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Thursday, May 09, 2013



Você está em uma conversa sobre aborto (por exemplo) e aí, em reposta a algum argumento seu, a outra pessoa diz: “é, mas você pensa assim porque é religioso”. Isso já aconteceu comigo várias vezes, tanto aqui no blog, quanto no Facebook, quanto na vida real. O intuito da pessoa é invalidar o argumento mostrando a sua origem. No caso, se um pensamento tem origem religiosa, ele é automaticamente falso.
Esse tipo de resposta é um erro de pensamento, conhecido como falácia genética. Na falta de uma resposta melhor, uma manobra retórica leva o interlocutor para essa falácia. Antes de mostrar porque esse pensamento é falacioso, eu quero reforçar que todo tipo de pensamento tem algum origem. Todo mundo tem uma lente pela qual enxerga o mundo. O ateu, por exemplo, interpreta o mundo através da negação da existência de uma divindade e da negação do sobrenatural, em sua maioria. O religioso interpreta o mundo através de suas crenças religiosas, assim como o ateu. Se você acredita que o ser humano é basicamente bom, é assim que você vai guiar suas decisões e escolhas, especialmente em relação à sociedade. Se você acredita que o ser humano é basicamente mau, é assim que você vai guiar suas decisões. Todas as pessoas (TODAS) usam suas crenças para interpretar o mundo e expressar suas opiniões. A origem de uma ideia por si mesma não é suficiente para desqualificá-la, já que todas as ideias possuem uma origem na crença daquele que a expressa. Se não fosse assim, todas as ideias já estariam desqualificadas automaticamente.
Mas o que torna a falácia genética uma falácia de verdade é que a origem de uma ideia pouco ou nada tem a ver com a sua veracidade. Esta precisa ser determinada por seus próprios méritos. Se eu afirmar que “o estado de Minas Gerais é o maior produtor de queijos artesanais do Brasil” e você respondesse, “você fala isso só porque é mineiro”, você estará fazendo um uso clássico da falácia genética. Ou Minas Gerais é o maior produtor brasileiro de queijos artesanais ou não é. Se eu sou mineiro ou paulista ou gaúcho nada tem a ver com a questão. A afirmação tem que ser verificada por seus próprios méritos.
É assim quando alguém diz que suas afirmações não são válidas porque tem origem religiosa. Ele está usando da falácia genética para tentar silenciar a conversa. Agora que você conhece esse truque, não se deixe enganar.

Posted on Thursday, May 09, 2013 by Maurilo e Vivian

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Monday, April 09, 2012



Quando visões diferentes de mundo se encontram em um debate, muita coisa acontece. Na tentativa de mostrar que “o meu lado está certo e o seu está errado” os debatedores se utilizam das mais variadas ferramentas. Algumas são válidas. Outras não. A estas últimas, chamamos de falácias.
Um amigo no Facebook postou a imagem acima e eu achei interessante colocar aqui como blog como um claro exemplo da falácia conhecida como “homem de palha” ou também chamada de “espantalho”. Essa falácia é definida da seguinte forma pela Wikipédia (e se está na Wikipédia, só pode ser verdade...) “a falácia do homem de palha (também falácia do espantalho) é um argumento informal baseado na representação enganosa das posições defendidas por um oponente.” Ou seja, é uma tática muito comum de se apresentar uma versão distorcida (e via de regra mais facilmente ridicularizável) da posição de um oponente. Na maioria das vezes, a distorção é tão grande que em nada se assemelha ao que o oponente acredita. E ataca-se e defende-se uma posição alheia à realidade. A imagem acima é um exemplo clássico de homem de palha em relação ao cristianismo (ou cristandade no caso).
Por quê alguém se utiliza desse subterfúgio? Simples, é mais fácil você atacar uma visão falsa do que a verdadeira. É mais fácil você ir atrás daquilo que você acha que é, não gastando um tempo estudando a crença do outro, do que se empenhar em ser generoso e aprender realmente aquilo que a pessoa acredita. Quando você faz isso, gasta esse tempo de estudo, passa a entender melhor a posição do outro e tende a usar menos o homem de palha. Mas às vezes também é um problema de caráter e contra isso pouco pode ser feito.
Vamos ver quais foram as distorções apresentadas pelo texto acima?
  • Zumbi cósmico: um zumbi seria um ser morto que é reanimado, em estado de putrefação e que volta à vida, mas de forma catatônica. Ele não é inteiramente vivo, nem inteiramente morto. Em nada essa figura se assemelha ao Cristo ressurreto. Crito voltou à vida, em um novo corpo ressuscitado e glorificado, em suas completas faculdades mentais e foi visto por mais de 500 pessoas. Nenhum relato bíblico mostra Cristo saindo da tumba pronto para participar Thriller, de Michael Jackson.
  • Que foi seu próprio pai: aqui é um entendimento errado sobre a doutrina da Trindade. Jesus nunca foi o Pai, que nunca foi o Espírito Santo, que nunca foi o Filho. São três pessoas diferentes, mas uma única divindade. O Pai, o Filho e o Espírito Santo referem-se à personalidade. Deus, refere-se à essência do que são. Apenas uma divindade. Não é fácil, eu sei disso. Temos alguns textos sobre Trindade, é só jogar na busca ao lado. Mas o cristianismo não ensina que o Pai e o Filho são a mesma pessoa. Essa é uma heresia antiga, repudiada no Concílio de Niceia, conhecida como Sabelianismo ou Modalismo.
  • Telepaticamente o aceite como seu mestre: a Bíblia nunca disse nada sobre aceitar Jesus como seu mestre, seja telepaticamente ou não. Eu não entendi bem o que o telepaticamente quer dizer aqui. Telepatia, resumidamente, é a capacidade de ler a mente dos outros e aceitar a Jesus como seu mestre é uma questão de vontade. Eu não preciso ler a mente de outra pessoa para fazer isso. Só preciso consentir voluntariamente à isso. Enfim, mas mesmo isso não é ensinado nas Escrituras. A Bíblia diz que para alguém ser salvo, ela deve se arrepender de seus pecados e colocar sua fé em Jesus Cristo como seu Salvador. O telepaticamente deve ter aqui um apelo retórico.
  • Retirará uma força do mal da sua alma: o texto deve estar se referindo ao novo nascimento do cristão, mas a Bíblia não faz menção à retirar algo maléfico da alma. O que a Bíblia diz é que o cristão se torna uma nova criatura em Cristo. Você morre para o pecado e renasce para Deus. Mas infelizmente a pecaminosidade, que é nossa companheira desde o nosso nascimento, continua em nós. Quem me dera ela fosse totalmente retirada. Ela somente será lançada para longe de nós quando recebermos o corpo glorificado, na ressurreição. O que acontece com o cristão no novo nascimento é a capacitação, pelo Espírito Santo, de lutar contra nossa carne. Não somos mais escravos do pecado, mas ainda somos seduzidos por ele.
  • Mulher nascida de uma costela: a mulher não nasceu de uma costela. A costela não estava grávida e depois de nove meses deu à luz uma mulher. A mulher foi moldada, formada da costela de Adão. Mesmo tomando-se o texto de forma literal, não vejo qual seria o problema com isso. O Criador de todo o universo não teria o poder de forma a partir de um material genético já pronto um novo ser da mesma espécie? O que é mais fácil acreditar? A origem da mulher pela costela de Adão ou a origem da vida a partir daquilo que não possui vida? A abiogênese já foi refutada por Pasteur em 1862.
  • Comer o fruto de uma árvore mágica: a árvore não era mágica. O texto não diz isso, não informa tal coisa. Vamos ler o que Deus disse: “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim podes comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”Gen. 2:16-17. Veja que a palavra mágica não existe no texto. O pecado de Adão e Eva (os dois, diferentemente do que fala a imagem) foi desobedecer a Deus. Ele deu uma ordem bem clara. Comam do que quiser, menos da árvore que está no meio do Jardim. No dia que comeram, eles morreram espiritualmente, porque pecaram contra Deus, desobedecendo-O. Ao menos, eu fiquei feliz que a imagem não falou que foi uma maça...


Pronto. Essas foram as distorções apresentadas no texto. Veja que eu gastei mais tempo mostrando que essa não é a nossa crença. Quando isso é feito, o ataque perde o sentido e mostra como o nosso oponente no mínimo não conhece direito aquilo que ele mesmo ataca. No mínimo.
O homem de palha é um recurso desonesto, que fala mais sobre a idoneidade de seu articulador do que do objeto que ele ataca. Precisamos ficar atentos para o seu uso. Não apenas contra nós, mas em nossos discursos. É muito fácil fazer isso. É o caminho mais rápido e retórico de deixar o oponente de “calças curtas”. Mas não precisamos nos utilizar desse recurso. Se conhecemos a verdade, devemos apresentá-la como ela é, como bons embaixadores de Cristo, lembrando-se do que Pedro nos diz:
“antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós”. 1 Pedro 3:15.

Posted on Monday, April 09, 2012 by Maurilo e Vivian

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Sunday, April 01, 2012


Quem lê o blog regularmente, sabe que de vez em quando eu posto aqui algumas conversas que tive pela internet com os amigos. É importante colocar nossa fé em prática e ver como ela funciona fora do ambiente hermeticamente fechado de nossas igrejas ou mesmo do blog.
Em fevereiro tive um diálogo com um rapaz que me adicionou no Facebook. Nós continuamos uma conversa que se iniciou por causa da imagem abaixo.


