Thursday, January 06, 2011


Tenho trabalhado com evangelismo por mais de 10 anos. Mas poderia dizer que, de certa forma, meu ministério sempre foi evangelismo ou relacionado com evangelismo. Eu me lembro de, mesmo como Testemunha de Jeová, estar me preparando para compartilhar “as boas novas do Reino de Jeová”. Depois, quando me converti ao verdadeiro cristianismo, uma das primeiras atividades que me envolvi foi o evangelismo do 15 de Novembro (não tão logo, já que me converti em janeiro). Tentei um pouco me envolver com música, o que até obtive um certo êxito, mas logo fui para o ministério de teatro Grupo Mensagem e grande parte das apresentações eram fora da igreja. Era uma forma de apresentar o evangelho sem me envolver diretamente com as pessoas. Alguns anos depois e em outra igreja, me envolvi com a Jocum e mergulhei diretamente no evangelismo. E isso já faz mais de 10 anos.
Em toda essa jornada, o foco sempre foi no “fazer evangelismo”. Como sair pra rua, como abordar as pessoas. O que falar? O que não falar? Resumidamente: como aplicar o evangelismo à minha vida?
Essa é uma pergunta importante, sem a menor sombra de dúvidas. As pessoas sempre me perguntam sobre isso quando falamos sobre evangelismo. Mas pouca gente nesses anos já me perguntou sobre “a teologia do evangelismo”. Existe interesse na aplicação. Mas poucos percebem que antes da aplicação, vem o conhecimento.
Trabalhei com muitos missionários, de vários países, de muitos ministérios. Poucos demonstravam essa preocupação. Talvez isso tenha a ver com um certo desdém que o movimento evangélico tem em relação à teologia. Muitos a consideram como uma forma de “racionalizar” a fé. Eu também já pensei assim. Talvez também tenha algo a ver com um hábito da igreja do entender a Bíblia como um grande livro de aplicações, com textos soltos (versículos) que possuem aplicações imediatas sem grande reflexão. Eu também já pensei assim. Seja qual for a razão, essa falta de pensamento teológico em relação ao evangelismo trabalha contra o próprio empreendimento do evangelismo.
Mas evangelismo não é só falar para as pessoas “Jesus te ama” e “você pode aceitar Jesus em seu coração” fazendo a “oração do pecador”? Não, evangelismo não é só isso. É muito mais do que isso.
A teologia é essencial para o evangelismo. A teologia motiva, dirige e sustenta o cristão na hora de compartilhar sua fé.
Ela motiva quando nos diz porque devemos evangelizar. Muitos não se preocupam em pregar o evangelho simplesmente porque ignoram (ou querem ignorar) o destino final daqueles que morrem em seus pecados (Hebreus 10:31; Marcos 9:47). Nos motiva quando nos comanda a pregar o evangelho (Mateus 28:19; Marcos 16:15 e outros), quando nos informa que há alegria no céu em relação ao pecador que se converte (Lucas 15:7), quando nos diz que aqueles que amam Jesus obedecem seus mandamentos (João 14:21).
A teologia nos dirige no evangelismo quando nos informa sobre o que é a salvação (2 Coríntios 5:21), do que somos salvos (Romanos 1:18), por quem somos salvos (Atos 13:23), para o que somos salvos (2 Timóteo 4:18) e como devemos responder a essa salvação (1 Pedro 4:10). Nos dirige quando declara que a Lei do Senhor é perfeita e converte a alma (Salmo 19:7) e nos mostra que quem converte o ser humano não somos nós, mas o Espírito Santo (João 16:8). Nos dirige prevenindo o erro na apresentação do evangelho (Gálatas 1:7).
E ela nos sustenta quando declara quem é Deus (Deuteronômio 6:4), quem é Jesus (Mateus 16:16), quais são as nossas crenças (1 Pedro 3:15) e nos guarda de ser enganados. Nos sustenta quando nos defende de crenças erradas e nos dá confiança para proclamar a mensagem do evangelho (Romanos 1:16).
Só poderemos ter uma correta aplicação do evangelismo quando tivermos crenças corretas em relação ao cristianismo. Sem teologia, o evangelismo é fraco, supérfluo e ineficaz. Causa medo, insegurança e desinteresse naqueles que deveriam fazê-lo.
A crença correta, leva a prática correta. Uma teologia correta, leva a um evangelismo correto.
Se você quer ser um servo melhor, que maneja bem a Palavra da verdade (2 Timóteo 2:15), prepare-se. Estude teologia e leve essa teologia para a rua.
Quero terminar com uma frase de J. I Packer sobre esse assunto. A relação de dependência entre teologia e evangelismo. Um precisa do outro.


