Wednesday, September 15, 2010


Coerente, consistente e viável por Wes Widner

(Áudio em MP3 aqui em breve)

O cristianismo é uma cosmovisão, uma maneira de ver o mundo em que vivemos, por isso abrange crenças metafísicas, como a origem do universo, o significado e propósito da vida e o que acontece conosco depois que morremos. Também engloba coisas do tipo como vemos a família, casamento e carreira. Ele ainda engloba as decisões corriqueiras como o que nós escolhemos para vestir, que tipo de entretenimento preferimos e como nós gastamos o nosso tempo de lazer.

A maioria das pessoas realmente não pensam sobre suas visões de mundo e, como conseqüência, sua visão de mundo acaba sendo uma coleção confusa de crenças. Poucas pessoas gastam tempo para pensar criticamente sobre as crenças que possuem e examinam se a sua visão de mundo passa por três testes básicos:

É coerente?
A primeira pergunta de qualquer visão de mundo é se ela oferece uma explicação do mundo que nos rodeia e quão precisa é essa descrição. Nem todas as visões de mundo estão preocupados em descrever com precisão o mundo que nos rodeia. No budismo e no hinduísmo, por exemplo, a realidade é vista como um mito, de modo que, naturalmente, as descrições que estas visões de mundo oferecem não são destinadas a fornecer uma descrição exata do mundo. Naturalismo/materialismo (crença de muitos ateus) contém descrições do mundo que param no ponto da origem e não conseguem explicar como o todo veio do nada.

O cristianismo é o único que não só oferece explicações razoáveis sobre a origem do universo, mas também oferece uma explicação razoável de eventos históricos bem-estabelecidos como a ressurreição de Jesus Cristo.

É compatível?
A próxima questão que devemos perguntar sobre uma visão de mundo é se ela contém declarações contraditórias. Tais declarações seriam um problema lógico para nós, pois violaria uma das leis fundamentais da lógica, ou seja, a lei da não-contradição.

Algumas visões de mundo como o budismo, o hinduísmo, Nova Era, Wicca, o Islã e o mormonismo abraçam paradoxos como parte de sua doutrina padrão e, portanto, não possuem uma pretensão de serem coerentes em relação aos seus ensinamentos. Pelo contrário, o foco de visões de mundo como estas é mais experimental do que é informativo. O cristianismo, no entanto, está preocupado com os dois.

Religiões orientais dependem fortemente de contradições, a fim de chamar adeptos para meditação profunda. O Zen Budismo, por exemplo, tem uma categoria inteira de ensinamentos conhecida como Koan, que são projetados especificamente para combater o pensamento e o discurso racional que muitas vezes é visto pelos místicos orientais como uma invenção ocidental.

O Islã abraça tanto as contradições nos ensinamentos dos seus escritos sagrados, a Bíblia, Alcorão e Hadith, e em suas práticas rituais. Os adeptos são convidados a acreditar que tanto a Bíblia e o Alcorão foram dados por Deus mesmo que ambos contenha reivindicações mutuamente excludentes. Em tempos mais recentes, seus adeptos também estão sendo informados de que o Islã é uma religião de paz e é tolerante com visões de mundo opostas que contradizem a história e as palavras de seu fundador (Maomé).

O naturalismo/materialismo abraça a contradição inerente da regressão infinita, quando se trata da origem do universo, já que explicações sobrenaturais são categoricamente rejeitadas logo de cara. Isso também cria o problema de como a moral, sentido e finalidade estão fundamentados em uma visão de mundo puramente naturalista.

O Cristianismo é único nesta área, uma vez que não apresenta qualquer contradição inerente, quer dentro do texto acreditado por conter a revelação inspirada de Deus ou nas práticas nele fixadas. Há certamente dificuldades que exigem algum esforço e estudo, e certamente muitos professores cristãos conseguiram introduzir filosofias estranhas no Cristianismo fazendo com que pareça ser logicamente inconsistente ou contraditório. Embora muitos seguidores de Jesus Cristo não consigam viver de modo coerente, não obstante os ensinamentos de Cristo encontrados no Novo Testamento estão em perfeito acordo com o que encontramos no Antigo Testamento.