O meu amigo estava advocando que a Bíblia endossava a escravidão e condenava a homossexualismo. Esse assunto rende outras postagens, mas resumidamente, eu afirmei que a Bíblia na verdade condenava as duas coisas. A escravidão, ou servidão que a Bíblia regulamentava em nada era parecido com a escravidão que aconteceu nas Américas, que é representada na figura abaixo. E esse tipo de escravidão, condenada pelas regras de servidão bíblica, encontrou o seu fim exatamente pelas mãos de cristãos que lutaram pelo fim desse sistema horrendo. Mas o papo que segue abaixo lida com várias questões, como o homossexualismo, a naturalidade da coisa, a existência de padrões morais realistas, Bíblia, enfim, muitas coisas.
O nome do meu amigo, como de costume, foi substituído por questões de privacidade.

Maurilo Borges Junior
Olá Amigo, obrigado por me adicionar. Percebi que temos vários amigos em comum no Facebook. O mundo é pequeno.
Enfim, gostaria de continuar o papo do seu link por aqui. Acho que fica mais fácil quando somos apenas nós na conversa. Você disse que é cristão e acredita em Deus. Gostaria de saber o que isso significa pra você e como você vê a Bíblia.
Não quero discutir com você, apenas conversar. Se você não estiver disposto, tudo bem, continuamos alegremente com as nossas vidas.
Abraços.

Amigo
Oi Maurilo. Desculpe se soei arrogante ou qualquer outra coisa no post. Admito que estou mesmo criando polemica quase a toa, pois não tenho mais uma opinião 100% formada a respeito. Sou cristão desde que me conheço por gente. Nasci num lar evangélico, e meus pais são bem esclarecidos, nem um pouco fundamentalistas radicais. Freqüentei escola dominical minha vida toda e sempre fui o cara mais caxias que você pode imaginar. Mas de alguns anos pra cá tenho tido vários questionamentos. Não digo nem com relação a fé ou existência de Deus, mas principalmente sobre questões bíblicas, sua veracidade, sua confiabilidade, etc. Existem vários temas na bíblia que por anos me convenci a fazer vista grossa porque aquela é a palavra de Deus, indiscutível. Mas hoje tenho visto de forma muito diferente, impossível de casar com o Deus que conheço. A bíblia pra mim, cada vez mais, tem passado a ser um amontoado de relatos de lunáticos somado com textos forjados com interesses políticos. Tenho tido muitos questionamentos e a homossexualidade que é um tema em voga hoje é um dos que mais me intriga. Sou heterossexual, casado, e não tenho nem nunca tive problemas com minha sexualidade, mas conheço e sou amigo de muitos gays e simplesmente não consigo enxergar como pode o Deus que eu conheço ser condizente com o que a bíblia diz sobre homossexualidade e principalmente a homofobia que impera no meio cristão


Maurilo Borges Junior
Oi Amigo. Fique tranquilo, você não foi arrogante no post. Eu tenho uma regra: em um debate, se alguém se irrita, eu encerro o assunto, pelo menos da minha parte. Ninguém vai sair ganhando se uma das partes ficar irritada. E na internet, as vezes é difícil saber exatamente o que está acontecendo com a outra pessoa, já que as conversas são diferentes do que seriam no mundo real.
De um certo sentido, é bom saber que você não tem uma opinião 100% formada sobre o assunto e também acho bom que você está levantando esses questionamento. Eu acho incomoda a postura muitas vezes comum na igreja de não questionar, de não abordar diretamente e de forma inteligente tanto as grandes questões da vida quanto as do dia a dia. Eu prefiro mil vezes uma pessoa que se levanta e diz o que pensa do que alguém que fica suprimindo uma dúvida mas nunca a traz a tona. Cedo ou tarde, isso vai causar um estrago. Fazer vista grossa sempre é um mau caminho.
Eu gostaria de saber um pouco mais sobre uma das questão que você trouxe. Eu acabo sempre trabalhando uma questão em pedaços menores porque de outra forma acabo escrevendo textos gigantescos e sem muito rumo como aqueles que escrevi no seu link. Você trouxe a tona duas questões. Gostaria de focar apenas na primeira e se você quiser, podemos depois focar na segunda.
Você disse que tem tido questionamentos sobre a veracidade e confiabilidade das Escrituras e eu gostaria de abordar essa questão. Eu acho ela fundamental para nós cristãos, até porque tudo o que sabemos de realmente significativo sobre Jesus o sabemos através da Bíblia.
Quais pontos mais especificamente você tem tido problema? Você falou sobre veracidade e confiabilidade. Poderia me dar algum exemplo? Ou alguma passagem? O que exatamente te levou à concluir que a Bíblia é "um amontoado de relatos de lunáticos somado com textos forjados com interesses políticos". Isso para mim é fundamental para entender melhor a sua posição.
Por último, como disse no texto, eu trabalho com homossexuais também, alguns deles muito próximos e queridos. Um deles seria facilmente contado como um grande amigo. Tenho fortes sentimentos de carinho por eles. Assim como tenho por outras pessoas que não são homossexuais. Um cuidado que eu tenho tomado, não apenas com homossexuais mas também com heterossexuais é não deixar que os meus sentimentos ditem a minha teologia. Se eu acredito que existe um Deus, entendo que minha teologia deve vir Dele, não de mim. Só mais um pensamento no meio de tantos.
Espero que você esteja disposto a me esclarecer sobre os seus pensamentos e quem sabe termos esse momento de enriquecimento, que acho que seria lucrativo para nós dois.
Abraços.

Amigo
Vou falar primeiramente sobre os homossexuais, pois acho infinitamente mais fácil de argumentar e explicar o que penso. Eu acho completamente irracional alguém achar que possa haver qualquer tipo de problema nesse comportamento, e não consigo enxergar nada que me convença do contrário, e isso não tem nada a ver com sentimentos. Ao meu ver, é como falar para um canhoto que passe a ser destro, se arrependa de ter sido canhoto, pois é muito errado.

Maurilo Borges Junior
Perfeito, vamos falar sobre o homossexualismo. Eu particularmente acredito que a questão da inspiração ou não das Escrituras seja bem mais importante pela vastidão de assuntos e pelas consequências que se seguem caso elas realmente sejam a Palavra de Deus. Mas eu vou te dar mais tempo para pensar sobre isso e se quiser, voltamos ao assunto. Gostaria de fazer mais algumas perguntas. Primeiro, o que você acha que seja irracional em alguém considerar que a prática homossexual possui algum problema? Qual parte dessa crença é irracional? Será que o fato de você não enxergar algo de errado não implica necessariamente que outras pessoas também não irão enxergar algo de errado? E se esse for o caso de enxergarem, você acha que essas pessoas deveriam seguir seus princípios nesse caso, como você está fazendo? Me parece que você considera o homossexualismo como algo natural, inerente à pessoa, não parte de uma escolha ou comportamento. Se for isso, quais fatos o levaram a essa conclusão? Que evidências o levaram a acreditar nisso? Você já considerou a possibilidade de tal visão levar a um tipo de determinismo, onde a vontade do ser não passa apenas de uma ilusão?

Amigo
"O consenso de longa data das ciências comportamentais e sociais e dos profissionais de saúde mental e geral é de que a homossexualidade, per se, é uma variação normal e positiva da orientação sexual humana. Pesquisas já realizadas têm falhado consistentemente em fornecer qualquer base empírica ou científica para considerar a homossexualidade como uma doença ou anormalidade."
A referência é o seguinte artigo da Wikipedia, que contém todas as referências externas pertinentes:

Maurilo Borges Junior
Eu dei uma lida no artigo. Posso estar errado, mas não vi nenhum argumento ou evidências que mostrem que a homossexualidade seja normal. Eles apenas afirmam tal coisa. Na verdade, a APA parece dizer que não tem ideia da origem do homossexualismo, apenas que ela é normal e pelo texto, uma escolha, um comportamento. Também achei interessante que colocaram que existe um consenso de longa data entre os profissionais de saúde, mas o homossexualismo só deixou de ser considerado doença mental a 21 anos. Enfim, você leu o artigo. Por favor, me informe quais argumentos e evidências o convenceram a acreditar que o homossexualismo é natural. E também existem outros questionamentos no meu comentário. Gostaria que você os abordasse quando tivesse tempo.
Abraços e boa noite.

Amigo
Todos os estudos de qualquer entidade falharam completamente em tentar uma reorientação. É muito complicado querer ignorar isso. É a mesma coisa que querer uma prova de que ser canhoto é normal. Ser canhoto também já foi condenado pela sociedade e pela igreja. De qualquer maneira, você sabe que também sou cristão e por muito tempo acreditei que a homossexualidade era algo errado e que não provinha de Deus, e estou num momento de questionamentos internos, e não numa disputa com você, então o que te falo é o mesmo que eu falo pra mim mesmo. Você simplesmente não deu nenhum argumento que sequer possa indicar que a homossexualidade seja algo não natural. O fato de fazer apenas 21 anos não significa absolutamente nada. Milhares de coisas foram condenadas por anos principalmente pela igreja por total ignorância e hoje são aceitas.

