Friday, March 05, 2010


“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”
Apocalipse 3:20

Esse texto é chave em qualquer treinamento de evangelismo.
Desde quando eu comecei a vivenciar de forma intensa a pregação do evangelho que esse versículo sempre me acompanhou. Em todos os evangelismo que fazíamos esse texto era lançado como um convite para o pecador abrir as portas de seu coração para Jesus. Em muitos manuais de evangelismo esse texto é usado como base para a famosa “oração do pecador”. Vários folhetos apresentam esse texto como um convite. Veja esse exemplo de um folheto da Editora Amem:
Em todo coração humano existe essa estranha porta. Jesus nunca entrará à força na vida de alguém; nós temos que abrir a porta.
Caro leitor, o Senhor Jesus agora mesmo está pacientemente à porta do seu coração. Você vai deixar que Ele bata em vão? A maçaneta do seu coração está do lado de dentro.

“Jesus está a porta do seu coração e está batendo”, “deixe Jesus entrar” e o famoso “aceite Jesus em seu coração”. Todas são frases comuns no vocabulário do evangelista moderno.
Durante muitos anos eu sempre tive a mais absoluta certeza sobre o significado desse texto. Tinha total certeza que era uma poderosa passagem evangelística. Não havia sombra de dúvidas de onde Jesus estava: à porta do coração do pecador. O que deveria este fazer em resposta? Convidar Jesus para entrar em seu coração. Tudo isso era muito certo, até o dia em que resolvi ler o texto de Apocalipse. E descobri que a história é bem diferente.
Primeiro, quero explicar uma regra que me é muito útil e eu aprendi com o pessoal do Stand to Reason: nunca leia um versículo bíblico. De uma forma mais explicada, nunca leia apenas UM versículo bíblico. Leia também os que estão próximos, pois 90% das vezes o contexto nos dirá qual a melhor interpretação da mensagem, vai nos dizer qual o significado do texto.
Vamos aplicar essa regra ao texto. Mas antes disso, um pouco de contextualização, um pouco de história.
João está escrevendo para a famosa igreja de Laodicéia, uma igreja rica em uma região comercial central. Essa cidade era tão rica que quando foi praticamente destruída por um terremoto em 60 d.C., os cidadãos de Laodicéia recusaram a ajuda do governo romano e reconstruíram a cidade eles mesmos. Apesar de ser rica, essa igreja é reprovada por João. Era uma igreja permissiva que se orgulhava com a cidade. João não faz nenhum elogio a essa igreja, de forma diferente do que fez com as outras igrejas. Tendo isso em mente, vamos ler os versículos que antecedem o texto em questão:

14 Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o principio da criação de Deus;
Ou seja, ao pastor (anjo) da igreja em Laodicéia, Jesus, o Amém, está falando.

15 Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente!
Jesus sabe o que está acontecendo na igreja. Eles não são frios, como a igreja de Colossos, que possuía uma água fria e refrescante (ou seja, boa), nem quentes, como a igreja em Hierápolis, que possuía uma água medicinal quente e que fazia bem a saúde (ou seja, boa).

16 Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca.
A água de Laodicéia era ruim, tinha de ser trazida de Colossos ou de Hierápolis. Era morna. E assim era a igreja. Morna, nauseante, como a água da cidade. E Jesus estava a ponto de vomitá-los de sua boca.

17 Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
Jesus está denunciando o orgulho da igreja, que estava na cidade rica, famosa pelo talco frígio, usado no tratamento de doenças dos olhos e na produção de fina lã negra. Essas características são contrastadas chamando a igreja de pobre, cega e nua.

18 aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas.
19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.
Jesus oferece à igreja a oportunidade de se arrepender, pois ele ama a sua igreja e está pronto para corrigi-la.

20 Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.
E aqui chegamos ao versículo principal.
Levando-se em consideração tudo o que foi visto até esse momento, observando os versículos que levam até essa frase, qual é a interpretação mais plausível? Ou melhor, vamos nos perguntar: onde está Jesus? Na porta de quem ele está batendo?
Jesus está falando com a igreja, que o havia expulsado. Jesus estava fora da sua própria igreja. Ele está batendo à porta da igreja e se ela ouvir a voz do Senhor e abrir a sua porta, ele vai entrar e cear com ela. Não é essa a interpretação mais plausível para esse texto? Não só essa é a mais plausível, como é a única interpretação que leva em consideração o significado real do texto e do contexto.

Mas vamos fazer de conta que o texto que antecede o versículo 20 não é importante. Vamos focar única e exclusivamente no versículo 20. Jesus está a porta batendo. Qual porta é essa? Do coração? Mas a palavra coração não aparece no versículo. Pode ser do rim, do pulmão ou mesmo do cérebro. Ele pode estar batendo à porta da nossa consciência. Ou mesmo do nosso lar? Podemos determinar qual é a porta apenas pela leitura desse versículo? Não. Por isso é importante buscarmos no contexto qual porta Jesus está batendo. E o texto é bem claro que é à porta da igreja de Laodicéia.
Nós só acreditamos que essa porta é a porta do coração porque isso virou parte da linguagem evangélica, da linguagem do evangelismo. É mais um mito evangélico. Mas ele não encontra sustentação bíblica.