O cristão, ao contrário dos adeptos da visões de mundo concorrentes, não precisa aceitar um paradoxo lógico, a fim de harmonizar qualquer ensinamento encontrado dentro do cristianismo com outros ensinamentos ou com resultados históricos ou científicos.

É viável?
A cosmovisão pode ser internamente coerente e oferecer uma explicação abrangente do mundo e ainda assim, não ser viável. O ateísmo, por exemplo, oferece uma sucinta visão de mundo no qual somos apenas acidentes cósmicos: vermes da natureza, cuja existência não tem propósito ou significado. Alguns, como Friedrich Nietzsche, aceitou o niilismo que, logicamente, acompanha uma visão naturalista do universo. Infelizmente, Nietzsche acabou ficando louco ao tentar manter uma coerência com suas convicções.

No entanto, muitos escolhem continuar acreditando que vale a pena viver. Que a vida tem sentido e que o que fazemos aqui na terra importa e ecoa de alguma forma para a eternidade. Essas crenças teimosas não são viáveis dentro de uma visão de mundo naturalista e devem ser emprestadas, portanto, de algum outro lugar.

Coerente, consistente e viável
O cristianismo é a única cosmovisão que passa em cada um destes testes com louvor e eu realmente encorajo qualquer um que leva a sério sua busca pela verdade a considerar o cristianismo. Você pode acabar descobrindo que a verdade que você procura está à sua espera com os braços abertos.

Posted on Wednesday, September 15, 2010 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, September 14, 2010


A cosmovisão cristã é a melhor explicação por Jim Wallace

(Áudio MP3 aqui em breve)

Como um detetive, eu tenho um trabalho interessante. Eu tenho que entrar na cena do crime e avaliar as provas na minha frente: é uma morte natural ou homicídio? Se é um homicídio, que suspeito melhor se encaixa nas provas na cena do crime? Embora possa haver um número de suspeitos potenciais que respondem por algumas ou a maioria das provas que vemos, um suspeito normalmente emerge como o "melhor" em que ele ou ela mais completamente (e mais razoavelmente) explicam as provas. Este suspeito simplesmente faz mais sentido dentro do que eu estou vendo. Eu, então, "infiro", a partir do fato de que este suspeito fornece a melhor explicação (dada a prova) que o suspeito é, de fato, o verdadeiro assassino. Este processo de "inferência para a melhor explicação" é às vezes chamado de "abdução”. Eu entendo a importância de analisar um conjunto de soluções potenciais (suspeitos) e avaliar cuidadosamente quais dessas soluções melhor explica as evidências. Quando eu utilizo o processo de abdução, eu acabo com uma explicação que é simples e coerente e explica adequadamente a prova em questão. É "possível" que eu possa ter o suspeito errado? Claro, especialmente se eu admitir que tudo e qualquer coisa é possível. Mas será que é "razoável" acreditar que alguma outra pessoa cometeu esse crime, quando meu suspeito final responde por todas as provas na cena do crime? Não. E essa é a beleza de utilizar a abdução desta maneira. Eu chego a um lugar de "suficiência de prova" e eu sou capaz de dar sentido ao que estou vendo.

Os detetives não são as únicas pessoas que empregam o raciocínio abdutivo para dar sentido ao seu ambiente. Todos nós queremos que esse mundo faça o sentido. Como resultado, cada um de nós tem uma visão de mundo (algo que chamamos de “cosmovisão”) que tenta explicar a situação em que nos encontramos. Isso é justo, todos nós observamos o mundo ao nosso redor e começamos a pensar sobre possíveis explicações para o que estamos vendo. Nós então passamos a oferecer a explicação mais razoável que, se verdadeira, explica as evidências que temos diante de nós. Nós estamos "inferindo a melhor explicação", empregando o processo de "abdução".

