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Monday, March 11, 2013


Por Cleber Tourinho

Escrevo este texto a pedido de alguns amigos e conhecidos, alguns que são homossexuais assumidos ou não, e outros que entregaram suas vidas a Cristo e lutam em um processo que chamamos de “restauração de identidade”, visando a restabelecerem a sexualidade pretendida por Deus. Esses às vezes me questionam sobre meu posicionamento quanto ao assunto, em geral, por acharem que sou muito diferente de “certos evangélicos” por aí que “julgam” e condenam as pessoas, que determinam que elas irão direto para o inferno, sem direito a perdão etc. Nada a ver... Pretendo neste ensaio expor o ponto de vista bíblico real, o qual, a despeito de opiniões pessoais e da militância que tenta desacreditar a Palavra de Deus (e o próprio Deus), mantenho como sendo o meu norte quanto a este assunto. Afinal, para mim, a Palavra de Deus, a Bíblia, é “A Verdade” (João 17:17), e qualquer indivíduo que realmente se identifique com o cristianismo a tem como inerrante proclamação da vontade divina para o homem.

Amados, primeiramente tenho percebido que as correntes que tentam colocar a homossexualidade sob uma luz mais favorável, despojando-a do caráter de “pecado”, biblicamente falando, em geral querem manobrar a população ignorante sobre assuntos bíblicos para que pensem que a perspectiva bíblica sobre o assunto se baseia apenas em duas passagens das Escrituras, encontradas em Levítico 18:22 e 20:13. Nada mais falso e falacioso. Antes de continuar a leitura, sugiro que leiam Mateus 19:4-6; Romanos 1:26-32; 1 Coríntios 6:9-11 e 1 Coríntios 6:18-20. Falaremos de todas essas passagens em seu tempo.
Enganam-se os agitadores da ideologia contra bíblica, e querem induzir outros, desinformados, ao engano, pois utilizam como argumento o fato de que as leis da época da fundação da nação judaica seriam de uma impropriedade para os tempos atuais, pois no texto do Levítico (e outros de Moisés - especialmente dirigidos à nação teocrática de Israel) proibiam-se os atos homossexuais, mas também outras atividades, como comer alguns frutos do mar, cozinhar um cordeiro no leite da própria mãe, ou raspar completamente a barba. Assim, segundo esses argumentistas, não se poderia levar a sério um sistema legislativo que proibia atividades que hoje, em nossos tempos, são consideradas normais pela maioria dos povos. Trata-se de uma estratégia de retórica baseada da argumentação analogista, na qual os argumentos partem da semelhança entre duas coisas, buscando conclusões a partir das propriedades de uma, levando o receptor da mensagem a querer encontrar semelhanças na segunda coisa. Nesse tipo de argumentação, as diferenças específicas são deliberadamente ignoradas. Está claro que o propósito da utilização nesse ponto é levar o leitor a se sentir solidário à causa de pessoas “modernas”, de “vanguarda”, sem preconceitos e desamarradas de contextos antiquados e sem nenhum tipo de cientificismo.

Quanto a isso, deve-se lembrar que no contexto da recém-formada nação de Israel, rodeada de povos alheios às questões de moral e absolutamente desregrados sexualmente, a Lei mosaica foi dada de forma dura, crua, honesta e – algumas vezes – com penas capitais para esses tipos de situação. Quem ler com atenção o texto bíblico e outras fontes históricas verá que as pessoas não compreendiam outra forma de disciplina. Todas as vezes que as penas eram mais brandas, as coisas desandavam por completo, ninguém respeitava. Lembremos que os conceitos de direitos humanos plenos, igualdade, fraternidade, não violência, respeito, tolerância, direito à vida, etc. são noções modernas, que têm no máximo 500 anos. Pois aquele era o contexto da época. Eram os costumes da época. Ainda assim, em Israel, com o desenrolar da história, mesmo pecados graves, e que também levavam à pena de morte, como roubo ou extorsão, foram sendo paulatinamente relativizados, e na época em que Jesus andou na Terra, segundo historiadores, já quase não havia condenações capitais para essas situações.