E por último (e um dia eu vou abordar isso com calma), como a Bíblia diz que alguém é salvo? Convidando Jesus para entrar em seu coração? Qual versículo bíblico diz isso? (descarte Apocalipse 3:20). Na verdade, a Bíblia diz que “Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam” (Atos 17:30) e somos salvos pela fé em Jesus (Efésios 2:8). Nenhum versículo nos fala sobre “convidar Jesus para entrar em nosso coração”. Você se arrepende, coloca sua fé em Jesus Cristo e Ele irá te convidar para entrar e se com ele em seu trono:

“Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono”
Apocalipse 3:21

Posted on Friday, March 05, 2010 by Maurilo e Vivian

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Eu gostaria de ir além do que este artigo (em inglês) de William Lane Craig, que inclui uma discussão sobre o sepulcro vazio, junto com os outros fatos mínimos que apoiam a ressurreição. O documento inteiro foi também apresentada oralmente para os alunos e professores da Universidade Estadual da Califórnia, Fresno, em 2005, e uma gravação completa está disponível aqui (em inglês). O documento abrange todo o conjunto dos fatos mínimos preferidos de Craig, que ele usa nos debates.


A palavra ressurreição significa ressurreição corporal

O conceito de ressurreição em uso entre os primeiros convertidos ao cristianismo foi um conceito judaico de ressurreição. E esse conceito de ressurreição é inequívoca a favor de uma ressurreição corporal. O corpo (soma) que entrou no túmulo é o corpo (soma) que saiu.

Craig explica o que isso significa em relação ao rápido início da fé cristã:

Para um judeu do primeiro século a ideia de que um homem pode ser ressuscitado dentre os mortos, enquanto seu corpo permanece no túmulo era simplesmente uma contradição em termos. Nas palavras de E .E. Ellis, "É muito improvável que os primeiros cristãos palestinos poderia conceber qualquer distinção entre a ressurreição e a ressurreição física de 'esvaziamento do tumulo'. Para eles, um anastasis sem um túmulo vazio teria sido tão significativo quanto um círculo quadrado."
E:

Mesmo que os discípulos acreditassem na ressurreição de Jesus, é duvidoso que teriam gerado qualquer coisa que se seguisse. Enquanto o corpo estivesse enterrado no túmulo, um movimento cristão fundamentado sobre a crença na ressurreição do morto teria sido uma loucura impossível.

É significativo que a crença na ressurreição começou na cidade onde a tumba estava localizada. Qualquer pessoa, tal como os romanos ou os sacerdotes judeus, que quisesse cortar o movimento pela raiz poderia facilmente ter trazido o corpo para acabar com tudo. Eles não o fizeram, porque não poderiam fazê-lo, apesar de terem todos os motivos para o fazer.

Mais sobre isso com N.T. Wright aqui (em inglês).

Existem várias fontes antigas de testemunhas oculares para o túmulo vazio

O Credo antigo de Paulo em 1 Coríntios 15:3-7, datado de 5 anos dentro da crucificação, implica o túmulo vazio.
Craig escreve:

Na fórmula citada por Paulo, a expressão "foi levantado", após a frase "ele foi enterrado" implica o túmulo vazio. Um judeu do primeiro século não poderia pensar de outra forma. Como E.L. Bode observa, a noção de ocorrência de uma ressurreição espiritual enquanto o corpo permanece na tumba é uma peculiaridade da teologia moderna. Para os judeus eram os restos do homem no sepulcro que foram levantados, daí, eles preservarem cuidadosamente os ossos dos mortos em ossários, até a ressurreição escatológica. Não há dúvida de que tanto Paulo quanto a antiga fórmula cristã que ele cita pré-supõe a existência da tumba vazia.

A datação da ressurreição como tendo ocorrido "no terceiro dia" implica o túmulo vazio. A data prevista para a ressurreição teria sido a data em que o túmulo foi encontrado vazio.

A frase "no terceiro dia" provavelmente aponta para a descoberta do túmulo vazio. Muito resumidamente, o ponto é que uma vez que ninguém realmente testemunhou a ressurreição de Jesus, como os cristãos chegaram a data "no terceiro dia?" A resposta mais provável é que eles fizeram isso porque esse foi o dia da descoberta do túmulo vazio pelas mulheres seguidoras de Jesus. Assim, a própria ressurreição veio a ser datada no mesmo dia. Assim, na antiga fórmula cristã citada por Paulo, temos evidências muito recentes da existência do túmulo vazio de Jesus.

