Saturday, October 16, 2010


A Dicotomia Eutífron por Mariano Grinbank

(Áudio em MP3 aqui em breve)

Cristianismo é verdadeiro, porque separa os chifres do dilema Eutífron.

No Eutífron de Platão, Sócrates propõe um dilema que põe em causa a premissa da ética teísta:
1. É algo bom porque Deus assim o proclama?
2. Ou será que Deus o proclama porque esse algo é bom?

Os pontos do dilema são:
1. É algo bom apenas porque Deus assim o proclama? Nesse caso, a bondade de Deus é arbitrária e poderia trocar bem e mal caprichosamente.
2. Existe algo separado de Deus ao qual Deus adere; Deus tem que agir de acordo com um padrão ético que está fora de si mesmo? Nesse caso, Deus não é todo-suficiente e obedece a um padrão mais elevado.

Vamos avaliar as nossas opções e ver qual conceito melhor fornece uma premissa moral absoluta e imperativa: um ethos.

Natureza:
Todas as afirmações que a ética evolui naturalmente podem ser logicamente desconsideradas – mesmo parecendo como senso comum ou verdadeiro – enquanto podem haver ações que contribuam para assegurar a sobrevivência, já que a natureza não é um agente ético não há imperativo ético natural. Poderíamos alimentar os pobres ou comê-los.

Moralidade Semântica:
A ética pode ser fundamentada imediatamente em ditos humanos, mas não em última análise. Os seres humanos podem fazer afirmações epistêmicas sobre moralidade, mas não fornecem uma premissa ontológica, uma vez que , enquanto esta visão pressupõe algo acima da "Natureza", não existe um imperativo ético objetivo, extrínseco. Assim, os seres humanos podem, sem recorrer a Deus, declarar certas ações como ética ou antiética e mesmo afirmar que são absolutas, mas estas são, em última análise, afirmações infundadas, são semânticas, sem tonalidade moral.
Nós inventamos conceitos auxiliares e úteis para nossa sobrevivência, mas estes não chegam a ser imperativos éticos. Além disso, essa ética é impotente, sendo criada por homens que só podem aplicar justiça se o malfeitor for capturado, sendo justiça restrita. Nesta perspectiva, a ética é baseada na regra da maioria, o mais apto por assim dizer. A justiça na Alemanha nazista diferiu das Forças Aliadas.

Uma nota: vamos admitir que o que esta acima ("Natureza" e "Moralidade Semântica") são válidos e vamos chama-lo de, por razões de economia de palavras, "visão naturalista". Vamos agora colocar o Dilema Eutífron:
1. É algo bom porque um naturalista o proclama sendo bom?
2. Ou será que um naturalista proclama algo como bom porque é bom?

Será que um naturalista determina o que é bom? Nesse caso, o que era antiético ontem, é ético hoje e amanhã pode voltar a ser antiético e, portanto, esta é arbitrária e nos rouba a capacidade de condenar qualquer coisa já que no momento em que condenamos uma ação e declaramos outra virtuosa, elas podem estar mudando, assim como areia movediça.

Ou então os naturalistas estão aderindo a algo fora de si mesmo? Eles estão e isso implica um imperativo ético que implica um direito ético, o que implica uma legislador, administrador e adjudicador ético.

Agora, para as teologias:
Dualismo:
Geralmente, dois deuses coeternos (dois seres separados e distintos), constituído de um Deus "bom" e um "mau". Isso é é verdadeiramente arbitrário já que a bondade subjetiva de um é medida contra o mal subjetivo do outro e vice-versa.

Monoteísmo estrito:
Está em vista um único ser eterno, uma pessoa, perfeitamente unida, de forma alguma dividida. Talvez esse Deus sentisse falta de companheirismo/relacionamento e teve que criar alguém com quem desfrutar o que faltava.

Estando sozinho na eternidade, o relacionamento não é parte da sua natureza, caráter ou ser. Assim, quando este Deus cria seres ele não procura relações pessoais com eles e, portanto, cria arbitrariamente componentes éticos para eles. Esse Deus é caprichoso, pois não está vinculado pela relação ética e uma vez que não é intrínseco à sua natureza, as ações éticas por este Deus não são garantidas.

