Tuesday, October 05, 2010


Ainda estamos aprendendo a usar o Twitter e essa é uma ferramenta que tem nos sido muito útil. É uma boa forma de divulgar nosso trabalho e também para aprender. Além disso, é uma forma de saber o que está passando pela mente de nossos amigos.
Hoje, quando estava no Twitter, tive uma conversa sobre aborto com uma amiga.
O que me chamou a atenção para responder a nossa amiga foi a terceira frase que ela publicou, que eu destaco abaixo. Leia a conversa. Meus comentários seguem depois.
Eu mantive o nome dessa nossa amiga porque foi uma conversa pública que pode ser revista no Twitter.

meiroca2009 Meire
Vc já procurou saber os reais motivos q levam 1a mulher a optar pelo aborto?Essa preocupação deveria ultrapassar preconceitos,ñ?

meiroca2009 Meire
Já tentou sentir o q essa mulher sentiu, sente ou irá sentir?

meiroca2009 Meire
Definitivamente ABORTO ñ é minha preocupação.Minha maior preocupação é com o depois dele. E com a vitima: A MULHER!

meiroca2009 Meire
Sejamos práticos, pelo amor de Deus!

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Eu acho que a maior vítima é o bebe que está dentro da mulher e é morto sem ter culpa nenhuma. Essa é a maior vítima.

meiroca2009 Meire
@mauevivian e se vc encontra uma mulher que fez um aborto? Vc vira as costas pra ela? Poxa, esperava atitudes mais generosas de cristãos!

meiroca2009 Meire
Continuamos provincianos.Nos preocupamos com o efeito,ñ com a causa. Deprimente isso!E dá-lhe jugamento!Cristianismo passa longe mesmo!

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Meire minha amiga, existe algum motivo justificável para se matar um ser humano inocente?

meiroca2009 Meire
O QUE A PESSOA FEZ, ELA TERÁ COM DEUS! NOSSA PARTE É APENAS ACOLHER,AMPARAR E AJUDAR, DE FORMA Q Ñ SE RECORRA + AO ATO DO ABORTO.NO MAIS...

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Concordo. Mas ainda assim não justifica o aborto. Aborto não deve ser opção. Matar um inocente nunca é opção.

meiroca2009 Meire
@mauevivian Ñ tem.Contudo,vc fala do eleito,eu da causa.Ñ discuto com lentes religiosas.Procuro me desarmar p poder amar, apenas isso!

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Mas eu não falei de religião. Falei sobre seres humanos. Existe alguma causa que justifique esse efeito?

meiroca2009 Meire
Morrem inocentes diariamente. Seja por bala perdida,por drogas,por espancamentos,por desamor..mas a gde questão é o aborto, não?

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Só pra encerrar que estamos saindo. A maior parte dos abortos é por conveniência, não por necessidade. Bjos

meiroca2009 Meire
@mauevivian Isso, pra mim, é juízo de valor. E isso eu não faço. Sorry...não julgo ngm! Bjs

mauevivian Pés Descalços
@meiroca2009 Não? Mas vc acabou de me julgar. Disse que é juízo de valor. Vc fez um juízo de valor sobre a minha afirmação. Vc me julgou.

E assim terminou nossa conversa.
A questão do aborto é uma questão complicada. Envolve muitas coisas. Com certeza envolve os sentimentos e traumas das mulheres. Ninguém nega isso. Mas a questão do aborto se restringe a duas questões principais:
1 – O que é aquilo que está dentro do ventre?
É fácil chegarmos a conclusão que aquilo que está dentro do ventre é um ser humano. Não é apenas um monte de tecido. É um ser com DNA próprio que iniciou seu processo de desenvolvimento, que não vai culminar com o nascimento, mas sim com a morte. Para todos os efeitos, aquilo que está dentro do ventre é humano.
2 – Existe alguma justificativa para se matar um ser humano inocente e indefeso?
E para essa resposta, só podemos dar um grande NÃO. Nada justificativa o assassinato de seres humanos inocentes.
Uma vez que temos essas duas questões colocadas e respondidas, todos os outros fatores envolvidos no aborto tem sua importância diminuída, incluindo nisso os sentimentos da mulher que aborta.