Maurilo Borges Junior
Amigo, eu não estou defendendo nenhuma tipo de terapia de reorientação. Na verdade, eu acho que é bem possível que seja bobagem. Não acho que terapia realmente mude a orientação sexual de alguém, mas eu seria mais cuidadoso em afirmar que todas as tentativas de estudo de reorientação falharam. Se apenas uma pessoa tiver sido bem sucedida em sua reorientação será suficiente para mostrar que você está errado. Mas meu ponto a priori nada tem a ver com a reorientação. Você afirmou é irracional acreditar que existe algo de errado com homossexualismo, que as pessoas estão erradas em afirmar isso e você também me disse que já teve essa opinião. Quero saber quais evidências o levaram a tal conclusão. Estou pedindo que você me prover as evidências que dão suporte às suas próprias afirmações.
Existe uma enorme diferença entre a questão do canhoto e da homossexualidade. Uma é genética e a outra não, conforme a própria APA afirma no texto. Você está equiparando coisas diferente. Uma é genética e a outra comportamental. Ser canhoto ou destro não é uma questão sexual, diferentemente do homossexualismo. Realmente, a igreja cometeu muitos erros no passado, mas isso não quer dizer que a igreja está errada sempre e em todo o tempo. Descartar um argumento só porque ele vem da igreja é uma falácia genética, descartá-lo por causa da sua origem. Me responda uma coisa, você acredita que existe um limite em relação às questões sexuais, um limite até onde as pessoas podem agir conforme elas desejarem?
Realmente eu não apresentei evidências que mostrem que o homossexualismo seja anormal, mas nesse momento eu não preciso realmente fazer isso. Até esse momento estou tentando entender o que você pensa. Eu não conheço muitos cristãos que defendam o homossexualismo e nunca conheci um que tivesse as convicções que você tem sobre a Bíblia. Você afirma que a Bíblia está errada em condenar o homossexualismo por que isso é algo normal. Quero saber como você chegou a essa conclusão. Essa é a sua afirmação. Não estou debatendo com você, estou conversando, pedindo que você me explique por que chegou às conclusões que chegou. E você pode perceber que a sua posição é a exceção e não a regra, especialmente entre cristãos. Eu pretendo apresentar os motivos pelos quais eu acredito que o comportamento homossexual seja desviante, mas não gostaria de fazer isso sem antes entender o que você pensa, para não representar de forma errada suas opiniões. Você parece dar bastante importância à racionalidade das coisas e não acredito que viria a acreditar em coisas sem possuir evidências para isso. Portanto, estou pedindo que você me mostre o que o convenceu. E também quero saber de você sobre as outras perguntas que fiz. E a principal delas: se alguém genuinamente achar que existe algo de errado com o homossexualismo, ela teria o mesmo direito que você de ser tão categórico em relação à isso?
E lembre-se. Você não é obrigado a continuar nessa conversa. Estou apenas desenvolvendo uma ideia com alguém que me pareceu aberto ao questionamento.
Abraços.

Amigo
Estou gostando muito da conversa, de verdade, apesar de um pouco lenta (hehehe). A verdade é que para eu achar que homossexualidade é normal é um princípio básico do direito (não estamos falando aqui de direito, eu sei, mas é apenas para ficar mais claro) da presunção de inocência, previsto inclusive na nossa constituição e ao meu ver um direito básico do homem independente das leis: uma pessoa é inocente até que se prove o contrário. E o que tenho pensado ultimamente sobre a homossexualidade é bem semelhante, supondo que um comportamento é normal até que se prove o contrário, ou até que se prove que ele é ruim de alguma maneira, ou que ele vai contra algo maior (digo moral, ético, etc, e não a bíblia ou qualquer outro tipo de lei). Simplesmente não consigo encontrar nada significativo que eu consiga considerar como argumento para a anormalidade da homossexualidade. E além desse princípio da presunção de inocência ou presunção de normalidade, o comportamento homossexual/bissexual também é encontrado na própria natureza em várias outras espécies de animais.

Maurilo Borges Junior
Que bom que você está gostando. Eu não estou com muita pressa, prefiro deixar as ideias e as perguntas marinarem um pouco na mente. Por isso não te respondo logo em seguida. Respostas rápidas podem acabar sendo superficiais e agressivas.
Bom, estamos movendo em uma direção. Você parte do pressuposto que algo é normal até que se prove o contrário. Concordo plenamente. Não acho que devemos partir do pressuposto que algo está errado. Também concordo plenamente com você que algo deve ser mostrado como certo ou errado quando se compara com algo maior. Não vejo por que a Bíblia não poderia ser um guia para isso, especialmente se for possível mostrar que ela é a Revelação de Deus para o homem e existem ótimas evidências para isso, mas esse é outro assunto. Quando chegarmos nesse ponto, precisamos definir qual é esse lei moral que você se refere, esse “algo maior”. Essa é a base para o meu argumento desde o começo no seu link. Vamos focar nisso. Se existe um padrão moral pelo qual podemos definir o que é certo ou errado, como você mesmo afirmou, então qual é a origem dessa lei? Ela é real ou é apenas uma ilusão? Se é real, qual o fundamento? Veja, para que uma lei, uma moral seja válida para todos nós, para que possamos definir o que é certo ou errado, ela precisa ser algo que abrange a todos nós. Se existe uma lei, precisamos de um legislador. Quem você acha que é esse legislador? E você acha que esse legislador deixou informações tanto acessíveis pelo nosso intelecto quanto pelo o que vemos na natureza?
Eu particularmente não acho que a sua última afirmação seja verdadeira, já digo o porque, mas mesmo que seja, não vejo como isso seria útil para validar a posição pró-homossexualismo. Nós não somos simples animais, que reagem de forma instintiva aos seus impulsos. Algo que nos diferencia dos animais é exatamente a nossa capacidade de refletir sobre nossos atos. O comportamento animal não pode ser usado como justificativa para o comportamento humano, a não ser que você esteja dizendo que os homossexuais são animais que agem apenas de acordo com os seus instintos e eu tenho absoluta certeza que você não pensa assim. Existem outros comportamentos vistos na natureza, que não consideramos como amorais nos animais mas que o consideraríamos errados se feitos por humanos, como por exemplo o assassinato de filhotes, de parceiros após a cópula e tantos outros. Poderíamos justificar essas atitudes nos seres humanos por ser normal no reino animal?
Apesar de podermos ver em alguns animais um comportamento que aparenta com uma relação sexual entre animais do mesmo sexo, não se observa na natureza animais que abandonam o comportamento heterossexual para uma vida homossexual. Na grande maioria dos animais que aqui se enquadram, eles praticamente praticam sexo com várias coisas, como é o caso dos macacos bonobos. Especialmente no caso dos machos, quando uma fêmea é introduzida no cenário, estes em sua maioria voltam normalmente as suas práticas heterossexuais. O homossexualismo como o entendemos, não apenas como uma relação sexual esporádica entre pessoas do mesmo sexo, mas como uma relação afetiva, contínua e sexual entre pessoas do mesmo sexo inexiste na natureza. Mas como disse, mesmo que seja o caso, seria irrelevante.

Amigo
Eu conheço bem esse conceito de lei moral, já li trechos do Criatianismo puro e simples, de Lewis, e eu não concordo muito com toda a teoria, mas de qualquer forma, a minha lei moral não considera como anormal a homossexualidade. Concordo que você tem razão em seu argumento sobre os animais, e eu apenas os citei como um adendo. De qualquer maneira, voltando à presunção da normalidade, você não citou ainda, e eu pessoalmente não conheço, nenhum argumento que não seja exclusivamente bíblico que aponte a homossexualidade como algo anormal.

Maurilo Borges Junior
Agora você me deixou confuso. Me ajude a entender. Você acredita que existe um algo maior, uma moral pela qual todos podemos acessar aquilo que é certo ou errado, pelo qual todos nós devemos viver e pelo qual podemos ser julgados. Eu sei que você pensa assim por dois motivos: o primeiro, é porque você afirmou isso nos seus comentários, segundo, porque você usa essa regra moral para definir o que é certo e errado, como no caso dos cristãos que você acha estão errados em dizer que o homossexualismo é errado. Mas quando eu peço para você me dizer qual é a origem dessa moralidade que abrange a todos nós, você se apresenta como essa fonte. Você assume para você a autoridade de ditar o que é moral ou não. Veja a sua frase: “a minha lei moral não considera como anormal a homossexualidade”. Se essa lei moral é sua, então, ela não é objetiva, é subjetiva, cabe a cada um de nós decidir o que fazer. Se você considera que o homossexualismo é certo e eu considero que é errado, não há nada que você possa fazer a não ser expressar sua opinião. Não pode nem mesmo dizer que eu estou errado porque a sua moralidade pode simplesmente divergir da minha. Isso pra mim é confuso. Me diga, no que uma pessoa que usa a Bíblia como autoridade para sua moralidade é pior que, por exemplo, você que usa você mesmo como fundamento para a sua moralidade? Me parece que se você estiver certo, você estará automaticamente errado. Eu percebo essa contradição em seus comentários. Mas na forma como você se expressa sobre pessoas agindo de forma errada, tenho a impressão que você acredita realmente que existe uma lei moral realista.
Também gostaria de saber qual parte do argumento moral você não concorda. Colocando de forma simples, ele afirma o seguinte:
(1) Existe uma Lei Moral Objetiva
(2) Toda Lei tem um Legislador
(3) Portanto, existe um Legislador Objetivo
(4) O Legislador Objetivo é Deus
Poderia me apontar o que está de errado com esse argumento, ou qual parte você não concorda? A conclusão segue-se às premissas, portanto o argumento é sólido. Você afirma que (1) é verdadeiro. Se (2) for verdadeiro, automaticamente (3) também será. Então, talvez seu problema seja com o item (2) e o item (4). O item (4) pra mim apresenta poucos problema porque a única coisa ou ser que poderia ser uma explicação suficiente para um Legislador é Deus. Resumindo, qual parte da teoria você não concorda?
Antes de apresentar meus argumentos para considerar o homossexualismo um comportamento desviante e errado, eu preciso primeiro estabelecer com você de onde vem a moralidade. Sem estabelecer isso, a conversa não vai ter sentido. Se ela for objetiva, podemos trabalhar os argumentos contra ou a favor. Se ela for subjetiva, é uma mera questão de gosto e nem você nem eu poderemos reclamar da opinião um do outro. Eu não vou estar mais certo por acreditar que é errado nem você por acreditar que é certo. Vamos firmar isso e depois vamos trabalhar alguns argumentos não bíblicos a favor da minha posição.