Panteões, politeísmo, e Henoteísmo:
Estes grupos de deuses são geralmente concebidos como tendo sido criados por um ou dois deuses já existentes. Se os muitos deuses são eternos ou criados por outras pessoas, eles apreciaram as relações uns com os outros. No entanto, sendo seres e pessoas distinta, eles não são famosos pela realização de relações éticas uns com os outros, mas são conhecidos por brigas.
Na visão que muitos deuses foram criados por outros deuses, os deuses antigos de alguma forma estabeleceram uma lei ética que é então externa para os deuses posteriores e é uma lei que esses deuses são subservientes.

Já que eles poderiam desfrutar de relacionamentos com outros seres sobrenaturais, não estavam em geral interessados nos relacionamentos com humanos. Eles consideravam os seres humanos como coisas para se brincar – eles manipulariam nossos destinos ou tomariam a forma humana para fornicar conosco, mas há pouco, ou nada, no caminho de relações éticas.

Panteísmo, panenteísmo:
Essencialmente, essa visão postula que Deus é o criador e a criação. Assim, nesta visão as criações de Deus são, na realidade, extensões de Deus. Portanto, no panteísmo ou panenteísmo ética serve para Deus ditar para Deus como Deus deve tratar Deus. Deus é o diretor, o ator e platéia.

Trinitarianismo:
Na Bíblia, estamos lidando com o monoteísmo trinitário, um ser trino: um Deus, um ser, e ainda, três "pessoas" (sendo que um apresenta características de personalidade) cada um é Deus, cada um é eterno, cada um é distinto e, ainda, cada um é o único Deus. Um ser coeternal, coexistente, coigual, constituído por três "pessoas".

Este Deus não está só na eternidade, não está se relacionando com seres eternos em separado e está em relacionamento com pessoas separadas. Uma vez que cada membro da Trindade é eterno, cada um tem desfrutado relacionamentos eternos. Este Deus não está em falta de relacionamento. Deus desfruta de um relacionamento que é unificado em propósito e diversificado entre as pessoas.

Resolvendo o dilema Eutífron:
Ética são baseadas na natureza do Deus Trino. A natureza de Deus é relacional e benevolente, eterna e livre de conflitos. Deus gosta de relacionamentos e incentiva a sua criação a desfrutar do mesmo tipo de relacionamento. A vida consiste de desfrutar de relações com os seres humanos alicerçado sobre o gozo de um relacionamento eterno com Deus.

Assim, o Deus Trino não adere ao exterior, nem a construções éticas arbitrárias, uma vez que estas são um aspecto de Sua natureza.

Posted on Saturday, October 16, 2010 by Maurilo e Vivian

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Thursday, October 14, 2010


Veja a foto acima desse tranqüilo gatinho.
Ele está tentando entrar pela nossa janela. Lá está ele, no lado de fora da nossa janela. Nós o apelidamos de Frajola. Não sabemos de quem é, de onde veio e nem pra onde vai. Mas eu sei que pra dentro de casa ele não vem.
A Gracie e a Docinho (gata e cachorra) estão de prontidão, de olho em todos os seus movimentos.
Eu acho que essa vai ser uma longa noite...

Posted on Thursday, October 14, 2010 by Maurilo e Vivian

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O que fazer e o que não fazer quando se testemunha a cultistas


