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Monday, June 17, 2013


Eu vou mudar o nome do blog para Apologética Facebookiana, ou algo assim. Agora eu nem preciso sair de casa para achar inspiração para os textos. Mas como eu realmente saio de casa, acabo não tendo tempo para escrever. Mas resolvi fazer um update no meu texto sobe numerologia bíblica, porque mais uma vez eu vi alguém no Facebook usando a numerologia bíblica para avançar seu ponto de vista. E mais uma vez foi um pastor que fez isso (essa prática é moda entre os pastores), com a seguinte afirmação:
"Aprendam a fazer o bem. Busquem a justiça, acabem com a opressão. Lutem pelos direitos do órfão, defendam a causa da viúva." [Isaías 1:17]Justiça é um tema central, mencionada mais de 200 vezes nas Escrituras.Não é secundário, é central! E pq anda tão esquecido?
Por justiça, o nosso amigo quer dizer justiça social e com justiça social ele quer dizer tirar de uns para dar para os outros. Esse conceito de justiça é estranho às Escrituras. Para a Bíblia, justiça é corrigir um mal feito a alguém. Se eu roubar você, eu devo sofrer pelas mãos da justiça. Como muitas vezes o rico consegue que a justiça seja feita e o pobre e a viúva não, a Bíblia nos instiga a lutar pelos direitos dos mais fracos, mas esse direito não tem nada a ver com deixar de ser pobre, a não ser que tenha existido roubo. Esse foi um pequeno adendo, porque o alvo não é esse, mas acho importante ressaltar que o conceito bíblico de justiça é diferente do que o povo anda pregando por ai. Eu não me lembro se já escrevi sobre isso. Se não escrevi, vou explicar melhor em um texto à parte.
Mas vamos supor, apenas para manter o argumento vivo, que a noção de justiça bíblica é a de justiça social. Ele diz que o tema é central, que é mencionada mais de 200 vezes nas Escrituras. Ora, isso é um número interessante, não é? Se, a quantidade de vezes que um tema é mencionado nas Escrituras define a sua importância, então, podemos acreditar que essa noção de justiça é importantíssima, certo? Talvez.
Primeiro já escrevi que esse método para se definir importância para um tema é furado. Deus é mencionado na Bíblia 4,3 mil vezes. Jesus é mencionado 900 vezes. Então, o que é mais central na Bíblia? Justiça ou Deus? Justiça ou Jesus?
Vamos calcular a real importância do termo justiça como disso o pastor. A Bíblia possui cerca de 31.200 versículos. Destes, 200 mencionam justiça (na verdade, a palavra justiça aparece 548 na Bíblia em português, mas a maioria referente à justiça divina, o que não avança a afirmação do pastor). Fazendo uma rápida análise, podemos dividir 200 por 31.200 e teremos 0,64%. Ou seja, de tudo o que é abordado nas Escrituras, essa justiça aparece 0,64% das vezes. Se isso é central, eu não sei o que mais é secundário.
No final das contas, esse grupo de pastores que vem avançado a numerologia bíblica (justiceiros sociais, universalistas, etc) precisaram arrumar uma forma de tentar justificar sua péssima hermenêutica. Já que uma leitura completa das Escrituras dentro do seu conceito nos mostra que o tema central da Bíblia é Cristo e seu plano de salvação para a humanidade da ira vindoura para a Glória de Deus (ufa), só resta catar versículos soltos, fazer uma rápida contabilidade e torcer para que os mais incautos caiam na conversa. Uma pena que o argumento não se sustenta nem mesmo dentro das suas premissas.
Prometo não escrever mais sobre isso. Mesmo que eu veja na Facebook de novo (e sei que verei) Já esgotei o tópico.

O Facebook ainda vai render outros textos. E a vida real também.

