Thursday, July 16, 2009


Por algumas vezes temos falado aqui sobre os resultados “maravilhosos” do evangelismo moderno. Temos escrito sobre as multidões que “aceitam” a Jesus e em poucos meses não podem ser encontradas nas igrejas. Sobre a taxa de desviados de mais de 80%. Da apatia espiritual de muitos desses convertidos. Dos muitos que jamais leram as Escrituras. E dos 98% que não fazem evangelismo de forma regular. Mas gostaríamos de falar sobre o pai da criança, digo, do evangelismo moderno, ou jeito de se fazer evangelismo. O grande e pouco estudado, missionário Charles Finney.
Antes de mais nada, só queremos deixar claro que essa não é uma discussão sobre arminianismo ou calvinismo. Mas sim sobre decisionismo, que é um assunto um pouco diferente.
Voltando a Finney, você pode ler uma breve biografia nesse link http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Grandison_Finney.
Finney é considerado um grande evangelista, o precursor das chamadas cruzadas evangelísticas, das quais a maior expressão foi Billy Graham, declaradamente seguidor dos métodos de Finney. Interessante nota que durante uma entrevista foi perguntado a Graham o que ele pensava quando via as pessoas indo à frente, em reposta ao apelo feito: “penso que de cada quatro pessoas que vêem a frente, três vão se desviar”.
Durante grande parte da história do cristianismo, o evangelismo era feito da seguinte forma: pregava-se a Lei, o Juízo e depois a Graça. A Lei era usada para mostrar que somos pecadores. O Juízo para mostrar que vamos prestar contas a um Deus justo. E a graça como caminho de salvação. Via de regra, apresentava-se o evangelho nessa ordem porque assim ele fazia muito mais sentido. As pessoas eram estimuladas a se arrependerem e colocar sua fé em Jesus Cristo. Mas nenhum ritual específico era feito. A pessoa deveria receber a confirmação de sua eleição diretamente do Espirito Santo, através do trabalho de regeneração. Se você for salvo, vai dar frutos. Se você for salvo, Deus vai te confirmar. A igreja primitiva na verdade demorava um pouco para considerar alguém como salvo e parte do corpo de Cristo. Era difícil de entrar e fácil de sair.
Um pouco antes de Finney aparecer em cena, alguns começaram a dizer que o batismo era prova da salvação, era algo que confirmava a pessoa como salva. Mas essa crença foi refutada, pois biblicamente, o batismo é um ato público de fé, mas que em si não salva ou confirma a salvação. É uma declaração, mas não a fonte da salvação.
Com Finney, as coisas mudaram um pouco. Abandonando a antiga teologia do evangelismo, que defendia o Espírito Santo como principal responsável pela salvação do pecador, Finney desenvolve uma nova abordagem, onde o principal responsável pela salvação é o próprio pecador. É ele quem decide se vai ser salvo ou não. Ele é salvo, não porque recebeu a confirmação do Espírito Santo pelo trabalho de regeneração. Ele é salvo porque decidiu ser salvo. É a sua decisão que age como selo confirmatório. E é aí que entra em cena a “oração do pecador”. Está implantado então o decisionismo.
Essa forma de evangelismo se mostrou muito atrativa porque poderia garantir ao pecador sua passagem direta para o céu. Finney começou a usar essa abordagem em seus trabalhos de rua e viu resultados fantásticos. Milhares se lançavam aos braços do Salvador, pois agora podiam contar com algo que dependia somente deles. Até o dia de hoje, a mensagem e o método de Finney são predominantes no evangelismo moderno. “Venha para Jesus, ele vai te dar paz, alegria, felicidade”. “Ele vai resolver seus problemas”. “Somente faça essa oração comigo, convide Jesus para entrar em seu coração, e você automaticamente estará salvo”.
Existem vários problemas com essa abordagem e com essa linguagem, especialmente no tocante às Escrituras. Além de não ser uma abordagem bíblica (podemos ver que não é assim que os primeiros cristãos pregavam o evangelho), a linguagem é estranha às Escrituras, não se encontra nada parecido em relação a uma “oração do pecador” com poderes mágicos de garantia ao pecador e também retira do Espírito Santo um de seus desígnios. Com certeza esse é um assunto que merece um estudo mais apurado, mas isso não é possível no momento. Gostaria de sugerir os textos “O Maior Segredo do Diabo” e “Verdadeira e Falsa Conversão”, de Ray Comfort, pois podem dar uma visão bastante básica daquilo que estamos falando.