“Evangelismo e teologia na maioria das vezes andam em caminhos separados e o resultado é uma grande perda para ambos. Quando a teologia não é mantida no curso pelas demandas da comunicação evangelística, ela cresce abstrata e especulativa, desobediente em seus métodos, teórica em interesse e irresponsável em sua postura. Quando o evangelismo não é fertilizado, alimentado e controlado pela teologia, se torna uma performance estilizada buscando seus efeitos através de habilidades manipulativas ao invés do poder da visão e da força da verdade. Tanto a teologia quanto o evangelismo, de forma importante, se tornam irreais, falsos à própria natureza que Deus lhes deu; toda a verdadeira teologia tem uma impulsão evangelística e todo verdadeiro evangelismo é teologia em ação.”

Posted on Thursday, January 06, 2011 by Maurilo e Vivian

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eustaquio o ateu de cronicas de narnia
Ontem fomos ao cinema ver “Crônicas de Nárnia – A Viagem do Peregrino da Alvorada”. Como fãs de C. S. Lewis, tanto dos seus escritos em teologia e apologética quanto em ficção, estávamos bem animados em ver o filme.
Para começar, gostamos do filme. Foi muito bom. Foi divertido. E em algumas partes, bastante emocionante. Não é melhor do que o livro (nem tem como) mas valeu a pena cada centavo.
Mas esse texto não é uma crítica do filme, nem mesmo sobre algumas questões teológicas que são levantadas na história (nem mesmo um lado meio que “salvação por obras” no final). Esse texto é sobre um novo personagem que é introduzido nesse filme: Eustáquio Clarêncio Mísero.
Eustáquio é o primo pestinha dos irmãos Pevensie. Ele é um homem das ciências, que gostaria de “tratar seus primos como insetos. Colocar um alfinete neles e prendê-los na parede”. É racional, lógico, arrogante e debocha da fé de seus primos em Nárnia. Quando estes relatam suas experiências com Aslan, ele as considera como mitos, fábulas e crendices. Eustáquio é em todos os sentidos, um naturalista. Para ele, esse mundo que vivemos é todo o que existe. Se não posso tocar, cheirar, provar, ver ou ouvir, então não existe. Se não fosse o bastante, Eustáquio torna a vida de seus primos, que moram com ele, um verdadeiro inferno.
Mas tudo está para mudar para Eustáquio, quando ele é levado juntos com seus primos para Nárnia através de um quadro na parede (uma cena bem legal). Ele passa a fazer parte da tripulação do Peregrino da Alvorada, o navio do Rei Caspian. A bordo do Peregrino estão vários narnianos, além de seres mágicos, como um minotauro e até um rato falante (Ripchip). Ele exige ser deixado em algum consulado britânico. E seu único momento de aparente alegria no navio é, mais para frente na história, quando ele percebe que todos a bordo estão tão infelizes quanto ele.
Apesar das mudanças em seu ambiente, Eustáquio continua arrogante e cético de tudo o que vê. Para ele, todos a bordo são lunáticos, malucos e sujos (especialmente o rato). Quando está na casa de Coriaquin, ouvindo as instruções que estão sendo dadas para que seguissem até a Ilha de Ramandu, o nosso pequeno cético diz “seguir uma estrela imaginária, em uma terra imaginária”.
Apesar de todas as evidências a favor, Eustáquio se nega a acreditar que está em Nárnia e está experimentando “as fábulas de seus primos”.
Após muitos acontecimentos (que eu não vou contar aqui), um resoluto e cansado Eustáquio finalmente encontra aquele que ele duvida que existe. Em uma linda cena, Aslan transforma Eustáquio literalmente. Um novo ser, regenerado, renasce.
Eu não sei se Lewis pensou nisso ou não, mas Eustáquio para mim é o reflexo do ateu moderno. Ele se acha racional, um homem da ciência, lógico, que somente acredita naquilo que os cinco sentidos podem experimentar. Ele é arrogante com os “fiéis” e trata a todos que discordam dele como intelectualmente desonestos. É contra todos que advogam pela verdade absoluta, pois só existe uma verdade absoluta: o cientismo! Ele se nega a reconhecer os atributos invisíveis de Deus que são claramente vistos na criação do mundo. Todos os argumentos teístas do mundo para ele são falaciosos e fundamentos na religião. Seu pressuposto naturalista não pode provar nem a si mesmo, mas ainda assim, para o ateu moderno, é sua regra de fé.
Mas aí chega o momento, nas areais de alguma ilha deserta, que assim como Eustáquio, ele encontra Aslan. E aquilo que todos os argumentos do mundo não conseguiram fazer (já que argumentos trabalham no intelecto e a resistência do ateu está na vontade) se faz com um rugido. Claro, estou falando metaforicamente. O Encontro aqui é com Deus. E a esse encontro, não tem como resistir. É um encontro que todos teremos. Alguns nessa vida. Outros, na próxima.
Portanto, Eustáquio agora é o codinome que dou para todos os ateus que navegam por ai, principalmente na internet. Que o caminho de Eustáquio Clarêncio Mísero seja o de vocês e possam um dia ter um legítimo encontro com Aslan e entrar em seu País.