Porém, como disse antes, a ideia da militância é desenganar o cristianismo e sua cosmovisão, é ridicularizar as Escrituras perante uma sociedade que pouco pesquisa o assunto, é querer passar que SOMENTE NESSES TEXTOS DE LEVÍTICO a Bíblia se refere às práticas homossexuais, logo, não haveria outros textos nas Escrituras que colocassem a homoafetividade sob uma perspectiva negativa. Diz-se, também, que Jesus só pregava a Paz e o Amor, e que nunca falou nada sobre o assunto. Se alguém acredita nisso, recomendo rever seus conceitos. Se você prega isso, está sendo injusto com a verdade, leviano e manipulador.

Primeiramente, a Bíblia, ao longo de seus mais de 31.000 versículos, adota a heteronormatividade como princípio. Isso é fato. Por exemplo, lendo o Cântico de Salomão, vemos o amor em toda sua plenitude, ENTRE UM HOMEM E UMA MULHER. Provérbios 5:18,19 traz uma descrição sensualíssima sobre como aquele que é guiado por Deus deve agir em seu leito conjugal: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente”. Há nos bastidores da ideologia dos chamados “cristãos-gays” uma tentativa monstruosa de querer dizer que os personagens históricos Davi e Jonathan mantinham um relacionamento homossexual devido à intensa ligação que tinham de amizade, mas querer fazer isso é torcer as Escrituras para seu próprio interesse. Nada há na vida daquele patriarca que desabone sua heterossexualidade, aliás, Davi foi um dos piores “mulherengos” que a História registra (e pagou caro por isso...).

Em relação ao ponto de vista do Filho de Deus, Jesus endossou a heteronormatividade em seu ensino: 
“Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, e disse: ‘Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne’? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:4-6). Com apenas essa passagem, cai por terra todo o argumento de uma possível “legalidade cristã” para o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ademais, mesmo Jesus tendo pregado a tolerância em seus ensinos, Ele jamais incentivou seus seguidores a aceitar todo e qualquer estilo de vida. Na realidade, ele ensinou que o caminho para a salvação está aberto para “todo aquele que nele crê” (João 3:16), e uma das formas de se fazer isso é seguir os princípios de moral de Deus, que proíbem certos tipos de conduta – incluindo a homossexualidade.

As Escrituras Cristãs (Novo Testamento) não adotam o mesmo princípio de condenação capital que se encontrava na Lei Mosaica. Porém, não deixam de falar sobre a homossexualidade enquanto CONDUTA PECAMINOSA. Em Romanos 1:26, 27, o escritor bíblico afirma: “Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro”.

Na continuação deste capítulo da Carta aos Romanos, fala-se de outros pecados, e se colocam as práticas homossexuais na mesma linha de condenação ESPIRITUAL, entre eles “prostituição, malícia, avareza, maldade; inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade [...] murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia [...]” (Romanos 1:28-31). Por isso, a cosmovisão cristã sobre o assunto encara a homossexualidade COMO UM PECADO, IGUAL A QUALQUER OUTRO, e digno de morte, COMO QUALQUER OUTRO, “pois o salário do pecado é a morte” (Rom. 6:23). Eu mesmo já menti várias vezes em minha vida: mereceria a morte. Eu já roubei em minha vida: mereceria a morte. Eu já fui desobediente aos meus pais: mereceria a morte. Enfim, o pecado separa o homem de Deus, e o condena à morte, independente de qual seja este pecado. A conduta homossexual é do mesmo jeito, e não existe essa coisa de pecado pior ou menor. “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer”. - Romanos 3:10. Porém, para todo e qualquer pecado, a solução é aceitar a Graça de Deus: “Mas agora que vocês foram libertados do pecado e se tornaram escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida eterna. [...] o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”. 
Rom. 6:22-23.

Em relação a se a pessoa nasce homossexual ou adquire a conduta homossexual em vida, as Escrituras não falam nada. Porém, já existe evidência científica de que certas CONDUTAS e comportamentos socialmente condenáveis podem mesmo vir de berço, porém, não se pode encarar como aceitáveis. Por exemplo, algumas pessoas são de índole violenta, nasceram assim e não conseguem mudar. Por isso devemos aceitar que elas continuem dessa forma? Há pesquisas que apontam alguns casos de alcoolismo como de procedência congênita. Isso pode ser a desculpa para a pessoa continuar nesse erro? Claro que não!

