é esse lei moral que você se refere, esse “algo maior”. Essa é a base para o meu argumento desde o começo no seu link. Vamos focar nisso. Se existe um padrão moral pelo qual podemos definir o que é certo ou errado, como você mesmo afirmou, então qual é a origem dessa lei? Ela é real ou é apenas uma ilusão? Se é real, qual o fundamento? Veja, para que uma lei, uma moral seja válida para todos nós, para que possamos definir o que é certo ou errado, ela precisa ser algo que abrange a todos nós. Se existe uma lei, precisamos de um legislador. Quem você acha que é esse legislador? E você acha que esse legislador deixou informações tanto acessíveis pelo nosso intelecto quanto pelo o que vemos na natureza?
Eu particularmente não acho que a sua última afirmação seja verdadeira, já digo o porque, mas mesmo que seja, não vejo como isso seria útil para validar a posição pró-homossexualismo. Nós não somos simples animais, que reagem de forma instintiva aos seus impulsos. Algo que nos diferencia dos animais é exatamente a nossa capacidade de refletir sobre nossos atos. O comportamento animal não pode ser usado como justificativa para o comportamento humano, a não ser que você esteja dizendo que os homossexuais são animais que agem apenas de acordo com os seus instintos e eu tenho absoluta certeza que você não pensa assim. Existem outros comportamentos vistos na natureza, que não consideramos como amorais nos animais mas que o consideraríamos errados se feitos por humanos, como por exemplo o assassinato de filhotes, de parceiros após a cópula e tantos outros. Poderíamos justificar essas atitudes nos seres humanos por ser normal no reino animal?
Apesar de podermos ver em alguns animais um comportamento que aparenta com uma relação sexual entre animais do mesmo sexo, não se observa na natureza animais que abandonam o comportamento heterossexual para uma vida homossexual. Na grande maioria dos animais que aqui se enquadram, eles praticamente praticam sexo com várias coisas, como é o caso dos macacos bonobos. Especialmente no caso dos machos, quando uma fêmea é introduzida no cenário, estes em sua maioria voltam normalmente as suas práticas heterossexuais. O homossexualismo como o entendemos, não apenas como uma relação sexual esporádica entre pessoas do mesmo sexo, mas como uma relação afetiva, contínua e sexual entre pessoas do mesmo sexo inexiste na natureza. Mas como disse, mesmo que seja o caso, seria irrelevante.

Amigo
Eu conheço bem esse conceito de lei moral, já li trechos do Criatianismo puro e simples, de Lewis, e eu não concordo muito com toda a teoria, mas de qualquer forma, a minha lei moral não considera como anormal a homossexualidade. Concordo que você tem razão em seu argumento sobre os animais, e eu apenas os citei como um adendo. De qualquer maneira, voltando à presunção da normalidade, você não citou ainda, e eu pessoalmente não conheço, nenhum argumento que não seja exclusivamente bíblico que aponte a homossexualidade como algo anormal.

Maurilo Borges Junior
Agora você me deixou confuso. Me ajude a entender. Você acredita que existe um algo maior, uma moral pela qual todos podemos acessar aquilo que é certo ou errado, pelo qual todos nós devemos viver e pelo qual podemos ser julgados. Eu sei que você pensa assim por dois motivos: o primeiro, é porque você afirmou isso nos seus comentários, segundo, porque você usa essa regra moral para definir o que é certo e errado, como no caso dos cristãos que você acha estão errados em dizer que o homossexualismo é errado. Mas quando eu peço para você me dizer qual é a origem dessa moralidade que abrange a todos nós, você se apresenta como essa fonte. Você assume para você a autoridade de ditar o que é moral ou não. Veja a sua frase: “a minha lei moral não considera como anormal a homossexualidade”. Se essa lei moral é sua, então, ela não é objetiva, é subjetiva, cabe a cada um de nós decidir o que fazer. Se você considera que o homossexualismo é certo e eu considero que é errado, não há nada que você possa fazer a não ser expressar sua opinião. Não pode nem mesmo dizer que eu estou errado porque a sua moralidade pode simplesmente divergir da minha. Isso pra mim é confuso. Me diga, no que uma pessoa que usa a Bíblia como autoridade para sua moralidade é pior que, por exemplo, você que usa você mesmo como fundamento para a sua moralidade? Me parece que se você estiver certo, você estará automaticamente errado. Eu percebo essa contradição em seus comentários. Mas na forma como você se expressa sobre pessoas agindo de forma errada, tenho a impressão que você acredita realmente que existe uma lei moral realista.
Também gostaria de saber qual parte do argumento moral você não concorda. Colocando de forma simples, ele afirma o seguinte:
(1) Existe uma Lei Moral Objetiva
(2) Toda Lei tem um Legislador
(3) Portanto, existe um Legislador Objetivo
(4) O Legislador Objetivo é Deus
Poderia me apontar o que está de errado com esse argumento, ou qual parte você não concorda? A conclusão segue-se às premissas, portanto o argumento é sólido. Você afirma que (1) é verdadeiro. Se (2) for verdadeiro, automaticamente (3) também será. Então, talvez seu problema seja com o item (2) e o item (4). O item (4) pra mim apresenta poucos problema porque a única coisa ou ser que poderia ser uma explicação suficiente para um Legislador é Deus. Resumindo, qual parte da teoria você não concorda?
Antes de apresentar meus argumentos para considerar o homossexualismo um comportamento desviante e errado, eu preciso primeiro estabelecer com você de onde vem a moralidade. Sem estabelecer isso, a conversa não vai ter sentido. Se ela for objetiva, podemos trabalhar os argumentos contra ou a favor. Se ela for subjetiva, é uma mera questão de gosto e nem você nem eu poderemos reclamar da opinião um do outro. Eu não vou estar mais certo por acreditar que é errado nem você por acreditar que é certo. Vamos firmar isso e depois vamos trabalhar alguns argumentos não bíblicos a favor da minha posição.

