Saturday, March 27, 2010

Wretched (miserável) é um dos nossos programas preferidos.
Ele não passa no Brasil, nem existe algum programa assim aqui. Na verdade, mesmo nos Estados Unidos, esse programa é único.
Todd Friel, o apresentador, é um dos nossos "professores" de evangelismo. Destemido. E louco. E tem um senso de humor singular.
Todd também é muito alto. Nós conferimos isso no Deeper, em Atlanta em 2008. Na foto que tiramos com ele, tivemos que subir alguns degraus para ficar mais perto.

Posted on Saturday, March 27, 2010 by Maurilo e Vivian

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"Não sou chamado!" É o que você disse? "Não ouvi o chamado:" é o que eu acho que você deveria dizer. Ponha seu ouvido na Bíblia, e ouça-a lançando você para ir e tirar os pecadores do fogo do pecado. Abaixe sua orelha até o coração sobrecarregado e agoniado da humanidade, e ouça o seu lamentável lamento por ajuda. Vá perante os portões do inferno, e ouça o condenado suplicar-lhe para ir a casa de seu pai e suplicar a seus irmãos e irmãs e funcionários e mestres
não irem para lá. Então olhe para o rosto de Cristo - cuja misericórdia você tem professado
obedecer - e diga-lhe se você vai aderir de coração e alma e corpo e circunstâncias na marcha para proclamar a sua misericórdia para o mundo.

William Booth,
Fundador do Exército da Salvação

Posted on Saturday, March 27, 2010 by Maurilo e Vivian

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Alguns textos do Velho Testamento que se cumpriram em Cristo.

Posted on Saturday, March 27, 2010 by Maurilo e Vivian

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Friday, March 26, 2010

Posted on Friday, March 26, 2010 by Maurilo e Vivian

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De Edgar Andrews Who Made God?: Searching for a Theory of Everything (Quem criou Deus? Buscando uma teoria do todo).

Andrews é Professor Emérito de Materiais da Universidade de Londres e um perito internacional em grandes moléculas. Seu livro é perspicaz, envolvente e alegre para um assunto tão profundo. É cientificamente e filosoficamente astuto. Andrews não tem medo dos ateus, como Richard Dawkins, que tentam exercer a ciência como uma arma contra o teísmo.

... Existe uma resposta para a pergunta que os ateus ficam felizes em aceitar - a resposta "Nós criamos Deus".

Nesse momento ... deixe-me salientar três pequenos problemas com a hipótese “nós criamos Deus”. Primeiro, ele cai na mesma armadilha que o ateu habilmente define quando ele pergunta: “Se Deus criou tudo, quem criou Deus?” Porque quando ele declara confiante que criamos Deus, deve então ser perguntado: “Se nós criamos Deus, quem nos criou?” Já que a resposta: “Deus nos criou” é, obviamente, excluída, ab initio, a pergunta “Quem nos criou?” não é mais fácil de responder que “Quem criou Deus?” Só para repetir, “a evolução nos criou” simplesmente não vai servir. Como Scott Adams observou, "a evolução não é a causa de qualquer coisa; é uma observação, uma forma de colocar as coisas em categorias. Evolução não diz nada sobre as causas. “Ou, de uma forma mais simples, se a evolução nos criou, quem criou a evolução?”

O ateu, sem dúvida irá dizer que a evolução é simplesmente a forma como a natureza trabalha; é apenas parte do “todo” que os teístas erroneamente atribuem a Deus. Mas a lógica desta afirmação nos leva em uma direção inesperada - que eu escrevi em uma diminuta peça teatral para o provar.

[No palco três pessoas: "teísta", "ateu um" e "ateu dois" se envolvem em uma discussão. Entra o questionador vestindo uma jaqueta e com uma expressão perplexa.]

Questionador: Desculpe-me interromper, mas vocês podem me dizer quem criou tudo?
Teísta: Sim, Deus criou tudo.
Ateu um: Oh? Então, quem criou Deus?
Ateu dois: Nós criamos Deus.
Teísta: Então, que nos criou?
Ateu um: Evolução nos criou.
Teísta: Quem criou a evolução?
Ateu dois: Ela faz parte do “todo”, o “todo” criou a evolução.
Questionador: Desculpe-me interromper ... mas quem criou tudo? Oh, deixa pra lá...

[O questionador sai pela esquerda (pelo caminho que entrou) com uma expressão ainda mais confusa.]

... A argumentação filosófica que acaba onde começou é ainda mais inútil - e, tal como o pequeno drama indica, é a afirmação de que “nós criamos Deus”.