A Bíblia declara que pessoas violentas, beberrões e homossexuais podem deixar seu estilo de vida para se adequar à conduta esperada por Deus. Muitos gays dizem que isso é cruel, porque supostamente já nasceram com esse sentimento e não se pode mudar isso. Esse raciocínio se baseia na ideia equivocada de que os humanos devem agir de acordo com seus impulsos sexuais, que são escravos deles, que não os podem dominar. A Bíblia, porém, dignifica os humanos por garantir que eles podem ESCOLHER não agir segundo seus desejos sexuais impróprios, se realmente quiserem: “[...] façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria” (Col. 3:5). Na realidade, a Palavra aponta que muitos, mas muitos mesmo, deixaram de agir conforme seus impulsos homossexuais, violentos, bebedices, dentre outros pecados. Leiamos em 1 Coríntios 6:9-11:

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, NEM HOMOSSEXUAIS PASSIVOS OU ATIVOS, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus. ASSIM FORAM ALGUNS DE VOCÊS. MAS VOCÊS FORAM LAVADOS, FORAM SANTIFICADOS, FORAM JUSTIFICADOS no nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito de nosso Deus”.

Na realidade, mesmo que alguns não queiram aceitar isso, e façam malabarismos teológicos para adequar sua incapacidade de dominar seus apetites sexuais, o padrão bíblico para sexualidade é que esta seja exercida entre duas pessoas de sexos biológicos diferentes, somente no seio de uma relação formal de casamento (o que exclui a fornicação, o adultério, a zoofilia, etc.), visando à convivência familiar, compartilhamento de vida a dois e, caso seja possível, filhos oriundos dessa relação. A Bíblia não exige demais de nós e não promove o preconceito, como quer deixar transparecer a militância homossexual (na tentativa de desacreditar as Escrituras), mas apenas orienta aqueles que sentem atração pelo mesmo sexo que façam a mesma coisa que é exigida dos que sentem atração pelo sexo oposto: “FUJAM DA IMORALIDADE SEXUAL [ou: fornicação]. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo. Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês” (1 Cor. 6:18-20).

O que está em jogo, na questão, não é necessariamente o que eu, pessoalmente, penso sobre mim mesmo, mas o que meu Criador pensa sobre determinado assunto. Eu mesmo já fui assim, era um homem mergulhado na fornicação, viciado em sexo, tinha várias mulheres ao mesmo tempo, e achava que era o máximo. Hoje colho frutos amargos da desobediência a uma lei simples de Deus: “Fujam da imoralidade sexual”. Lamentavelmente, tenho visto muitos que não conseguem aceitar nem praticar os padrões bíblicos de conduta e moral, e que preferem, ao invés de lutar contra seus impulsos, desabonar o texto bíblico, rejeitar a orientação divina, desprezar as claríssimas normas de Deus e mesmo se deixarem levar pelas ideias de pessoas com pensamentos semelhantes aos seus, na tentativa de se sentirem acolhidos, de justificarem sua conduta, a preço de terem suas consciências cauterizadas pelo pecado. Criam para si mesmos uma figura de um Deus “legal”, que “libera tudo”, que não tem pulso, ou seja, um Pai relapso e que não informa aos seus filhos qual a melhor forma de se viver. Vivem uma vida livres de culpa, é verdade. Mas não pensam na lei eterna do dever para com o Divino, na responsabilidade para com seu semelhante, mas primariamente na obediência ao mandamento maior: “Tendes de amar a Deus sobre todas as coisas”.

Fazemos parte, minha esposa e eu, de um ministério que Deus nos deu de acolhimento às pessoas que lutam por terem suas sexualidades readequadas aos padrões divinos.  Para isso, estudamos muito o assunto (não somos leigos, nem fundamentalistas), oramos muito, escutamos muito, abraçamos muito, choramos, rimos e compartilhamos da nossa fé e do Espírito Santo na vida dessas pessoas. Deus não promete cura, pois homossexualidade não é doença. Deus garante salvação e libertação da escravidão ao pecado. É isso que oferecemos. O resto do processo é entre a pessoa e Deus.

Referências:

ANKERBERG, John; WELDON, John. Os fatos sobre a Homossexualidade: Pesquisas científicas e Autoridade Bíblica: os homossexuais podem realmente mudar? 2. ed. Porto Alegre: Obra Missionária Chamada Meia-Noite, 2000.