Posted on Monday, June 17, 2013 by Maurilo e Vivian

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Monday, June 27, 2011

segundas com termos da teologia hoje agostinho



Apocatástase:



Apokatastasis é a palavra grega traduzida livremente como "restauração". No AT, o termo hebraico equivalente refere-se ao retorno de Israel do exílio (v. Jer. 16.15). No NT, apokatastasis refere-se a um período futuro em que Deus, em Cristo, restaurará todas as coisas na criação de acordo com a sua intenção original. Para alguns teólogos, isso significa que, ao fim da história, toda a humanidade (e talvez até mesmo Satanás e seus demônios) será salva. Em geral, a teologia cristã rejeita a idéia da salvação universal.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

Posted on Monday, June 27, 2011 by Maurilo e Vivian

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Thursday, May 05, 2011

Posted on Thursday, May 05, 2011 by Maurilo e Vivian

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Thursday, April 07, 2011


A saga Rob Bell continua a toda nos EUA e em breve deve chegar aqui. Na verdade, alguns já estão traduzindo um ou outro texto em resposta as doutrinas universalistas de Rob Bell. Eu acho que a coisa só não pegou pra valer aqui porque ele não é tao conhecido, gracas a Deus, mas seus vídeos do Nooma fizeram algum sucesso entre os evangélicos mais “ cults” e um pouco de estrago foi feito. Vamos orar para não passar muito disso.

Mas essa historia toda me deixou pensando. Rob Bell é um universalista. Ele acredita que todo mundo vai ter uma segunda chance depois da morte. Apesar do claro ensino de Hebreus 9:27 que depois da morte vem o julgamento, ele acredita que, já que Deus é um Deus de amor, não vai mandar ninguém para o inferno. Todo mundo vai ser salvo pelo sacrifício de Jesus na cruz. Não importa suas crenças. Claro, ele teve que ignorar João 3:18 para chegar a essa conclusão. Rob Bell é um herege clássico pregando uma antiga e já muito bem refutada heresia.

Mas o que me deixou pensando é quantas vezes nós, que entendemos que a Bíblia não ensina o universalismo e o consideramos como heresia, não agimos como universalistas na pratica? É possível sermos exclusivistas (Jesus é o único caminho e crença somente nele faz é necessário) em nossa ortodoxia mas universalistas em nossa ortopraxia? Bom, ai deixaria de ser ortopraxia, mas isso é outra coisa.

Podemos ser universalista na pratica quando agimos como se as pessoas fossem ter uma segunda chance em outra vida, ou quando agimos como se todas as pessoas fossem automaticamente salvas, mesmo quando na teoria declaramos não acreditar nisso. Um bom exemplo é no evangelismo. Quando nos negamos a evangelizar, a compartilhar nossa fé com as pessoas a nossa volta, estamos sendo universalistas. O universalista não precisa se preocupar em levar a mensagem de Cristo para o mundo, porque o mundo já esta salvo. Mas aqueles que acreditam no julgamento que esta por vir, na ira de Deus contra os pecadores, não podem se negar ao trabalho de proclamação das boas novas.

Imagine você observando do lado de fora a casa do seu vizinho com um principio de fogo no telhado. Você olha para dentro e vê que seu vizinho esta aproveitando de um belo jantar junto a sua família, sem perceber do perigo que esta próximo. O que você faz? Vira as costas e vai embora? Somente chama os bombeiros (os especialistas) e fica olhando de longe? Ou você vai ate a casa do seu vizinho, bate na porta com toda a forca e chama a atenção dele para o fogo que esta chegando? Pense e responda para si mesmo.

Nessa cenário, o mais obvio seria tocar a campainha, pois o fogo ainda não alcançou seus vizinhos e eles podem ser salvos facilmente. Mas quando pensamos em evangelismo, ao invés de agir da maneira mais obvia, agimos como o vizinho que vira as costas e vai embora ou o que deixa o trabalho para os especialistas (evangelistas). Muitas vezes, é tarde demais para se tomar alguma ação.

Essa é uma questão que todos devemos pensar a respeito. É uma chamada para mim também. Eu sou muito bom em desperdiçar oportunidades de evangelismo. Não podemos desassociar nossas crenças de nossas práticas. O destino eterno das pessoas está em jogo. Não haverá segunda chance.

Vamos abandonar nosso universalismo prático e abracar o evangelismo como a proclamação do amor de Deus pela humanidade. Isso sim é amor. Que sempre vence.