Há tanto o que fazer e o que não fazer quando se trata de testemunhar a cultistas (membros de seitas e cultos - nota do tradutor). A seguir estão algumas coisas que eu aprendi ao longo dos anos.
A primeira coisa a fazer, se identifique com o cultista. Convença-o(a) que você considera que ele é uma pessoa em seu próprio direito – digna, basicamente honesta, e não está tentando colocar algo a mais em você. Cultistas são pessoas antes de serem membros de seitas. Eles têm família, têm filhos, eles têm necessidades, têm frustrações e medos, e eles são irmãos e irmãs em Adão, embora não em Cristo.
Em Atos 17 lemos que todas as pessoas são filhas de Deus. Isso significa que, em Adão, todos nós compartilhamos uma herança comum. Então vamos falar com cultistas pela perspectiva da família de Adão, em espírito de oração com a esperança de trazê-los para a família da perspectiva de Deus.
Em segundo lugar, trabalhe persistentemente com os cultistas. Nunca desista a menos que o cultista decisivamente recuse contato posterior. Até eles desligarem a tomada, é preciso se manter lá – lembrando-se que o Senhor abençoa a Sua Palavra. A Escritura diz: "Minha palavra, que sair da minha boca, não voltará para mim vazia, mas fará o que eu desejo e alcançará o objectivo para que a enviei" (Isaías 55:11).
Em terceiro lugar, se exauste nos esforços para responder às questões dos cultistas. Depois de comunicar o Evangelho a alguém, é importante que possamos estar preparados para dar-lhes as razões pelo qual acreditamos nele. Os apóstolos foram apologistas bem como evangelistas. Eles não só proclamaram Cristo, mas, quando eram questionados, eles tinham boas e sólidas razões para sua fé. É por isso que Pedro disse: "Estejam sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que vocês têm" (1 Pedro. 3:15).
Em quarto lugar, dê oportunidade para o cultista respirar. Quando você está evangelizando um cultista e você ganhou o argumento, você tem a oportunidade de apresentar o Evangelho para ele de uma forma muito carinhosa ou você pode cair sobre de uma forma tão forte que a pessoa vai acabar lutando contra você, mesmo sabendo em sua alma que ele está errado. Quando você sentir que a pessoa – uma Testemunha de Jeová, por exemplo, perdeu o argumento e está vulnerável, esta é a hora de ser generoso e dizer para a pessoa, com amor: "Eu sei que podemos ficar muito nervosos nessas áreas se deixarmos. Vamos esquecer que você é uma Testemunha de Jeová e eu sou batista (ou seja lá o que você for). E vamos pensar apenas em nós mesmos como duas pessoas que querem mais do que tudo saber toda a verdade e todo o conselho de Deus. Certo?" Eu não conheci um cultista ainda que não diria "certo" como resposta. Então você pode dizer: "Você sabe, não é culpa sua." Esse é um ponto importante de se fazer. Porque a verdadeira culpa recai sobre a organização que está enganado a pessoa, não com a pessoa que foi enganada. A pessoa com quem você está falando pode ter entrado no engano, mas a Torre de Vigia o engana. Fixe a culpa sobre a organização. Então, enquanto você continua a compartilhar o Evangelho, você vai perceber que a pessoa é muito mais aberta.
Agora, eu quero mencionar também o que não fazer. Primeiro, não aborde o cultista com uma “patente” espiritual sobre seus ombros. Uma “patente” espiritual comunica o sentimento que você está olhando com desdém para o cultista porque você tem algo que ele ou ela não tem. Tal atitude irá fechá-los mais rápido do que qualquer coisa que você possa imaginar.
Em segundo lugar, não ataque diretamente o fundador de qualquer culto em particular. Quando eu ministro palestras sobre o mormonismo, eu não ataco Joseph Smith como pessoa. Quando eu ministro palestras sobre a Ciência Cristã, eu não ataco Mary Baker Eddy. Eu critico a teologia que eles ensinaram. Lembre-se, quando se trata de personalidades, as pessoas tornam-se instantaneamente defensivas.
Em terceiro lugar, não perca a paciência, independentemente de quão denso um cultista possa ser. Lembre-se de quão denso você e eu éramos – até que o Senhor conseguiu nos quebrantar. Porque os cultistas estão acorrentados nas cadeias da escravidão do pecado, você precisa ser paciente. E ser paciente significa estar disposto a repassar algo mais de dez vezes se necessário, acreditando que o Senhor abençoa seus esforços.
Para encerrar, deixe-me dizer que depois de tudo dito e feito, a forma como nos comunicamos mais eficazmente com os cultistas é através da agência do Espírito Santo. Lembre-se, é Ele quem toca as suas almas, pois é Ele quem convence do pecado e da justiça e do juízo (João 16:8). E nós somos em Suas mãos os vasos que pela graça se tornaram aptos para o uso do Mestre.

Posted on Thursday, October 14, 2010 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, October 12, 2010