O segundo problema com este argumento é que ele é desprovido de qualquer base probatória, como veremos no devido tempo. Não é, de fato, uma explicação. Ele não explica conceitos religiosos, a experiência religiosa ou o instinto religioso quase universal da humanidade, antiga ou moderna. Pelo contrário, é uma cortina de fumaça que encobre a ignorância, um dar de ombros especulativo sobre o fenômeno substancial da crença religiosa. Como muitos argumentos ateístas, é em essência uma tautologia. Começando com a premissa oculta que Deus não existe objetivamente, ele procura (e encontra) uma explicação alternativa para a fé e experiência religiosa completamente dentro de nós. Em seguida, raciocina o seguinte: já que Deus definitivamente existe na mente daqueles que acreditam, e já que Deus não existe de outra maneira, então Deus deve existir apenas na mente daqueles que acreditam. Bingo! Criamos Deus.

Em terceiro lugar, sempre que A cria B (o que quer que seja A e B), é razoável supor que A (o criador) é maior do que B (a criação). Beethoven era maior do que qualquer de suas composições e Rembrandt, Picasso ou Turner maiores do que qualquer um de seus retratos. Quando minha esposa faz um bolo, não importa quão bom fique o bolo, logo ele acaba - uma coisa da transitoriedade e insignificância em comparação com quem o fez. Mas se o homem cria um Deus transcendente e todo-poderoso de sua própria imaginação, a criação é maior que o criador - que, enquanto não provar a existência de Deus, tem um monte de coisas para explicar. Eu aceito que meu raciocínio aqui é de caráter ontológico, mas continua a ser válido eu acho, como uma refutação da hipótese de “Quem criou Deus”. Afinal, Richard Dawkins afirma com veemência que um Deus que fez o universo extremamente complexo deve ser ainda mais complexo do que a sua criação .... Eu suponho que eu estou autorizado a dizer a mesma coisa quando se é um caso do homem alegadamente criando Deus.

