Sunday, September 19, 2010


“O evangelismo bem sucedido não envolve apenas colher, mas plantar e regar também. Não devemos nunca pensar que por um não crente continuar não convencido pela nossa causa que a nossa apologética falhou. Porque um único encontro não é fim da história.”

William Lane Craig

Five Views on Apologetics (Cincos visões sobre Apologética) (Grand Rapids, MI: Zondervan, 2000), p. 288.

Posted on Sunday, September 19, 2010 by Maurilo e Vivian

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Saturday, September 18, 2010



Posted on Saturday, September 18, 2010 by Maurilo e Vivian

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Destituindo os Sacerdotes do Cientismo por Bob Perry
(Áuido em MP3 em breve aqui)

O “cético” materialista Michael Shermer recentemente ofereceu o seguinte como uma descrição de seu ateísmo: "Não há nada como um conjunto central de princípios que aderimos ou acreditamos, ou algo parecido ... com um cristão ou um judeu ou qualquer outra coisa. Nós não temos nada disso, porque não há nada. Simplesmente nós não acreditamos".1

A negação de Shermer de qualquer aderência à crença religiosa é instrutiva, tendo em conta as reivindicações amplamente anunciadas que ele e outros fazem sobre a legitimidade da entrada de cristãos no mercado de idéias. A "religião", lembremo-nos, nada mais é do que um modelo pelo qual uma pessoa compreende e responde ao mundo. Todo mundo tem uma. A religião de Shermer é simplesmente regrada por uma crença de que Deus não existe. Mas esta afirmação não lhe permite escapar do fato de que ele mantém uma visão sistemática do mundo. Ele simplesmente tentou construir sua compreensão da ética, da verdade e da realidade absoluta a partir da não-existência de Deus. A questão não é sobre quem tem pontos de vista religiosos. A questão é quais desses pontos melhor correspondem com a realidade.

Reconhecer esta religiosidade materialista não é apenas uma forma inteligente de fazer uma afirmação trivial - não quando fomos treinados para acreditar que o diálogo legítimo começa com a aceitação tácita dos pressupostos naturalistas em qualquer discussão sobre o que realmente importa. Qualquer opinião que questione essa atitude é categoricamente rejeitada por uma questão de opinião pessoal que não precisa ser levada a sério. É somente dentro desse paradigma que os cientistas podem nos oferecer "provas". Nossa cultura ordena cientistas como a fonte de toda sabedoria e autoridade.

Se o naturalismo é verdadeiro, tudo isto faz sentido. Se o mundo físico é tudo o que é real, se cada fenômeno deve ser entendido como uma conseqüência de moléculas em movimento, se causas materialísticas são o único tipo que somos permitidos invocar, é lógico que a ciência – o estudo do mundo natural – é o único jogo explicativo em voga na cidade. Se a ciência detém toda a verdade, a nossa crença na ciência – o cientismo – é a nossa maior esperança.

Mas se a ciência é o único defensor apropriado da visão de mundo naturalista, parece justo perguntar como a ciência pode analisar as coisas que, sob os pressupostos do naturalismo, não são possíveis, mesmo em princípio? Como os sacerdotes do cientismo propõem explicar as realidades não-naturais?

Tomemos por exemplo a declaração tantas vezes repetida de que "a ciência refutou Deus". Esta é uma afirmação estranha para dizer o mínimo. Por um lado, ela deve abordar simultaneamente verdades que se excluem mutuamente como: 1) a ciência é o estudo do universo físico e, 2) nenhum teísta acreditável já afirmou que Deus é parte do universo físico. Esse detalhe parece ter sido perdido pelos sacerdotes do cientismo – especialmente para aqueles que defendem a sua descrença na divindade com uma presunçosa negação com a mão e uma demanda por "provas". Eles insistem que o teísta cristão ofereça evidências físicas aceitáveis para um entidade não-física que o clero científico já rejeitou por mero pressuposto. Não vêem a circularidade em seu raciocínio? Sem ele, toda a estrutura do cientismo colapsa sob o peso de seus próprios critérios para a identificação da verdade.

É descontroladamente irônico que os sacerdotes do cientismo parecem ignorantes do idioma de sua fé. A ciência depende da matemática para fazer a sua defesa. Além disso, essa estrutura matemática tem sido descrita pelos próprios cientistas naturalistas como "uma entidade abstrata, imutável que existe fora do espaço e do tempo", que permite a ordenação e as propriedades invariantes que observamos na natureza. "É algo que beira o misterioso" que possui "uma sensação estranhamente real" por si mesmo e satisfaz "um critério objetivo central da existência."2 Stephen Hawking gostaria de saber onde características como a matemática, e as leis da física e da química poderiam ter sido originadas.3 Mesmo o ateu Bertrand Russell disse certa vez que a matemática possui ambos “a verdade e a suprema beleza."