Semana passada estávamos conversando no trabalho sobre assuntos espirituais (uma constante no nosso setor) e uma colega soltou a frase acima. Como você responderia?
Deixe-me apresentar o cenário onde ela foi colocada. Uma outra colega estava falando sobre uma visita que fez a uma mulher que recebia pessoas em uma reunião em sua casa. Essa mulher abria as reuniões com uma palavra, depois orações e depois ia de pessoa em pessoa abrindo a Bíblia de forma aleatória e pedindo para que a pessoa lê-se o texto e as notas de comentários referente ao texto. Segundo nossa colega, tal mulher acertou tudo. Infelizmente, minha colega disse que não se lembra qual texto bíblico foi “tirado” para ela, mas ela tem certeza que era tudo o que ela precisava. Engraçado que não houve interesse nem em anotar o texto. Também é digno de nota que, segundo nossa colega, a mulher de tempos em tempos levava a mão ao ouvido como se tivesse um ponto eletrônico e ouvisse diretamente de Deus. Frases do tipo “Deus está te falando isso”, “Deus está te falando aquilo” eram comuns.
Após essa história tragi-cômica, uma outra colega disse “Mas fica usando a Bíblia. A Bíblia foi escrita por homens. Não dá nem pra saber se Deus existe”.
Estava lançado o desafio. Via de regra, esse tipo de frase é um interruptor de conversas, pois ela lança um desafio que muitos cristãos simplesmente não se sentem preparados para responder.
Minha resposta foi simples. No primeiro momento, eu separei duas coisas que precisariam ser esclarecidas em separado. A primeira, foi esclarecer que ninguém nega que a Bíblia foi escrita por homens. Ela tinha que ser escrita por alguém. Não ia nascer de uma pedra. A pergunta é se esses homens foram inspirados por Deus ou não para escrever a Bíblia. Essa seria a pergunta correta. Mas como eu queria abordar a existência de Deus, acrescentei: “mas nós podemos determinar a existência de Deus à parte da Bíblia. Ela perguntou como. Respondi “eu conheço pelo menos uns quatro bons argumentos” e segui apresentando um resumo do argumento cosmológico, do argumento moral, do argumento teleológico e a ressurreição de Cristo. Esse último, não tive muito tempo de desenvolver, mas disse que a melhor explicação para a ressurreição de Cristo como um evento histórico é que Deus o ressuscitou dentre os mortos. Após esses quatro argumentos, ela simplesmente ficou sem uma resposta e chegou a conclusão que no final das contas, a existência de Deus era bem plausível. A partir daí, a conversa seguiu outro caminho.
O que quero mostrar com isso é que muitos dos desafios lançados ao cristianismo são na verdade frases repetidas a exaustão no sentido de minar o cristianismo. Mas uma boa parte dessas afirmações simplesmente não receberam a devido atenção e análise crítica. Quando o desafio é respondido, uma nova oportunidade de analisar o cristianismo de uma forma mais honesta se abre.
Não tenha medo dos desafios. Estude, se prepare e você vai perceber que a fé cristã está baseada em um fundamento sólido e que a fé, baseada em evidências, é uma postura racional e provê a melhor explicação para o mundo como o vemos.
Recomendamos a leitura dos ensaios “O Cristianismo é Verdadeiro?” Bom lugar pra começar.

Posted on Tuesday, October 12, 2010 by Maurilo e Vivian

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Saturday, October 09, 2010


Posted on Saturday, October 09, 2010 by Maurilo e Vivian

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O Cristianismo provado pela natureza da nação judaica por Anthony Horvath

(Áudio MP3 aqui em breve)

Muita tinta já foi gasta na defesa da historicidade da ressurreição de Jesus, e eu já gastei meu quinhão. Da mesma forma, a estonteante explosão da Igreja Cristã no Império Romano se levantou como um fenômeno que exige explicação e um homem morto ressuscitado dos mortos é a melhor. Estes esforços são válidos, mas seu peso não pode ser apreciado sem primeiro conhecer o contexto por trás dos argumentos. Temos de compreender o povo judeu, sua história e religião.

Esse entendimento injeta combustível em outros argumentos para o Cristianismo, um dos quais foi apresentado por C. S. Lewis, que disse:
"[Poderia-se dizer de uma abordagem para explicar a ascensão do cristianismo] é que Seus seguidores exageraram a história, e assim a lenda de que Ele lhes havia dito aquelas coisas cresceu. Isso é difícil porque Seus seguidores eram todos judeus, ou seja, pertenciam a nação que, de todas as outras, estava mais convencida de que só havia um Deus que não poderia haver outro. É muito estranho que essa terrível invenção sobre um líder religioso cresceu entre o povo em toda a terra menos propenso a cometer esse erro. Pelo contrário, temos a impressão de que nenhum de seus seguidores imediatos, ou mesmo os escritores do Novo Testamento, abraçaram a doutrina facilmente." "O que devemos fazer de Jesus Cristo", um ensaio encontrado em God in the Dock.

Podemos imaginar que a afirmação de um Deus-Homem seria natural se ela surgisse em território hindu, onde os avatares são aos montes. É uma outra coisa, se a afirmação surge entre os judeus, um povo que era ferozmente monoteísta. No entanto, é mais surpreendente do que isso: a afirmação não só surgiu entre os judeus, mas seus primeiros partidários eram judeus, e espalhou-se primeiro nas comunidades judaicas de todo o Império Romano e só depois para os gentios.