O método de Finney ainda é muito usado em nossos dias porque possuiu algo que o torna extremamente atrativo: números. Ele provê um dado estatístico mensurável do sucesso de um ministério. É muito mais emotivo, no sentido em que multidões se convertem. Também é muito mais fácil para se angariar fundos para o sustento da obra, pois as pessoas só querem investir naquilo que dê resultados. “Quantos convertidos você teve no último mês? Não sei, esse é um trabalho do Espírito Santo. Eu posso falar para quantas pessoas eu preguei o evangelho”. Essa frase não é muito efetiva quando se vai angariar fundos. Mas, pelo contrário, quando a resposta para mesma pergunta é “quinhentas pessoas aceitaram Jesus em seu coração”. Numericamente falando, o decisionismo é muito mais atrativo, mesmo não sendo bíblico. Por isso tantos pastores e missionários e evangelistas adotam esse método. Também porque essa é a única forma como a maioria acha que o evangelismo é feito.
Algo que poucos conhecem são os resultados da obra missionária de Finney. Em visitas feitas um ano depois às comunidades que receberam suas campanhas evangelísticas, descobriu-se que das multidões que “aceitavam Jesus”, poucos ainda se encontravam nas igrejas. Muitos deles voltaram para seu estado anterior, totalmente voltados para o pecado e outros ainda pior, confirmando o texto que diz “e seu estado final é pior do que o inicial” (2 Pedro 2:20). Também verificaram que essas pessoas se tornaram mais resistente ao evangelhos, porque, ou não conseguiram a “vida maravilhosa” que pensavam conseguir, ou tinham a garantia de que eram salvos, pois fizeram uma oração uma vez e “aceitaram Jesus em seu coração”.
Podemos ver muito desse quadro nos dias de hoje. As pessoas vão para a igreja, houvem uma mensagem do tipo “venha para Jesus, Ele tem um plano maravilhoso para sua vida”, entendem essa idéia de plano maravilhoso de uma forma bem diferente do que diz a Bíblia (os apóstolos experimentaram essa vida maravilhosa, especialmente em sua morte), nada ouvem sobre pecado, arrependimento, ira vindoura. Mal ouvem sobre a graça, que é desconfigurada porque ela perde o sentido quando não é comparada com a ira de Deus, fazem uma oração como se fosse um encanto tirado de Harry Potter que lhes dá a certeza de serem cristãos e dai por diante fazem parte do “povo de Deus”. Poucos meses depois, quando chega a tribulação, perseguição, tentação, a pessoa percebe que foi enganada e cai fora. Mais um desviado. E muitos dos que ficam, que acabam nunca se convertendo, vivem uma vida reprovável para um cristão. Horas e horas de discipulados são gastas na tentativa de transformar um bode em ovelha. E o máximo que se consegue é uma mudança cosmética, envolta em moralismo.
Precisamos voltar imediatamente para o evangelismo bíblico, que se preocupa menos com os números e mais com a obediência ao Senhor, deixando para que ele inicie a obra na vida da pessoa, pois “aquele que começou a boa obra, vai completa-la” (Filipenses 1:6).
Ultimo e importante lembrete, Finney não acreditava no conceito de pecado original. Ele acreditava que todo ser humano nasce neutro e decide em algum momento de sua vida se vai servir a Deus ou não. Cinqüenta porcento de possibilidades para cada lado”.
Também não acreditava que o sacrifício de Cristo tinha qualquer ação jurídica em nosso favor. Explicando, ele não acreditava que Deus colocou sobre Cristo o castigo que deveria cair sobre nós. Para Finney, a morte de Cristo foi só um exemplo a ser seguido, sem poder redentor. O poder verdadeiro está na decisão de cada pessoa.
Finney escreveu uma Teologia Sistemática que ainda é usada, mesmo sendo considerado um tratado praticamente herege, especialmente no que tange a soteriologia.
Enquanto as pessoas continuarem olhando para os números apresentados pelo método de Finney, elas não vão perceber o mau que estão causando à causa de Cristo.