Foi essa a minha abordagem com a Meire, mas veja que ela não abordou meu ponto em si. Ela disse que se preocupava com a causa e eu com o efeito. Mas o que eu queria que ela me respondesse, e eu sinto que faltou essa resposta por parte dela, é se existe alguma causa que justifique esse efeito. Existe algo que justifique matar um ser humano inocente? Ela não respondeu.

Uma coisa que me chamou a atenção é que, apesar de dizer em seu último tweet que ela não julga pessoas, não faz juízo de valores, foi exatamente o que ela fez comigo. Ela disse que esperava uma postura mais generosa por parte dos cristãos (é necessário fazer um juízo de valor para se saber o que se espera de alguém ou não), que continuamos provincianos, seja lá o que for que isso quer dizer (também aqui é um juízo de valor), e que o cristianismo passou longe (mais uma vez é necessário juízo de valor) e assim ela fez um julgamento sobre nós que somos contra o aborto. Por isso, no final, eu usei a boa e velha tática do Papa-Léguas com ela. Eu tentei mostra em 140 caracteres que, apesar de dizer que não fazia julgamento, era exatamente isso que ela estava fazendo.
Dois pontos importantes que não podem passar despercebidos.
O primeiro, em nenhum momento eu abordei a questão por uma perspectiva religiosa. Eu simplesmente afirmei que “Eu acho que a maior vítima é o bebe que está dentro da mulher e é morto sem ter culpa nenhuma” e “existe algum motivo justificável para se matar um ser humano inocente?” Religião, seja qual for, não entrou na minha argumentação. Mas ela já se defendeu como se essa fosse a questão. Isso ficou claro quando ela disse que “Ñ discuto com lentes religiosas”, mas foi ela mesma que um pouco antes disse “Cristianismo passa longe mesmo”. Portanto, no final das contas, ela estava abordando a questão com uma lente religiosa.
O segundo ponto é que às vezes, para defender nosso ponto de vista, usamos raciocínios que não fazem sentido. Como eu estava focando a questão naquilo que é importante (o assassinato de seres humanos inocentes no ventre) ela postou o seguinte “Morrem inocentes diariamente. Seja por bala perdida,por drogas,por espancamentos,por desamor..mas a gde questão é o aborto, não?”
Em lógica, isso é chamado de Red Herring, que é uma “Falácia cometida quando material irrelevante é introduzido no assunto discutido para desviar a atenção e chegar a uma conclusão diferente”. E foi isso que ela fez. É verdade, muitos inocentes morrem todos os dias. Mas esse não era o foco da nossa conversa. O foco da nossa conversa era aborto. O fato de pessoas morrerem inocentemente todos os dias de algum forma faz o aborto uma opção correta? Não. Na conversa que estávamos tendo, sim, aborto era a grande questão. Em outros momentos podemos falar sobre outras questões sociais. Mas nenhuma questão social pode ser usada para justificar o aborto.
Gostaria de concluir dizendo que, como qualquer outro pecado, o aborto pode ser perdoado por Deus. Não viramos as costas para uma mulher que fez aborto, nunca dizemos isso (apesar da nossa amiga sugerir isso sobre nós). Vamos trabalhar com ela, mostrar que existe perdão para esse e outros pecados e todo esse perdão se encontra em Jesus Cristo. Mas o que não fazemos, e aparentemente é isso que nossa amiga defende, é tornar o aborto um assunto secundário e menos importante, colocando os sentimentos da mulher que aborta acima do direito à vida que está sendo negado aos fetos humanos. Não vamos coar uma mosca e deixar passar um camelo.
Duas lições podem ser tiradas dessa conversa. A primeira, o aborto não possui defesa e é uma infelicidade quando ele é defendido pelos que professam o cristianismo (que nesse caso, passou longe). A segunda, não é fácil ser nosso amigo. Nem um pouco.

Posted on Tuesday, October 05, 2010 by Maurilo e Vivian

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Monday, October 04, 2010


“No início, a comunidade científica estava muito relutante em aceitar a idéia do nascimento do universo.” “Não somente o modelo do Big Bang parece confirmar a idéia judaico-cristã do começo do mundo, mas também parece clamar por um ato de criação sobrenatural...” “Precisou de tempo, evidência observacional e uma cuidadosa verificação das predições feitas pelo modelo do Big Bang para convencer a comunidade científica a aceitar a idéia de uma gênesis cósmica.” “... O Big Bang é um modelo muito bem sucedido... isso se impôs sobre uma comunidade científica relutante.”