Dizer que os seguidores de Jesus não abraçaram a doutrina facilmente é um eufemismo, o simples fato de que eles abraçaram essa afirmação é uma realidade histórica que desafia a credulidade.

(Considere a sabedoria, se você é Deus, em encarnar em tal cenário, se você quer que as pessoas aceitam as suas credenciais. É fácil provar o seu caso entre amigos. Não tanto entre os seus inimigos. Imagine agora quando amigos e inimigos constituem um público hostil!)

Dado o ceticismo do Novo Testamento, é interessante notar que todos os ingredientes importantes para este argumento podem ser gerados a partir de documentos fora dele. Filo, Josefo, Tácito e outros, todos corroboram quão ferozmente monoteísta era o povo judeu. E quando dizemos, 'feroz', nós realmente queremos dizer isso.

Costuma-se argumentar que os cristãos adulteraram Josefo e outros escritores antigos. Após uma análise do que esses documentos nos dizem sobre a Judéia do primeiro século, aprendemos que ela estava cheio de um nacionalismo em brasas, intensos atritos por causa da opressão romana, agitação devido a antecipação de um rei-Messias, devoção total a pureza religiosa, devoção suprema ao templo e a eventual destruição do povo judeu pelos romanos por a sua insubordinação. Podemos abrir mão de qualquer noção que os antigos cristãos se rebaixaram mesmo ao ponto de fabricar estes aspectos do registro histórico?

Sendo assim, vamos considerar um exemplo de Flávio Josefo, o relato de Pôncio Pilatos e as Normas (Guerra 2,169-174, Antiguidades 18,55-59). Neste caso, Pilatos, a coberto na escuridão, colocou efígies de César em Jerusalém. Os judeus correram para a Cesaréia perante o horror de ter qualquer tipo de imagem presente em sua cidade. Pilatos rejeitou o clamor deles e quando os judeus não se dispersaram, ele os cercou e "deu um sinal para os soldados contê-los... e os ameaçou dizendo que a punição não seria menos do que a morte imediata, a menos que eles deixassem de perturbá-lo e fossem embora para suas casas. Mas eles se jogaram no chão, colocaram seus pescoços a descobertos e disseram que receberiam essa morte de bom grado..." Pilatos cedeu diante desse fanatismo.

Numerosos relatos também são dados sobre auto-proclamados messias em Israel durante este período. Já que “messias” se refere a um "ungido", ou um Rei Judeu, os romanos estavam naturalmente inclinados a esmagar essas pessoas rapidamente. O nacionalismo violento de Israel acabaria por levar à rebelião aberta, provocando uma invasão romana no c. 70 d. C, que destruiu Jerusalém e dizimou o templo.

Em face da aversão judaica às imagens de escultura, idolatria e blasfêmia contra Deus, veio um homem que afirmou ser Deus: a blasfêmia final. Jesus era judeu e todos os seus discípulos e seguidores e inimigos eram judeus. Além disso, no meio deste povo ferozmente nacionalista, surgiu uma grande massa de mulheres que disseram, juntamente com seu fundador, "Seu reino não é deste mundo".

Hoje, poucos sabem os nomes de qualquer uma das dezenas, senão centenas, de “messias” guerreiros que tentaram estabelecer um reino judaico. O único que é lembrado, em desafio ao seu tempo, clamava por um reino espiritual. Ele foi crucificado como outros messias foram, mas não foi esquecido como eles foram. Talvez seja porque esse messias não permaneceu morto?

O que aconteceria em Teerã, Cairo, ou Riade com um homem que alegasse que ele era, de fato, Alá? O próprio Mahdi teria de fazer algumas coisas bastante notáveis para convencer seus concidadãos muçulmanos – ao milhares – de que ele era, na realidade, Deus encarnado! Não podemos deixar de notar uma coisa dessas. A palestina do século 1 apresentava um cenário semelhante.

Estes abacaxis históricos precisam ser descascados: como é que o povo judeu de todos os povos deu súbita e rapidamente luz a uma religião como o cristianismo? Como este culto judaico conseguiu finalmente conquistar Roma, antes que os bárbaros o fizessem? Estas questões se levantam, mesmo se você excluir o Novo Testamento como fonte. Integridade e curiosidade parece exigir uma explicação que satisfaça todos os fatos.