Posted on Thursday, July 16, 2009 by Maurilo e Vivian

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Monday, July 13, 2009

Ontem o Fantástico transmitiu uma reportagem com vídeos inéditos sobre a intimidade do Michael Jackson, como por exemplo sua visita a Gary, Indiana e também seu primeiro Natal.
Foi bom ver umas partes de Gary e pensar "eu acho que já passei por ali" ou "eu, eu conheço esse prédio". Seja como for, para nós a parte mais importante foi aquela que fala sobre o primeiro Natal de Michael, já adulto em Neverland, pois como Testemunha de Jeová, ele jamais comemorou o Natal. Interessante notar que depois de toda a festa, ele foi chorar em seu quarto
, pois para ele tinha cometido uma grande delito contra jeová, mesmo estando longe da organização desde 1987 (o processo de lavagem cerebral é sempre muito forte). Veja abaixo a última parte da reportagem.


Por que as Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal?
Na verdade, nem sempre foi assim. Durante um bom tempo as Testemunhas de Jeová comeravam alegremente o Natal. Em uma edição da Watchtower de 15/12/26, página 371 lemos "O evento é tão que é sempre apropriado a trazê-lo à mente do povo, não importa a data". É até possível ver como esse evento era importante na foto abaixo, de um belo Natal na sede das Testemunhas de Jeová no Brooklyn, NY.


Mas pouco tempo depois tudo mudou e agora as Testemunhas de Jeová não devem mais celebrar o Natal. Vamos citar suas próprias palavras para mostrar porque acreditam nisso:
"Os primitivos cristãos resistiam à tentação de participar nas festividades pagãs dos seus contemporâneos. Mas, a Bíblia predizia que, com o tempo, se desenvolveria entre os cristãos uma grande apostasia. (Atos 20:29, 30; 2 Tessalonicenses 2:3; 1 Timóteo 4:1-3; 2 Pedro 2:1, 2)... a original e pura congregação cristã foi corrompida. Indo de mal a pior, os cristãos apóstatas justificaram seu proceder por dar às celebrações pagãs um nome 'cristão'. Conforme admite o livro Natal (em inglês): 'A Igreja Cristã . . . achou conveniente, no quarto século, adotar o sagrado dia pagão de 25 de dezembro, o solstício de inverno . . . A data do nascimento do sol tornou-se a data do nascimento do Filho de Deus'... Contudo, o perigo mais sério de se celebrar o Natal é que poderia levar à perda do favor de Deus. Por quê? Há diversos motivos. Por exemplo, o Natal promove a idolatria, algo proibido pela Bíblia... a celebração do Natal tem promovido a adoração de Jesus em lugar do Pai dele, Jeová Deus. Isto constitui outra forma de idolatria, visto que o glorificado Senhor Jesus Cristo é 'o princípio da criação de Deus'... O fato é que Jesus nunca afirmou ser o Deus Todo-poderoso". A Sentinela 15/12/1984, páginas 6 e 7.

E é por isso que as Testemunhas de Jeová não comemoram o Natal. A princípio, para alguém um pouco mais ignorante, essa linha de raciocínio pode até parecer válida, mas com um poquinho de bom senso e conhecimento da Bíblia é possível refutar com uma certa facilidade esse argumento.
Primeiro, os cristão primitivos comemoravam o Natal, normalmente no dia 6 de Janeiro, essa data só mudou para 25 de Dezembro em 354 AD por decisão do imperador Justiniano. Mas a igreja Ortodoxa ainda celebra 6 de Janeiro. A escolha da data foi uma questão política para um evento que já ocorria (o Natal). Se por algum acaso, o governo brasileiro mudar a data da Páscoa para o dia 31 de Outubro (Halloween), então a Páscoa passaria a ser uma festa pagá? Claro que não. Portanto, tão pouco o Natal.
Segundo, o Natal não promove idolatria quando é celebrado da maneira correta, adorando-se a Jesus porque ele é Deus. Um pequeno texto em nosso blog que demonstra como Jesus é Deus pode ser lido aqui.
Portanto, os dois principais motivos para as Testemunhas de Jeová não celebrarem o Natal não fazem sentido, nem historicamente, nem biblicamente. Mas isso já é um padrão na organização.