J. M. Wersinger, Assoc. Prof. de Física, Auburn University

E como fã da série, não poderia deixar de passar a oportunidade:

Posted on Monday, October 04, 2010 by Maurilo e Vivian

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Sunday, October 03, 2010


“A cultura moderna não é totalmente oposta ao evangelho. Mas está desligada de qualquer conexão com ele. Não somente impede a aceitação do Cristianismo. Impede que o Cristianismo venha mesmo a ser ouvido”.

J. Gresham Machen, What Is Christianity? (O que é Cristianismo?), 1951

Posted on Sunday, October 03, 2010 by Maurilo e Vivian

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Saturday, October 02, 2010


Cristianismo e outras religiões antigas por Stephen J. Bedard

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Por que o cristianismo deve ser visto como verdade? O desafio diz que havia outros movimentos religiosos no primeiro século no Mediterrâneo que eram tão populares quanto. Por que o cristianismo teria uma melhor afirmação sobre a verdade do que alguns dos cultos de mistérios do mundo greco-romano? Alguns autores chegaram a sugerir que a história de Jesus foi baseada nestes cultos de mistérios e que os Evangelhos simplesmente colocaram uma roupagem judaica em um mito universal encontrado dentro dos cultos de mistérios. Há muitas maneiras de responder a essa hipótese de Jesus como um mito, mas podemos olhar para esses movimentos religiosos a partir de uma perspectiva histórica, e concluir que o cristianismo tem uma melhor afirmação sobre a verdade.


Cultos de mistérios
Havia inúmeros cultos de mistérios no mundo greco-romano, mas os mais frequentemente comparados com o cristianismo são relacionados ao culto de Mitra, Dionísio e de Ísis e Osíris. Tem sido discutido em outros lugares que os supostos paralelos com o Cristianismo ou são exagerados ou simplesmente falsos.1, No entanto, existem outras maneiras de diferenciar estas seitas do cristianismo.

O Mitraísmo era um movimento religioso que alguns alegam que poderia ter suplantado o Cristianismo como a religião dominante do Império Romano. As origens do Mitraísmo estão envoltas em mistério. Parece haver alguma ligação com o hinduísmo e religião persa, mas no momento em que o mitraísmo se tornou uma religião popular entre os romanos havia sido transformada em algo completamente novo. O acontecimento marcante no mitraísmo foi a morte do touro por Mitra. No entanto, este não foi um acontecimento histórico datável. A morte do touro teve lugar no passado primordial. Na verdade todos os acontecimentos da vida de Mitra, incluindo sua ascensão ao céu não foi entendido como tendo importância histórica, mas sim um valor ritualístico.

O ciclo de Osíris e Ísis, que inclui o mito de Hórus, proveu a história para uma seita religiosa muito popular. Enquanto o mito atual é bastante diferente do Evangelho, há outra diferença. A história de Osíris, Ísis e Hórus tem lugar no passado mítico. Não há maneira de colocar essas histórias em um contexto histórico. Enquanto os mitos podem ter sido valorizados pelos antigos, eles não foram capazes de descrever os eventos de uma forma histórica.

O culto a Dionísio também é um movimento que é muitas vezes comparado ao cristianismo. O melhor relato do mito de Dionísio é encontrado na peça de Eurípedes As Bacantes. A história descreve a raiva de Dionísio por ter sido recusado adoração e a punição que ele inflige. Esta peça foi apresentada pela primeira vez em 405 a.C., mas descreve eventos que, supostamente, tem lugar cerca de 2000 a.C., de acordo com Heródoto.2 Diferentemente da maioria dos cultos, ele é colocado em um contexto específico, embora ainda seja uma idade onde as figuras lendárias são criadas como fundadores de cidades importantes.

Cristianismo
O cristianismo é diferente das religiões e cultos pagãos contemporâneos de várias maneiras, mas uma das mais importantes é que é uma religião histórica. Através de uma religião histórica, quero dizer que é um movimento de fé que é fundamentada em fatos históricos e não no passado mítico e que as histórias foram registradas próximas aos eventos reais. Lucas, no início do seu Evangelho, deixa claro que ele estava registrando acontecimentos reais e que os acontecimentos que tiveram lugar tinham um contexto histórico específico.3 Isto é importante porque o cristianismo não é simplesmente baseado em filosofia, em uma mitologia agradável ou na ética prática, mas é baseada em acontecimentos históricos.