O Novo Testamento fornece uma explicação. Se você não gosta, qual é a sua?

Posted on Saturday, October 09, 2010 by Maurilo e Vivian

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Wednesday, October 06, 2010


Às vezes citamos aqui no blog uma tática chamada de Papa-léguas. Ela é muito útil, especialmente quando usada em conversas sobre questões morais.
Já demos uma breve definição do que é essa tática, mas gostaria de cita a fonte onde aprendemos a usá-la.
O texto abaixo é retirado do livro Não tenho fé suficiente para ser ateu, de Norman Geisler e Frank Turek.
Aprenda e coloque essa tática em prática.

A tática do Papa-léguas
Se alguém lhe dissesse: "Tenho uma idéia que vai simplesmente revolucionar a sua capacidade de identificar de maneira rápida e segura as afirmações e filosofias falsas que permeiam a nossa cultura', você ficaria interessado? É isso o que estamos prestes a fazer aqui. De fato, se tivéssemos de eleger uma habilidade mental como a mais valiosa que tivéssemos aprendido em nossos muitos anos de comparecimento a seminários e cursos de pós-graduação, seria esta: como identificar e refutar afirmações que são falsas em si mesmas. Um incidente ocorrido recentemente num programa de entrevistas de rádio vai demonstrar o que queremos dizer com afirmações falsas em si mesmas.
Jerry, o liberal apresentador daquele programa, estava recebendo chamadas telefônicas sobre o assunto da moralidade. Depois de ouvir vários participantes pelo telefone afirmarem ousadamente que determinada posição moral era correta, um dos participantes interrompeu: "Jerry! Jerry! Não existe esse negócio de verdade!".
Eu [Frank] corri para o telefone e comecei a discar freneticamente. Ocupado.
Ocupado. Ocupado. Queria entrar e dizer: "Jerry! E quanto àquele cara que disse 'Não existe esse negócio de verdade' — isso é verdade?".
Não consegui completar a ligação. É claro que Jerry concordou com o ouvinte, sem jamais perceber que sua afirmação não poderia ser verdadeira — porque era uma afirmação falsa em si mesma.
Uma afirmação falsa em si mesma é aquela que não satisfaz o seu próprio padrão. Como temos certeza que você sabe, a afirmação do ouvinte — "Não existe verdade" — pretende ser verdadeira e, portanto, derrota a si mesma. É como se um estrangeiro dissesse: "Eu não consigo falar uma palavra sequer em português". Se alguém dissesse isso, você obviamente responderia: "Espere um minuto! Sua afirmação é falsa porque você acabou de falar em português!".
Afirmações falsas em si mesmas são feitas rotineiramente em nossa cultura pós-moderna, e, uma vez que você tenha uma capacidade aguçada de detectá-las, se tornará um defensor absolutamente intrépido da verdade. Sem dúvida, você já ouviu pessoas dizerem coisas como "Toda verdade é relativa!" e "Não existem absolutos!". Agora você estará armado para refutar tais afirmações tolas simplesmente revelando que elas não satisfazem os seus próprios critérios. Em Outras palavras, ao lançar uma afirmação falsa em si mesma contra ela própria, você pode expô-la pela falta de sentido que demonstra.
Ao processo de confrontar uma afirmação falsa em si mesma com ela própria, damos o nome de "tática do Papa-léguas", porque ela nos lembra as personagens de desenho animado Papa-léguas e Coiote. Com, você deve se lembrar das sessões de desenhos animados da TV; o único objetivo do Coiote é caçar o veloz Papa-léguas para transformá-lo em sua refeição. Mas o Papa-léguas é simplesmente rápido e esperto demais. Quando o Coiote está prestes a agarrá-lo, o Papa-léguas simplesmente pára instantaneamente na beira do abismo, deixando que o Coiote passe de lado e fique temporariamente suspenso no ar, apoiado em nada. Tão logo o Coiote percebe que não tem um chão no qual se firmar, cai verticalmente rumo ao fundo do vale e arrebenta-se todo.
Bem, é exatamente isso o que a tática do Papa-léguas pode fazer com os relativistas e os pós-modernistas de nossos dias. Ela nos ajuda a perceber que seus argumentos não podem sustentar seu próprio peso. Conseqüentemente, eles se estatelam no chão. Isso faz você parecer um supergênio!

Posted on Wednesday, October 06, 2010 by Maurilo e Vivian

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