Portanto, Michael Jackson não possuía motivo algum para chorar depois do seu primeiro Natal, a não ser claro, os resquicios de sua lavagem cerebral. Ele deveria era se alegrar por estar livre de uma religião falsa. Espero que ele tenha realmente percebido isso.

Posted on Monday, July 13, 2009 by Maurilo e Vivian

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Thursday, July 02, 2009


Existe uma triste estatística no que se refere à porcentagem de evangélicos/protestantes que compartilham sua fé de forma regular. Somente 2% fazem o evangelismo parte constante de sua vida. É uma triste estatística, mas ainda assim uma estatística.
Por que isso acontece? Por que muitos são tão negligentes em compartilhar aquilo que deveria ser o assunto central de suas vida? Por que tantos se abstêm dessa atividade que nos é totalmente ordenada nas escrituras? E mais estranho ainda, por que tantos vivem aparentemente tão bem com isso, sem terem (aparentemente) suas consciências perturbadas? Talvez a observação de alguns pontos interessantes possa nos ajudar a entender melhor essa situação.
A primeira e mais importante das observações é bastante óbvia. Ele fica clara para qualquer um que tem freqüentado o meio evangélico a bastante tempo e tem um conhecimento mínimo das Escrituras e o que ela requer dos que se chamam cristãos. Uma grande maioria dos que freqüentam os templos evangélicos não são cristãos. Além disso ser uma promessa bíblica (Mateus 13:30), os números apresentados pelas igrejas mostram que muitos desses nunca realmente se converteram. Por exemplo, de cada dez novas conversões conseguidas em cada igreja, 8 se desviam em até um ano. Menos de 11% dos evangélicos lêem a Bíblia diariamente (a princípio seu livro base). A taxa de divórcio é o mesmo da taxa dos não cristãos. Esse é um resultado comum da mensagem evangélica moderna. Para entender melhor essa questão e porque a conclusão mais óbvia é que muitas dessas pessoas nunca foram cristãs, leia o texto de Ray Comfort O Maior Segredo do Diabo. Você pode lê-lo aqui.
Um outro ponto importante é que, mesmo para aqueles que ficam na igreja, sejam eles realmente convertidos ou não, as expectativas que essas pessoas possuem do cristianismo e aquilo que lhes é cobrado, em sua grande maioria não refletem o cristianismo bíblico. É observável para qualquer um que aquilo que a grande maioria das pessoas buscam é auto-satisfação, bens, prosperidade, cura, milagres. Resumindo, o bem delas próprias. Deus é um agente para isso, mas poderia ser qualquer outro. Só que de todos os outros, ele é o que faz mais sentido, o mais poderoso (ele criou tudo mesmo, pode me criar uma casa nova). Deus não é mais o objeto de sua adoração, mas sim um agente para alcançar uma vida boa. Nesse sentido, os decretos de Deus perdem o sentido de ser e escolhemos seguir somente aqueles textos das Escrituras que falem de princípios de semeadura. O evangelismo nessa realidade é obra pura e simples do mega pastor, mega missionário ou mega apóstolo. Afinal, essas pessoas pagam um alto valor para subornar a Deus e ter outras pessoas fazendo o ritual cristão por elas. Tudo o que quero é o retorno de meus investimentos espirituais. Nada mais. Para eles a alma dos perdidos é algo irrelevante. Acham que a Grande Comissão é a sua parte dos lucros, que lhe são comissionados por direito. E se o objetivo é uma vida boa, nada mais desagradável do que falar sobre religião. Afinal, importante é esse mundo, não o vindouro. Spurgeon uma vez disse “você não tem preocupação com a alma dos outros? É porque você também não é salvo, tenha certeza disso”.
Chegamos agora naqueles que são salvos, sabem da importância do evangelismo e salvação de almas, mas ainda assim não fazem evangelismo. Uma razão é que muitas igrejas não focam essa atividade. Falam sobre evangelismo mas não o levam a sério. Muitos pastores simplesmente não sabem como fazer. E não ensinam seu rebanho (como poderiam?).
Conversando com pessoas que não fazem evangelismo de forma regular, uma frase recorrente é “eu não sei como fazer”. “Eu não sei como abordar pessoas”. “Eu não sei”. Não estou falando de cristãos novos, estou falando de gente com tempo de cristianismo. Poucos são treinados na arte de compartilhar o evangelho. O oficio de evangelista, aquele que treina a igreja no evangelismo, sumiu das igrejas.
Imagine a seguinte situação: você precisa enviar um soldado para uma zona de batalha. Ele nunca teve um treinamento decente e quando vai receber suas armas para o combate, lhe é dado um espanador de pó! Essa situação é absurda, mas infelizmente é exatamente o que fazemos com nossos irmãos. Nunca recebem treinamento, nunca recebem as armas para o combate, mas cedo ou tarde vão se ver em alguma situação de “combate” e não vão se sentir seguros para compartilhar sua fé. Soldados com um espanador.
Mas de todos os motivos para a falência do evangelismo no movimento evangélico, o maior é subtração de duas palavrinhas poderosas do vocabulário dos pregadores; pecado, em menor grau e inferno, em maior grau. Ambas palavras se tornaram proibidas nos últimos 50 anos. Pecado foi substituído por erro ou engano e inferno, que praticamente sumiu, virou “passar a eternidade longe de Deus”. Apesar de ser um eufemismo, algo que muitos ignoram é que aqueles que tiverem recebendo sua justa punição no inferno não estarão longe de Deus, pois a ira de Deus estará no inferno.
E esse pensamento, que os pecadores que morrem sem Cristo como seu Salvador vão enfrentar tormento eterno por parte de Deus, foi extirpado do meio evangélico, tirando assim um dos grandes motivadores para o evangelismo: a paixão pelas almas. É fácil esquecermos que nosso colega ao lado pode morrer a qualquer momento, que será julgado por Deus e se for encontrado em falta (sem a obra redentora de Cristo colocado em sua conta) passará a eternidade no inferno. É fácil nos esquecermos disso e mais fácil ainda quando essa mensagem não nos é entregue do púlpito, de onde deveria vir.
Infelizmente, nenhum desse motivos servirão de maneira alguma como desculpa quando nos apresentarmos perante Deus no julgamento do Trono Branco e ele perguntar sobre o sangue daqueles que não evangelizamos. Ezequiel 33 deveria ecoar diariamente em nossas mentes e deveria ser gravado em nossos corações.
Se você gostaria de aprender como fazer evangelismo bíblico e eficaz, de uma olhada em nossa página de recursos para evangelismo. Temos um manual de evangelismo, um míni guia de evangelismo e também informações sobre nosso curso de evangelismo. As ferramentas existem e devem ser usadas.