Qual é a evidência histórica para o cristianismo? Nós temos exatamente o que esperaríamos levando-se em consideração a área do Império Romano em que ocorreram os fatos. As reivindicações messiânicas de um judeu de classe baixa e da adoração de seus seguidores teriam conseguido, pouco interesse para a maioria dos cidadãos do Império no primeiro século.4

E os registros dos judeus sobre o ministério de Jesus? Certamente, se Jesus estava pregando e realizando milagres, algumas das testemunhas registraria suas experiências. Há duas questões para se notar. Uma delas é que a taxa de alfabetização era bastante baixa e a maioria dos registros assumiria a forma de tradições orais. Em segundo lugar, o clima da Galiléia e da Judéia era muito úmido para que a maioria dos textos sobrevivessem. A descoberta dos Manuscritos do Mar Morto é uma exceção que confirmam a regra.

Dito isto, existe alguns indícios judeus para a vida de Jesus. Em seu Testamentum Flavianium, Josefo realmente fala de Jesus. Alegações de que essa passagem é uma falsificação são muito ambiciosas. Sem dúvida, houve alguns acréscimos por cristãos, mas os estudiosos têm sido capazes de restaurar o texto original.5

Mais importante do que Josefo é o testemunho do próprio Novo Testamento. Os Evangelhos são, por vezes, desconsiderados como ficção piedosa, mas de forma injustificada. Evangelhos não canônicos do segundo e terceiro século mostram influência das novelas greco-romana, mas os Evangelhos canônicos são mais próximos do gênero da biografia e história.6 Embora os Evangelhos tenham sido escritos entre trinta e cinqüenta anos depois dos acontecimentos, isto não tira o seu valor. Eles foram baseados em tradição orais mais antigas7 e comparados com os textos a nós disponíveis sobre outras figuras antigas, como Alexandre, o Grande, os Evangelhos estavam relativamente perto aos eventos.8

Mesmo anterior aos Evangelho é o testemunho de Paulo. Paulo escreveu tão cedo quanto 20 anos após os acontecimentos e parece citar tradições ainda mais antigas. As alegações de que Paulo não fala do Jesus histórico são exagerações.9 Em 1 Coríntios 15:1-6, Paulo está tão confiante na fiabilidade histórica do Evangelho que ele apresenta a ressurreição como algo a ser confirmado por testemunhas oculares.

Conclusão
Por que a afirmação que o cristianismo é verdade deve ser levado à sério? Ao contrário de outras religiões antigas e cultos, o cristianismo está firmemente plantado na história. Não existe uma época mitológica ou lendária em que ocorreram os fatos. O Evangelho foi pregado em um tempo e lugar onde as pessoas pudessem confirmar os fatos. O cristianismo não é apenas baseado na fé cega, mas é baseado em confiabilidade histórica.

1 Stanley E. Porter and Stephen J. Bedard, Unmasking the Pagan Christ (Desmascarando o Cristo Pagão) (Toronto: Clements, 2006).
2 Herodotus, Histories Book II 2.145 (Livros de História).
3 Lucas 1:1-5.
4 Existem algumas referências antigas romanas como Suetônio, Tácito e Plínio, o Jovem. Veja Porter and Bedard pp. 129-39.
5 Porter and Bedard, pp. 139-44.
6 Richard A. Burridge, What Are the Gospels?: A Comparison with Graeco-Roman Biography (O que são os Evangelhos? Uma comparação com biografias grego-romanas) (New York: Cambridge University Press, 1995).
7 Richard Bauckham, Jesus and the Eyewitnesses: The Gospels as Eyewitness Testimony (Jesus e as Testemunhas Oculares: Os evangelhos como testemunhas oculares) (Grand Rapids: Eerdmans, 2006). Bauckham até suegerre que tradições orais de testemunhas individuais foram para no texto.
8 O mais antigo tratado sobre a vida de Alexandre, o Grande (356-323 a. C.) é de Plutarco, que escreveu no segundo século d. C.
9 Stephen J. Bedard, “Paul and the Historical Jesus: A Case Study in First Corinthians,” (Paulo e o Jesus histórico: um estudo de caso em 1 Coríntios) in McMaster Journal of Theology and Ministry 7:9-22 (2006).