Posted on Thursday, April 07, 2011 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, March 23, 2011

Uma das formas de transmitir uma idéia e fazer a outra pessoa achar que a idéia é dela ou fazê-la considerar uma idéia oposta as suas é apresentar a nova idéia através de perguntas. Perguntas direcionadas. Isso é uma arte. Pode ser usada para o bem e para o mal. Rob Bell, famoso pelos seus vídeos da série Nooma, já há muito tempo provou que é um mestre na arte de fazer perguntas. Mas infelizmente, ele tem usado essas perguntas para, lentamente, desconstruir as crenças básicas do cristianismo e propagar o universalismo (crença que no final das contas, todos serão salvos, não importa suas crenças). Veja abaixo um vídeo promocional do novo livro de Rob Bell, Love Wins (O Amor Vence). Preste bastante atenção. Veja que, através de uma série de perguntas, Rob Bell coloca em cheque duas doutrinas básicas e importantes do cristianismo: punição eterna dos perdidos e salvação pela fé em Cristo. Veja o vídeo legendado:


Eu tenho uma amiga que gosta muito de Rob Bell. Ela assistiu os vídeos do Nooma e adorou. Fiquei triste quando soube disso, mas não esperava nada de diferente, já que ela tem um conhecimento bíblico mínimo e normalmente decide se algo é correto ou não pela sensação que causa e não pelo que está nas Escrituras. Rob Bell é bom em manipular as emoções. Mas não é o único. Leia abaixo um texto que Jeremy Grinnell, professor de teologia sistemática, escreveu em resposta ao vídeo promocional de Rob Bell. Através de uma série de perguntas, também é possível minar a propaganda universalista e apelar para as emoções para mostrar que um Deus que é amoroso, mas não aplica justiça, não pode ser confiável. Seria um irresponsável. E é esse deus que Rob Bell quer propagar.
Na verdade, uma cuidadosa leitura de João 3:18 a 21 seria o bastante para mostrar, a partir do texto bíblico, que o universalismo é um desvio doutrinário.
Abaixo, o texto em resposta a Rob Bell:

Muitos anos atrás eu estava passeando por um museu do holocausto e estava muito emocionado pelas imagens de sofrimento e brutalidade humana que eu vi por lá. E quase no final do passeio, em uma parede estava a foto de Hitler em pé na frente da Torre Eiffel em Paris. Eu e muitos que estavam comigo fomos atingidos pela idéia de Hitler aproveitando as belezas de Paris enquanto, no mesmo momento, uma das maiores atrocidades que o mundo já viu estava sendo levada a cabo pelas suas ordens.


Mas aparentemente, nem todo mundo viu da mesma forma.
Em algum momento nesse dia, alguém colocou uma nota manuscrita na foto, e na nota estava escrito: “tudo bem, porque Deus perdoou Hitler também.”
Deus perdoou ?
Ele perdoou?
E alguém sabe disso com certeza?
E teve a necessidade de contar para o resto de nós?
Será que a pessoa mais maldosa e impenitente do mundo, sendo o que ele era, ainda assim consegue ir para o céu?
E em relação à aquelas pessoas que não são tão ruins quanto ele – molestadores de crianças, racistas, traficantes.
E o resto de nós que só gritamos com nossos filhos, fechamos as pessoas na rodovia e sonegamos algum imposto?
O que faz o nosso mal menor e o de Hitler maior?
É o número de pessoas que você machuca? Ou o quanto você os machuca? Ou se alguém sabe? Ou se você tinha intenção ou não?
E se por acaso você foi a pessoa molestada ou seus entes queridos foram mortos por causa de sua etnia?
E então tem a pergunta por trás da pergunta. A verdadeira questão... Como Deus é?
Por que milhões e milhões aprenderam que a principal mensagem do evangelho de Jesus Cristo é que Deus está disposto a perdoar todo mundo não importa quem sejam ou qual maldade tenham cometido contra o resto de nós.
Então o que é sutilmente entendido e ensinado é que Deus está disposto a perdoar os causadores de maldade, não importa se suas vítimas viram justiça ou não. Esse Deus está disposto a deixar passar coisas que nós não devemos deixar.
Mas que tipo de Deus é esse?
Pode um Deus tão desinteressado em justiça ser bom?
Como esse Deus pode ser confiável?
Como isso pode ser... boas... novas?
É por isso que tantas pessoas não querem ter nada a ver com a fé Cristã.
Eles vêem tudo isso como uma lista de absurdos e inconsistências e dizem “por que eu iria querer fazer parte disso?”
Veja que o que acreditamos sobre o céu e o inferno é incrivelmente importante porque expõe o que acreditamos sobre quem Deus é e como Deus é.
O que você descobre na Bíblia é tão surpreendente e inesperado e belo que, seja lá o que for que aprendemos ou fomos ensinados, as boas novas são bem melhores do que podemos imaginar.
As boas novas são pura e perfeita justiça, sem acusações erradas, sem punição que não corresponde ao crime, sem motivos escondidos, sem dor e sofrimento não relacionados. Mas a verdadeira compensação para todos que já foram machucados ou traídos.
As boas novas são que “a justiça vence”.

“Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus”.
João 3:18-21

Posted on Wednesday, March 23, 2011 by Maurilo e Vivian

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Saturday, July 25, 2009


Normalmente, quando estou no ônibus, indo ou vindo do trabalho, não costuma muito abordar as pessoas para fazer evangelismo porque esse é meu momento de aprendizagem, já que ouço a vários podcasts em meu ipod, como Wretched Radio, Stand to Reason, Reasons to Believe, Sience news Flash, William Lane Craig e outros. Mas um dia desses, voltando do trabalho, me sentei ao lado de uma moça que estava lendo A Cabana, de William P. Youg. Eu vi que ela estava na última página do livro, então resolvi esperar que ela terminasse de ler e assim que ela fechasse o livro, teria uma conversa com ela sobre o que achou do livro. Torcendo claro, que ela não descesse do ônibus antes disso.
Assim que ela fechou o livro eu perguntei a ela o que ela achou do livro. “Muito bom né? Nossa, um ótima história sobre relacionamentos” ela respondeu. “Qual tipo de relacionamento? Entre pessoas ou com Deus”? “Com Deus” ela disse, “é uma ótima história como Deus nos ama e quer se relacionar conosco”. Fique curioso para saber qual religião ela era (apesar de já ter uma idéia) e ela me confirmou que era evangélica. Perguntei se ela indicaria esse livro para alguém não cristão e ela disse que sim.
Minha curiosidade foi aumentando “você não viu nada de errado no livro? Nada que seja contrário ao que a Bíblia diz”? E ela me respondeu “não, nada mesmo. Deveria”?
Comecei a explicar para ela que, apesar de ser um livro bem escrito e com um grande apelo emocional (no final das contas é por isso que tanta gente gosta do livro), algumas coisas me chamaram a atenção, algumas declarações como a que se encontra na página 107 da edição brasileira “Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos e muitos que não votam nem fazem parte de qualquer instituição religiosa. Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos. Não tenho desejo de torná-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em irmãos e irmãs, em meus amados”. Perguntei a ela se essa declaração combinava com a de Jesus em João 14:6 “eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. Ela me disse que não, que essa frase do livro é bem diferente do que está na Bíblia. “Imagine alguém que não é cristão e lê isso, o que essa pessoa vai pensar”? “Que não é necessário vir a Cristo para ser salvo” foi a resposta que ela me deu. Eu perguntei se ela concordava com a visão ortodoxa que para alguém ser salvo, essa pessoa precisa se arrepender de seus pecados e colocar sua fé em Jesus Cristo, que não existe “cristão anônimo”, que ninguém pode ser salvo sem um relacionamento pessoal com Cristo. Ela disse que sim. “Portanto, essa é uma grande heresia em um livro que muitas pessoas estão lendo, não é verdade”? “Sim, foi meu pastor que me indicou”. Ai, ai, fica pior a cada minuto. Conversamos um pouco mais sobre uma e outra heresia desse livro, que é tudo menos cristão.
Logo depois eu precisei descer, mas pela cara que a moça ficou, consegui deixar uma pedra em seu sapato (ou em sua mente). Ela realmente ficou pensando sobre isso.