Posted on Thursday, July 02, 2009 by Maurilo e Vivian

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Mostrar que Jesus é Deus, um com o Pai e com o Espírito Santo não deveria ser algo tão difícil, uma vez que essa é uma doutrina básica do cristianismo. Não deveria exigir conhecimentos profundos de hebraico e grego e nem mesmo um argumento muito complexo que só faz sentido para teólogos gabaritados.
Se você pensa assim, é com alegria que queremos lhe informar que na verdade não é algo difícil. Com apenas três versículos, mais duas palavras em hebraico que todos conhecem e um pouco de bom senso, você pode mostrar que a única conclusão lógica é que Jesus é Deus.
Vamos começar com Isaías 6:1 que diz “No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as orlas do seu manto enchiam o templo”. Nesse texto Isaías diz que viu o Senhor, Adonai em hebraico. No versículo desse mesmo capítulo ele diz que novamente que viu o Senhor, mas dessa vez usa o tetragrama para se referir a Deus, YHVH ou sua versão mais conhecida, Jeová. Ou seja, esse texto deixa claro quem Isaías viu; Deus, Jeová.
Agora vamos ler João 12:41 “Estas coisas disse Isaías, porque viu a sua glória, e dele falou”.
Dele, dele quem? De quem João está falando? Leia os versículos anteriores, especialmente do 34 a 40. João está falando sobre Jesus, de forma bastante clara nesse texto.
Assim sendo, se Isaías diz que viu Deus, Jeová e João diz que Isaías viu a Jesus, então a única conclusão lógica é que Jesus é Deus, Jesus é Jeová.
Algumas religiões podem dizer que Isaías viu duas pessoas distintas, Jeová e Jesus. Mas isso não faz sentido quando se faz uma leitura plena do texto. Isaías não diz que viu dois senhores, mas um Senhor. Não informa de maneira alguma que havia duas pessoas lá.
Além disso, Deus diz que não dará sua glória para ninguém. E João diz que a glória que Isaías viu foi a de Jesus.
Essa é uma forma simples de mostrar que Jesus é Deus. De maneira nenhuma esgota esse assunto. Existem muitos outros exemplos da divindade de Cristo. Mas acredito que essa seja uma forma rápida, simples e lógica de abordar esse assunto, mostrando que a divindade de Cristo é algo evidente nas Escrituras.
Agradecimentos ao profeta Isaías e ao apóstolo João pela ajuda.