As narrativas pré-Marcos do enterro mencionam o túmulo vazio. Estas fontes pré-datam Marcos, o evangelho mais antigo. A fonte foi datada por alguns estudiosos para a década de 40.

A história do túmulo vazio é parte da história da paixão pré-Marcos e por isso é muito velha. A história do túmulo vazio foi provavelmente o fim da fonte de Marcos para a paixão. Como Marco é o mais antigo dos evangelhos, esta fonte é, portanto, em si bastante antiga. De fato, o comentarista R. Pesch alega que é uma fonte extremamente precoce. Ele produz duas linhas de evidência para essa conclusão:
(a) a narrativa de Paulo da Última Ceia, em 1 Coríntios 11:23-5 pressupõe o relato de Marcos. Dado que as tradições de Paulo são por si mesmas muito antigas, a origem de Marcos deve ser ainda mais antiga.

(b) Nunca a história da paixão pré-Marcos refere-se ao sumo sacerdote por nome. É como quando eu digo "O presidente está oferecendo um jantar na Casa Branca" e todos sabem sobre eu quem estou falando porque é o homem atualmente no cargo. Da mesma forma a história da paixão pré-Marcos se refere ao "sumo sacerdote" como se ainda estivesse no poder. Desde que Caifás tomou posse em 18-37 AD, isso significa que o mais tardar para a fonte pré-Marcos deve ser dentro de sete anos após a morte de Jesus. Esta fonte, portanto, volta para dentro dos primeiros anos na sociedade em Jerusalém e é, portanto, uma fonte antiga e confiável de informação histórica.


Falta de enfeites lendários

A narrativa do túmulo vazio nos evangelhos não tem enfeites lendários, ao contrário de falsificações do segundo século que se originaram fora de Jerusalém.

O testemunho ocular das mulheres

Esta é a prova de que tem sido a mais convincente para os céticos, e para mim também.

A tumba foi provavelmente descoberta vazia por mulheres. Para entender este ponto temos que nos lembrar de dois fatos sobre o papel da mulher na sociedade judaica.
(a) as mulheres ocupavam um degrau muito baixo na escada social judaica. Isto é evidente em expressões rabínicas como "É melhor que as palavras da lei sejam queimadas do que entregues a mulheres" e "Feliz é aquele cujas crianças são do sexo masculino, mas ai daquele cujas crianças são mulheres."

(b) O testemunho de mulheres era considerado tão inútil que não era permitido nem mesmo servirem como testemunhas legais em uma corte legal. À luz desses fatos, quão extraordinário deve parecer que são as mulheres que são as descobridoras do túmulo vazio de Jesus. Qualquer lenda posterior certamente teria feito com que os discípulos homens descobrissem o túmulo vazio. O fato de que as mulheres, cujo testemunho era inútil, ao invés dos homens, são as principais testemunhas do túmulo vazio é a mais plausível, explica-se pelo fato de que, gostemos ou não, elas foram os descobridoras do túmulo vazio e os evangelhos registraram isso com precisão.

As primeiros resposta do altos sacerdotes judeus presumem o túmulo vazio

Este relato de Mateus 28 preenche os critérios da “comprovação inimiga”, apesar de Mateus não ser a fonte mais antiga que temos. Hum, bem.

Em Mateus 28, encontramos a tentativa cristã de refutar a mais antiga polêmica judaica contra a ressurreição. Essa polêmica afirmava que os discípulos roubaram o corpo. Os cristãos responderam a isso recitando a história da guarda no túmulo, e da polêmica que foi acusada de ter adormecido. Agora, o aspecto mais notável dessa disputa não é a historicidade dos guardas, mas sim a pressuposição de ambas as partes que o corpo estava faltando. A resposta dos judeus mais antigos para a proclamação da ressurreição foi uma tentativa para explicar o túmulo vazio. Assim, as provas dos adversários dos discípulos criam uma evidência em apoio ao túmulo vazio.

Veja como Craig é cuidadoso em não dizer que a tradição da guarda é histórico, porque não podemos provar a guarda como um fato "mínimo", uma vez que não respeita os critérios históricos padrões.

Respostas dos céticos para o túmulo vazio

Richard Carrier tentou argumentar que o depoimento das mulheres foi aceito, em seu debate com Craig, mas Craig revelou que isso só seria possível em dois casos: 1) se elas estivessem testemunhando sobre sua condição de viúvas, ou 2) se testemunhas do sexo masculino não estivessem disponíveis, por exemplo, todos tivessem sido mortos. O áudio do debate está aqui (em inglês). A de derrota de Carrier está aqui (em inglês) em seu no blog. A resposta de Craig após o debate Carrier está aqui e aqui (ambos em inglês).


Estudos adicionais

Para ver um debate entre Craig e do conhecido cético Bart Ehrman, clique aqui para a lista de 12 parte. As duas primeiras partes estão postadas abaixo (em inglês), contendo todos os 20 minutos de discurso da abertura de Craig. A transcrição integral do debate está aqui (em inglês), então você pode seguir a o debate.