Eu fico maravilhado com a incapacidade em geral dos evangélicos de perceber heresias, mesmo quando elas estão a menos de um palmo do nariz. Eu acho que isso tem a ver com a falta de uma visão bíblica de mundo. Menos de 11% dos cristão lêem a Bíblia regularmente. Não existe cobrança por parte de pastores e líderes para que suas ovelhas se alimentem com regularidade das Escrituras. E a grande maioria das mensagens são sobre vitória e como consegui-la (como uma que vi essa manhã de uma famosa igreja no Brás, em São Paulo. O pastor ali é um mestre do origami bíblico). Em um cenário como esse, não é difícil entender como a moça do ônibus (e muitos outros evangélicos) não conseguem ver as heresias explícitas da Cabana.
Quando cheguei em casa, peguei uma versão que tenho da Cabana e dei uma olhada rápida. Veja quantas heresias pude identificar em pouco minutos:
- “Em Jesus eu perdoei todos os humanos por seus pecados contra mim, mas só alguns escolheram relacionar-se comigo (...) Quando você perdoa alguém, certamente liberta essa pessoa do julgamento, mas, se não houver uma verdadeira mudança, não pode ser estabelecido nenhum relacionamento verdadeiro”. (página 135).
Deus está explicando para Mack sobre perdão. Diz que todos já receberam o perdão de seus pecados em Cristo e como já foram perdoados, não existe julgamento vindouro para ninguém. Será que é isso que a Bíblia diz? João 3:18 “Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. Romanos 2:5 “Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus”.
- “Quando nós três penetramos na existência humana sob a forma do Filho de Deus, nos tornamos totalmente humanos”.
Isso é modalismo (ou sabelianismo), uma antiga heresia que a igreja combateu no século três. O modalismo ensina que a Trindade não é composta de três pessoas, mas de uma. O Pai é o Filho que é o Espírito Santo que é o Pai. Uma só pessoa que a cada momento se manifesta de diferentes formas a cada momento. Se eles são a mesma pessoa (uma afirmação que contradiz a Bíblia e o próprio restante da Cabana), como podem os três estar presentes no batizado de Jesus (Mateus 3:17-17). E para quem Jesus orou? (Mateus 26:39, Marcos 14:39). Somente Jesus se tornou humano, se fez carne (João 1:14).
- “Papai não respondeu, apenas olhou para as mãos dos dois. O olhar de Mack seguiu o dela, e pela primeira vez ele notou as cicatrizes nos punhos da negra, como as que agora presumia que Jesus também tinha nos dele.
- Jamais pense que o que meu filho optou por fazer não nos custou caro. O amor sempre deixa uma marca significativa - ela declarou, baixinho e gentilmente. - Nós estávamos lá, juntos.
Mack ficou surpreso.
- Na cruz”? (pagina 53 e 54).
Segundo A Cabana, o Pai e o Espírito Santo (uma mulher asiática que parece fã de maconha) foram crucificados com Cristo. É isso o que a Bíblia ensina? Isaías 53:10 diz que “foi da vontade do Senhor esmagá-lo”. Leia todo o capítulo 53 de Isaías. Deu não pode olhar para o pecado (Habacuque 1:13) e Deus o fez pecado por nós (2 Coríntios 5:21). Somente o Filho foi crucificado. Uma amiga disse para mim que isso é irrelevante. Mas não é, pois seu os três estavam juntos na cruz, quem estava derramando sua ira sobre eles? Para quem eles apresentaram um sacrifício pelo nosso pecado? (Hebreus 9:26).
- “Não preciso castigar as pessoas pelos pecados. O pecado é o próprio castigo, pois devora as pessoas por dentro. Meu objetivo não é castigar. Minha alegria é curar” (página 68).
Essa frase tem um apelo emocional muito forte, mas é contrário aos ensinamentos das Escrituras. Deus não tem o culpado por inocente (Êxodos 34:7) e Ele julgará toda a Terra em justiça (Salmo 96:13). Os textos de João e de Romanos que já vimos afirmam justamente isso. Leia também 2 Timóteo 4:1. A Bíblia apresenta um quadro bastante diferente da Cabana.

Essas são apenas algumas das heresias encontradas nesse livro. Uma leitura cuidadosa pode revelar muitas outras. Leia nosso post sobre as 13 Heresias da Cabana.
Infelizmente, esse livro tem feito sucesso no meio evangélico. Muitos são enganados pelas mentiras ali colocadas, já que essas mentiras estão envoltas em um invólucro emocional e apelam bastante para uma imagem de Deus que agrada a muitas pessoas. Uma pena que o deus apresentado no livro A Cabana nada tem a ver com o Deus das Escrituras.
Acho que nada representa isso melhor do que uma frase dita pelo autor do livro em uma entrevista para a revista Purpose Driven Connection, a nova revista do famoso pastor americano Rick Warren (só poderia mesmo sem nessa revista...) “por todo o país, eu encontro pessoas não religiosas que leram o livro, compraram cópias para seus amigos religiosos e disseram para eles 'eu gosto do Deus da Cabana muito mais do que o seu'”. É claro que essas pessoas gostam mais desse deus. Ele satisfaz melhor as necessidades que as pessoas têm de possuir um deus feito por elas mesmas. É por isso que esse livro faz sucesso entre os não religioso. A Cabana aproxima as pessoas do deus do livro e as afasta do Deus das Escrituras.
Meus irmão evangélicos, por favor, ganhem uma visão bíblica de mundo. Leiam as Escrituras. Não sejam facilmente enganados por qualquer um que venha com um apelo emocional.
Citar 2 Timóteo 3:16 e 17 nunca é demais “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra".