Quanto mais vivemos, mais reconhecemos as "grandes questões" da vida. Estas perguntas imploram por ser respondidas e tem motivado os teólogos, filósofos e cientistas para explorar e investigar o seu mundo. Cada um de nós desenvolve uma visão de mundo particular, a fim de explicar a realidade de nossas vidas e responder as questões mais importantes da vida. Ao longo do caminho tomamos uma decisão entre duas realidades possíveis: um mundo em que apenas forças naturais estão em ação (ponto de vista ateu conhecido como naturalismo filosófico) ou um mundo no qual as forças sobrenaturais estão em ação, além das forças naturais (representadas pela visão de mundo teísta). Dadas estas duas possibilidades, o "raciocínio abdutivo" pode nos ajudar a decidir qual visão melhor explica a realidade em que vivemos. Tenho uma visão de mundo teísta porque acredito que melhor explica o mundo ao meu redor, e faz isso de uma forma que simplesmente não pode ser igualada pelo naturalismo filosófico inerente ao ateísmo. Nas dez perguntas mais intrigantes e importantes que podem ser feitas por seres humanos, o teísmo cristão continua a oferecer a melhor explicação, especialmente quando comparado com o naturalismo filosófico:

  • Como o universo surgiu?
  • Por que parece haver design (ajuste fino) no Universo?
  • Como se originou a vida?
  • Por que parece haver evidências de inteligência na Biologia?
  • Como surgiu a consciência humana?
  • De onde vem o livre arbítrio?
  • Por que os humanos são tão contraditórios em sua natureza?
  • Por que existe uma verdade moral transcendente?
  • Por que acreditamos que a vida humana é preciosa?
  • Por que a dor, o mal e a injustiça existem em nosso mundo?

  • As dez "grandes questões" da vida agem como dez peças de evidências "na cena". Como um detetive, eu olho para as provas, ofereço hipóteses que poderiam explicar o que estou vendo, em seguida, avalio as hipóteses para ver qual é a melhor explicação. O processo de "abdução" me obriga a avaliar uma determinada hipótese para me certificar de que é viável (possui "a viabilidade explicativa"), que é simples (tem mais "poder explicativo"), que é exaustiva (tem mais “alcance explicativo"), que é lógica (que tem mais “consistência explicativa") e que é superior (possui "superioridade explicativa"). Ao olhar para estas dez peças de evidências, eu reconheço muito rapidamente o problema do naturalismo filosófico ao tentar explicá-los. Ao mesmo tempo, é evidente que o teísmo cristão oferece explicações que são viáveis, simples e completas, lógicas e superiores, se não rejeitarmos simplesmente a existência de Deus antes mesmo de começarmos o exame. Afinal, temos que começar cada investigação oferecendo as soluções mais amplas possíveis, e então deixar as provas nos dizerem qual dessas “possibilidades” é realmente a “inferência mais razoável".

    Finalmente, é importante reconhecermos que não existe nenhuma solução que vai explicar a prova completamente (sem deixar algum número limitado de perguntas sem resposta). Eu nunca trabalhei em um caso de homicídio, ou apresentei um caso na frente de um júri, que não tivesse alguma pergunta sem resposta. Mas isso não pode nos impedir de avançar em direção a uma decisão, e isso nunca impediu um júri de chegar a um veredicto. Temos que entender que “certeza” pode racionalmente emergir do que eu chamo de "suficiência de prova". Em algum ponto, a evidência é suficiente para nos fazer crer que a nossa hipótese é a verdadeira explicação para a evidência em consideração. Não podemos esperar que todas as perguntas serão respondidas, mas a hipótese que explica a evidência mais poderosa, a mais exaustiva e a mais consistente deve suficientemente satisfazer nossa necessidade de certeza. Este é o caso com a cosmovisão cristã à luz das dez peças evidenciais "na cena". A cosmovisão cristã é a melhor explicação.

    Posted on Tuesday, September 14, 2010 by Maurilo e Vivian

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    Monday, September 13, 2010


    Deus existe? por Tawa Anderson

    (Áudio MP3 aqui em breve)

    Existe um Deus?1 Como você pode ter certeza que Deus existe? Você pode me provar que Deus é real? A existência (ou falta dela) de Deus faz alguma diferença significativa? Nietzsche estava certo ao declarar: "Deus está morto!"? Estas questões atacam diretamente no coração da existência humana, e clamam por nossa atenção pessoal e deliberação. Além disso, essas perguntas devem ser respondidas antes que possamos investigar a verdade do cristianismo. Afinal, se Deus não existe, então Jesus certamente não é Deus em carne e osso! Se Deus não existe, não existe nada na fé cristã digno de ser considerado. Neste breve ensaio, vou compartilhar três pistas persuasivas (tradicionalmente chamadas de argumentos ou provas) que apontam para a existência de Deus. Isso não é uma defesa para o cristianismo, mas sim para o teísmo básico - um argumento que Deus existe, não um argumento de que o Deus cristão é real.