Posted on Friday, March 26, 2010 by Maurilo e Vivian

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Thursday, March 25, 2010


No último domingo fomos visitar nossos irmão da igreja Comunhão em Cristo na zona norte, onde vamos ministrar um curso de evangelismo em Abril. Em breve teremos mais novidades. Foi um tempo muito bom de comunhão com nossos irmãos e é sempre bom conhecer uma igreja que tem o coração voltado para o perdido e desejar alcançar as almas no seu bairro.
Mas algo de interessante aconteceu ao final do culto. E não foi a primeira vez. Nem a segunda. E nem a terceira.
Um pouco antes do final da reunião, o pastor me chamou e pediu para eu conversar com um senhor que tinha entrado na igreja. Ele é um morador de rua e pediu para que eu compartilhasse o evangelho com ele. Interessante que isso já aconteceu comigo várias vezes em algumas igrejas. E eu entendo o porquê. Ora, se você tem alguém na igreja que trabalha com evangelismo, ninguém melhor para evangelizar qualquer pessoa que entrar na igreja.
Evangelismo com moradores de rua não é algo novo para mim. No meu tempo de Jocum, muitas vezes fomos para a rua pregar o evangelho e levar refeições, cobertores e café. A novidade é fazer isso dentro da igreja. E com tanta frequência.
Existe alguma diferença em se evangelizar moradores de rua na rua e na igreja? Ou melhor, existe algum diferença entre evangelizar um morador de rua e qualquer outra pessoa?
O morador de rua possui um problema (para não dizer muitos) que é sempre constante. Ele não tem casa. Ele vive na rua. Ele convive com a violência da rua, o desprezo das pessoas. Pode estar envolvido com drogas, roubo e tantas outras coisas. Devemos levar tudo isso em consideração na hora de evangelizá-lo?
Sim, devemos. Categoricamente. Mas isso não muda a mensagem do evangelho. Isso não muda a nossa abordagem. Então, por que devemos levar todas essas coisas em consideração?
Muito simples, isso muda a nossa sensibilidade e nossa postura em relação à pessoa.
O evangelho é um só. Uma mensagem clara: nós somos pecadores imundos, que merecem nada menos do que a ira de Deus. Mas Deus, em seu imenso amor, enviou Jesus Cristo, seu único filho. Ele viveu uma vida perfeita, foi crucificado e morreu na cruz em nosso lugar. A ira de Deus que deveria cair sobre nós, foi colocada sobre Cristo. Ele morreu. Mas ressuscitou (temos vários artigos no blog sobre isso), venceu a morte e hoje a salvação está disponível para aqueles que se arrependerem de seus pecados e colocarem sua fé em Jesus Cristo como seu único e verdadeiro salvador. Resumidamente, essa é a mensagem. Não muda se a pessoa for morador de rua ou se ela for o presidente da república. Então, o que muda?
Quando estamos falando com um morador de rua é importante manter em mente que essa pessoa muito provavelmente entende bem que é uma pecadora. Ela vive na rua. Muitos já passaram pela cadeia. Elas sabem que não são pessoas boas. Mas mesmo assim, não devemos abrir mão do uso da Lei porque, muitas vezes, essa pessoa não se acha realmente rebelde em relação a Deus. Ela sabe que é pecadora, mas não tanto assim. Portanto, com a mesma graça de sempre, utilize a Lei para trazer o conhecimento do pecado. Prepare o terreno para o Espírito Santo trabalhar no coração do evangelizado. Só tenha cuidado com uma coisa: é fácil em uma situação como essa parecer superior ou parecer aquela pessoa que nunca pecou na vida. Isso é verdade com qualquer um, mas se torna mais verdade quando estamos falando com um morador de rua. Eu sempre reforço com a pessoa que eu também sou um pecador, que também ofendi a Deus e talvez tenha o ofendido mais ainda, sem entrar em detalhes. Não queremos saber os detalhes dos pecados. Mas nunca deixe de tornar o pecado da pessoa algo pessoal.
Também não deixe de falar sobre o julgamento vindouro. Isso é muito importante. Tanto o morador de rua quanto os que vivem em uma mansão precisam entender que todos, sem exceção, vão se apresentar perante Deus para o julgamento. E Deus é um justo juiz. Não se negue a falar sobre isso.
E quando o coração da pessoa estiver pronto, quando você perceber que a pessoa estiver como Felix perante Paulo (Atos 24:25), apresente a Graça. E deixe claro para essa pessoa que Deus pode salvar até o mais miserável dos pecadores. Ele nos salvou!
Mas aqui tem um perigo. Cuidado com o que você promete. Só existe uma garantia que podemos declarar com 100% de certeza: Deus irá salvar todos aqueles que se achegarem a Ele em arrependimento e fé. Todos os que se achegarem a Ele com o coração contrito pela ação do Espírito Santo. Todos. E Ele vai tornar essas pessoas seus filhos. Qualquer coisa além disso é uma promessa perigosa. Não podemos garantir que essa pessoa vai sair das ruas. É bem possível que isso venha a acontecer. É algo natural, especialmente se essa pessoa se tornar parte de uma igreja. Mas não temos como garantir isso. Não temos como garantir nada além da promessa de salvação.
Mantenha-se focado naquilo que a Bíblia nos garante. Se essa pessoa se converter, ela terá se tornado filha de Deus. E Deus se torna responsável por ela. E tenha certeza que Ele cuida de seus filhos.
Quando esse encontro evangelístico acontece em uma igreja (ei, isso acontece comigo direto) ao final da conversa, direcione essa pessoa para o pastor ou algum diácono para que eles possam dar algum prosseguimento a essa conversa. Algumas igreja possuem algum trabalho social ou encaminhamento que possa de alguma forma ajudar essa pessoa.
Um último lembrete importantíssimo: muitas vezes (mas não todas) moradores de rua entram nas igrejas pequenas para tentar ganhar alguma coisa. É sempre mais fácil em uma igreja pequena porque todos vão vê-lo entrar e a sensação de constrangimento é maior. Em uma igreja grande, alguém assim pode passar despercebido. Não deixe isso distraí-lo. Mesmo que você perceba que essa pessoa está ali porque quer ganhar alguma coisa, compartilhe o evangelho com ela. Ao final, veja se é possível para a igreja ajudar essa pessoa de alguma forma. Não prometa nada. Deixe que algum diácono ou o pastor assuma desse ponto em diante.
Minha conversa com Edmur (ere essa seu nome. Foi difícil de entender) foi bem interessante. Quando o pastor pediu para que eu conversasse com ele, podia-se ver nitidamente que ele estava comovido. Quando sentamos e eu perguntei por que ele tinha entrado na igreja, ele começou a compartilhar algumas coisas. Aos poucos fui apresentando a Lei para ele e em pouco tempo Edmur estava aos prantos. Ele ouviu sobre a Graça salvadora de Deus. E fez algumas perguntas.
No final, ele comeu alguns pedaços de bolo (tinha um aniversário naquela noite) e teve oportunidade de conversar com o pastor ao final. Ele foi encorajado a voltar outras vezes.
Ele foi salvo? Não sei. Não tenho como saber. Mas eu sei que nosso compromisso é compartilhar o evangelho. O trabalho de salvação é exclusivo do Espírito Santo. E podemos compartilhar essa fé de forma efetiva e bíblica, usando a Lei para preparar o caminho. E podemos orar. Por favor, ore por Edmur. Ore para que ele seja salvo. Para que Deus o tire da rua. Para que ele possa ser inserido no corpo de Cristo e venha a crescer em graça e conhecimento perante o Senhor.