BRASH, Alan A. Encarando nossas diferenças: As igrejas e seus membros homossexuais. São Leopoldo-RS: Sinodal, 1998.

CHAMBERS, Alan. A Graça de Deus e o Homossexual que mora ao lado. Rio de Janeiro: Graça Editorial, 2006.

DAVES, Bob; RENTZEL, Lori. Restaurando a Identidade. São Paulo: Mundo Cristão, 1997.

SOCIEDADE TORRE DE VIGIA DE BÍBLIAS E TRATADOS. Os Jovens Perguntam: Como posso explicar o conceito da Bíblia sobre a homossexualidade? Despertai!, São Paulo, 12 out. 2010, p. 22.

WEINGAERTNER, Martin (Ed.). Igreja e Homossexualismo. Curitiba: Encontro, 2000. (Série A Caminho do Reino: Reflexão e Compromisso.)

Posted on Monday, March 11, 2013 by Maurilo e Vivian

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Friday, January 14, 2011

ateísmo adolf hitler stalin mao tse-tung assassinos
Richard Dawkns diz:
“Se o universo for apenas elétrons em genes egoístas, tragédias sem sentido... são exatamente o que deveríamos esperar, junto com uma boa sorte igualmente sem sentido. Tal universo não seria nem bom nem mau em suas intenções... o universo que observamos tem precisamente as propriedades que esperamos se, no final das contas, não existir design, nenhum propósito, nenhum bem ou mal, nada alem de uma impiedosidade cega”.1

Assim, o ateu diz que não existem verdades morais objetivas. O bem ou o mau são uma ilusão. No final das contas, só existem “elétrons e genes egoístas”.

Dado tal constatação, é fácil perceber a veracidade da declaração abaixo:

Dinesh D'Souza sobre um “fato incontestável”:
“Todas as religiões do mundo colocadas juntas não conseguiram matar em 2000 anos tantas pessoas quantas foram mortas no nome do ateísmo nas ultimas poucas décadas... ateísmo, não a religião, é a real forca por trás das mortes em massa da historia”.2

Como diria Fyodor Dostoyevsky “Sem Deus, tudo é permitido”.


1 – Richard Dawkins, River Out of Eden: A Darwinian View of Life (New York: Basic Books, 1995), 132-3

2 – Dinesh D'Souza, Atheism, not religion, is the real force behind the mass murders of history, Christian Science Monitor, acessado em 14 de Janeiro de 2011, http://www.csmonitor.com/2006/1121/p09s01-coop.html

Posted on Friday, January 14, 2011 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, September 15, 2010


Coerente, consistente e viável por Wes Widner

(Áudio em MP3 aqui em breve)

O cristianismo é uma cosmovisão, uma maneira de ver o mundo em que vivemos, por isso abrange crenças metafísicas, como a origem do universo, o significado e propósito da vida e o que acontece conosco depois que morremos. Também engloba coisas do tipo como vemos a família, casamento e carreira. Ele ainda engloba as decisões corriqueiras como o que nós escolhemos para vestir, que tipo de entretenimento preferimos e como nós gastamos o nosso tempo de lazer.

A maioria das pessoas realmente não pensam sobre suas visões de mundo e, como conseqüência, sua visão de mundo acaba sendo uma coleção confusa de crenças. Poucas pessoas gastam tempo para pensar criticamente sobre as crenças que possuem e examinam se a sua visão de mundo passa por três testes básicos:

É coerente?
A primeira pergunta de qualquer visão de mundo é se ela oferece uma explicação do mundo que nos rodeia e quão precisa é essa descrição. Nem todas as visões de mundo estão preocupados em descrever com precisão o mundo que nos rodeia. No budismo e no hinduísmo, por exemplo, a realidade é vista como um mito, de modo que, naturalmente, as descrições que estas visões de mundo oferecem não são destinadas a fornecer uma descrição exata do mundo. Naturalismo/materialismo (crença de muitos ateus) contém descrições do mundo que param no ponto da origem e não conseguem explicar como o todo veio do nada.

O cristianismo é o único que não só oferece explicações razoáveis sobre a origem do universo, mas também oferece uma explicação razoável de eventos históricos bem-estabelecidos como a ressurreição de Jesus Cristo.