Amigo
Eu só fiz um comentário rápido sobre esse lance de lei moral, e não gostaria de discutir isso por enquanto, pois como já falei, não é nisso que baseio meu argumento de que a homossexualidade é normal. A base da minha argumentação sobre a normalidade da homossexualidade é simplesmente a ausência de qualquer argumento razoável contrário a homossexualidade que não seja exclusivamente bíblico.

Maurilo Borges Junior
Oi Amigo.
Desculpe-me pela demora em responder. Esses últimos dias foram corridos e some-se a isso, eu acho que o jetlag da Nova Zelândia finalmente nos alcançou. Ontem e hoje eu só tenho tido vontade de dormir. Enfim, vamos para a resposta que eu queria ter te mandando desde ontem.
Eu continuo um pouco confuso com a sua linha de raciocínio. Você me disse no começo que não possui uma opinião 100% formada sobre o assunto, o que me pareceu então uma oportunidade para engajarmos em uma reflexão. Mas cada vez que um tópico é levantado, me parece que você evita engajá-lo de frente. Por exemplo, você fez afirmações categóricas sobre a Bíblia. Eu pedi para você me explicar o por que, mas você respondeu que era mais fácil falar sobre o que pensa em relação ao homossexualismo. Fico imaginando que, se você não tem suas objeções bem organizadas contra a Bíblia, que foi o que me pareceu, a princípio você não poderia estar errado sobre ela? Você afirma que existe uma padrão moral objetivo pelo qual podemos julgar o que é certo e o que é errado, mas quando peço para fundamentar esse padrão, você apresenta um fundamento subjetivo. Quando você julga a normalidade do homossexualismo, você usa um critério subjetivo (o que parece bom pra você), mas quando julga as ações daqueles que pensam de forma diferente sobre o assunto, você usa um padrão objetivo (a moral, o algo maior). Quando mostro a contradição, você só diz que já fez um comentário sobre a lei moral, mas não explicou o problema. Me ajude a entender o que está acontecendo aqui.
Vamos falar sobre normalidade então. O que você quer dizer com normalidade? Existem dois significados básicos para normal que são relevantes ao assunto. Um é o descritivo. Você já o usou várias vezes, como por exemplo no caso dos canhotos. É normal que existam canhotos. Normal aqui apenas descreve uma realidade. Também é possível aplicar a palavra normal de forma descritiva para o homossexualismo. É normal que existam homossexuais. Eles estão por ai. O outro uso da palavra normal é o sentido normativo. Não só descreve uma situação, mas também apresenta uma obrigação, um propósito a ser cumprido. Por exemplo, quando você vai ao médico e ele diz que o seu fígado está normal, ele não está apenas fazendo uma descrição, mas afirmando que ele funciona da forma como se espera que funcione, da maneira como deve ser. Existe um objetivo e ele é alcançado quando o fígado está normal. Quando pensamos sobre o relacionamento homossexual, podemos dizer que ele é normal nesse sentido? Quando pensamos nos órgãos sexuais humanos, podemos dizer que eles foram feitos com o propósito de satisfazer a sexualidade homossexual ou a heterossexual? O homossexualismo cumpre a função para a qual os órgãos sexuais foram criados? Analisando-se o aspecto anatômico e fisiológico desses órgão, podemos dizer que o homossexualismo é normativo ou um desvio do que seria normal?
Você já pensou que um dos motivos pelos quais a incidência de certas doenças serem muito maiores entre os homossexuais é devido exatamente ao uso “anormal” (não normativo, fora de seu desígnio inicial) desses órgãos?
Gostaria de saber o que você pensa sobre isso. Esse seria um primeiro argumento não bíblico contra a normalidade do homossexualismo.
Abraços e bom feriado pra voce.


Depois disso, não recebi mais nenhum contato do meu amigo pelo Facebook. Não sei se ele pretende um dia responder ou não à isso. A conversa parou aqui. O mais importante para mim foi colocar uma pedra no sapato dele. Espero que ele ao menos tenha refletido sobre tudo isso. O resto já cabe ao Espírito Santo.
Em breve devo postar mais sobre isso. Tenho trabalhado em um texto sobre o homossexualismo e a Bíblia, não apenas apresentando os textos bíblico que mostram que a atitude homossexual é um desvio moral da sexualidade que Deus projetou para o homem, mas também apresentando as objeções mais comuns ao uso desses textos e também as respostas a essas objeções. Pena que o tempo é curto.

Posted on Sunday, April 01, 2012 by Maurilo e Vivian

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Saturday, March 31, 2012



P1 - Tirar a vida de um ser humano inocente é errado.
P2 - O aborto tira a vida de um ser humano inocente.
Conclusão - Portanto, o aborto é errado.

Esse silogismo é correto. A conclusão se segue às premissas. Se as premissas forem verdadeiras, a conclusão também é. A primeira premissa é pouco discutida. Eu não conheço ninguém que ache que é certo tirar a vida de um ser humano inocente. A discussão é sempre sobre a segunda premissa. Mas a própria ciência nos mostra que o feto é um ser humano desde a sua concepção. Qualquer tentativa de desqualificar o feto como parte da raça humana também serve para desqualificar outros membros da raça humana que estão fora do útero. Assim sendo, a conclusão é correta.
Lembrem-se que é a partir desse ponto que argumentamos contra o aborto. Não é uma questão de direitos reprodutivos, não é uma questão de liberdade das mulheres, não é uma questão social ou econômica. A questão toda é a seguinte: o aborto tira a vida de seres humanos inocentes. E isso é errado, seja fora do útero, seja dentro do útero.

Posted on Saturday, March 31, 2012 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, April 27, 2011


Perguntas para refletir. Uma por dia.

Podemos realmente saber como um morcego se sente?

Por Critical Thinking

Posted on Wednesday, April 27, 2011 by Maurilo e Vivian

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Monday, March 07, 2011



É prazeroso saber que alguns pais estão tomando um papel mais proativo na educação de seus filhos, estando eles ensinando em casa (homeschooling) ou não. Já me foi perguntado se eu posso recomendar algumas ferramentas que poderiam ser usada para ensinar para as crianças os elementos da lógica e do pensamento crítico.
- Minha primeira sugestão é que a melhor maneira de ensinar crianças como pensar criticamente é ser um modelo visível de pensamento crítico. As crianças tem uma aptidão muito maior para o pesamento crítico do que os adultos pensam. Elas costumam ser boas em raciocínio inferencial. Seu poder está limitado em parte por seu limitado acervo de informações a partir da qual podem fazer inferências.
- Ser um modelo em excelência no pensamento crítico pressupõe habilidades no pensamento crítico. Portanto os pais precisam ser estudantes eles mesmos de lógica e pensamento crítico. Infelizmente, muitos não tiveram a oportunidade de uma educação formal nessas habilidades. Mas existem livros acessíveis para se considerar. Um exemplo é Use a Lógica.
- Se os seus filhos o vêem fazendo esforços para apurar suas habilidades de raciocínio, isso já será por si mesmo um bom exemplo. Você pode contar para ele o que você está aprendendo.
- Aprenda o nome de movimento de inferência básicos (por exemplo modus ponens, modus tollens) e use estas rótulos com suas crianças quando elas mostrarem suas próprias habilidades aos fazer esses movimentos. Isso irá reforçar sua percepção da significância de seus poderes mentais e afirmá-las no uso desses poderes.
- Encoraje seus filhos a pensar sobre as implicações de algo que eles disseram ou ouviram. Você precisa estar alerta para oportunidades para isso. Mas após estar nisso por algum tempo, você vai entrar em um ritmo natural. Eventualmente vai se tornar parte da sua rotina de interação com seus filhos. Como fazer isso? Eu vou guardar essa informação para outro post em outro momento.
- Ajude seus filhos a ler livros em seu nível escolar (ou acima!) que exemplificam e encorajam o pensamento crítico. Livros de mistério e suspense, cuidadosamente selecionados por sua sofisticação e interesse, podem ser úteis. Eu lia os Hardy Boys quando criança. Eu também gostava de Sugar Creek Gang.
- Se você está ensinando em casa (ou não), você pode incluir no curriculum algum material que ensina pensamento crítico. O livro (em inglês) The Fallacy Detective é um bom recurso para isso.

Posted on Monday, March 07, 2011 by Maurilo e Vivian

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Sunday, March 06, 2011



Modus tollens é uma forma válida de argumento. Porque a forma é dedutiva e tem duas premissas e uma conclusão, modus tollens é um exemplo de silogismo (Um silogismo é qualquer argumento dedutivo com duas premissas e uma conclusão).
A frase em latim modus tollens traduzido literalmente, quer dizer modo de negação.
Mostrado de modo esquemático, essa forma de argumento se parece com o seguinte:

Premissa 1: Se A então B.
Premissa 2: Não-B.
Conclusão: Portanto, não-A.