Posted on Thursday, March 25, 2010 by Maurilo e Vivian

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Eu pensei em escrever um breve artigo sobre o caso de N.T. Wright, que é um caso multi-volume pela defesa da historicidade da ressurreição corporal de Jesus, que parece estar ficando muito respeitodo junto ao outro lado, (embora eu discorde totalmente com seu ponto de vista econômico e político, que são na melhor das hipóteses ingênuos*). Wright leciona em Cambridge, Oxford, Duke, McGill, etc. Ele publicou 40 livros.

Um trecho de seu CV; todos os cursos são da Universidade de Oxford:

2000 D.D.
1981 D. Phil.
1975 M.A.
1973 BA (Honours classe 1), Teologia; Denyer e Johnson Prize (compartilhado) por ser primeiro top aluno; Colégio Nobel
1971 BA (Honours classe 1), Literae Humaniores; Colégio Nobel

Wright parece ser muito respeitado por céticos como John Dominic Crossan (seu debate está aqui: livro, audio - nota: compre o áudio, não compre o livro). Eu nunca ouvi Crossan admitir o túmulo vazio e as aparições, mas ele faz isso contra Wright. Em seu debate (áudio, livro) contra William Lane Craig, ele negou todas os 4 fatos mínimos de Craig.
Nós temos visto em outros lugares como argumentar para a ressurreição usando a abordagem dos fatos mínimos. Os fatos mínimos são um punhado de fatos sobre Jesus que sobrevivem os critérios históricos padrões utilizados na avaliação das biografias históricas. Mas Wright tem uma abordagem diferente.

Vamos dar uma olhada em uma palestra (esse link tem a transcrição em PDF, áudio e video, em ingles) que Wright ministrou sobre a ressurreição.

Caso histórico de N.T. Wright pela ressurreição corporal de Jesus
Wright alega basicamente que a ressurreição não pode ter sido um mito inventado pela comunidade cristã primitiva, porque a ideia do Messias morrendo e sendo ressuscitados corporalmente para a vida eterna era completamente inesperada na teologia judaica e, portanto, não teria sido fabricada.
No judaísmo, quando as pessoas morrem, ficam mortas. No máximo, eles poderiam voltar a aparecer como aparições, ou ser ressuscitadas para a vida por um tempo, mas depois morrer novamente mais tarde. Não havia nenhum conceito da ressurreição do corpo para a vida eterna de uma única pessoa, especialmente do Messias, antes da ressurreição geral de todos os justos mortos no dia do julgamento.

O caso de Wright para a ressurreição tem 3 partes:
  • As crenças judaicas teológicas da comunidade cristã primitiva sofreram 7 mutações que são inexplicáveis fora da ressurreição corporal de Jesus
  • O túmulo vazio.
  • As aparições post-mortem de Jesus aos indivíduos e grupos, amigos e inimigos

Aqui está o esboço do caso de Wright:

... A base do meu argumento para o que aconteceu na Páscoa é o reflexo que esta esperança judaica sofreu modificações notáveis ou mutações dentro do cristianismo primitivo, que podem ser traçados de forma consistente nos dois primeiros séculos. E estas mutações são tão marcantes, em uma área da experiência humana onde as sociedades tendem a ser muito conservadoras, que força o historiador ... a perguntar, por que elas aconteceram?

As mutações ocorrem dentro de um contexto estritamente judaico. Os primeiros cristãos se seguraram com firmeza, como a maioria de seus contemporâneos judeus, a crença em duas partes sobre o futuro: primeiro morte, e tudo imediatamente que se segue; em segundo lugar, uma nova existência corporal em um recém-refeito mundo. 'Ressurreição' não é uma palavra chique para 'vida após a morte', que denota a vida após a "vida após a morte '.