É compatível?
A próxima questão que devemos perguntar sobre uma visão de mundo é se ela contém declarações contraditórias. Tais declarações seriam um problema lógico para nós, pois violaria uma das leis fundamentais da lógica, ou seja, a lei da não-contradição.

Algumas visões de mundo como o budismo, o hinduísmo, Nova Era, Wicca, o Islã e o mormonismo abraçam paradoxos como parte de sua doutrina padrão e, portanto, não possuem uma pretensão de serem coerentes em relação aos seus ensinamentos. Pelo contrário, o foco de visões de mundo como estas é mais experimental do que é informativo. O cristianismo, no entanto, está preocupado com os dois.

Religiões orientais dependem fortemente de contradições, a fim de chamar adeptos para meditação profunda. O Zen Budismo, por exemplo, tem uma categoria inteira de ensinamentos conhecida como Koan, que são projetados especificamente para combater o pensamento e o discurso racional que muitas vezes é visto pelos místicos orientais como uma invenção ocidental.

O Islã abraça tanto as contradições nos ensinamentos dos seus escritos sagrados, a Bíblia, Alcorão e Hadith, e em suas práticas rituais. Os adeptos são convidados a acreditar que tanto a Bíblia e o Alcorão foram dados por Deus mesmo que ambos contenha reivindicações mutuamente excludentes. Em tempos mais recentes, seus adeptos também estão sendo informados de que o Islã é uma religião de paz e é tolerante com visões de mundo opostas que contradizem a história e as palavras de seu fundador (Maomé).

O naturalismo/materialismo abraça a contradição inerente da regressão infinita, quando se trata da origem do universo, já que explicações sobrenaturais são categoricamente rejeitadas logo de cara. Isso também cria o problema de como a moral, sentido e finalidade estão fundamentados em uma visão de mundo puramente naturalista.

O Cristianismo é único nesta área, uma vez que não apresenta qualquer contradição inerente, quer dentro do texto acreditado por conter a revelação inspirada de Deus ou nas práticas nele fixadas. Há certamente dificuldades que exigem algum esforço e estudo, e certamente muitos professores cristãos conseguiram introduzir filosofias estranhas no Cristianismo fazendo com que pareça ser logicamente inconsistente ou contraditório. Embora muitos seguidores de Jesus Cristo não consigam viver de modo coerente, não obstante os ensinamentos de Cristo encontrados no Novo Testamento estão em perfeito acordo com o que encontramos no Antigo Testamento.

O cristão, ao contrário dos adeptos da visões de mundo concorrentes, não precisa aceitar um paradoxo lógico, a fim de harmonizar qualquer ensinamento encontrado dentro do cristianismo com outros ensinamentos ou com resultados históricos ou científicos.

É viável?
A cosmovisão pode ser internamente coerente e oferecer uma explicação abrangente do mundo e ainda assim, não ser viável. O ateísmo, por exemplo, oferece uma sucinta visão de mundo no qual somos apenas acidentes cósmicos: vermes da natureza, cuja existência não tem propósito ou significado. Alguns, como Friedrich Nietzsche, aceitou o niilismo que, logicamente, acompanha uma visão naturalista do universo. Infelizmente, Nietzsche acabou ficando louco ao tentar manter uma coerência com suas convicções.

No entanto, muitos escolhem continuar acreditando que vale a pena viver. Que a vida tem sentido e que o que fazemos aqui na terra importa e ecoa de alguma forma para a eternidade. Essas crenças teimosas não são viáveis dentro de uma visão de mundo naturalista e devem ser emprestadas, portanto, de algum outro lugar.

Coerente, consistente e viável
O cristianismo é a única cosmovisão que passa em cada um destes testes com louvor e eu realmente encorajo qualquer um que leva a sério sua busca pela verdade a considerar o cristianismo. Você pode acabar descobrindo que a verdade que você procura está à sua espera com os braços abertos.

Posted on Wednesday, September 15, 2010 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, September 22, 2009


Está a fé em oposição ao conhecimento? Os cristãos são ignorantes, por definição, ou há um lugar para a razão e a fé?