Para ouvir uma palestra de Craig relacionada ao tema chamada "Quem Jesus pensava ser?", clique aqui (em inglês). O vídeo está aqui. Esta palestra foi proferida em fevereiro de 2009 na Universidade de Columbia, provavelmente,a universidade mais secular de esquerda nos Estados Unidos. Sim, da mesma universidade que convidou Ahmadinejad para palestrar.

Posted on Friday, March 05, 2010 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, March 03, 2010


“Apesar de antes ter sido tão crítico do argumento do design, desde então eu percebi que, quando formatado de forma correta, esse argumento consiste em uma defesa persuasiva para a existência de Deus”.
- Antony Flew, ex-ateu (There is a God, página 95).

Posted on Wednesday, March 03, 2010 by Maurilo e Vivian

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Um dos blogs que eu sempre acompanho é o Genizah Virtual. Sempre leio artigos que são no mínimo interessantes e abrem espaço para algum diálogo. São vários autores e nem sempre eu concordo com as suas opiniões.
Foi o caso com o artigo a seguir. Ao terminar de lê-lo, tive um ímpeto imediato de resposta. Via de regra, não respondo aos artigos que não concordo porque sempre me falta tempo para desenvolver o argumento e eu não gosto de abordar qualquer assunto de uma forma muito superficial.
Mas nesse caso foi um pouco diferente. E acho que minha participação para o diálogo trouxe um ponto um pouco diferente do que todos estão abordando.
Abaixo estou postando o texto do Hermes e abaixo minha resposta a ele.

Silas e o Circo de Horrores do Ratinho
Hermes C. Fernandes
Assisti pelo Youtube à atuação do Pr. Silas Malafaia no programa do Ratinho recentemente. Como ele mesmo confessou, seu estilo é bem parecido com o do apresentador. Poderíamos até dizer que Silas é uma espécie de Ratinho Gospel.Não tem papa na língua e gosta de ver o circo pegar fogo.
O que achei? Sinceramente? Um desserviço à causa.
Primeiro: ali não era o lugar para se debater com seriedade um assunto tão complexo. A produção do Ratinho certamente escolheu Silas por saber de seu temperamento, ingrediente indispensável para um circo de horrores como o promovido pelo programa. Achei-o deselegante com sua oponente. Já tive a oportunidade de debater com ele várias vezes em duas emissoras no Rio de Janeiro. Ele não consegue se calar nem no intervalo. Sua fama foi construída em cima disso.
Apesar de polêmico (mais por seu temperamento do que por suas posições), Silas é extremamente conservador, e não consegue manter um diálogo em alto nível. Mas infelizmente é isso que o povão gosta.
Não consigo imaginar Jesus Se prestando a um papel desses. Jesus nunca bateu boca com ninguém. E Ele jamais participaria de uma campanha contra o direito de quem quer que fosse. O tipo de posicionamento defendido por Silas só faz aumentar o abismo entre a igreja evangélica e os homossexuais. Que vantagem há nisso? Como poderemos evangelizar um grupo contra o qual nos manifestamos? Em vez disso, deveríamos estar defendendo seus direitos, angariando sua simpatia e confiança, e assim, revelando-lhes o amor transformador do nosso Deus. Sem imposições, sem histeria, sem mania de perseguição, mas com mãos estendidas em vez de dedo à riste.
Quem, afinal, teria ganho aquele debate? É claro que a maioria do povo evangélico vai dizer que foi Slias. Mas sabe quem perdeu? Todos nós. Silas tornou-se numa referência caricata da igreja brasileira.
E o pior de tudo é que por trás de toda esta vociferação contra a PL 122 há uma não confessável intenção política. Os políticos evangélicos (que até agora não mostraram a que vieram!) precisam garantir a próxima eleição. Nada melhor do que tocar terror no povo, usando o tal projeto de lei como o carro abre-alas.
Essa estória de que as igrejas serão obrigadas a casar gays é conversa fiada. O mesmo projeto de lei é contrário a qualquer tipo de discriminação religiosa. Pode-se "condenar" a pobreza sem com isso discriminar o pobre. Pode-se "condenar" o alcoolismo sem discriminar o alcoólico. O mesmo se aplica aos homossexuais. Se um determinado credo reprova o comportamento homossexual, não quer dizer que seus seguidores discriminem homossexuais.
Que vergonha... deveríamos estar do lado deles, condenando a homofobia, e assim, escancarando a porta para que tivéssemos acesso aos seus corações. Em vez disso, colocamo-nos ao lado de seus algozes. A igreja cristã que produziu homens como Martin Luther King, Jr. que defendeu com o preço de sua própria vida os direitos civis, agora produz homens intolerantes que almejam, em nome de um projeto político, conduzir a igreja de volta à idade das trevas. Foi este tipo de posicionamento intolerante que provocou a morte das bruxas de Salém, a Inquisição, o Apartheid.
Infelizmente, nosso povo tem memória curta. Semanas atrás, todos repudiavam a teologia da prosperidade pregada por Silas ao lado de seu mentor Morris Cerullo. Agora, por uma causa com motivações duvidosas, Silas voltou a ser quase unanimidade entre os evangélicos.
Espero que o povo de bom-senso acorde para isso, reveja seus conceitos, e se posicione contrário a qualquer tipo de manipulação.