E aqui estão as 7 mutações:

  1. A teologia cristã da vida após a morte se transforma de múltiplos pontos de vista (o judaísmo) para uma visão única: a ressurreição (cristianismo). Quando você morrer, sua alma vai esperar no Seol. No dia do juízo, os justos mortos receberão novos corpos ressurretos, idênticos ao corpo de Jesus ressuscitado.
  2. A importância relativa da doutrina da ressurreição mudou da periferia (judaísmo) para o centro (cristianismo).
  3. A ideia de como a ressurreição seria vai de múltiplas visões (judaísmo) para uma única visão: um corpo incorruptível, espiritualmente orientado, composto pelo material do corpo corruptível anterior (Cristianismo).
  4. O momento da ocorrência da ressurreição mudou do dia do julgamento (judaísmo) para uma separação entre a ressurreição do Messias, direto e agora e a ressurreição do resto dos justos no dia do julgamento (o cristianismo).
  5. Há uma nova visão da escatologia como colaboração com Deus para transformar o mundo.
  6. Há um novo conceito metafórico da ressurreição, referido como "nascer de novo".
  7. Há uma nova associação do conceito de ressurreição do Messias. (O Messias não deveria sequer morrer, e ele certamente não deveria ressuscitar dos mortos em um corpo ressuscitado!)

Há também outros enigmas históricos que são resolvidos postulando-se uma ressurreição corporal de Jesus.

  1. O povo judeu pensava que o Messias não deveria morrer. Embora houvesse muitos Messias (guerreiros) correndo no momento, sempre que eram mortos, os seus seguidores os abandonavam. Por que os seguidores de Jesus não o abandonaram quando ele morreu?
  2. Se a igreja cristã primitiva queria comunicar que Jesus era especial, apesar de sua morte vergonhosa na cruz, teria criado uma história utilizando o conceito judaico existente de exaltação. Aplicar o conceito da ressurreição corporal de um Messias morto seria um afastamento radical da teologia judaica, quando uma exaltação inventado já estava disponível para fazer o trabalho.
  3. A igreja primitiva tornou-se extremamente temerária sobre doença e morte, tendo cuidado de pessoas com doenças transmissíveis e testemunhado sobre sua fé em face da tortura e execução. Por que eles desprezavam a doença e a morte?
  4. Os evangelhos, especialmente Marcos não contêm qualquer enfeites e "teologia historicizada". Se eles foram confeccionados, teriam tido eventos que tivessem alguma ligação com conceitos teológicos. Mas as narrativas ao invés disso são apenas esqueletos: "um cara morre morte pública. As pessoas se deparam com o mesmo cara vivo mais tarde." Uma narrativa simples.
  5. A história das mulheres que foram as primeiras testemunhas do túmulo vazio não pode ter sido inventada, porque o testemunho de mulheres não era admissível em quase todas as circunstâncias da época. Se as histórias foram inventados, eles teriam inventado homens descobridores do túmulo. Mulheres descobridoras teriam dificultado os esforços de conversão.
  6. Quase não há enfeites lendários nos evangelhos, quando há em abundância nas falsificações mais gnósticas. Nenhuma multidão de anjos cantando, sem cruzes falantes, e sem vozes em expansão das nuvens.
  7. Não há nenhuma menção da esperança futura da ressurreição geral, a qual eu acho que eles pensavam que era iminente de qualquer maneira.
Para concluir, Wright faz o argumento de que a melhor explicação para todas essas mudanças na teologia e na prática é que Deus ressuscitou Jesus (corporalmente) dos mortos. Não há simplesmente nenhuma maneira que essa comunidade teria criado uma única ressurreição do Messias - que supostamente nem sequer deveria morrer - e, em seguida, arriscarem sua vida por essa crença.

E lembre-se, a crença em um Jesus ressuscitado não era uma crença em uma nave espacial voadora que estava vindo buscá-los se eles bebessem suco. Esta era uma crença que eles tinham com base em experiências pessoais. Eles foram capazes de confirmar ou negar a sua crença na ressurreição de Jesus com base em suas próprias experiências pessoais com o objeto dessas crenças.

Recursos adicionais

Para mais debates sobre a ressurreição, veja aqui para William Lane Craig, aqui para Mike Licona, e aqui para Gary Habermas. Eu sou um grande fã de todos esses caras, mas Craig não perdeu nenhum debate sobre a ressurreição, enquanto Licona empatou contra Richard Carrier e Habermas perdeu contra Arif Ahmed. Em particular, eu recomendo estes 3 debates:

Gary Habermas (Liberty) vs Joel Marcus (Duke) - Part1, Part2, Part3

Tradução Pés Descalços.

*Nota do tradutor: e eu pessoalmente discordo totalmente da visão de Wright sobre a justificação, o que o tem colocado no campos dos hereges.

Posted on Thursday, March 25, 2010 by Maurilo e Vivian

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