Posted on Thursday, July 02, 2009 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, June 30, 2009

“Não é forma de perseguição religiosa alguém dizer e mostrar que a religião de outrem é falsa. Não é perseguição religiosa uma pessoa informada expor publicamente uma religião falsa”.
A Sentinela de 15/05/1964.

Pela primeira vez, concordo plenamente com as Testemunhas de Jeová...

Posted on Tuesday, June 30, 2009 by Maurilo e Vivian

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Entre os vários comentários feitos no post Morre Michael Jackson, a mais famosa das Testemunhas de Jeová, estava o questionamento sobre ele ter feito ou não parte da organização.
Muitos diziam que ele nunca foi oficialmente uma Testemunha de Jeová.
Essa útlima semana foi bastante rica em tudo o que se relaciona com a vida de Michael Jackson e entre elas algumas sobre sua experiência como Testemunha de Jeová, entrevista para a Time, para a Despertai e até uma comunicação interna da Torre de Vigia falando sobre a dissociação de Michael. Veja abaixo o comunicado e a tradução do texto.


Tradução não-oficial (por: Fabi)
8 de Junho de 1987
COMITÊS DOS CONGRESSOS DE DISTRITO NOS ESTADOS UNIDOS
Prezados irmãos:
Tem havido uma certa publicidade recentemente a respeito de Michael Jackson. A essência dessas notícias tem a ver com sua própria dissociação da organização das Testemunhas de Jeová. Alguns telefonemas foram também recebidos sobre uma carta da Sociedade, cópias que aparentemente foram disponibilizadas para a mídia de notícias, assim como outras, com o propósito de que ele não mais se considera uma Testemunha de Jeová e que a Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados não mais considera Michael Jackson uma Testemunha de Jeová.
Não há necessidade de o departamento de serviço de notícias ou outros fazer nenhum comentário em relação à personalidades fora das que estão no programa do congresso e os oradores serem citados no lançamento de notícias que vocês têm como parte do Kit de Serviço de Noticias.
Na eventualidade de representantes da mídia de notícias ou outros abordarem seu departamento de notícias do congresso e questionarem sobre Michael Jackson e sua posição, seria melhor para os irmãos responsáveis não comentarem. Deveriam apenas dizer que eles ouviram ou sabem sobre a informação e não têm mais nenhum comentário. Sobre a carta, os comitês de congresso de distrito ou pessoal não escreveram a carta e assim não estão em posição de comentá-la. Diretrizes já foram providenciadas sobre como o departamento de serviço de notícias pode tratar do assunto com respeito a programar o material que desejamos ter publicado.
Que as ricas bençãos de Jeová estejam sobre o programa do congresso e que tudo ocorra para fazer conhecidas as boas novas do Reino.
Estejam certos de nosso amor e saudações cordiais.
Seus irmãos.

Agradecimentos aos amigos do blog Ex Testemunhas de Jeová pela imagem e pelo texto.
Pelo documento acima, fica claro que, não importando o que estejam dizendo hoje em dia, a Torre de Vigia considerava Michael Jackson uma Testemunha de Jeová e aceitou sua dissociação.
Com pessoas racionais esse documento seria suficiente para colocar um fim na questão. Mas tenho a sensação que isso não será suficiente....