    A Condição Humana: Por Que Deus é Importante
    Antes de analisar os argumentos para a existência de Deus, gostaria, de abordar brevemente a importância da existência de Deus. Para ser franco: quais são as implicações se Freud estiver certo - se Deus é uma ilusão, uma projeção do subconsciente humano, uma expressão de insegurança e da realização de desejos?2
    O livro de Eclesiastes poeticamente resume a vida sem Deus: "Vaidade! Sem sentido! Totalmente sem sentido! Tudo é sem sentido". O filósofo ateu Jacques Monod afirma: "O homem finalmente sabe que ele está sozinho na imensidão insensível do universo, do qual surgiu apenas por acaso". Que é o homem, na ausência de Deus? Um membro insignificante e condenado de uma raça insignificante e condenada à deriva em um planeta insignificante e condenado, no meio do universo infinitamente imensurável. Qual é o nosso destino final? Nada. Extinção. A humanidade sem Deus não é uma imagem bonita. A questão da existência de Deus importa.

    Então a pergunta é: será que Deus existe? Vejamos as pistas fornecidas pelo insaciável espírito religioso do homem, as origens e a afinação do Universo e a moralidade.

    Pode o homem viver sem Deus? Um Argumento Existencial da Religiosidade Humana
    Primeiro, considere a natureza e a extensão do desejo religioso e da experiência religiosa. Desde os primórdios da história conhecida, os seres humanos têm sido extremamente religiosos. Cada cultura humana e cada civilização teve um conceito do divino - deuses, deusas e seres espirituais. As pessoas têm um enorme desejo de compreender e tocar o divino. Santo Agostinho (354-430 d.C.) disse: "O nosso coração está inquieto enquanto não encontrar descanso em ti. [Deus]" Note também que nossos desejos naturais (por exemplo, fome, sede) são acompanhadas por algo que irá satisfazê-los (por exemplo, alimentos, água). Isto sugere que o nosso desejo de conhecer e tocar a Deus é acompanhada por algo na realidade que vai satisfazer esse desejo - a saber, Deus. Há de fato um buraco em nossos corações que só pode ser preenchido por Deus.3

    Os seres humanos também têm fome de vida eterna, a persistir para além da morte física. Todas as culturas humanas expressam esse desejo (por exemplo, as pirâmides do Egito, o mundo espiritual das religiões nativas, o culto/veneração dos antepassados da Ásia ). Este anseio pela eternidade sugere que existe mais do que apenas esta vida. Finalmente, os seres humanos sempre procuraram respostas para as grandes questões da vida "de onde eu vim?", "O que há de errado comigo (e com o mundo)?", e "como podemos consertar isso?" Todos nós procuramos respostas, todos nós queremos que os erros sejam reparados, e todos nós desejamos por vida eterna. Isso é parte da condição humana porque fomos criados à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27).4

    Os Céus Declaram a Glória de Deus: Um Argumento evidencial da Cosmologia5
    Depois, considere as origens do nosso universo inimaginavelmente grande e majestoso. Nosso continuum espaço-tempo de quatro dimensões6 e toda a matéria física originada no Big Bang há cerca de 13,7 bilhões de anos atrás. O que causou o Big Bang? A causa tem de ser transcendente, isto é, fora do universo físico em si (e portanto, fora do tempo e do espaço como nós o conhecemos). A causa também tem de ser pessoal (uma "rocha atemporal" não pode causar qualquer coisa). O Deus da Bíblia é um ser transcendente e pessoal que trouxe o universo à existência, como Gênesis 1:1 diz: "No princípio Deus criou os céus e a terra."