A matemática é a linguagem da ciência – o vocabulário daqueles que negam a realidade não-física – ainda assim a própria matemática é a combinação de números e de conceitos, os quais nenhum deles é físico, mas ambos são inegavelmente reais.

É através da matemática que os cientistas exercem a metafísica quântica, através da qual tentam escapar à inferência causal clara da cosmologia do Big Bang. Confessam que nosso universo realmente não possui nenhuma causa necessária e que eles sabem disso, porque o grau de outra forma inexplicável do ajuste fino no universo significa que devemos apenas viver entre um número infinito de outros universos. Como o cosmólogo Max Tegmark afirmou, esta idéia "... Parece estranha e pouco plausível, mas parece que vamos ter que viver com ela, porque ela é apoiada por observações astronômicas."4 Evidentemente, o fato de que esses universos alternativos são, por definição, não observáveis nunca é abordado por aqueles que exigem "provas" do teísta cuja "fé cega" é considerada um alvo para o seu escárnio.

Causalidade por agente. Vida da não-vida. Mente da matéria. Realidade objetiva não-material. Cada uma dessas realidades é parte de nossa experiência humana comum, mas cada uma é fundamentalmente incompatível com uma visão naturalista do mundo.

Isso não quer dizer que o empreendimento científico é equivocado. Longe disso. A questão
é que, no teísmo cristão, a ciência é entendida no contexto como o método racional pelo qual nos descobrimos e compreendemos a ordem e a majestade da obra criadora de Deus. Visto desta forma, cada um desses enigmas desaparece dentro de uma visão mais abrangente que a natureza não é uma descrição completa da realidade. Acontece que o poder explicativo do cristianismo ultrapassa a alternativa naturalista.

Isso não diminui a ciência. Simplesmente reconhece que a idolatrização materialista da ciência é um ritual inútil com o objetivo de explicar as realidades que a cosmovisão em si mesmo nega. "Seja paciente", somos informados, "a ciência não consegue explicar essas coisas ainda, mas vai. Basta dar-lhe tempo." Embora destinado a persuadir, esta exortação piedosa serve apenas para confirmar o zelo religioso do materialista.

Os sacerdotes, ao que parece, também se imaginam como profetas.

1 Rrecho da transcrição de 31 de dezembro de 2009 do programa de rádio Hugh Hewitt disponível em: http://www.hughhewitt.com/transcripts.aspx?id=53dc1daa-c9b6-429f-9732-923b01ba19b3
2 Max Tegmark, Parallel Universes (Universos Paralelos). (Scientific American. Maio de 2003), 49.
3 Dean Overman, A Case Against Accident and Self-Organization (Um caso contra acidentes e a auto-organização). (New York, New York: Rowman e Littlefield Publishers, Inc. 1997), 159.
4 Tegmark, 41.

Posted on Saturday, September 18, 2010 by Maurilo e Vivian

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Alcorão na privada: Crime de ódio / Bíblia na privada: Arte.