Argumentos dessa forma são produzidos pela substituição das frases em português por A e por B. Por exemplo, suponha que A = “Casey é um cachorro” e B = Casey tem quatro pernas”. Podemos substituí-los da seguinte forma, para um argumento válido:

Premissa 1: Se Casey é um cachorro, então Casey tem quatro pernas.
Premissa 2: Casey não tem quatro pernas.
Conclusão: Portanto, Casey não é um cachorro.

Qualquer argumento dessa forma é válido. Mas nem todo argumento dessa forma é sólido. Para que um argumento ser sólido, ele deve atender a dois requisitos. Primeiro, precisa ser válido; segundo, deve possuir premissas verdadeiras. O argumento acima sobre Casey é válido, mas não é sólido. Por que? Porque a primeira premissa é falsa. Ela implica que todos os cachorros possuem quatro pernas. Mas essa generalização, infelizmente, não é verdadeira (no final as contas, Casey tem sim quatro pernas; portanto, a premissa 2 também é falsa).
Porque os argumentos modus tollens são sempre válidos, podemos extrapolar dessa forma de argumento uma regra de inferência como se segue:
“Sempre infira não-A da conjunção de duas premissas, se uma das premissas é uma declaração condicional da forma 'se A, então B', e a outra premissa nega B” (a ordem das premissas não importa).
Ressalva:
Tenha cuidado para não confundir modus ponens com modus tolendo ponens. Modus tolendo ponens é um argumento na seguinte forma:

Premissa 1: Seja A ou B.
Premissa 2: Não-A.
Portanto, B.

Posted on Sunday, March 06, 2011 by Maurilo e Vivian

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Modus ponens é uma forma válida de argumento. Porque essa forma é dedutiva e tem duas premissas e uma conclusão, modus pones é um exemplo de silogismo (Um silogismo é qualquer argumento dedutivo com duas premissas e uma conclusão).
A frase em latim modus ponens, traduzida literalmente quer dizer modo de afirmação.
Mostrado de modo esquemático, essa forma de argumento se parece com o seguinte:

Premissa 1: Se A então B.
Premissa 2: A.
Conclusão: Portanto, B.

Argumentos dessa forma são produzidos pela substituição das frases em português por A e por B. Por exemplo, suponha que A = ‘Casey é um cachorro’ e B = ‘Casey tem quatro pernas.’ Podemos substituí-los da seguinte forma, para um argumento válido:

Premissa 1: Se Casey é um cachorro, então Casey tem quatro pernas.
Premissa 2: Casey é um cachorro.
Conclusão: Portanto, Casey tem quatro pernas.

Qualquer argumento dessa forma é válido. Mas nem todo argumento dessa forma é sólido. Para que um argumento ser sólido, ele deve atender a dois requisitos. Primeiro, precisa ser válido; segundo, deve possuir premissas verdadeiras. O argumento acima sobre Casey é válido, mas não é sólido. Por que? Porque a primeira premissa é falsa. Ela implica que todos os cachorros possuem quatro pernas. Mas essa generalização, infelizmente, não é verdadeira.
Porque os argumentos modus ponens são sempre válidos, podemos extrapolar dessa forma de argumento uma regra de inferência como se segue:
“Sempre infira B da conjunção de duas premissas, se uma das premissas é uma declaração condicional da forma 'Se A, então B', e a outra premissa afirma A” (a ordem das premissas não importa).
Ressalva:
Tenha cuidado para não confundir modus ponens com modus tolendo ponens. Modus tolendo ponens é um argumento da seguinte forma:

Premissa 1: Seja A ou B.
Premissa 2: Não-A.
Portanto, B.

Posted on Sunday, March 06, 2011 by Maurilo e Vivian

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Sunday, February 06, 2011


Você pode provar religião, ética, ou objetos morais? Aprenda a evitar uma visão materialística do universo.


Se você é cristão e diz, “sim, eu acredito que existe um céu e um Deus, e que existem almas e espíritos e certo e errado, mas eu não sei como. Eu só tenho fé e espero estar certo”. Ou se você ouve outros dizendo coisas do tipo “você não pode provar religião, objetos morais, etc”, esse tipo de afirmação presume uma visão materialística do universo.

Eu tive uma conversa com um casal cristão que estava sendo desafiado nesse tipo de coisas por seus parentes não cristãos que estavam dizendo “nós sabemos as coisas pela ciência, mas em relação a todas as outras coisas, é tudo fantasia”.

Para ajudar a responder tais objeções, eu os acompanhei por um exercício reflexivo que eu colhi pela influência de J.P. Moreland. Eu tinha uma caneta, eu a coloquei sobre a mesa e perguntei pra eles “tem uma caneta sobre a mesa?”



E eles responderam “sim, tem.”

Eu disse “você está racionalmente confidente que essa sua afirmação é verdade?

“Sim.”

“Como você sabe disso?”

“Eu sei porque eu posso ver que está lá.”

E outras palavras, você está confiando nas faculdades de seus sentidos. Você não tem motivo algum para acreditar que seus sentidos estão enganando você, então você conclui que existe esse objeto que estou me referindo que está colocado nesse outro objeto que eu também estou me referindo – uma caneta em cima da mesa.

Não existe nada misterioso sobre isso, e eu não sou cético em relação a isso. “Eu aceito isso”, eu disse. Novamente “agora, eu tenho outra pergunta. Você sabe o que você está pensando agora?”

Eles disseram “sim.”

Eu disse “como você sabe no que você está pensando?”

Nós estamos fazendo de conta um pouco e ele tomou o lado do seu cunhado, o cético que o havia desafiado. Ele começou a descrever química cerebral e uma explicação para como ele conhecia seus próprios pensamentos.

Eu disse, “espere, espere um pouco. Não é disse que eu estou falando. Não estou falando sobre a sua química cerebral; eu estou falando sobre os seus pensamentos.”

“Bem, os pensamentos são esses impulsos elétricos que estão correndo pelo meu sistema neurológico...”

“Espere um minuto,” eu disse. “Eu quero que você pense sobre o que você acabou de dizer. Você me disse que sabia o que você estava pensando.”

“Sim.”

“Quando você olha, como no caso, para o conteúdo de sua mente de forma que você sabe o que é que você está pensando, a coisa que você está percebendo é o neurônio, tecido cerebral ou impulsos elétricos? Não. O que você está percebendo são os seus pensamentos. Talvez existam impulsos elétricos enquanto você está pensando e pode ser que eles estejam sempre acompanhando os seus pensamentos, mas não é por causa disso que você sabe dos seus pensamentos. Você pode simplesmente dizer ao refletir, sobre os seus próprios pensamentos que você não está olhando para algo com propriedades químicas?” Pensamento tem qualidades proposicionais. Eles não são governados pelas leis da física, no entanto sua química cerebral é. Eles devem ser coisas diferentes.

Na verdade, eu não estou tentando argumentar nesse ponto sobre o dualismo mente/corpo, que o seu cérebro é diferente da sua mente, apesar disso parecer óbvio pra mim, nessa pequena análise. Eu estou apenas perguntando como sabemos alguma coisa sobre nossos pensamentos. Como ele sabia seus próprios pensamentos?

As pessoas sabem o conteúdo de sua mente de tempos imemoriáveis sem saber nada sobre o cérebro. A maneira pela qual sabemos o conteúdo de nossas mentes não é quando alguém nos fala a respeito, através de um cientista que faz medições, por usar qualquer um dos nossos cinco sentidos para percebê-lo; ao contrário, nós temos acesso direito, desimpedido aos nossos pensamentos. Estamos diretamente conscientes. Simplesmente pela introspectiva, nós sabemos.

Existe uma faculdade que estamos usando para saber algo importante – ou seja, o conteúdo de nossas mentes – e eu não estou dizendo que estamos sempre conscientes de tudo o que está em nossa mente. Não estamos.

Eu tive sonho na noite passada. Eu assistia ao sonho acontecendo. Eu era o espectador, mas quem estavam roteirizando o sonho? Eu estava roteirizando, mas eu não sei como eu fiz isso. Pela minha percepção consciente, eu era o espectador.

Existem muitas coisas em nossas mentes que nós não sabemos. Ainda assim, ao mesmo tempo, quando estamos mantendo algo em particular em nossas mentes nós sabemos disso diretamente, e nós sabemos disso sem a possibilidade de estarmos errados.

Eu continuei a discussão com uma série de questões. “Agora, você acha que poderia estar errado sobre os pensamentos que você acha que está tendo agora?”

E tanto o marido e a esposa que estavam falando comigo refletiram e então disseram não. Eles estavam certos. Não se pode estar errado. Eles poderiam, por exemplo, estar errados sobre a caneta sobre a mesa, que era a discussão anterior? E a resposta que eles deram foi sim, eles poderiam. Em outras palavras, não parecia provável que estavam. Não existem boas razões para ser cético, mas era possível que eles estivessem errados. No entanto, não é possível – o que parece óbvio apenas pela reflexão – estarmos errados sobre o conteúdo de nossas mentes.

É assim que tudo se desenrola. Eu fiz perguntas sobre coisas de dois tipos de categorias – coisas materiais e imateriais. Nós concluímos que sabemos coisas de ambas as áreas: o físico que nós conhecemos pelos nossos sentidos (e essa seria a forma como a ciência nos diz as coisas) e as coisas imateriais que nós conhecemos baseado na reflexão.