Minha resposta.
Vou começar pela parte que eu concordo depois vou para a parte que eu discordo.
Eu não assisti ao vídeo do Silas, mas existe realmente uma grande chance que ele realmente tenha feito um desserviço ao cristianismo, o que no final das contas não seria uma novidade vindo dele. Eu já vi alguns de seus debates e ele realmente apresenta mais um show do que um caso. Normalmente em um debate é sempre bom buscar a cortesia junto ao seu oponente, especialmente se você está com a verdade. Infelizmente, como é tão comum em vários debates, não importa o assunto, para o povo o ganhador é sempre quem tem a melhor retórica, não quem tem o melhor argumento.
Dito isso, eu acredito que como cristãos devemos nos opor sim a uma legislação que venha a legalizar o casamento homossexual. Isso não quer dizer que queremos com isso negar qualquer direito a qualquer cidadão, qualquer que seja sua orientação sexual, por um motivo muito simples. Não vejo a causa homossexual como uma questão de direito. Não consigo entender qual direito está sendo negado aos homossexuais. Eles podem casar-se com qualquer um que quiserem, desde que esse um seja do sexo oposto. Esse é o mesmo direito que eu tenho. Casar-se com alguém do mesmo sexo não é somente negado aos homossexuais mas para qualquer um. Eu não posso me casar com alguém do mesmo sexo. O mesmo direito é para todos. O que os homossexuais buscam é um direito além daquele que é estendido para todos. Se fosse uma questão de direitos, eles desejariam um direito a mais além daquele que qualquer cidadão quer. Mas não é essa a questão.
Pelo o que vejo, os homossexuais não buscam realmente um direito porque no final das contas, na prática, eles podem muito bem viver juntos. A lei não proíbe o homossexualismo. Eles são livres para viver com quem quiser. O que realmente me parece ser o objetivo do movimento homossexual é a busca de uma aceitação e aprovação por parte da sociedade de uma questão moral. Eles desejam que nós como sociedade (seja por escolha seja por força da lei) entreguemos um endosso para seu estilo de vida. Não acho que cabe à lei endossar estilos de vida. O que acredito que a lei deve fazer é assegurar o núcleo básico da sociedade, que permite a continuação dos povos e da sociedade. E essa forma é o casamento entre um homem e uma mulher.
Se formos endossar todos os estilos de vida e formas de expressar sexualidade, em breve teremos aqueles que querem se casar com múltiplos parceiros, depois os que querem se casar com crianças, ou os que querem se casar com animais e assim vai. Todos vão buscar legitimidade na lei de suas opções sexuais.
Também não é possível para o cristão comparar a empreitada homossexual com a luta pelos direitos civis dos anos 60 nos Estados Unidos. Enquanto o ser negro ou ser branco é algo intrínseco (com exceção do Michael Jackson), a opção sexual é uma coisa extrínseca. Um é uma questão de ser, a outra, uma questão de comportamento. Enquanto as Escrituras dizem que os negros foram criados à imagem e semelhança de Deus, ela nos diz que o homossexualismo é pecado.
Isso não é homofobia. Quando eu vejo um homossexual eu não sofro de sudorese, tremedeira, imobilidade, os quais são sinais de uma fobia. Na verdade, não conheço ninguém que sofra disso. Nós amamos os homossexuais, assim como amamos os mentirosos, ladrões, adúlteros e tantos outros, até porque assim eramos muitos de nós. O que fazemos é apresentar para eles a salvação que se encontra em Jesus Cristo. Cabe a eles responder em fé e arrependimento, assim como nós o fizemos.
Não vejo porque um homossexual deva ser tratado de forma diferente da que devemos tratar qualquer outro pecador. Pois todos nós o somos.
Eu sei que tem gente que não vai gostar de nada disso, mas ainda assim quero terminar com um abraço para todos.
Maurilo

Posted on Wednesday, March 03, 2010 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, March 02, 2010


Como preparação para a Páscoa que está chegando, estamos publicando vários artigos sobre a ressurreição, especialmente no sentido de dar ferramentas para o cristão apresentar e defender a Ressurreição de Nosso Senhor para os não-cristãos.
Eu sempre achei que a ressurreição jamais poderia ser defendida de forma lógica e através de raciocíonio. Mas nos últimos anos temos aprendido que isso não é verdade.
Pelo contrário, a ressurreição é na verdade a melhor e mais plausível explicação para os eventos que aconteceram em torno de Jesus. E também é usado como um dos argumentos pela existência de Deus. Mas isso por William Lane Craig. E ele sabe fazer isso como ninguém.
O mais interessante é que muito do que estamos postando aqui nós ouvimos diretamente de alguns dos mestres em apologética com os quais estamos estudando. Especialmente a palestra de Gary Habermas que ouvimos em novembro do ano passado é fantástica.
Ainda temos muitos outros artigos sobre a ressurreição vindo. Continue acompanhando, estude, pergunte se você tiver dúvidas. Queremos equipá-lo para defender sua fé na ressurreição do Senhor.