Posted on Saturday, July 25, 2009 by Maurilo e Vivian

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Sunday, April 05, 2009


Navegando pelos vários blogs que falavam sobre A Cabana de William P. Young, em algum lugar (infelizmente não me lembro em qual) alguém comentava que apesar de possuir alguns deslises teológicos (????????) o livro ainda sim deveria ser lido por cristãos, pois esse pode gerar fé e paz naquele que o lê.
Para mim essa é uma afirmação muito interessante, porque nos leva a pensar sobre o que valida nossa fé. O que torna nossa fé relevante, a intensidade com que cremos ou o objeto de nossa fé?
A maior critica à obra de Young é que ela representa Deus de uma forma totalmente diferente daquela apresentada nas Escrituras. Uma leitura atenta ao livro pode mostrar a qualquer um com o mínimo de visão bíblica e apreço pela Palavra que esse livro apresenta um deus diferente do Deus das Escrituras. Assim sendo, esse deus de Young não é o mesmo que os cristãos acreditam. Qualquer dúvida em relação à isso leia outros posts sobre as heresias do livro. Além disso, Young já se declarou como universalista através de algumas entrevistas, sendo essa a crença que no final todos vão se salvar e Deus não irá julgar ninguém.
A Bíblia diz que não existe outro Deus, que ele é o único Senhor, no céu e na terra (Deut 4:39; 1 Cor 8:4). Se só existe um único Deus e ele se relevou ao homem através das Escrituras (2 Tim 3:14-17), então qualquer representação de um Deus diferente desse só pode ser considerado falso.
Se o deus da obra de Young é um deus falso, seria válida a fé e a paz proveniente desse deus? A fé, não importa seu objeto, mesmo que esse último não exista, é suficiente em si mesma?
A Bíblia repetidamente deixa claro que nossa fé deve estar em Deus e que aqueles que alcançaram seu alvo, não o alcançaram simplesmente por terem muita fé, mas sim por terem colocado sua fé em Deus, autor e consumador de nossa fé (Hebreus 12:2; Fil 3:9; Gal 3:26).
O que valida nossa fé não é a sua intensidade. Se eu subir no topo de um prédio e gritar “eu não acredito na gravidade” e de todo coração acreditar que não existe gravidade e pular, a intensidade da minha fé em nada vai me ajudar. Eu ainda vou sofrer os efeitos da gravidade.
Portanto, mesmo que A Cabana esteja gerando fé no coração daqueles que o lêem, está gerando uma fé em algo que não existe, em um deus falso, diferente do Deus dos cristãos. Ou seja, gera fé em algo que não existe.
Seria então essa fé válida? A crença no nada?
Deixo para aqueles que defendem A Cabana para que concluam esse pensamento. Mas como sei que a grande maioria deles tem uma visão pequena das Escrituras, provavelmente vão responder: sim!
Fico imaginando que algum ateu adoraria usar esse texto contra mim...

Posted on Sunday, April 05, 2009 by Maurilo e Vivian

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Monday, December 15, 2008



A Cabana (William P. Young, ed. Sextante), tem sido um livro bastante aclamado, especialmente no meio evangélico. Está sendo recomendada por muitos pastores e até a famosos músicos cristão, como Michael W. Smith. Leia a descrição do livro no site da própria editora “Durante uma viagem de fim de semana, a filha mais nova de Mack Allen Phillips é raptada e evidências de que ela foi brutalmente assassinada são encontradas numa cabana abandonada. Após quatro anos vivendo numa tristeza profunda causada pela culpa e pela saudade da menina, Mack recebe um estranho bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o para voltar à cabana onde aconteceu a tragédia. Apesar de desconfiado, ele vai ao local do crime numa tarde de inverno e adentra passo a passo no cenário de seu mais terrível pesadelo. Mas o que ele encontra lá muda o seu destino para sempre. Em um mundo tão cruel e injusto, A cabana levanta um questionamento atemporal: Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar o nosso sofrimento?
É aí que está o grande problema do livro. Na tentativa de responder a essa pergunta, Young abandona a abordagem bíblica sobre sofrimento e busca uma abordagem mais humanística, focada no homem. Young acredita no universalismo, ou seja, todos no final das contas serão salvos.
Michael Youssef do ministério Leading the Way listou 13 heresias contidas nesse livro, que é um grande best-seller nos Estados Unidos.
Esse livro tem trazido muito engano a igreja, substituindo conceitos bíblicos por conceitos universalistas.