Nós também percebemos que podemos estar errados em relação a uma coisa mas não é possível estarmos errados em relação à outra. Claramente, podemos estar errados em relação a virtualmente qualquer coisa que descobrimos em relação aos nossos sentidos, mesmo que não tenhamos boas razões para pensar assim. Portanto eu não sou um cético nesse sentido. Mas não é possível estarmos errados sobre o conteúdo de nossas mentes e outros tipos de objetos abstratos imateriais que temos consciência, como as leis da lógica, o raciocínio e a matemática, e um punhado de outras coisas.

Se esse é o caso, por que estamos dizendo coisas do tipo “podemos conhecer aquilo que a ciência nós diz, mas não podemos realmente conhecer coisas que não fazem parte do mundo físico”? Parece que nossa confiança é na verdade o oposto.

Se você permitir que isso se aprofunde em seu pensamento, então isso se torna uma linha de raciocínio frutífera, perguntando para saber quais outras coisas podemos conhecer com tanta confiança. Podemos empregar algumas dessas mesmas maneiras que sabemos sobre coisas imateriais com outros tópicos, como a existência de Deus ou alma ou moralidade? Eu acredito que a resposta é sim. Não existem boas razões para acharmos que não podemos ter conhecimento confidente sobre os fatos do mundo imaterial.

Se nós simplesmente, de princípio, afirmamos que não podemos conhecer essas coisas, então o que os cristãos estão fazendo é afirmar uma visão de mundo materialística que não somente é inconsistente com o cristianismo, mas também inconsistente com a nossa percepção básica de realidade, eu acredito.

Existem várias coisas que sabemos ter pouco a ver com mundo físico, mas ainda assim as conhecemos. Amizade. Amor. Lealdade. Bondade. Virtudes morais, vícios morais. Nenhuma dessas coisas são idênticas com comportamentos ou química cerebral. O comportamento pode sinalizar que a virtude ou o vício estão presentes. Você vê comportamentos de pessoas ao seu redor que lhe permitem concluir que eles são seus amigos, mas amizade é algo imaterial. Existem muitas coisas assim.

Eu quero balançar um pouco o seu mundo epistemologicamente, em termos das coisas que sabemos, para ajudá-lo a ver que a idéia de rejeição da certeza das coisas espirituais não é bem fundamentada.

Posted on Sunday, February 06, 2011 by Maurilo e Vivian

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Saturday, October 30, 2010


Entre nossas leituras diárias, passamos pelo site do Reasons to Believe e vimos algumas coisas interessantes.
Entre elas, uma lista de 12 falácias que devemos evitar em nossos argumentos. É algo importante não somente para saber quando alguém está usando um argumento falacioso, falho, mas principalmente, para evitarmos usar de tais argumentos. O que me chamou atenção nessa lista é que ela aponta as falácias mais comuns. Além disso, temos ouvido o podcast do Reasons to Believe, Straight Thinking (algo como Pensamento Correto), com o filósofo Kenneth Samples.
Veja abaixo a lista das 12 falácias que devemos evitar:

Argumentum ad baculum: Utilização de algum tipo de privilégio, força, poder ou ameaça para impor a conclusão.
Ex: "Acredite no que eu digo; não se esqueça de quem é que paga o seu salário"

Argmentum ad misericordium: “Apelo à Piedade” Pede-se a aprovação do auditório na base do estado lastimoso do autor.
Ex: “Eu não assassinei meus pais com um machado! Por favor, não me acuse; você não vê que já estou sofrendo o bastante por ter me tornado um órfão?”

Falácia genética. Erro de pensamento em que mostrar como algo que se desenvolveu é mostrar o que é. Tenta-se diminuir a posição de alguém mostrando sua origem.
Ex: as Testemunhas de Jeová se recusam a festejar aniversários natalícios ou outras festividades por terem origem pagã, sem terem em conta a evolução destas práticas, incorrem na falácia genética.
Um outro exemplo, quando alguém diz “você é cristão somente porque você nasceu em um pais cristão”, tentando diminuir a validade do cristianismo por causa disso. Existem cristão que nasceram em países islâmicos, por exemplo, e vieram a fé cristã mais tarde em suas vidas.

Otimismo exagerado: significa tomar os desejos por realidades e tomar decisões, ou seguir raciocínios, baseados nesses desejos em vez de em fatos ou na racionalidade.
Ex: Paul Wolfowitz predisse que "uma explosão de alegria irá saudar os nossos soldados" nas vésperas da Guerra do Iraque de 2003.

Post hoc ergo propter hoc, “Depois disso, por causa disso”: Consiste em dizer que, pelo simples fato de um evento ter ocorrido logo após o outro, eles têm uma relação de causa e efeito. Também conhecida como "Correlação não implica causa". (Correlation does not imply causation).
Ex: "O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por parte dos EUA. Portanto, a paz foi alcançada devido à utilização das armas nucleares."

Argumentum ad ignorantiam, “Apelo à Ignorância”: Os argumentos desta classe concluem que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso. Argumento muito comum entre os ateus, que dizem que já que o ateísmo não pode ser provado como falso (não se pode provar uma negativa) o ateísmo é verdadeiro.
Ex: “Como não provaram que fantasmas não existem, então eles devem existir.”

Derrapagem, também conhecida como “Falácia do dominó”: assume-se uma pequena movimentação como um gatilho para que tudo siga para aquele sentido.
Ex: “Sou contra a eutanásia, porque daqui a pouco estaremos aprovando assassinatos e até genocídio generalizado.”

Generalização Precipitada, essa falácia aparece em todos os lugares: É o julgamento precipitado sobre uma amostra que é pequena demais em relação à população ou dado que ela quer apoiar, que acaba tendo uma generalização tendenciosa.
Ex: Fred, o australiano, roubou a minha carteira. Portanto, os Australianos são ladrões.

Argumentum ad hominem, “Ataque ao argumentador”: em vez de o argumentador provar a falsidade do enunciado, ele ataca a pessoa que fez o enunciado.
Abusivo: em vez de atacar uma afirmação, o argumento ataca pessoa que a proferiu.
Circunstancial: em vez de atacar uma afirmação, o autor aponta para as circunstâncias em que a pessoa que a fez e as suas circunstâncias.
Tu quoque (“Você Também”), Falácia do "mas você também": ocorre quando uma ação se torna aceitável pois outra pessoa também a cometeu. Uma forma de ad hominem.

Falácia do homem de palha: É mais fácil atacar um homem de palha do que um homem de verdade. Consiste em criar idéias reprováveis ou fracas, atribuindo-as à posição oposta.
Ex: Quem acredita na Bíblia acredita que Jonas foi engolido por uma baleia.

Omissão de dados: O autor escolhe quais dados compartilhar e quais dados ignorar. Dados importantes, que arruinariam um argumento indutivo, são excluídos.
Ex: Muito provavelmente o Corinthians vai ganhar este jogo porque ganhou nove dos últimos dez jogos (esquecendo de informar que oito desses jogos foram contra times da segunda divisão e seu adversário atual é da primeira divisão).

Humor dispersivo e ridicularização: Todo mundo gosta de uma boa piada, mas em um debate por vezes o humor pode ser mal usado para evitar o assunto de verdade ou para ridicularizar o oponente de forma desleal.

Posted on Saturday, October 30, 2010 by Maurilo e Vivian

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Ateísmo: Uma Hipótese falsificada por Brian Colón

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Vários ateus gostam de reclamar que o teísmo, ao contrário do ateísmo não é falsificável. Se isso for verdade, então isso significa que o ateísmo pode ser provado falso. Teísmo não pode. Muitos ateus consideram que este é um ponto forte para o ateísmo e um ponto fraco para o teísmo. O problema é que, uma vez que o ateísmo PODE ser provado falso, SE FOR provado falso, então Teísmo (sua negação) seria, necessariamente, provado verdadeiro. Quando existem apenas duas respostas possíveis para uma proposição, e uma deles for provada falsa, então a outra é necessariamente verdadeira. Considere a pergunta "Deus existe?" Há apenas duas respostas possíveis: "sim" e "não". Se a resposta "não" foi provada falsa, então a única resposta alternativa restante é "sim".

O caminho que eu escolhi para mostrar que o ateísmo é falso é mostrando as próprias contradições dentro da cosmovisão ateísta. Logicamente falando, se uma proposição contém conseqüências necessárias que são elas próprias auto-contraditórias, então a proposição não pode ser verdade. Por exemplo, não existem cadáveres vivos, não há trabalhadores desempregados, e não há água desidratada.

De acordo com alguns ateus famosos, aqui estão algumas conseqüências necessárias do ateísmo: “Deus não existe, não existe nada além do mundo físico” (Dan Barker - Protest sign at the Washington State Capital / Sinal de protesto na capital do Estado de Washington). “Os seres humanos não são nada, mas máquinas que geram DNA” (Richard Dawkins – Deus, uma ilusão). “A moralidade está baseada no consenso entre seres humanos” (Gordon Stein - “The Great Debate: Does God Exist?” / "O grande debate: Será que Deus existe?"). Se isso for verdade, seria impossível explicar coisas como absolutos morais, as leis da lógica, ou a dignidade humana; três coisas que todos nós entendemos que são indiscutíveis.

Absolutos Morais
Todo ateu que eu já conheci acredita que assassinato e estupro é mau. Mas qual é o mau? Eu pensei que tudo o que existe é a matéria. Existe alguma coisa má sobre a matéria? Por acaso a faca se importa que alguém a use para matar alguém? Claro que não. Talvez o mal seja apenas algo que nós experimentamos que diminuí a nossa felicidade. Isso não quer dizer que, já que o estuprador aumenta a sua felicidade por estuprar pessoas, então estuprar pessoas seria considerado bom para ele? Quem vai dizer que os juízos morais do estuprador são falhos e os nossos não são?