Posted on Tuesday, March 02, 2010 by Maurilo e Vivian

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A “Pergunta da Semana” de Bill Craig apresentada em Reasonable Faith recentemente abordou o problema do número e das datas das primeiras fontes independentes para as histórias do enterro e do túmulo vazio de Jesus. Descobri que minhas próprias opiniões estavam um pouco equivocadas, então eu pensei que seria benéfico para todos se dessemos um olhada mais de perto.

Vamos dar uma olhada nas fontes independentes para a história do túmulo vazio.

1) A parte de Marcos que narra o enterro é uma fonte recente ao evento
Marcos é o evangelho mais antigo, mas mesmo ele depende de uma fonte mais recente para uma parte de seu evangelho.

A história do enterro é parte do material fonte de Marcos para a história da Paixão de Jesus. Esta é uma fonte muito recente o que provavelmente é baseada em depoimentos de testemunhas oculares e é datada para dentro de vários anos da crucificação de Jesus.
... A história do tumulo vazio é sintaticamente ligada à história do enterro, na verdade, eles são apenas uma única história.

Bill fala sobre a datação e importância desta fonte recente:
... Considerando que a maior parte do Evangelho de Marcos é composta por contos anedóticos como pérolas enfiadas em uma corda, quando chegamos à última semana da vida de Jesus, encontramos uma narrativa contínua de eventos da conspiração judaica durante a Festa dos Pães Ázimos através do sepultamento de Jesus e do túmulo vazio.
... De acordo com James D. G. Dunn, "A explicação mais óbvia desta característica é que o quadro foi logo no início fixado dentro do processo da tradição e assim permaneceu durante a transição para os Evangelhos escritos. Isso sugere, por sua vez uma tradição enraizada na memória dos participantes e colocada nesse formato por eles" (J. D. G Dunn, Jesus Remembered, 2003, pp. 765-6.)
A opinião dominante entre os estudiosos do NT é, portanto, que as narrativas da Paixão são precoces e com base em depoimentos de testemunhas oculares (Mark Allen Powell, JAAR 68 [2000]: 171). Com efeito, de acordo com Richard Bauckham, muitos eruditos datam a narrativa da Paixão de Marcos no mais tardar nos anos 40 (lembre-se que Jesus morreu em 30 AD) (Richard Bauckham, Jesus and the Eyewitnesses, 2006, p. 243)....

Uau, essa fonte independente é quase tão boa quanto 1 Coríntios 15:3-7! O que mais é uma boa fonte?

2) Mateus tem uma fonte independente para a história da tumba vazia
Craig escreve:
Quanto aos outros evangelhos, que Mateus tem uma tradição independente do túmulo vazio é evidente, não só do vocabulário não-Mateus (por exemplo, as palavras traduzidas "no dia seguinte", "dia da preparação", "enganador", " guarda [de soldados], "para tornar seguras", "selar"; a expressão "no terceiro dia" também é não-Mateus, porque ele usa em todos os outros lugares "após três dias;" a expressão "principais sacerdotes e os fariseus" nunca aparece em Marcos ou Lucas e também é incomum para Mateus), mas também de Mateus 28:15: "E essa história tem-se divulgado entre os judeus até o dia de hoje", indicativo de uma história de tradição da disputa com os judeus não-cristãos.

Isso foi uma novidade para mim.

3) A fonte usada por Lucas e João para a história da tumba vazia
A inspeção do túmulo vazio por Pedro implica o túmulo vazio. Craig escreve:
Lucas e João têm a história que não está em Marcos, sobre Pedro e outro discípulo inspecionando o túmulo, que dada a independência de João de Lucas, indica uma tradição separada por trás da história. Além disso, já vimos que a independência de João de Marcos mostra que ele tem uma fonte separada para o túmulo vazio.

Isso também foi uma novidade para mim.

4) Os primeiros sermões em Atos apóiam o túmulo vazio
Atos foi escrito por Lucas. Craig escreve:
Os primeiros sermões em Atos provavelmente não foram criados por Lucas do nada, mas representam pregações apostólicas antigas. Nós encontramos o túmulo vazio de forma implícita no contraste entre o túmulo de David e o de Jesus: "David morreu e foi sepultado e seu sepulcro está conosco até hoje." Mas "este Jesus Deus ressuscitou" (2:29-32; cf . 13.36-7).