    Alguém poderia perguntar: "Se Deus criou o Universo, quem [e o que] criou Deus?" Mas Deus, como causa transcendente pessoal do universo, existe independente de tempo e, como tal não tem começo. Portanto, nada criou Deus, Ele sempre existiu.7

    Além disso, nosso universo é bem afinado. É regido por um número de constantes físicas e leis (por exemplo, a relatividade da gravidade), as quais são fixadas da maneira correta para sustentar a vida na Terra. Isso não é obra do acaso ou pura sorte, como alguns poderiam argumentar. Pelo contrário, é evidência de um Ser transcendente que criou o universo (tempo, espaço e matéria) para que pudéssemos viver e vir a conhecê-Lo.

    Então, da próxima vez que você olhar para as estrelas, lembre-se que os céus realmente proclamam a glória de Deus, e as estrelas declaram a obra das suas mãos (Sl 19:1) - nosso universo aponta para a existência de Deus.8

    A Bondade e Deus: Um Argumento Racional da Moralidade
    Em terceiro lugar, consideremos a nossa consciência moral, o certo e o errado. Algumas pessoas afirmam que a moralidade é relativa à pessoa (certo para mim, errado para você). Mas todos no fundo sabem que a moral é objetiva, que algumas ações são realmente erradas e outros são verdadeiramente corretas, independentemente de saber se alguém concorda ou gosta. Reconhecemos nossos erros próprios, e com razão nos sentimos culpados por isso (ver Rom. 2:1-5). Sabemos também que algumas coisas são erradas para todas as pessoas em todas as culturas em todas as vezes - o abuso de crianças, estupro, assassinato. Se alguém discordar, comece a bater nele até que ele admita que é realmente errado você fazer isso!

    De onde é que a nossa consciência de moralidade objetiva vem? Talvez a criemos, como indivíduos ou como sociedades, de acordo com nossos próprios gostos. Se sim, então o Holocausto não foi errado, mas sim a expressão de gostos morais da Alemanha nazista. Talvez a moral seja um produto da evolução, instrumental para a sobrevivência humana. Se assim for, o que chamamos hoje de "errado" pode ser amanhã "correto". De qualquer maneira, a moralidade não é uma receita de como devemos nos comportar, mas sim uma descrição de como nos comportamos. Se as normas morais não são fundamentadas em algo transcendente (isto é, fora da humanidade), é impossível dizer (como todos nós) que algo é sempre moralmente errado (ou correto). Simplificando, se Deus não existe, então o mal que os homens fazem não é mal, simplesmente é.9
    A moralidade objetiva vem do nosso Deus transcendente, que declarou o que é certo e o que é errado (por exemplo, Ex 20.) baseado em Sua santidade, Seu caráter, justiça e amor. Deus é a fonte de nosso conhecimento do certo e do errado, a pista da moralidade humana aponta para a existência de Deus.

    Venha, vamos raciocinar juntos: Um convite para o teísmo10
    Eu abordei brevemente três pistas persuasivas que apontam para a existência de Deus. Eu não tive tempo para colocar os argumentos na sua íntegra, mas eu dei algumas sugestões para mais leitura em cada área. Além disso, deve-se reconhecer que os argumentos não são provas conclusivas. Acho-as poderosas e persuasivas, mas se você estiver totalmente fechado para considerar a possibilidade da existência de Deus, então ninguém irá convencê-lo. Se Deus não está no seu "leque de possíveis opções", então você não vai ser persuadido, não importa quais as provas e argumentos são apresentados em favor de Deus. Assim, gostaria de concluir com um apelo pessoal: eu peço para você não feche sua mente para a possibilidade de Deus. Considere as pistas que apontam para Deus com uma mente aberta, considere os ensaios que se seguem (defendendo a verdade do cristianismo em particular) com uma abertura para ser persuadido.

    1 Deus é aqui entendido simplesmente como um ser transcendente ou divino - um fora do espaço e do tempo.

    2 Aliás, acho que a negação moderna da existência de Deus é um tipo diferente de realização de desejo - um que surge do desejo do homem de ser autônomo, auto-suficiente e seguro em seu próprio poder.

    3 De acordo com C. S. Lewis, o argumento fica dessa maneira:
    a) seres humanos possuem inegável desejos naturais, anseios ou aspirações.
    b) Cada desejo/anseio humano tem um complemento na natureza.
    c) Os seres humanos têm profundas aspirações religiosas, que para serem satisfeitos, só podem ser satisfeitos por um Deus infinito.
    d) Portanto, Deus deve existir.