Terry Jones, pastor da Dove World Outreach Center, estava planejando queimar alguns exemplares do Alcorão em frente à sua igreja, em Gainesville, Flórida. A data escolhida havia sido 11 de Setembro de 2010, aniversário de 9 anos dos atentados terroristas nos EUA.
Todos que acompanharam o caso sabem bem que todo mundo (todo mundo mesmo) foi absolutamente contra essa decisão e adjetivos pouco usados por políticos americanos (e apresentadores de televisão do Brasil) serviram para demonstrar o desprezo pelas intenções do pastor.
Interessante que quando o 11 de Setembro aconteceu (eu me lembro bem porque trabalhava no aeroporto e foi um dos dias mais difíceis da minha vida), essas mesmas palavras não foram usadas. Veja as declarações de Barack Obama, Hillary Clinton e tantos outros.
A pergunta mais importante pra mim é: por que queimar o Alcorão é errado? Existe algum problema em si em se queimar um livro? Por exemplo, o livro "Understanding Loved Boys and Boylovers” é um conhecido livro que faz apologética da pedofilia homossexual. Esse livro está sendo oferecido até no site da Amazon e o governo da California está tentando retirar esse livro de circulação e destruí-lo, porque o considera como um livro perigoso. Muita gente é a favor da destruição de um manual de pedofilia como esse. Portanto, aparentemente, não existe nada de errado em si em queimar o livro, a questão é: por que é errado queimar o Alcorão?
Algumas pessoas dizem que isso é intolerante com a religião muçulmana. Mas não seria também intolerante dizer que o pastor não deve queimar o livro? Se devemos ser tolerantes com os outros, os outros também devem ser tolerantes conosco? Se o ato de queimar o livro lança um julgamento moral sobre a validade do Islã, dizer que o pastor não deve fazê-lo também não é lançar um julgamento moral sobre a validade dos atos do pastor? Tudo parece uma grande tática do Papa-léguas*.
Mas os principais argumentos contra a queima do Alcorão se baseavam nas respostas que tal ato causaria ao redor do mundo. Todos estavam com medo das ações dos muçulmanos e de um aumento dos ataques terroristas. Mas isso é contraditório com a atual definição de islamismo feita pelo presidente Barack Obama, que diz que o islamismo é uma religião de paz. Se o islamismo é uma religião de paz, porque então eles vão atacar o mundo com tanta ferocidade por causa da ação isolada de um pastor de uma igreja tão pequena?(como a mídia vem apresentando o pastor)
Se o islamismo é uma religião de paz, o pastor Terry Jones poderia muito bem queimar quantos exemplares do Alcorão ele quisesse e a resposta do mundo islâmico seria: “oh, que pena. Pior pra ele”. Mas não é isso que vemos nessa religião. Especialmente quando se lê o seu livro sagrado.
Anderson Cooper, do AC360, entrevistou o pastor Terry e perguntou pra ele como os cristãos se sentiriam se os muçulmanos começassem a queimar a Bíblia. Essa é uma pergunta engraçada porque os muçulmanos não somente queimam a Bíblia, como também queimam os cristãos! Visite o site do Portas Abertas e veja quais nações mais perseguem os cristãos.
Na verdade, ano passado houve um grande queima de Bíblias no Afeganistão e ela foi promovida pelo Exército Americano! O exército encontrou com os os soldados americanos várias Bíblias em pashtu e dari, idiomas mais comuns no Afeganistão. Para não parecer que seus soldados estavam fazendo proselitismo, eles queimaram essas edições. Alguém viu uma resposta revoltada do mundo cristão? Bandeiras afegãs (ou americanas) foram queimadas? Multidões foram pra rua exigindo a cabeça dos generais? A queima de Bíblias mal foi noticiada pela mídia e mesmo que tivesse recebido total cobertura da imprensa, não teria recebido uma resposta diferente dos cristãos.
Queimar a Bíblia não é ruim. Queimar o Alcorão é ruim. Como mostra a charge acima, quando algo é feito contra o Alcorão, é intolerante. Quando é feito contra a Bíblia, tudo bem.
A tempo, quero dizer que eu também sou contra a queima do Alcorão. Não por causa do livro em si, mas primeiro porque eu sou contra a queima de livros em geral. Mas principalmente, porque a melhor maneira de “queimar” o Alcorão é expô-lo por aquilo que ele realmente é, através da leitura de seu texto e mostrando como ele é o fundamento de uma religião de ódio.

Ps: tenho a sensação que alguém (e eu acho que sei quem é) vai escrever um comentário dizendo que é hipocrisia falar mal do Alcorão quando o meu livro sagrado também é um livro de proclama o ódio. Vou esperar o comentário e depois eu posto um texto abordando essa questão. É sempre mais interessante assim.

*A Tática Papa-léguas tem sem nome por causa do personagem do Looney Tunes que é perseguido pelo Coiote. O Coiote vem correndo atrás dele, aí quando o Papa-léguas chega na beirada de um precipício ele para abruptamente, deixando o Coiote passar direto e caindo no precipício. A tática é a mesma: deixe a pessoa formular seu argumento (especialmente esses sobre questões morais) e depois use esse mesmo argumento contra ela. Funciona especialmente nesses casos sobre tolerância e questões morais.

Posted on Saturday, September 18, 2010 by Maurilo e Vivian

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Um amigo postou um comentário sobre a questão da Soberania de Deus e a responsabilidade do homem e se não seria isso um paradoxo.
Em um primeiro momento, poderíamos dizer que sim.
Eu vou responder ao comentário dele amanhã (quando minha enxaqueca passar. E essa enxaqueca nada tem a ver com a pergunta), mas vi esse vídeo do John Piper e gostei da resposta dele, apesar de não ser exaustiva no assunto.
Então para você João, meu amigo, um vídeo do nosso querido pastor John Piper.