Isso eu tinha ouvido falar antes, de Gary Habermas.

5) O credo recitado por Paulo em 1 Coríntios 15:3-7 é uma fonte recente
Esta passagem não menciona explicitamente o túmulo vazio, mas implica o túmulo vazio. Nós nos tempos modernos não estamos livres para reinventar o significado da palavra ressurreição. Teólogos judeus da antiguidade que acreditavam na ressurreição tinham uma definição definitiva da palavra: a palavra significa que o corpo desapareceu do túmulo.

Craig escreve:
... A velha tradição transmitida por Paulo à igreja de Corinto, que está entre as primeiras tradições identificáveis no NT, refere-se ao sepultamento de Jesus, na segunda linha do credo. Que este é o mesmo evento que o enterro descritos nos Evangelhos torna-se evidente, comparando a tradição de Paulo com as narrativas da Paixão de um lado e os sermões nos Atos dos Apóstolos, por outro. A quarta linha do credo transmitido por Paulo é um resumo dos acontecimentos centrais da crucificação de Jesus, o sepultamento por José de Arimatéia, a descoberta de seu túmulo vazio, e suas aparições aos discípulos.

Este credo foi datado em 5 anos dentro da crucificação, como mencionei antes.

Estudos adicionais
Um artigo de nível acadêmico (em inglês), onde Craig faz a defesa caso pelo túmulo vazio é encontrado aqui. Comentaristas ateus: certifique-se e leia este artigo antes de comentar.

Tradução Pés Descalços.

Posted on Tuesday, March 02, 2010 by Maurilo e Vivian

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Monday, March 01, 2010


Você simplesmente passa direto sobre 1 Coríntios 15:3-7 quando você lê a Bíblia? Você sabia que esta passagem é a melhor passagem em toda a Bíblia quando se trata de defender a ressurreição? Vamos dar uma olhada em uma palestra onde o historiador Gary Habermas explica a importância de 1 Coríntios 15:3-7 para defender a ressurreição corporal de Jesus como um evento histórico.
Lembre-se que existem alguns critérios para decidir quais as passagens dos escritos do Novo Testamento são historicamente confiáveis. Aqui (em inglês) está um ótimo artigo de Gary Habermas, que explica todos os critérios. Abaixo, vou listar alguns dos critérios do referido artigo.

Comprovação antiga
Fontes antigas incluem: 1) 7 dos 13 livros paulinos são unanimemente aceitos como sendo de autoria de Paulo, 2) as passagens "Q" que são partilhados por Mateus e Lucas, mas que não estão em Marcos, e 3) certos credos curtos em passagens do livro de Atos. As 7 Epístolas paulinas que são confiáveis Romanos, 1 Coríntios, 2 Coríntios, Filipenses, 1 Tessalonicenses, Gálatas e Filêmon.
Habermas escreve:
“No que se refere ao Jesus histórico, qualquer material entre 30 e 50 d.C. seria exemplar, um período altamente preferido pelos eruditos como os do Jesus Seminar.
Relatos de uma data tão antiga realmente antecedem os Evangelhos escritos. Um exemplo famoso é a lista das aparições de Jesus ressurreto fornecidos por Paulo em 1 Coríntios 15:3-8. A maioria dos críticos eruditos pensam que a recepção de Paulo de pelo menos o material sobre o qual esta declaração antiga no qual o credo se baseia é datada da década de 30 d.C. Outros exemplos são fornecidos pelas breves declarações de credo que muitos eruditos encontram incorporado no livro de Atos, que Gerald O'Collins data para os anos 30 d.C. A partir do chamado material "Q" no primeiro e terceiro evangelho, outro exemplo é a declaração de alta cristologia encontrada em Mateus 11:27 / Lucas 10:22. Além disso, as primeiras epístolas de Paulo datam a partir da década de 50 d.C.”

Depoimento de testemunha ocular
Habermas escreve:
“Sempre que estas fontes precoces também são derivadas de testemunhas oculares que realmente participaram de alguns dos eventos, isso proporciona uma das evidências mais fortes possíveis. O historiador David Hackett Fischer chamo isso de 'regra do imediatismo' e define isso como 'a melhor evidência relevante'. Quando os eruditos possuem fontes antigas que são ambas muito antigas e com base em depoimentos de testemunhas oculares, eles têm uma combinação que é muito difícil de dispensar.
Em nosso exemplo anterior, uma razão pela qual os eruditos críticos levam o depoimento de Paulo tão a sério é que seus escritos fornecem uma data muito precoce, bem como testemunhas oculares do que Paulo acreditava ser uma aparição do Jesus ressurreto. Isto é ainda aceito pelo estudioso ateu Michael Martin. Outros momentos cruciais que dizem respeito a qualquer outra testemunha ocular podem ser localizados nos textos do Evangelho.”