    4 Para saber mais, consulte Ravi Zacarias, Can Man Live Without God? (Pode o homem viver sem Deus?); William Lane Craig, Reasonable Faith (Fé Racional).

    5 Salmo 19:1

    6 A teoria das cordas (na maioria das suas manifestações) sugerem que há mais do que essas quatro dimensões - se você se acredita na teoria das cordas, amplie o número de dimensões em conformidade. O mesmo princípio se aplica.

    7 William Lane Craig articular o argumento:
    (A) Tudo o que começa a existir tem uma causa externa.
    (B) O universo começou a existir.
    (C) Portanto, o universo teve uma causa externa (fora do espaço e do tempo), que nós chamamos de Deus.

    8 Para saber mais, consulte Lee Strobel, The Case For a Creator (Em Defesa de um Criador) ; Norm Geisler & Frank Turek, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu.

    9 Para ler mais, veja C. S. Lewis, Cristianismo puro e simples, Timothy Keller, A Fé na Era do Ceticismo.

    10 Isaías 1:18.

    Posted on Monday, September 13, 2010 by Maurilo e Vivian

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    Sunday, September 12, 2010


    Introdução por Brian Auten

    (Áudio MP3 aqui em breve)

    Para cada dia do mês de abril de 2010, Apologetics 315 (apresentados aqui em português por Pés Descalços) terá um ensaio escrito por um blogueiro apologista cristão em resposta à pergunta: Por que o cristianismo é verdadeiro? O objetivo deste projeto é simples: compartilhar as razões que temos encontrado convincentes para acreditar que o cristianismo é verdade. Esse trabalho não se destina a comprovar a cosmovisão cristã para além de qualquer dúvida ou para combater toda oposição daqueles que zelosamente rejeitam a Deus. Pelo contrário, ele serve como ponto de partida para aqueles que sinceramente procuram a verdade - para aquele que estiver se perguntando se há boas razões para acreditar.

    Todos os 23 artigos foram também registados como arquivos de áudio MP3 (em inglês, versão em português disponível em breve) para serem lançados juntamente com a sua versão do respectivo texto. Esses arquivos de áudio podem ser baixados através de postagem de cada texto postado ou através do Feed podcast O cristianismo é verdadeiro? aqui ou no iTunes (ambos em Inglês). No final do mês, os leitores poderão baixar uma versão do ebook da coleção de ensaio (que também estará disponível ao final das postagens em português).

    Os motivos que apóiam a verdade do cristianismo são múltiplos (história, ciência, cosmologia, a moralidade, as Escrituras, a ressurreição de Jesus, a experiência pessoal, etc), mas para cada blogueiro foi dada apenas 1.000 palavras (em inglês) para apresentar seu caso de forma concisa. A cada blogueiro foi dada a liberdade de tomar qualquer ângulo que escolhesse para apresentar suas próprias razões para crer que o cristianismo é objetivamente verdadeiro. Três desses ensaios foram estendidos em comprimento para formar capítulos para começar e terminar a série. Como editor, espero que este formato conciso venha tanto a manter a atenção concentrada do leitor (ou do ouvinte), quanto torná-lo mais acessível para aqueles com a agenda lotada.

    Foi um prazer trabalhar com alguns dos meus colegas blogueiros apologistas na elaboração desse projeto. Seus antecedentes pessoais são diversos: professores, policiais, pastores, cientistas, estudantes, entre muitos outros. Eu aprecio sua fidelidade e sua vontade em contribuir com estes ensaios além de suas próprias vidas e projetos para seus blogs. Eu encorajo aqueles que estão lendo (ou ouvindo) os ensaios a acompanhar estes blogs e interagir com os trabalho em defesa da fé.

    Aproveite.

    Posted on Sunday, September 12, 2010 by Maurilo e Vivian

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    Prefácio por Reese Chris

    (Áudio MP3 aqui em breve)

    Os cristãos sempre defenderam suas crenças no mercado das idéias. Um exemplo bem conhecido na vida do apóstolo Paulo, particularmente apreciada pelos apologistas é o seu discurso no Areópago de Atenas, em Atos 17. Neste local, onde importantes questões civis e religiosas eram discutidas, Paulo se dirige a um público diversificado e educado, incluindo os "filósofos epicuristas e estóicos" (versículo 18).