Posted on Saturday, September 18, 2010 by Maurilo e Vivian

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Friday, September 17, 2010


Eu acho que já falamos isso aqui, mas um dos assuntos que mais nos inflama é o aborto. Já postamos alguns textos sobre isso e às vezes a gente se segura pra falar sobre o assunto porque pode acabar se tornando uma constante. Às vezes eu acho que realmente deveria ser uma constante.
Enfim, hoje vimos o vídeo abaixo onde Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus defende o aborto e apresenta argumentos em defesa de sua posição.


Você pode fazer uma análise própria sobre os argumentos de Edir Macedo no vídeo. Algumas coisas me soaram estranhas, como quando ele diz que se estiver pecando, ele está pecando conscientemente, mas ele acha que não está. Declaração estranha para sair da boca de quem se diz cristão (1 João 3:7-10).
Vou tentar não fazer nenhum argumento ad hominem, apesar do meus sentimentos em relação a esse homem.
Nossa resposta para todos os argumentos apresentados é uma simples frase:
“Então, você mata o bebê?” Leio o texto onde apresentamos essa resposta para vários argumentos em favor do aborto.
Se aborto fosse uma solução viável para os problemas da sociedade moderna (ignorando que estamos terminando a vida de um ser humano inocente, mesmo no útero), então por que somente aplicar esse método para as crianças no útero? Por que não matar também bebês de colo? Podíamos ter um período de testes, onde o pai e a mãe (ou somente um deles) experimentariam como seria a paternidade e caso não desse certo, ou o gênio da criança não fosse bom ou mesmo se o futuro para essa criança pudesse ser trágico, poderíamos assim terminar com a vida dessa criança e evitar todas as malezas da sociedade que são atribuídas por Edir Macedo ao nascimento de crianças não desejadas.
Matar um ser humano inocente é crime. Estando esse ser humano fora do útero, estando dentro do útero.
Nem mesmo a hermenêutica de porta de cadeia de Edir Macedo é capaz de justificar tal ato. Todos vamos nos apresentar no dia do juízo perante Deus. Espero que Edir Macedo se arrependa. E se converta ao verdadeiro cristianismo bíblico.
Um pouquinho de ad hominem no final (e na carge) para dar um gostinho...

Posted on Friday, September 17, 2010 by Maurilo e Vivian

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Thursday, September 16, 2010


O Fracasso do Naturalismo por Richard Gerhardt

(Áudio MP3 aqui em breve)

Apesar de eu ter chegado ao mesmo reconhecimento em cada uma das diversas perspectivas independentes, hoje eu vou argumentar que a ciência levou-me a abraçar o cristianismo. Meus argumentos abordarão a principal visão científica alternativa, o naturalismo científico; o meu objetivo principal, então, não será afirmar o cristianismo vis-à-vis com o Islamismo, Hinduísmo, ou outras religiões do mundo. O leitor perspicaz pode aplicar alguns desses argumentos contra as outras visões do mundo, mas o espaço dita que eu aceite a tarefa principal de desbancar as idéias de que (nas palavras do falecido astrônomo Carl Sagan) "O cosmo é tudo que existe, ou existiu, ou existirá" e que a ciência moderna de alguma forma comprovou esta afirmação metafísica.

Minha conclusão como biólogo, historiador da ciência e filósofo da ciência, é que o teísmo cristão, que vê o universo e tudo nele como as criações de um Ser transcendente, inteligente e eterno, faz um trabalho muito melhor do que o naturalismo científico na explicação para a evidência que a ciência oferece.

A ciência moderna descobriu e elucidou muito sobre a física da criação do universo, seus blocos de construção, e as leis naturais que regem o seu comportamento. A ciência eliminou doenças, colocou homens na Lua, e tornou a vida mais confortável de inúmeras maneiras. Mas o sucesso da ciência em descrever a maneira como as coisas se comportam não justifica as reivindicações feitas por biólogos modernos sobre questões de como as coisas se originaram. E agora que as questões filosóficas relativas ao debate Deus/sem Deus podem ser abordadas pelas descobertas científicas, é o teísta cuja visão é invariavelmente mais bem suportada.