Amigo
Eu só fiz um comentário rápido sobre esse lance de lei moral, e não gostaria de discutir isso por enquanto, pois como já falei, não é nisso que baseio meu argumento de que a homossexualidade é normal. A base da minha argumentação sobre a normalidade da homossexualidade é simplesmente a ausência de qualquer argumento razoável contrário a homossexualidade que não seja exclusivamente bíblico.

Maurilo Borges Junior
Oi Amigo.
Desculpe-me pela demora em responder. Esses últimos dias foram corridos e some-se a isso, eu acho que o jetlag da Nova Zelândia finalmente nos alcançou. Ontem e hoje eu só tenho tido vontade de dormir. Enfim, vamos para a resposta que eu queria ter te mandando desde ontem.
Eu continuo um pouco confuso com a sua linha de raciocínio. Você me disse no começo que não possui uma opinião 100% formada sobre o assunto, o que me pareceu então uma oportunidade para engajarmos em uma reflexão. Mas cada vez que um tópico é levantado, me parece que você evita engajá-lo de frente. Por exemplo, você fez afirmações categóricas sobre a Bíblia. Eu pedi para você me explicar o por que, mas você respondeu que era mais fácil falar sobre o que pensa em relação ao homossexualismo. Fico imaginando que, se você não tem suas objeções bem organizadas contra a Bíblia, que foi o que me pareceu, a princípio você não poderia estar errado sobre ela? Você afirma que existe uma padrão moral objetivo pelo qual podemos julgar o que é certo e o que é errado, mas quando peço para fundamentar esse padrão, você apresenta um fundamento subjetivo. Quando você julga a normalidade do homossexualismo, você usa um critério subjetivo (o que parece bom pra você), mas quando julga as ações daqueles que pensam de forma diferente sobre o assunto, você usa um padrão objetivo (a moral, o algo maior). Quando mostro a contradição, você só diz que já fez um comentário sobre a lei moral, mas não explicou o problema. Me ajude a entender o que está acontecendo aqui.
Vamos falar sobre normalidade então. O que você quer dizer com normalidade? Existem dois significados básicos para normal que são relevantes ao assunto. Um é o descritivo. Você já o usou várias vezes, como por exemplo no caso dos canhotos. É normal que existam canhotos. Normal aqui apenas descreve uma realidade. Também é possível aplicar a palavra normal de forma descritiva para o homossexualismo. É normal que existam homossexuais. Eles estão por ai. O outro uso da palavra normal é o sentido normativo. Não só descreve uma situação, mas também apresenta uma obrigação, um propósito a ser cumprido. Por exemplo, quando você vai ao médico e ele diz que o seu fígado está normal, ele não está apenas fazendo uma descrição, mas afirmando que ele funciona da forma como se espera que funcione, da maneira como deve ser. Existe um objetivo e ele é alcançado quando o fígado está normal. Quando pensamos sobre o relacionamento homossexual, podemos dizer que ele é normal nesse sentido? Quando pensamos nos órgãos sexuais humanos, podemos dizer que eles foram feitos com o propósito de satisfazer a sexualidade homossexual ou a heterossexual? O homossexualismo cumpre a função para a qual os órgãos sexuais foram criados? Analisando-se o aspecto anatômico e fisiológico desses órgão, podemos dizer que o homossexualismo é normativo ou um desvio do que seria normal?
Você já pensou que um dos motivos pelos quais a incidência de certas doenças serem muito maiores entre os homossexuais é devido exatamente ao uso “anormal” (não normativo, fora de seu desígnio inicial) desses órgãos?
Gostaria de saber o que você pensa sobre isso. Esse seria um primeiro argumento não bíblico contra a normalidade do homossexualismo.
Abraços e bom feriado pra voce.


Depois disso, não recebi mais nenhum contato do meu amigo pelo Facebook. Não sei se ele pretende um dia responder ou não à isso. A conversa parou aqui. O mais importante para mim foi colocar uma pedra no sapato dele. Espero que ele ao menos tenha refletido sobre tudo isso. O resto já cabe ao Espírito Santo.
Em breve devo postar mais sobre isso. Tenho trabalhado em um texto sobre o homossexualismo e a Bíblia, não apenas apresentando os textos bíblico que mostram que a atitude homossexual é um desvio moral da sexualidade que Deus projetou para o homem, mas também apresentando as objeções mais comuns ao uso desses textos e também as respostas a essas objeções. Pena que o tempo é curto.

Posted on Sunday, April 01, 2012 by Maurilo e Vivian

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