    Paulo estava ansioso para abordar os atenienses nesse lugar porque "revoltava-se nele o seu espírito, vendo a cidade cheia de ídolos" (versículo 16). Em seu discurso, do qual podemos inferir importantes lições sobre apologética, Paulo procurou estabelecer uma base comum com o seu público por elogiar a devoção religiosa dos atenienses, citando dois dos seus poetas, ligando as suas intuições sobre o "deus desconhecido" ao Deus das Escrituras e a pessoa e obra de Jesus Cristo.

    Dois mil anos mais tarde, aqueles de nós que se esforçam para proclamar o evangelho e a visão de mundo cristão para um público cético estão seguindo os passos de Paulo. Uma das províncias mais importantes do mercado de idéias de hoje é a internet - um Areópago dos dias modernos. Como Paulo, ficamos impressionados com a multidão de "deuses" que comandam a devoção de tantos hoje. E vemos os efeitos destrutivos que as idéias falsas causam na vida das pessoas ao nosso redor. Mas, como Paulo, optamos por assumir uma posição e de uma forma cativante, apresentar a fé cristã no meio de céticos, críticos, investigadores e curiosos. No caso de Paulo, "uns escarneciam" e alguns foram cuidar de seus negócios, mas alguns "se juntaram a ele e creram" (versículos 32-34).

    Devido a constante necessidade de articular e defender o evangelho, estou encorajado por este conjunto de pequenos ensaios defensores da fé cristã. Muitos de nós que mantêm blogs e sites dedicados a apologética estão na linha de frente para alcançar aos mais jovem, mais brilhante e mais articulados céticos da religião e do cristianismo. Enquanto eu admiro e respeito apologistas profissionais e acadêmicos que escrevem e falam sobre estes temas, é preciso um exército de evangelizadores comprometidos como você e eu para nos envolvermos um-a-um com os milhões de não-crentes online que querem fazer perguntas, debater, e por vezes buscar respostas para perguntas honestas.

    Então, eu o encoraja a manter o bom trabalho. Eu vejo os nossos blogs e sites como ilhas da verdade e da luz em um vasto oceano de confusão e desespero. Fique perto de Cristo e comprometa sua vida e seu trabalho para Ele. Dedique tempo para estudar teologia, apologética e filosofia. Envolva aqueles que visitam o seu site com sabedoria, respeito e amor. Lembre-se que você está interagindo com pessoas de carne e osso e que muitas vezes têm tido más experiências com a religião ou igreja. Fale a verdade em amor. Conheça alguns colegas blogueiros de apologética e mantenha contato com regularidade. Ajudem-se mutuamente e promovam o trabalho um do outro. Eu acredito que nós estamos fazendo a diferença lá fora, diariamente e que Deus abençoe os nossos esforços se os consagrarmos a Ele e darmos as razões da esperança que há em nós.

    International Outreach Coordinator,
    Evangelical Philosophical Society

    Posted on Sunday, September 12, 2010 by Maurilo e Vivian

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    Em abril de 2010, o blog Apologetics 315 apresentou 23 artigos com o objetivo de responder à questão: por que o cristianismo é verdadeiro? Os ensaios foram escritos por vários apologistas de diferentes blogs da internet.
    Vamos traduzir cada um dos artigos e publicá-los aqui em português para ajudar nossos irmãos na defesa da fé cristã. Ao final de toda tradução, esperamos transformar os artigos em e-book gratuito para que todos possam lê-lo e estudá-lo.

    Hoje vamos publicar o prefácio e a introdução. Conforme o trabalho de tradução for avançando, vamos publicando os outros artigos.
    Esse post vai servir como um tipo de index no futuro. Veja abaixo o índice com os artigos e seu autores:

    O Cristianismo é Verdadeiro?

    Posted on Sunday, September 12, 2010 by Maurilo e Vivian

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    Saturday, September 11, 2010


    Semana passada postamos um desafio para nós cristãos. A famosa pergunta feita por ateus para nós cristãos: se Deus criou todas as coisas, quem criou Deus?
    Apresentamos um pequeno resumo do argumento cosmológico de Kalam para a existência de Deus como uma base para essa resposta.
    É importante notar que a primeira premissa do argumento diz que “Tudo aquilo que veio à existência tem uma causa”. Ele não diz que tudo o que existe tem uma causa, mas tudo o que veio à existência tem uma causa. Essa é uma pista importante para a resposta.