Por: Gregory Koukl

Materialistas - pessoas que não acreditam em Deus e nas almas e em demônios e em anjos e no céu e no inferno e na vida após a morte e em tudo isso - acredite no que você pode experimentar com os cinco sentidos, e esse é o reino físico. Essa é a visão metafísica que possuem. Visões metafísicas são pontos de vista sobre o que você acredita que é real, e um materialista acredita que a única coisa que é real é matéria em movimento. Richard Dawkins e Christopher Hitchens, por exemplo, se prendem a essa visão. “Materialismo” é a visão de que, pelo menos metodologicamente, dirige a ciência moderna. É a visão de mundo dos “novos ateus” que estão argumentando muito agressivamente que a religião é irracional e perigosa.
Eles dizem que você pode acreditar em Deus, se quiser, mas quando se trata de fazer ciência, você não pode fazer referência à agentes fora do reino natural. Materialistas possuem uma enorme quantidade de confiança que a ciência vai responder a todas as questões relevantes, porque todas as questões relevantes apenas implicam coisas que são físicas, pois só as coisas físicas existem. Não há necessidade, em outras palavras, para colocar Deus nas chamadas lacunas.

Eu acho que os cristãos são, em parte, responsáveis pela confiança que os materialistas têm que a ciência vai preencher as lacunas, porque muitos cristãos cometem um erro consistente sobre a relação entre fé e razão. O erro em si é evidenciado nesta pergunta que eu ouço de variadas formas o tempo todo: “Se há tantas evidências de Deus, então qual é a necessidade da fé”? Se nossa evidência para o cristianismo é tão grande que permite dar-nos conhecimento de fatos que nós podemos saber ao certo, então ela espreme a fé diretamente para fora da equação.

Perceba algo que é muito importante sobre essa perspectiva que muitos cristãos sustentam. Ela coloca a fé em oposição ao conhecimento. Há uma relação inversa entre os dois, de tal forma que quando você aumenta um, você diminui o outro. Você aumenta o conhecimento, diminui a fé, porque você não pode ter fé no que você conhece. Fé é o que você exercita quando você não conhece. Isto lança a fé como uma espécie de pensamento positivo religioso porque pensamento positivo é tudo o que está disponível para você quando você não sabe algo.

O conhecimento é o que você conhece, portanto a fé é reservada para a ignorância. Isto é o que algumas pessoas pensam que Paulo queria dizer quando disse: “Nós caminhamos pela fé e não pela visão”. Caminhamos pelo acreditar – fé, não pelo conhecimento – visão. E se sabemos, não é mais fé. O conhecimento, nessa equação, é o inimigo da fé, e os cristãos são orientados a ter fé.

Esta visão é claramente falsa quando fazemos uma reflexão e um exame das Escrituras. O oposto do conhecimento não é fé, é ignorância. E o oposto da fé não é conhecimento, é incredulidade.

Também não é o que a Bíblia ensina sobre a fé, e este é um ponto a se salientar. Há muitos cristãos que têm uma visão de fé que não é bíblica. Na verdade, é contrária à Bíblia. E esta visão de fé, que é contrária à Bíblia acaba por ajudar e facilitar as coisas para o materialismo, o principal rival da visão de mundo teísta em nosso tempo.

A Bíblia ensina que a fé é confiar no que você sabe que é verdade, porque você tem razão para acreditar que é verdade. Desenvolvo este ponto em profundidade em um artigo intitulado "A fé não é desejar”, então eu não vou me aprofundar nos detalhes aqui, exceto para dar-lhe alguns exemplos.

Jesus disse em Marcos 2, “Para que saibais que o Filho do Homem tem o poder para perdoar pecados”, porque Ele tinha acabado de dizer ao paralítico: “Seus pecados estão perdoados”. Isso irritou o povo. Naturalmente, ninguém podia ver se os pecados foram realmente perdoados, então Ele disse: “Para que saibais que eu tenho o poder de perdoar pecados, eu vos digo, toma o teu leito e vai para casa”. O ato de curar era algo que podiam ver para garantir a realidade, o conhecimento, a certeza, o fato de algo que não podiam ver – o perdão dos pecados. E foi isso que inspirou os seus atos de confiança. Eles tinham conhecimento de que o pecado podia ser perdoado, e é precisamente por isso que eles foram capazes de exercitar confiança.