Durante séculos, os astrônomos têm progredido na compreensão dos processos de formação de estrelas, galáxias, planetas e eventos que ocorrem (em grande parte, se não totalmente) de acordo com as leis naturais. Mas só nos últimos cem anos eles vieram entender o que as Escrituras judaico-cristãs têm declarado por 3500 anos – que o próprio Universo é finito, que o espaço e o tempo e os processos e leis naturais que descrevemos, todos tiveram um início não muito tempo atrás. As descobertas de Einstein tão claramente apóiam o judaico-cristianismo (e minam premissas naturalista) que o século 20 foi caracterizado por tentativas de encontrar cosmologias alternativas ao 'Big Bang'. Essas tentativas serviram, no entanto, para solidificar a relatividade geral, como o princípio mais rigorosamente testado e verificado em toda a física. Embora leis naturais possam ser suficiente para explicar o comportamento da matéria, energia, espaço e tempo, a origem destas coisas e das leis naturais que os regem exigem para a sua explicação um Originador.

Cosmologia é apenas um exemplo. Todas as grandes questões da ciência – e filosofia – são da mesma forma melhores explicadas em termos teístas, não naturalista. Entre elas incluem-se o design do universo (por vida inteligente na Terra), a origem da vida na Terra, a explosão cambriana (como representante do registro fóssil em geral, na qual todos os seres vivos apareceram de repente, completamente formados e adaptados para uma vida na Terra e seu papel na ecologia dos seus dias), a origem da informação no código genético universal, e a origem da consciência humana.

Em todos estes casos muito importantes, o raciocínio abdutivo – argumentar a melhor explicação para a evidência disponível – leva a um entendimento teísta do universo e uma negação do naturalismo metafísico. Assim sendo, o projeto naturalista depende das falácias lógicas do reducionismo e do raciocínio circular. A única maneira de manter as conclusões teístas fora do debate é negar essa consideração a priori, antes da prova. Mas isso, claro, não é uma ciência objetiva, mas uma perspectiva teológica disfarçada de ciência.

Este é apenas um exemplo dos problemas lógicos do naturalismo científico moderno. É historicamente sabido que foram os cristãos dos séculos 16 e 17 que deram nascimento a ciência moderna. E isso não foi mera coincidência. Pelo contrário, é a cosmovisão cristã que exclusivamente forneceu – e fornece – os pressupostos filosóficos que fazem a ciência valer a pena. Embora cerca de umas duas dúzias de tais pressupostos terem sido identificados, vou citar apenas dois.

Os fundadores cristãos da ciência moderna esperavam encontrar ordem no universo porque entendiam que o universo é o produto de um Criador racional. Considerando que os cientistas naturalistas modernos dependem dessa ordem, o naturalismo não consegue dar razão, explicar porque é uma característica do universo. Da mesma forma, como eles acreditavam que a humanidade havia sido criada à imagem de Deus, os fundadores da ciência esperavam que os nossos sentidos e raciocínio seriam confiáveis para o fim de entender a ordem no universo. O filósofo Alvin Plantinga e outros têm argumentado persuasivamente que a evolução naturalista é auto-refutável nesse sentido – que se o cérebro humano é o produto de um processo aleatório, cujo objetivo era meramente a sobrevivência e o sucesso reprodutivo, então não há razão para confiar nas conclusões de um cérebro desse tipo.

O físico agnóstico Paul Davies resumiu o problema desta forma: "Assim, a ciência só pode avançar se o cientista adotar uma cosmovisão essencialmente teológica". Plantinga escreveu: "A ciência moderna foi concebida e nasceu e floresceu na matriz do teísmo cristão. Só doses liberais de auto-engano e pensamento dúbio, creio eu, vão permitir que ela floresça no contexto do naturalismo darwinista."

Grande parte da ciência lida com a elucidação das leis naturais que regem os processos em curso, as conclusões resultantes são teologicamente neutras e não controversas. Mas, alegando que as questões de origem são igualmente susceptíveis a explicações naturais, os cientistas traem-se como filosoficamente e historicamente ingênuos e incapazes de acompanhar ou compreender as implicações das últimas descobertas científicas importantes.

O cristianismo faz sentido dos fatos que mais necessitam de explicação – a origem e design do universo, a origem da vida na Terra, da informação no DNA, e da consciência humana, para citar alguns. Além disso, o cristianismo oferece as premissas lógicas que fazem a ciência valer a pena. A ciência naturalista não acomoda as últimas descobertas científicas, nem fundamentar logicamente as razões para sua própria existência. Com C. S. Lewis, "eu acredito no cristianismo como acredito que o sol nasceu, não apenas porque o vejo, mas porque por ele eu vejo todo o resto."

Posted on Thursday, September 16, 2010 by Maurilo e Vivian

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