Uma vez uma mulher atéia me disse que ela soube que seu colega estava traindo sua esposa com outra mulher do escritório. Ela me disse que estava indignada com quão imoral ele era e como ela perdeu todo o respeito por ele. Eu perguntei "O que estava tão errado com o que ele fez?" Por que o fato de que ele era casado torna o ato de sexo com outra mulher imoral? Ela simplesmente disse: "É simplesmente errado!" Eu concordo, mas eu gostaria de saber por que ele no final das contas está errado dado a cosmovisão do ateísmo.

Leis da Lógica
Considere a lei de "meio excluído" que diz que uma proposição é verdadeira ou falsa, não existe uma terceira opção. Qual é o fundamento ontológico dessa lei? Essa lei é apenas resultado das funções químicas no nosso cérebro? Se sim, então como é que é universal? A lei é material? Claro que não! As leis da lógica são entidades imateriais abstratas, coisa que não pode existir se a única coisa que existe é a matéria.

Dan Barker, em um debate com o Dr. James White, tentou refutar esse argumento, dizendo que "a lógica não é uma coisa." Bem, se por coisa ele quer dizer um objeto físico, então eu concordo com ele. O problema é que ele já disse que o físico é tudo o que existe. Assim, de acordo com Dan Barker, não há lógica.

Dignidade Humana
Por que as pessoas vestem um jaleco e argumentam que as pessoas são simplesmente animais evoluídos, e depois dizem que não devemos tratar as pessoas como animais? Se tudo o que existe é a matéria, então isso significaria que nós não somos nada a não ser matéria também. Se isso for verdade, então porque acreditamos que os seres humanos são dignos de respeito? Em um debate com Paul Manata, Dan Barker afirma que os seres humanos não são mais importantes do que de brócolis. Acho muito interessante que o pedaço de brócolis conhecido como Dan Barker acha que outros pedaços de brócolis são dignos de amor e respeito, como se fossem algo mais do que de brócolis. Cada dia todos nós tratamos uns aos outros com respeito e dignidade, e todos nós sabemos que aqueles que desrespeitam as pessoas não deveriam fazer isso. Isso é verdadeiro para teísta e para o ateu. Os seres humanos são realmente dignos de respeito. Isso é inexplicável na cosmovisão ateísta.

Conclusão
O ateu é capaz de reconhecer os absolutos morais, leis da lógica e da dignidade dos seres humanos, três coisas que não podem existir, dada a visão de mundo do ateu. Então a pergunta é, porque o ateu está contradizendo sua cosmovisão? A resposta é óbvia, porque, como vimos, a proposição "Deus não existe" acarreta conseqüências impossíveis.

Há, no entanto, uma outra visão de mundo que é capaz de explicar as coisas que o ateu não pode explicar, ou seja, o teísmo cristão. No teísmo cristão, absolutos morais fazem sentido porque Deus é apresentado como o padrão moral absoluto. Entidades imateriais, atemporais, transcendentes, tais como as leis da lógica fazem sentido porque elas podem ser fundamentadas em um Deus imaterial, atemporal, transcendente. A dignidade humana faz sentido, porque os seres humanos são criados à imagem do único ser digno de honra e louvor: Deus.

O ateísmo é insuficiente e incapaz de explicar a nossa experiência do mundo que nos rodeia. O ateísmo, portanto, não pode ser verdade. É por isso que eu concluo que a melhor prova da existência de Deus é a impossibilidade do contrário.

Posted on Saturday, October 30, 2010 by Maurilo e Vivian

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Friday, October 22, 2010


O cristianismo explica Lógica por Glenn Hendrickson

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Tem havido muitas tentativas para provar a existência de Deus, a validade do Cristianismo, a ressurreição ou a divindade de Cristo, etc. Todos estes recaem sob a denominação geral de Apologética Cristã. Vários métodos e os dados foram empregados neste empreendimento, todos com o objetivo de justificar em parte, ou o toda da visão de mundo cristã. Espero demonstrar em meu breve ensaio que a cosmovisão cristã é justificado sobre e contra uma cosmovisão ateísta com base no uso cotidiano da lógica pela humanidade.

O argumento pode ser apresentado da seguinte forma:

1. O que todos nós experimentamos está baseado nas leis da lógica.
2. A cosmovisão cristã sozinha adequadamente explica e esclarece as leis da lógica.
3. Portanto, tudo o que experimentamos não pode ser explicado ou contabilizado fora da cosmovisão cristã.

Ponto 1 é pouco controverso. Consciente ou inconscientemente, todos os seres humanos usam a lógica. Nós evitamos contradições, mentiras, fazer escolhas mal informadas, etc, porque (entre outras coisas), essas coisas não são lógicas. As pessoas lutam por coerência de pensamento e de vida, procurando por padrões, tomada de decisões com base no passado, mudando comportamentos que renderam resultados indesejáveis. Quando as pessoas fazem um orçamento com dinheiro para evitar gastos excessivos elas usam lógica. Quando planejam aulas, reuniões, festas, etc. elas usam lógica. Embora grande parte da lógica que estou descrevendo não é imediatamente reconhecida como lógica, é uma experiência inegável compartilhada por todos.

O ponto 2 é uma afirmação ousada que talvez necessite de mais justificação. Claro, seres humanos de todos os tipos usam a lógica de algum tipo para seguir pelo dia. Mas como isso é possível? Se os seres humanos em todos os lugares podem reconhecer padrões, contagem, comunicação (mesmo em níveis de base), adquirir conhecimentos, e assim por diante, então como se explica isso? Talvez se a lógica só fosse perceptível nas sociedades com as melhores escolas e sistemas de educação, poderíamos dizer que é aprendida. Mas esse claramente não é o caso. Grupos primitivos povos têm sido observados contando e recontando histórias, realizando cerimônias religiosas, crenças e conhecimentos que passam de geração em geração. Seu modo de vida é notavelmente diferente do que muitas das pessoas que acessam este artigo online, mas, no entanto, eles apresentam a lógica em seu cotidiano.

A alegação de que a cosmovisão cristã sozinha adequadamente explica e esclarece as leis da lógica é uma declaração que deve ser descompactada. A cosmovisão cristã é a perspectiva e interpretação da vida, de Deus, do homem, do mundo, etc, que é apresentada nas Escrituras do Antigo e do Novo Testamento, a Bíblia. Esta visão está em oposição a todas as outras cosmovisões concorrentes, sejam eles religiosas ou seculares em sua na natureza. A Bíblia pinta um retrato do homem sendo criado à imagem (ou semelhança) de Deus (Gênesis 1:26-27; Tiago 3:9). O Deus trino, assim, nos criou com a capacidade de raciocinar logicamente, refletindo a forma como Ele pensa e raciocina. O comportamento lógico da humanidade é reflexo da lógica inerente à pessoa de Deus.

Uma visão evolutiva, por exemplo, pode apresentar a idéia de que a humanidade tem evoluído de formas de vida inferiores em um processo puramente naturalista. Se supusermos, pelo bem do argumento, de que este é o caso, eu apresentaria a questão de como a lógica pode ser encontrada em todas as pessoas? Nós vemos o mesmo processo básico em ação em civilizações e culturas completamente diferentes e separadas uma das outras que é difícil aceitar a afirmação de que o processo da evolução poderia gerar a lógica, o raciocínio das pessoas em todos os sentidos.

Ao contrário do ponto de vista ateu, que é forçado a assumir algum tipo de processo evolutivo para explicar a existência de seres inteligentes e racionais, a cosmovisão cristã explica convincentemente que toda a humanidade faz uso da lógica, pois Deus nos criou para isso. A presença da lógica cotidiana é facilmente explicada pela cosmovisão cristã, se encaixa perfeitamente com a explicação da natureza de Deus (como um ser lógico) e do homem (isto é, de todos os homens e mulheres como criaturas feitas à imagem de Deus).

Dos pontos 1 e 2 segue no ponto 3 que o que todos nós experimentamos não pode ser explicado ou respondido para além da cosmovisão cristã, como só ela pode explicar adequadamente a universalidade das leis da lógica. O ateu está em desvantagem, sem uma explicação satisfatória para a existência da lógica no homem. A visão bíblica faz todo o sentido para o raciocínio lógico, e assim por diante - mas o ateu não tem nenhuma boa explicação para o fenômeno da lógica ou para seu uso da lógica (se admitirmos pressupostos ateus). É quase cômico que, para que um ateu apresente um argumento contra a existência de Deus, eles devem primeiro chegar à visão cristã do mundo para emprestar suas ferramentas - lógica, raciocínio, ética, moralidade, etc

Este argumento para o Cristianismo é melhor entendido, não como um raciocínio partindo de baixo para cima (ou seja, movendo-se autonomamente a partir de premissas neutras para uma conclusão definitiva ou provável), mas como um reconhecimento de que o cristianismo deve ser assumido como verdadeiro no nível de pressuposto para se usar a lógica como um tudo. O mesmo poderia ser dito para a ética, beleza, conhecimento, raciocínio, o conceito de verdade absoluta, juízo de valores, a indignação moral na presença do mal, reconhecimento do mal, do amor, honra, etc. Nas premissas ateístas, o homem é o mais alto tribunal de apelo. Isso e muitas outras coisas se tornam relativas e sem sentido, sem o Deus da Bíblia no quadro. Em suma, o fato de que existe um quadro para começar prova a cosmovisão bíblica.