Atos 2, domingo de Pentecostes. Pedro deu a sua mensagem sobre a ressurreição de Cristo e os efeitos visíveis do Espírito Santo em suas vidas, as manifestações de falar em muitas línguas e línguas de fogo que o povo viu e ouviu. Pedro disse: “Nós não estamos bêbados. Este é o Espírito Santo”. Este é um cumprimento da profecia, uma outra prova. Ele explica as evidências das manifestações que pudessem ver e ouvir, a prova da profecia cumprida, e Jesus ressuscitou dos mortos. “Este homem que vós crucificastes, Deus o ressuscitou dentre os mortos”. Isso é outra proclamação de uma prova – o sepulcro vazio, a ressurreição de Cristo – e isso também foi profetizado. Davi, o salmista falou sobre isso – outra evidência. Ele dá evidências após evidências após evidências e em seguida, conclui, vamos todos da casa de Israel dar um grande salto de fé, porque você não pode saber nada disso. Não, claro que não. Ele diz: “Que toda a casa de Israel tenha certeza de que Deus o levou a ser o Senhor e Messias, esse Jesus, a quem vocês crucificaram”. Não há nenhum salto de fé. Não existe fé baseada na ignorância, mas sim um ato de confiança que se baseia no conhecimento e o conhecimento é baseada na evidência.

O ateu olha para a equação mal montada sobre fé e conhecimento exatamente da mesma maneira como muitos cristãos erroneamente o fazem. Existem coisas que você pode saber, e portanto não há necessidade de fé. A fé é o que você usa quando você é ignorante.

Como a ciência e outros campos do conhecimento estão avançado, somos ignorantes sobre menos coisas. Portanto, nesta definição errônea da fé, as coisas que nós podemos realmente exercer fé diminuíram porque a ciência já explicou isso. Então, essas coisas que poderíamos ter, na ignorância, atribuídas a Deus, já foram explicadas pela ciência, ou serão brevemente explicadas. A ciência tem explicado muitas coisas que pareciam precisar de Deus para dar conta delas, e há agora menos necessidade de Deus, nesse ponto de vista particular sobre a fé. Como resultado, a hipótese de Deus, então, tem cada vez menos e menos poder explicativo, porque os mistérios estão dando lugar ao conhecimento e à ciência.

Materialistas, ateus, são animados. Eles são exuberantes. E eu sou completamente simpático, pelo menos em princípio, pelo ponto dos ateus se essa é a forma como são as coisas entre fé e conhecimento. As lacunas, pelo menos em princípio, serão todas preenchidas pelo conhecimento científico e a religião será, finalmente, vista como pensamento positivo e superstição. Isso é o que nós estamos enfrentando neste ponto de vista do conhecimento e da fé, como pólos opostos.

Pelo contrário, a fé não é oposta ou contrária ao conhecimento. A expansão do conhecimento pela ciência, ou por qualquer outro meio, não é uma ameaça para a fé e o cristianismo. Se a fé envolve confiança no que sabemos, então quanto mais sabemos, mais oportunidade temos de confiar. Fé e conhecimento são companheiros que nos ajudam a colocar a nossa confiança em Deus.

No entendimento bíblico do conhecimento e da fé, à medida que aumenta o conhecimento, aumenta a capacidade de confiança - a capacidade de exercer a fé bíblica, que é um ato de confiança. Quanto mais se sabe sobre o complexo design do universo, a realidade de Jesus, o Nazareno, o fato histórico da ressurreição, bem como todas as crenças verdadeiramente justificadas, mais podemos colocar nossa confiança no Deus que se fez homem em Jesus , ressuscitou dos mortos para resgatar-nos da debilitante e ultimamente mortal doença do pecado.

Não há nenhum pensamento positivo aqui. Nenhum salto de fé. Nenhuma fé cega. Apenas um passo razoável de confiança, confiando em algo que temos boas razões para acreditar que é verdade. Essa é a visão bíblica. E isso não ajuda e não estimula o ateu.


Gregory Koukl é presidente da Stand to Reason, uma organização voltada para a defesa da fé cristã e para o treinamento de cristãos para que possam pensar de forma mais clara sobre sua fé.

Posted on Tuesday, September 22, 2009 by Maurilo e Vivian

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