1 – Deus Pai foi crucificado com Jesus.
Porque os olhos de Deus são puros e não podem olhar para o pecado, a Bíblia diz que Deus não olharia para seu próprio Filho amado enquanto este estava pendurado na cruz, carregando nossos pecados (Hab 1:13; Mat 27:45). Isaías 53:4-10.

2 – Deus está limitado por seu amor e não pode praticar justiça.
A Bíblia declara que o amor de Deus e sua justiça são dois lados da mesma moeda – igualmente partes da personalidade e caráter de Deus (Isaías 61:8; Oséas 2:19). Romanos 9:13

3 – Na cruz, Deus perdoou toda a humanidade, tanto os que se arrependeram quanto os que não. Alguns escolhem um relacionamento com Ele, mas Ele perdoa a todas igualmente.
Jesus explica que somente aqueles que vierem até Ele serão salvos (João 14:6).

4 – Estruturas hierárquicas, estejam na igreja ou no governo, são ruins.
Nosso Deus é um Deus de ordem (Jó 25:2). Deus nos deu regras estruturais para a igreja, incluindo como dons são utilizados e qualificacoes para os lideres (1 Cor 12, 14; 1 Tim 3).

5 – Deus nunca vai julgar as pessoas pelos seus pecados.
A palavra de Deus repetidamente chama o homem a fugir do julgamento de Deus através da fé em Jesus Cristo, Seu Filho (Rom 2:16; 2 Tim 4:1-3).

6 – Não existe hierarquia na Trindade, só um circulo de unidade.
A Bíblia diz que Jesus se submete à vontade do Pai. Isso não significa que uma Pessoa é maior ou melhor que outra, mas sim única. Jesus disse “Eu vim para cumprir a vontade daquele que me enviou. Estou aqui para obedecer ao Pai”. Jesus também disse “Eu vou te enviar o Espírito Santo”(João 4:34; 6:44; 14:26; 15:26).

7 – Deus se submete a desejos e escolhas humanas.
De maneira alguma Deus se submete a nós, Jesus disse “Estreito é o caminho que leva a vida eterna”. Nós devemos nos submeter a Ele em todas as coisas, para sua Glória e por aquilo que ele fez por nós (Mateus 7:13-15).

8 – Justiça nunca vai acontecer por causa do amor.
A Bíblia ensina que quando o amor de Deus é rejeitado, e quando a oferta de salvação e perdão é rejeitada, justiça precisa acontecer ou então Deus enviou Jesus Cristo para morrer por nada (Mateus 12:20; Rom 3:25-26).

9 – Não existe julgamento eterno ou tormento no inferno.
A própria descrição de Jesus do inferno é muito vívida... não pode ser negada (Lucas 12:5; 16:23). Enquanto a “reconciliação universal” ensina que a salvação pode ocorrer após a morte, a Bíblia diz, “aquele que não acredita já está condenado, porque não creu no nome único Filho de Deus”(João 3:18).

10 – Jesus está andando com todas as pessoas em suas diferentes jornadas a Deus e não importa qual caminho você pega para Ele.
Jesus disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim”(João 14:6).

11 – Jesus está constantemente sendo transformado conosco.
Jesus, que habita no esplendor do Céus, está assentado à direita de Deus, reinando e governando o universo. A Bíblia diz, “Nele não existe mudança alguma, porque Ele é ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 11:12; 13:8; Tiago 1:17).

12 – Não é necessário fé ou reconciliação com Deus pois todos conseguiram ir para o céu.
Jesus disse que “somente aqueles que crerem em mim terão a vida eterna” (João 3:15; 3:36; 5:24; 6:40).

13 – A Bíblia não é verdadeira porque reduz Deus ao papel.
A Bíblia foi inspirada por Deus. Com certeza houve muitos homens durante 1800 anos que utilizaram a caneta (por assim dizer), cada um com uma profissão e em um ambiente diferentes, mas o Espírito Santo infundiu seu trabalho com a Palavra de Deus. Esses homens estavam escrevendo a mesma mensagem de Gênesis a Apocalipse.

Posted on Monday, December 15, 2008 by Maurilo e Vivian

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