    Leia abaixo a resposta dada por Amy Hall de Stand to Reason postado em STRplace.
    Esse desafio foi lançado nesse site primeiramente e respondida por ela e Brent Kukl, do mesmo ministério. Eles sempre lançam desafios em seu site e pretendemos fazer isso aqui em nosso blog também. Assim não somente apresentamos as resposta, mas ajudamos todo mundo a pensar junto.
    Gostei muito dessa resposta por causa da sua concisão. Compare com a sua resposta, tendo você postado nos comentários ou não.

    RESPOSTA:

    Foi-me perguntado uma vez por um ateu: "Por que o argumento para uma primeira causa do universo conveniente termina em Deus? De onde veio Deus?"

    Quando pensamos sobre esta questão, é importante notar que uma regressão infinita de causas é logicamente impossível. Ou seja, não poderia existir um número infinito de eventos que acontecem um após o outro no passado de nosso universo, porque nós nunca teríamos alcançado os eventos que estão acontecendo agora. Houve um começo.

    Se o tempo e o espaço vieram à existência (como a física, a filosofia, a teologia indicam), isto significa que, por necessidade, houve uma primeira causa e início da existência da cadeia subseqüente de eventos neste universo. Uma vez que nada causou essa primeira causa (por definição), podemos saber duas coisas sobre ela:

    1 - A primeira causa tinha de que começado este universo através de uma decisão de vontade. Sabemos disso porque o primeiro evento não foi um resultado natural de um evento anterior (uma vez que não houve eventos anteriores), e apenas um ser pessoal pode dar início a algo que não é um resultado automático de uma cadeia de causas anteriores impessoais.

    Para ilustrar porque um ser pessoal com uma vontade é necessário para iniciar uma cadeia de eventos, imagine que você está olhando para uma fileira de dominós em uma sala onde nada mais existe. Uma vez que o primeiro dominó cai, a queda de cada dominó pode ser explicada pelo dominó anterior que o atingiu.

    Mas se nada além de você existe nesse quarto, como o primeiro dominó cairá? Não existe nenhuma força natural que o fará cair – nenhum terremoto, nenhum objeto em queda, sem vento para bater em algum outro objeto que em seguida fará o primeiro dominó cair. Nada. Você poderia ficar olhando para ele por toda a eternidade, e nada iria acontecer.

    A única maneira para que os dominós comecem a cair é se você decidir por si mesmo, expressando a sua vontade própria e não sendo fisicamente obrigado de qualquer forma por nenhum evento anterior, a começar a cadeia de eventos por derrubar o primeiro dominó. A única maneira de um estado imutável mudar é se um agente com uma vontade escolher por entrar e começar o processo.

    2 - O ser que atuou como a primeira causa de tudo na existência deve ser auto-existente, sendo que não veio à existência (ou então outra coisa seria a primeira causa). Esse ser é Deus. Por definição, como a primeira causa, ele não tem uma causa.
    Se você perguntar: "Quem criou Deus?" Você esta apenas realmente perguntando: "Quem é o verdadeiro Deus – a causa verdadeiramente primeira, auto-existente, pessoal?", Porque o único e verdadeiro Deus - o iniciador de tudo, não tem e não poderia ter, uma causa.


    * Eu faço esta afirmação com base na evidência real que nós temos atualmente disponível. Existem alguns cientistas que especulam sobre como o universo pode ter sempre existido, ou como poderia ter surgido do nada. Com base nos elementos de provas positivas, no entanto, estas especulações não estão nem perto da melhor explicação. Pelo contrário, elas são fundamentadas principalmente pelo pressuposto de que uma explicação naturalista deve ser verdadeira. O que se segue para muitos cientistas é a crença que qualquer explicação natural, não importa o quão improvável e / ou contra as atuais observações científicas (por exemplo, a geração espontânea, isto é, as coisas que aparecem de repente do nada), é preferível a uma explicação de natureza externa.

    Posted on Saturday, September 11, 2010 by Maurilo e Vivian

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