Posted on Thursday, January 06, 2011 by Maurilo e Vivian

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Tuesday, January 04, 2011


Em setembro lançamos um desafio, pedindo respostas para a pergunta “Quem Criou Deus”. Na semana seguinte, demos a resposta.
Hoje recebemos o email de treinamento de Jim Wallace, do ministério Please Convinve Me. O assunto do treinamento rápido é o mesmo do desafio lançado em setembro e achamos interessante compartilhar com vocês.

É o início de um outro ano e a nossa resolução de Ano Novo é prover para você os melhores recursos para ajudá-lo a se tornar um Cristão Confiante “Defensor da Causa”. Esse ano planejamos começar um novo website, renovar a produção musical do nosso Podcast, criar novos vídeos para o YouTube e completar uma série de treinamentos sobre Dualismo! Enquanto isso, queremos te dar uma ferramenta rápida para responder a uma objeção comum ao teísmo:

OBJEÇÃO: Os cristãos afirmam que Deus criou tudo. A existência de Deus é ilógica, no entanto, porque simplesmente levanta a questão, “Quem criou Deus?” Seja o que for que causou a existência desse Deus deve, por definição, ser algo maior do que Deus.

RESPOSTA: A resposta para essa objeção está na natureza da própria pergunta! Para ilustrar o problema, vamos ver uma outra pergunta: “Que som o silêncio faz?” Essa pergunta parece boba, porque o silêncio é “sem som”; o silêncio é, por definição, sem som! Algo igualmente sem sentido se encontra na pergunta, “Quem criou Deus?” Deus é, por definição, eterno e não criado. Portanto, é ilógico perguntar “Quem Criou o ser não criado que chamamos de Deus?” Mas, se você pensar bem sobre isso, a existência de uma “primeira causa” não criada não é totalmente irracional. Você pode demonstrar isso ajudando o cético a transitar por três passos simples:

A Ciência Demonstra que o Nosso Universo teve uma Causa
O famoso astrônomo Carl Sagan uma vez disse, “O Cosmos é tudo que já existiu, existe e existirá.” Se isso for verdade, estamos vivendo em um universo sem causa infinitamente velho, que não exige nenhuma primeira causa para sua existência. Mas a ciência tem mostrado que esse não é o caso. A Segunda Lei da Termodinâmica, a expansão do universo, o Eco da Radiação, a Teoria do Regresso Infinito, todos apontam para um início para o espaço, tempo e matéria. Entidades limitadas e finitas que possuem um início são “causadas” por definição. Portanto, o universo que vivemos não é “tudo que já existiu”; ele teve um início e alguma coisa o causou.

Mas a Razão Dita a Existência de uma “Primeira Causa” Não Causada
A racionalidade dita que a causa maior do universo (mesmo que não seja Deus), deve ter certas características. Primeiro, deve existir fora do tempo. De acordo com os cientistas, nem mesmo o tempo existia até o princípio do universo, então, seja lá o que for que causou o nosso universo, existia mesmo quando o tempo não existia. Segundo, essa “primeira causa” também não pode ter causa. Não faz sentido falar sobre o que veio “antes” da causa, se essa causa existe fora do tempo. “Antes” é uma palavra que requer a existência de tempo para que venha a fazer qualquer sentido. Terceiro, essa “primeira causa” deve ser incrivelmente poderosa para causar tudo à existência (incluindo o tempo) de absolutamente nada. Quarto, essa “primeira causa” deve possuir a habilidade de causar ou não causar por sua vontade (se não tivesse essa livre escolha, o universo viria a existência assim que a “primeira causa” viesse a existência; a “primeira causa”, portanto, seria também finita, assim como o universo e exigiria uma causa para si mesma). Essas quatro características são racionais, dada a natureza do universo causado em que vivemos.