Posted on Saturday, October 02, 2010 by Maurilo e Vivian

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Eu gosto muito de passear em sebos. Sempre encontro coisas interessante nos diversos sebos de São Paulo. Essas idas tem se tornado mais raras desde que comprei meu Kindle, mas ainda assim, de vez em quando, dou uma espiada quando passo perto de um.
E assim foi quando tive a agradável surpresa de passar por um sebo em Santana e encontrar algumas literaturas da Torre de Vigia, a organização das Testemunhas de Jeová. E entre os achados, estava uma Tradução das Escrituras Gregas, publicada em 1963. Essa foi a primeira versão do que mais tarde foi a Tradução do Novo Mundo das Escrituras (TNM), a tradução oficial das Testemunhas de Jeová.
Veja abaixo a capa do livro que comprei.


Quando cheguei em casa, dei uma boa folheada no livro e quando cheguei ao Evangelho de João, notei a falta de uma palavrinha que é um dos grande motivadores dos debates em torno da TNM: a palavra [um]. Na TNM dos dias de hoje, João 1:1 está assim:

“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com o Deus, e a Palavra era [um] deus”.

Mas no livro de 1963, a palavra [um], não se encontra, assim como está em grego. Mas a palavra “deus”, essa sim se encontra em minúscula. Veja a imagem abaixo, que escaneamos do livro de 1963.


Veja também a imagem escaneada da edição atual da TNM, onde [um] está inserido.


Na versão de 1963, os “tradutores” da TNM seguiram o que é considerado como uma tradução mais fiel de João 1:1, que em grego não traz o artigo. Assim, fizeram uma tradução mais correta.
Mas pela própria força do texto, que é uma declaração inegável da divindade de Jesus, em versões posteriores, contrariando tudo o que se sabe de grego bíblico, o [um] foi inserido.
Várias explicações foram dadas para tentar justificar a inserção do [um], mas elas só tem poder explicativo com aqueles que ignoram grego e também estão fechados nos ensinos da organização.
Alguns estudiosos do grego bíblico foram citados para tentar convencer que essa é a tradução correta, mas a grande maioria deles foi citada fora de contexto. Mesmo traduções onde [um] foi inserido e citados pela Torre, tinham a intenção de destacar a essência divina de Jesus.
E essa escolha traz um problema enorme para a Torre de Vigia.
João 1:1 chama Jesus de Deus. Isso é inegável. A questão é: esse Deus é o mesmo Deus que os judeus adoravam ou era outro deus? Para a Torre de Vigia, é outro deus e [um] destaca essa diferença. Assim sendo, a Torre faz uma declaracão politeísta, pois declara que existe mais de um Deus. A defesa: outras pessoas na Bíblia também foram chamadas de Deus, portanto, Jesus também poderia ser chamado [um] deus. Mas essa defesa perde sua força por ignorar que todos os outros que são chamados de deuses são falsos deuses. Assim, se Jesus é um deus como os outros deuses, ele é um falso deus. Mas se ele é um Deus verdadeiro, ou Ele é Jeová (trindade, como ensinado na Bíblia) ou existem vários deuses verdadeiros, o que seria politeísmo. A solução é mais complicada do que o problema.
Esse é um dos motivos pelos quais eu sempre compro literatura antiga da Torre de Vigia. A melhor forma de saber que essa organização não é profeta de Deus na Terra é ver como sua teologia mudou ao longo de mais de 100 anos, contradizendo a si mesma nos mais variados pontos.
Como já disse várias vezes, Charles T. Rusell seria expulso da organização que ele mesmo criou, tão diferente são os ensinos hoje do que já foram um dia.

Posted on Saturday, October 02, 2010 by Maurilo e Vivian

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Hoje comemoramos 60 anos de um dos nossos personagens preferidos.
E não poderíamos deixar de homenagea-lo. Portanto, dizemos em alto e bom som:

FELIZ ANIVERSÁRIO CHARLIE BROWN!


E como ele mesmo diria: que puxa!!!

Posted on Saturday, October 02, 2010 by Maurilo e Vivian

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Uma ótima definição do que é a verdadeira fé cristã:

"Verdadeira fé cristã = uma confiança bem considerada, reflexiva no que não se vê, pela segurança daquilo que se vê. É uma confiança bem considerada, reflexiva naquilo que não é conhecível, que se origina de e é sustentada por aquilo que é conhecível".

Muito bom. Eu encontrei esse definição sobre cristianismo no site Faith Interface.

Posted on Saturday, October 02, 2010 by Maurilo e Vivian

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