Posted on Tuesday, June 30, 2009 by Maurilo e Vivian

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Sunday, June 28, 2009



Uma pergunta recorrente para nós é como evangelizar uma Testemunha de Jeová? Como podemos fazer com que vejam que estão vivendo no engano de uma seita horrível?
Bom, na verdade não podemos faze-los ver isso. Esse é um trabalho do Espirito Santo (João 16:8). O que podemos fazer é compartilhar o evangelho com eles e orar para que o Espirito esteja agindo em suas vidas. Lembre-se sempre de focar no evangelho, primeiro apresente o evangelho, depois você pode passar para qualquer outra discussão, pois senão pode perder a chance de pregar-lhes o evangelho, que é o poder de Deus para salvação do homem.
De uma lida em nosso manual de evangelismo. Você pode baixá-lo gratuitamente aqui.
Vamos mostrar abaixo uma conversa típica com uma Testemunha de Jeová que pode vir a bater em sua porta. É só uma conversa de exemplo, mas serve bem para mostrar como o fazemos. Tiramos esse diálogo do livro de Ray Comfort World Religiosn in a Nut Shell. Já experimentamos esse tipo de conversa e sempre se segue mais ou menos dessa forma.
Antes do diálogo gostaríamos de dar algumas dicas valiosas:

-Tenha um entendimento claro da sua própria fé e da Bíblia.
-Faça um plano bem definido para o evangelismo e mantenha essa iniciativa.
-Esteja pronto para citar e explicar passagens bíblicas específicas que dão sustentação à doutrina cristã.
-Defina bem seus termos e peça para que a Testemunha de Jeová também defina os dele.
-Foque a discussão no assunto principal da pessoa e obra de Jesus Cristo. Enfoque a necessidade de um relacionamento pessoal com ele.
-Compartilhe seu testemunha pessoal da graça de Deus e sua fé em Jesus Cristo como seu salvador.
-Ore e peça para que o Espírito Santo o guie.

Abaixo segue um diálogo típico com as Testemunhas de Jeová.

Batida na porta.
João: eu sou João e este é Gil. Estamos nessa área falando com as pessoas sobre assuntos espirituais.
Você: interessante. Meu nome é ... Prazer em conhece-los.
João: prazer.
Você: vocês são Testemunhas de Jeová?
João: sim, somos.
Você: eu tenho uma pergunta para vocês. Eu tenho uma faca nas minhas costas e eu só tenho três minutos para viver. Como posso entrar no Reino?
João: três minutos! UAU. Bom, você precisa viver uma vida boa, aprender sobre Jeová, ir de porta em porta, ajudar as pessoas, orar, etc.
Você: eu não posso fazer nada. Eu tenho uma faca nas minhas costas. E eu não posso viver uma vida boa. Eu já menti, roubei, sou um fornicador e blasfemo. Eu agora tenho dois minutos! Me ajudem!
João: hum...
Você: um minuto para viver. Vocês podem me ajudar?
João: desculpe, não podemos ajuda-lo.
Você: João, pense no ladrão na cruz. Ele disse que foi condenado justamente. Eu não acho que ele pensava que a lei romana estava sendo justa em executa-lo. Justiça para um ladrão normalmente é passar alguns meses na prisão, não pena capital. Eu acho que ele estava falando da lei de Deus. Que justamente o condenou. Não havia nada que ele pudesse fazer em relação a isso. Ele não podia ir para lugar algum, suas mãos e seus pés estavam presos na cruz. Deixe-me fazer uma pergunta: você acha que é uma pessoa boa?

[mesmo as Testemunhas de Jeová acreditando que Jesus morreu em uma estaca, ainda assim devemos pregar a cruz. Isso porque é parte da verdade do evangelho. Nós devemos pregar pecado e inferno para aqueles que não acreditam em nada disso].