Posted on Friday, October 22, 2010 by Maurilo e Vivian

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Saturday, September 11, 2010


Semana passada postamos um desafio para nós cristãos. A famosa pergunta feita por ateus para nós cristãos: se Deus criou todas as coisas, quem criou Deus?
Apresentamos um pequeno resumo do argumento cosmológico de Kalam para a existência de Deus como uma base para essa resposta.
É importante notar que a primeira premissa do argumento diz que “Tudo aquilo que veio à existência tem uma causa”. Ele não diz que tudo o que existe tem uma causa, mas tudo o que veio à existência tem uma causa. Essa é uma pista importante para a resposta.

Leia abaixo a resposta dada por Amy Hall de Stand to Reason postado em STRplace.
Esse desafio foi lançado nesse site primeiramente e respondida por ela e Brent Kukl, do mesmo ministério. Eles sempre lançam desafios em seu site e pretendemos fazer isso aqui em nosso blog também. Assim não somente apresentamos as resposta, mas ajudamos todo mundo a pensar junto.
Gostei muito dessa resposta por causa da sua concisão. Compare com a sua resposta, tendo você postado nos comentários ou não.

RESPOSTA:

Foi-me perguntado uma vez por um ateu: "Por que o argumento para uma primeira causa do universo conveniente termina em Deus? De onde veio Deus?"

Quando pensamos sobre esta questão, é importante notar que uma regressão infinita de causas é logicamente impossível. Ou seja, não poderia existir um número infinito de eventos que acontecem um após o outro no passado de nosso universo, porque nós nunca teríamos alcançado os eventos que estão acontecendo agora. Houve um começo.

Se o tempo e o espaço vieram à existência (como a física, a filosofia, a teologia indicam), isto significa que, por necessidade, houve uma primeira causa e início da existência da cadeia subseqüente de eventos neste universo. Uma vez que nada causou essa primeira causa (por definição), podemos saber duas coisas sobre ela:

1 - A primeira causa tinha de que começado este universo através de uma decisão de vontade. Sabemos disso porque o primeiro evento não foi um resultado natural de um evento anterior (uma vez que não houve eventos anteriores), e apenas um ser pessoal pode dar início a algo que não é um resultado automático de uma cadeia de causas anteriores impessoais.

Para ilustrar porque um ser pessoal com uma vontade é necessário para iniciar uma cadeia de eventos, imagine que você está olhando para uma fileira de dominós em uma sala onde nada mais existe. Uma vez que o primeiro dominó cai, a queda de cada dominó pode ser explicada pelo dominó anterior que o atingiu.

Mas se nada além de você existe nesse quarto, como o primeiro dominó cairá? Não existe nenhuma força natural que o fará cair – nenhum terremoto, nenhum objeto em queda, sem vento para bater em algum outro objeto que em seguida fará o primeiro dominó cair. Nada. Você poderia ficar olhando para ele por toda a eternidade, e nada iria acontecer.

A única maneira para que os dominós comecem a cair é se você decidir por si mesmo, expressando a sua vontade própria e não sendo fisicamente obrigado de qualquer forma por nenhum evento anterior, a começar a cadeia de eventos por derrubar o primeiro dominó. A única maneira de um estado imutável mudar é se um agente com uma vontade escolher por entrar e começar o processo.

2 - O ser que atuou como a primeira causa de tudo na existência deve ser auto-existente, sendo que não veio à existência (ou então outra coisa seria a primeira causa). Esse ser é Deus. Por definição, como a primeira causa, ele não tem uma causa.
Se você perguntar: "Quem criou Deus?" Você esta apenas realmente perguntando: "Quem é o verdadeiro Deus – a causa verdadeiramente primeira, auto-existente, pessoal?", Porque o único e verdadeiro Deus - o iniciador de tudo, não tem e não poderia ter, uma causa.


* Eu faço esta afirmação com base na evidência real que nós temos atualmente disponível. Existem alguns cientistas que especulam sobre como o universo pode ter sempre existido, ou como poderia ter surgido do nada. Com base nos elementos de provas positivas, no entanto, estas especulações não estão nem perto da melhor explicação. Pelo contrário, elas são fundamentadas principalmente pelo pressuposto de que uma explicação naturalista deve ser verdadeira. O que se segue para muitos cientistas é a crença que qualquer explicação natural, não importa o quão improvável e / ou contra as atuais observações científicas (por exemplo, a geração espontânea, isto é, as coisas que aparecem de repente do nada), é preferível a uma explicação de natureza externa.

Posted on Saturday, September 11, 2010 by Maurilo e Vivian

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Saturday, June 26, 2010

O Dr. William Lane Craig, filósofo cristão, e o Dr. Lewis Wolpert, biologista ateu, realizaram um debate sobre a existência de Deus.
O Dr. Craig apresentou o argumento cosmológico para a existência de Deus, o qual conclui que Deus é a causa para este universo existir. O Dr. Wolpert tentou refutar o argumento afirmando que a causa para o universo existir pode ser um computador. Assistam ao vídeo para ver o que aconteceu.


Posted on Saturday, June 26, 2010 by Maurilo e Vivian

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Sunday, June 06, 2010


"Quase que invariavelmente, as pessoas chegam até suas crenças não com base em provas, mas com base naquilo que elas acham atrativo".
Blaise Pascal

Posted on Sunday, June 06, 2010 by Maurilo e Vivian

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Friday, April 23, 2010


Eu não sei quantas pessoas são a favor e quantas pessoas são contra o aborto no Brasil. Procurei algumas pesquisas por cima na internet mas não encontrei nada. Talvez não tenha procurado direito.
Algumas pessoas são contra o aborto. Mas não totalmente. Já ouvi várias vezes de pessoas que se posicionam contra o aborto que este é aceitável em caso de estupro. Mesmo entre cristãos.
Eu sempre me perguntei o que leva alguém a manter essas duas posições. Talvez, a primeira delas, contrária ao aborto, não possua uma boa base de sustentação e varia conforme a circunstância.
Eu sou contra o aborto, mesmo em caso de estupro. Vou apresentar minha defesa, que eu acredito que é cientificamente e, mais importante, biblicamente correta. E não vou precisar citar nenhum versículo bíblico para isso. Vou fazer isso em outro post.
Primeiro, devo dizer que sou bastante solidário a uma situação como essa e sei que não é algo fácil. É uma experiência traumática e devastadora. Mesmo assim, eu não acredito que a melhor saída para uma mulher que engravida após um estupro seja o aborto.
Devemos definir aquilo que está dentro do útero. O que encontramos dentro do útero de uma mulher grávida? Um ser humano. Mesmo com pouquíssimas células, ainda assim um ser distinto, com DNA diferente da mulher que o está gerando.
Algumas objeções a isso:
Ele depende da mulher para sobreviver. Isso não o desqualifica como ser humano. Muitos outros seres humanos depende de outras pessoas para sobreviver. Veja pacientes de UTI. Precisam de cuidados intensivos. Pacientes diabéticos são dependentes de insulina, mas ainda assim são seres humanos.
Ele está dentro do útero. Localização não altera a condição humana de alguém. Eu sou um ser humano, seja aqui em casa, seja no espaço, seja coberto com músculo ou líquido aminótico. Localização não muda nossa condição.
Ele é parte do corpo da mulher. Não, ele está dentro do corpo da mulher, mas é um corpo a parte. Ele possui DNA próprio. Se ele fosse parte do corpo da mulher, teria o mesmo DNA.
Existem outras objeções, mas todas facilmente refutáveis.
Uma vez que se estabelece o que o feto é (um ser humano), devemos levantar a questão: o que justifica matar um ser humano? Mais ainda, o que justifica matar um ser humano indefeso? Existe alguma justificativa para tirar a vida de um ser humano indefeso? Não, não existe. Ninguém jamais poderia ser justificado em matar um ser humano indefeso.
A palavra indefeso parece uma tentativa de gerar um sentimento de comoção no intuito de se desviar da questão em si. Mas a palavra indefeso vem bem a calhar no caso de um feto. Ele é indefeso. Qual mecanismo de defesa possui um feto? Nenhum. Uma criança pequena, mesmo um recém-nascido pode chorar quando agredida, mas essa não é uma opção válida para um feto. Como um paciente em coma em uma maca (que ainda assim é um ser humano), ele é totalmente indefeso.
Mas e no caso de estupro? Não seria justificado o aborto em uma situação como essa?
Para resolver essa situação, vamos nos perguntar o seguinte: duas escolhas erradas fazem uma certa? Estupro é errado? Sim, sem sombra de dúvida e o indivíduo que comete tal crime contra uma mulher deve pagar por isso. Aborto é errado? Sim, pois o aborto tira a vida de um ser humano indefeso. Portanto, como seria possível corrigir um estupro com um aborto? Como a morte de um ser inocente, que de todas as pessoas é a menos culpada de toda a situação, pode ser considerada justa?
Aborto é uma operação traumática. Não se cura um trauma com outro. Se a mulher não deseja criar a criança por ser fruto de um estupro, seria melhor entregá-la para adoção. Matar um ser humano indefeso nunca é justificado, em qual fase da vida esteja, seja idoso, seja adulto, seja criança, seja um bebê, seja um feto. Seja o fruto de um estupro. Não podemos esquecer que esse fruto também é um ser humano indefeso.

Posted on Friday, April 23, 2010 by Maurilo e Vivian

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