Múltiplas comprovações
Habermas escreve:
“Comprovações independentes de um relato por mais de uma fonte é outra grande indicação que uma afirmação em particular pode ser fatual. O historiador da antiguidade Paul Maier afirma que: 'Muitos fatos da antiguidade se baseiam em apenas uma fonte antiga, enquanto que duas ou três fontes que estejam de acordo geralmente tornam o fato incontestável.' O Jesus Seminar enfatiza itens atestados em duas ou mais fontes independentes.'
Vários exemplos importantes podem ser fornecidos. Das cinco fontes muitas vezes reconhecidas nos relatos dos Evangelhos, os milagres de Jesus são relatados em todos os cinco, com algumas ocorrências específicas relatadas em mais de um. As declarações cruciais de Jesus 'Filho do Homem' também são atestados em todas as cinco fontes dos Evangelhos. E o túmulo vazio é relatado em pelo menos três, se não quatro, destas fontes dos Evangelhos. Isso ajuda a entender por que esses itens são levadas tão a sério por eruditos críticos contemporâneos.”

Linha de tempo das fontes do Novo Testamento
Você só pode usar os dados que passarem por estes parâmetros quando você está construindo hipóteses históricas em um ambiente de debate. Mas a passagem de 1 Coríntios 15:3-7 é especial, porque tem as marcações em um credo antigo. Como explica Habermas, Paulo recebeu esse credo no prazo de cinco anos após a crucificação. Paulo verificou este credo duas vezes com testemunhas oculares, Pedro, João e Tiago, em Gálatas 1:11-24 e Gálatas 2:1-10.
Então, vamos definir a data da morte de Jesus como sendo 30 AD. Então a pergunta: quais as fontes mais próximas ao evento? Nós precisamos ter várias fontes antigas a fim de sermos capazes de atestar fatos mínimos que podem ser usados quando se está debatendo céticos e ateus. Aqui está o cronograma, utilizando as mais recentes e absolutas datas possíveis para as fontes:

30 A.D.: Jesus é crucificado. (+0)
31 AD: O antigo credo se origina em torno deste tempo.
35 AD: Paul recebe o antigo credo de Pedro, João e Tiago em Jerusalém.
55 A.D.: 1 Coríntios (+25).
70 A. D. Marco (+40).
80 A. D. Mateus (+50).
85 A. D. Lucas (+55).
95 A. D. João (+65).

As minhas datas preferenciais para os evangelhos são pelo menos 5 anos anteriores do que as datas dos céticos. Assim, sua fonte mais antiga para os fatos mínimos sobre a ressurreição é 1 Coríntios 15:3-7. Eu expliquei anteriormente como alavancar os fatos em 1 Coríntios 15, e outros fatos mínimos, para apresentar um caso em defesa pela ressurreição.

Aplicação pessoal
Você realmente precisa ser capaz de falar com seus amigos e colegas de trabalho sobre a ressurreição. Essa é a nossa obrigação como cristãos. Quando você conversa com os não-cristãos, você não pode usar toda a Bíblia pela fé. Seu oponente não vai permitir que você use todo o texto como fonte porque não vai assumir que é infalível. Você precisa argumentar a partir de fatos mínimos que passam os critérios históricos padrões.
Então, você precisa aprender a explicar como os eruditos chegaram aos fatos mínimos a partir das fontes bíblicas. Você precisa de listas de critérios e explicar por que eles são geralmente aceitos, e depois aplicá-las. Você precisa saber as datas e os autores dos escritos do Novo Testamento. Você precisa saber que passagens são consideradas fatos mínimos. E então você pode apresentar a defesa sobre esses fatos.
Acho que a estratégia mais promissora é discutir a partir de um criador e designer sobrenatural utilizando-se de algumas descobertas científicas recentes, e siga a partir daí para preocupações históricas uma vez que a existência de um Deus deísta foi firmemente estabelecida.

Estudos adicionais
Em primeiro lugar, ouça os 30 minutos de palestra (em inglês) proferida na Universidade Estadual Politécnica da Califórnia em 2008 por Gary Habermas, sobre 1 Coríntios 15:3-7. Então, confira o caso pela ressurreição (em inglês) de N.T. Wright. Então ouça esta palestra (inglês) proferida na Universidade Estadual da Califórnia em 2005 por William Lane Craig, argumentando a partir dos fatos mínimos.
E, finalmente, você pode verificar alguns debates (em inglês) sobre a ressurreição. Eu recomendo o debate (em inglês) entre William Lane Craig e Hoover Roy. Mas é importante ler primeiro o caso de N.T. Wright pela ressurreição! Há uma seção de testes no debate, por isso, se você está tão interessado nisso quanto eu, vai poder fazer suas correções ali.

Tradução Pés Descalços.

Posted on Monday, March 01, 2010 by Maurilo e Vivian

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