João: Sim, eu sou.
Você: Você acha que guardou os Dez Mandamentos?
João: Eu acho que sim. Eu tentei.
Você: Vamos então passar por alguns dos mandamentos para ver como você se sai. Quantas mentiras você acha que você contou em sua vida? Estou falando de mentiras de verdade, não mentirinhas.
João: Eu provavelmente contei muitas mentiras na minha vida.
Você: Quantas você acha que contou? Cinco? Dez?
João: Talvez 20 ou 30.
Você: Como se chama uma pessoa que conta mentiras?
João: Mentiroso. Mas foi no passado. Eu me arrependi e mudei minha vida.
Você: Muitas vezes não damos muito importância para a mentira, dizendo que são mentirinhas, mas a Bíblia nos diz que “lábios mentirosos são abominação para o Senhor”. Isso quer dizer que a mentira é extremamente detestável para o Senhor. Você já roubou alguma coisa em sua vida?
João: Sim, já roubei, mas isso foi a anos atrás. Como eu já disse, eu mudei.
Você: Continue comigo João. Como se chama uma pessoa que rouba coisas.
João: Ladrão.
Você: Você já usou o nome de Deus em vão?
João: Sim, eu fazia isso.
Você: Pense sobre isso. Jeová te deu vida. Ele te deu olhos para ver a beleza da sua criação. Te deu ouvidos para ouvir boa música, possibilidade de aproveitar boa comida. Ele colocou a sua bondade sobre você e você usou o Seu santo nome ao invés de um palavrão para expressar aversão, nojo, dor. Esse é um pecado muito sério, chamado de blasfêmia.
João: Você está certo.
Você: Jesus disse, “todo aquele que olhar para uma mulher com desejo sexual já cometeu adultério com ela em seu coração”. Você já olhou com desejo sexual para alguém?
João: Sim senhor, já olhei.
Você: Então você cometeu adultério em seu coração aos olhos de Deus. Então, João, aqui está um resumo do que descobrimos até agora. Você não é a pessoa boa que você pensou que era. Você mesmo admitiu para mim (eu não estou julgando você), você é um adultero do coração mentiroso, ladrão e blasfemo. E você vai ter de se apresentar perante Deus no dia do Julgamento Final. Se Ele te julgar baseado nos Dez Mandamentos, você será considerado inocente ou culpado?
João: Se for pelos Dez Mandamentos, eu serei considerado culpado.
Você: Você vai então para o céu ou para o inferno?
João: Eu acho que iria para o inferno, se forem somente essas as opções.

[Introduzir a Lei de Deus muitas vezes lida com a falsidade de que o inferno é meramente a cova. A Lei moral faz um inferno literal fazer sentido.]

Você: Você e eu somos criminosos aos olhos de Deus e nenhuma boa obra que façamos pode nos salvar. Nossas “boas obras” são na essência uma forma de subornar a Deus. Estamos exatamente na mesma condição do ladrão na cruz. Lembre-se, ele não podia ir para lugar algum ou fazer qualquer coisa – ele estava preso na cruz. Nós também somos criminosos culpados que violaram os Dez Mandamentos e a Lei de Deus também nos prende. Isso nos deixa com a única alternativa que o ladrão teve; ser salvo pela graça através da fé em Jesus Cristo. Ele se voltou para Jesus. É isso que devemos fazer pelo arrependimento. Nesse momento ele disse, “Senhor, lembra-te de mim...” Ele então acreditou que Jesus era Senhor e que ele iria ressuscitar dos mortos, que eram os requisitos para a salvação (Veja Rom 10:9,10). Devemos fazer o mesmo. Jesus sofreu e morreu na cruz, tomando sobre si a punição por nossos pecados. Nós violamos a Lei e Jesus pagou a fiança em seu sangue. Isso quer dizer que por causa do morte sofrida e ressurreição de Jesus Cristo, Deus pode liberar nosso caso. Ele pode cancelar nossa pena de morte e permitir que vivamos. O que devemos fazer é nos arrepender e confiar somente Nele (não nas nossas obras) para nossa salvação eterna. João, obrigado por me ouvir.
João: De nada.

[Não fique desanimado se você não perceber nenhum resultado visível. Algumas vezes a pessoa para quem você está evangelizando pode até concordar com você dizendo “sim, somos salvos pela graça através da fé em Jesus”. Se você não mantiver em sua mente que ele está falando uma linguagem diferente da sua, isso pode tirar de deixar estagnado. Lembre-se que a definição dele de graça e salvo é diferente da definição bíblica, então tenha certeza que você explicou o evangelho e aquele que é ensinado pela Bíblia.]

Posted on Sunday, June 28, 2009 by Maurilo e Vivian

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