Deus é a “Primeira Causa” mais racional
Todos reconhecemos a existência lógica de uma “primeira causa” que é atemporal e não causada, que possui imenso poder e com a habilidade de escolher criar o universo. Essas são as características que os teístas tipicamente atribuem a Deus, mesmo que muitos naturalistas falhem em reconhecer esse ponto. Por essa razão, Deus é a a explicação mais racional para as evidências que os cientistas coletaram relacionadas à “primeira causa” do universo.

O naturalismo não oferece nenhuma explicação alternativa racional para a “primeira causa” do universo. O Deus descrito pelos teístas, no entanto, é consistente com as evidências e é a explicação mais racional.

Muito mais poderia ser dito sobre “A Primeira Causa” do universo e já escrevemos sobre isso em nosso artigo sobre o Argumento Cosmológico (em inglês, um outro artigo sobre o argumento pode ser encontrado aqui). Também desenvolvemos uma pequena apresentação para ajudá-lo a compartilhar a verdade baseada em cosmologia e design chamado “Uma Carteira, Um Dólar e a Existência de Deus” (em inglês, versão em português disponível em breve).

Posted on Tuesday, January 04, 2011 by Maurilo e Vivian

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Momento Escócia. Voltando alguns anos atrás na minha vida. A isso, traz calor ao meu pequeno coração reformado... (Alguém viu John Knox por ai?)

Posted on Tuesday, January 04, 2011 by Maurilo e Vivian

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E os ministério de dança alcança todas as denominações... em todos os lugares...

E já que estamos falando disso:


Críticas em relação à musica escocesa não serão aceitas. Esse é um assunto sensível na família.

Ev'ry road thro' life is a long, long road...

Posted on Tuesday, January 04, 2011 by Maurilo e Vivian

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Monday, January 03, 2011


Agnosticismo:
O termo deriva-se de duas palavras gregas, a (“sem”) e gnosis (“conhecimento”). Em sentido estrito, agnosticismo refere-se a um sistema de crenças em que a opinião acerca das declarações religiosas (e.g., “Deus existe”) é descartada por supor que não possam ser provadas nem negadas, ou porque tais declarações são vistas como inaplicáveis.

Fonte: Dicionário de Teologia, edição de bolso. Ed. Vida.

Posted on Monday, January 03, 2011 by Maurilo e Vivian

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Saturday, January 01, 2011


Um embaixador é…

ProntoUm embaixador está alerta para oportunidades de representar Cristo e não vai se retirar de uma desafio ou de uma oportunidade.
PacienteUm embaixador não irá contender, mas irá ouvir com o objetivo de entender, e então gentilmente buscará envolver aqueles com quem discorda.
RacionalUm embaixador tem convicções bem informadas (não somente sentimentos), dá razões, busca agressivamente por respostas e não tropeçara no mesmo desafio duas vezes.
TáticoUm embaixador se adapta para ensinar pessoas em situações únicas, manobrando com sabedoria e desafiando raciocínios ruins, apresentando a verdade de uma maneira entendível e convincente.
ClaroUm embaixador é cuidadoso com a linguagem e não irá se apoiar em jargões cristãos ou ganhará vantagem apelando para retórica vazia.
JustoUm embaixador é simpático e compreensível com os outros e reconhecerá os méritos de uma visão contrária.
HonestoUm embaixador é cuidadoso com os fatos e não irá representar de forma errada o ponto de vista de outros, não irá exagerar seu caso nem minimizar as exigências do Evangelho.
HumildeUm embaixador é provisional em suas afirmações, sabendo que seu entendimento sobre a verdade é falível. Ele não irá pressionar seu ponto de vista além do que permitido pelas evidências.
Atrativo Um embaixador irá agir com graça, gentileza e bons modos. Ele não irá desonrar Cristo em sua conduta.
DependenteUm embaixador sabe que a efetividade requer juntar seus melhores esforços com o poder de Deus.

Posted on Saturday, January 01, 2011 by Maurilo e Vivian

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